Santarém - 356 anos

Santarém - 356 anos

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Justiça devolve servidores do Incra ao cargo

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, através da decisão do juiz Ney Bello, da Quarta Turma, devolveu ao cargo servidores da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém (PA). A decisão, datada de 22 de novembro deste ano, foi comunicada oficialmente ao órgão no último dia 23.

O juiz Ney Bello, em sua decisão, entende que o afastamento provisório de gestores públicos é medida excepcional e se dá quando demonstrado que, permanecendo o agente no exercício do cargo, emprego ou função prejudica a instrução do processo, situação esta não evidenciada nos autos, segundo o magistrado.

“Atribuo efeito suspensivo ao recurso, até final julgamento do recurso pela Turma, porque evidenciado risco de dano irreparável ao agravante com o afastamento dos demandados dos cargos e/ou funções que exercem na Autarquia, a fim de que os demandados sejam mantidos ou reconduzidos aos respectivos cargos e/ou funções”, acrescenta o juiz Ney Bello, ao responder ao recurso ajuizado pelo Incra.

Com a decisão do TRF da 1ª região, que suspende a anterior proferida pelo juízo federal de Altamira (PA), Pedro Aquino de Santana volta à titularidade do cargo de superintendente do Incra em Santarém. Raimundo de Araújo Lima, que respondia pela Superintendência na interinidade, volta a Brasília, onde atua como Diretor de Programas da Presidência do Incra.

Também retornam às atividades Sílvio Carneiro de Carvalho, Luiz Edmundo Leite Magalhães, Dilton Tapajós (procurador jurídico) e Bruno Kempner (chefe da Unidade Avançada em Altamira).



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Pé-de-Pincha coleta 66 mil ovos em outubro

Cerca de 66 mil ovos de quelônios foram recolhidos em outubro nas praias de Oriximiná e Terra Santa, municípios do Oeste do Pará, onde a Mineração Rio do Norte (MRN) apóia as atividades do projeto Pé-de-Pincha, desenvolvido pela Universidade Federal da Amazônia (UFAM) em parceria com o Ibama, as comunidades ribeirinhas e as prefeituras das duas cidades.

Já em novembro, começou a eclosão de parte dos ovos recolhidos e depositados em berçários de areia, que reproduzem o ambiente original da praia. “Os ovos eclodem num local seguro, o que acarreta mais indivíduos sobreviventes”, explica o Assessor de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula. Depois de nascer, os filhotes são transferidos para tanques onde passam três meses para ganhar peso. Em março, têm início as solturas, que acontecem em nove comunidades de Oriximiná e sete de Terra Santa.

Desde 1999, quando o projeto foi criado até hoje, mais de meio milhão de quelônios, entre tartaruga, jabuti, tracajá, pitiú, calalumã e perema, já foram devolvidos aos rios da Amazônia. A idéia do projeto é promover as ações de forma participativa, envolvendo comunidades e instituições locais, sempre com a participação de voluntários. Para os filhos dos participantes do projeto, bolsas de estudo no valor de R$ 80,00 são distribuídas como forma de incentivo às crianças de 1ª a 4ª série, por meio de incentivo do projeto Jovem Cientista, do Fundo de Amparo à Pesquisa do Amazonas.
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sábado, 24 de novembro de 2007

Especulações

PMDB
Rumores nos bastidores políticos de Santarém dão conta que o PMDB vai rachar com o PT a partir de 1º de janeiro, quando o partido entregará todos os cargos que ocupa no governo municipal. Fontes afirmam que os acordos para uma canditura própria já estariam sendo firmados entre os deputados Jader Barbalho, Antonio Rocha e Lira Maia, este último na condição de indicar o vice, na chapa encabeçada por Rocha.

PDT
Outras informações dão conta que o PDT, sabendo do interesse do PT em fechar com o PMDB, indicando-lhe a vaga de vice na reeleição da prefeita Maria do Carmo, mandou um recado aos caciques petistas: a vaga é do PDT.
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A África é aqui, diz jornal português

Santarém do Pará fica sobranceira a um rio e, na época das chuvas, as águas inundam-lhe a avenida marginal, chegando a interromper o trânsito, tal como o Tejo perturba por vezes a zona baixa da nossa Santarém e inquieta as localidades ribeirinhas próximas. Mas ficam-se por aí as eventuais parecenças entre as duas cidades homónimas.

A principal cidade do Oeste do Pará é um deslumbramento, quanto a enquadramento paisagístico. Mas, de tão degradada, fornece motivos que baste à tentação de a compararmos, por exemplo, a Freetown ou Conakry na África Ocidental. E se focarmos a atenção em Santarenzinho, o seu bairro maior dos subúrbios e onde vivem umas 35 mil pessoas, o mínimo que pode dizer-se é que mete medo.

Aqui, quase nem se pode dizer que haja um centro, social e comercial, mais arrumado e limpo que o conjunto da terra. A não ser a parte antiga, perto da catedral e num dos extremos da Avenida Tapajós, o que se encontra são buracos na rua, bairros quase favelas e favelas mesmo, tristonhas e miseráveis, com esgotos a céu aberto, ruas feitas ribeiros e intransitáveis.

Uma exemplo de como (não) funciona Santarém: muitas ruas de sentido único não têm sinal de proibição algum, para o virtual sentido contrário. O resultado é entrar-se à confiança e daí a pouco ver o pessoal a fazer sinais desesperados do passeio e um ou outro veículo a buzinar desenfreadamente, para afastar o intruso. O que vale é que, como só se chega a Santarém de avião ou barco, na maior parte do ano, os poucos automóveis que lá circulam são dirigidos por residentes, que conhecem bem a pequena cidade. Não fora isso, e haveria desastres em barda, até regularizarem a sinalização.

E é pena, este desleixo e abandono, pois o enquadramento da cidade na natureza é um deslumbramento. Logo em frente à marginal é possível ver o espectáculo do encontro das águas, no lago onde dois grandes rios se misturam: de um lado o Amazonas, com suas águas barrentas e de outro, o Tapajós, azul-esverdeado.

Ainda resistem na cidade alguns belos prédios históricos e monumentos, herança da colonização portuguesa na região. Os jesuítas andaram por aqui, a catequizar os índios Tapaiussu (depois Tapajós).
O município é constituído pelos distritos de Santarém, Alter do Chão, Belterra, Boim, Curuai e Mojuí dos Campos, que somam no total 241,7 mil habitantes. Há meia dúzia de hotéis, dois ou três muito bons, e outros quanto baste para as necessidades do turismo. Quem vem à região só a passeio ou turismo, mais rápido parte para Alter do Chão, a 35 km de distância, do que se queda em Santarém.

O texto está na página do jornal Expresso, de Portugal.
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Projeto "Tanque Rede" apresenta primeiros resultados

Um mês e sete dias depois de ser iniciado, o projeto ‘Tanque Rede’ já apresenta os primeiros resultados. Na última quarta (22) a equipe que coordena o projeto, juntamente com dois biólogos, estiveram nas comunidades de Anã e Vila Brasil, ambas localizadas no Rio Arapiuns, para realizar a medição, pesagem e cálculo de ração necessária para alimentação dos peixes (biometria) que são criados em cativeiro.

Os biólogos e a equipe da SEMAB se surpreenderam com os excelentes resultados a começar pela sobrevivência dos alevinos. Nenhum, dos cerca de 2 mil peixes, morreram até o presente momento, além da biometria que apontou números surpreendentes e acima da média, segundo os coordenadores do projeto.

O maior peixe está com 16 centímetros de comprimento e o menor com 11. O peso ficou na média de 27 gramas. Números animadores, levando em conta o pouco tempo que os animais foram depositados nos tanques.

“A ração que é dada aos animais contribui bastante para o excelente resultado e sem contar com os comunitários, que têm se dedicado plenamente ao desenvolvimento do projeto”, disse Erivam Ademar Santos, um dos coordenadores do projeto.
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PF faz apreensão de 8o quilos de cocaína em Monte Alegre

A Polícia Federal prende, por volta das 21 horas da última sexta-feira, em Monte Alegre, uma quadrilha de traficantes que vinha do estado do Amazonas transportando 80 quilos de cocaína.

A prisão foi comandada pelo departamento de repressão a entorpecentes da Polícia Federal de Belém com o apoio de agentes de Santarém e da Polícia Militar realizaram uma operação na cidade de Monte Alegre.

Foram presos Gabriel Magabeira, natural de Tabatinga; Dubelei Fernandez, natural de Letícia – Colômbia; Gilberto da Silva, natural do Amapá; Mathias Laurente, também de Tabatinga; Lucivaldo de Souza, do município de Breves – Pará; Beijamim Duran, Cucuta, na Colômbia; e Gustavo Ramires e José dos Santos, de Manaus.

A droga foi distribuída em 62 pacotes. A quase dez dias os agentes estavam monitorando os envolvidos no tráfico.

A droga vinha da cidade de Tabatinga e seguia para Belém e Macapá.

De lá, segundo informações da PF, iria para o Nordeste brasileiro. Ainda segundo a Polícia Federal, essa não é a primeira vez que os traficantes tentam usar essa rota.

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Comunidades ribeirinhas fazem despescas

As comunidades Ajará e Castanhal, no município de Oriximiná, tiveram fartura na última despesca de tanques-rede: 2 toneladas de tambaquis cada uma. Essa é a etapa final da criação de peixes em cativeiro pelo Projeto Piscicultura, desenvolvido em 12 comunidades ribeirinhas dos municípios de Oriximiná, Faro, Óbidos, além da região do Alto Trombetas e Lago Batata.

O projeto, financiado pela Mineração Rio do Norte (MRN), capitalizou R$ 243 mil nos últimos quatro anos, resultado da venda de 41 toneladas de peixes. O investimento anual da MRN é de R$ 80 mil e toda a renda é revertida para os produtores.

"Esse é o momento de coroação do projeto. Hoje temos aproximadamente 200 famílias participando dessa iniciativa e muitas delas já realizaram despescas. Cada período de retirada gera cerca de duas toneladas de peixes por comunidade. É um momento em que você vê o resultado acontecer", afirma José Haroldo.

A Mineração Rio do Norte é responsável por fomentar e financiar o projeto, que existe desde 2002. A empresa doa tanques-rede, alevinos e rações às comunidades beneficiadas, além de oferecer a assistência técnica necessária.

A comunidade entra em ação com a mão-de-obra, realizando a retirada e o tratamento dos peixes para a venda. Todo o dinheiro arrecadado é destinado às famílias participantes, sendo que uma parte dele deve ser investida no trabalho, o que estimula a auto-sustentabilidade do projeto.
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Alcoa promove cultura paraense no 5º Ciclo Multicultural, em São Paulo

Antes de seguir para São Paulo, neste domingo, dia 25 de Novembro, para uma apresentação no 5º Ciclo Multicultural, promovido pelo Centro de Cultura Judaica, as tribos de Juruti estarão em Santarém para um city tour e um encontro com a Imprensa local. O evento conta com o patrocínio da Alcoa. Será a primeira apresentação das tribos fora da região Norte.

Com o espetáculo “Ritual da Criação do Mundo na Visão Tupi”, as Associações Folclóricas Muirapinima e Mundurukus têm apresentação programada para 27 de Novembro, às 19h30, no Centro de Cultura Judaica de São Paulo. Dessa vez não haverá a tradicional rivalidade entre as tribos, que dançarão juntas, defendendo as mesmas cores e a rica cultura amazônica.

O 5º Ciclo Multicultural, que acontece de 26 de Novembro a 2 de Dezembro, será uma semana de intensa programação com espetáculos teatrais, dança, música, cinema, culinária, gastronomia, literatura, fotografia e artes plásticas. “Queremos mostrar um pouco da força e da cultura da Amazônia, representadas pelas tribos tradicionais de Juruti. Esse nosso apoio está inserido nos Valores da Alcoa, que incentiva e valoriza a preservação da cultura em cada unidade onde atua”, afirma Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe.

Com população de 34 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juruti é o município onde a Alcoa está implementando uma unidade de mineração de bauxita, baseada em intenso processo de diálogo com a comunidade e nos compromissos pelo desenvolvimento regional sustentável assumidos por meio de uma Agenda Positiva, que visam à melhora da qualidade de vida da população local.

Tradição- Em Juruti, assim como em todo o Pará, as tribos indígenas Mundurukus e Muirapinima são conhecidas pela tradição que representam da cultura amazônica. São atrações do Festival das Tribos Indígenas de Juruti (Festribal), que acontece todos os anos no mês Julho e está na 13a edição. Em 2007 o evento, patrocinado pela Alcoa, teve participação de 30 mil pessoas.

O Festribal nasceu em 1993, substituindo o Festival Folclórico de Juruti, tradicional festa da região. Naquele ano foi criada uma dança com coreografia indígena denominada “Tribo Mundurukus”. Como não havia essa categoria no festival folclórico, em 1994 surgiu outro grupo: a Tribo Muirapinima, para concorrer com os Mundurukus.

Muirapinima é o nome de uma árvore cuja madeira era utilizada para fabricação de móveis no período colonial.

Mundurukus homenageia uma tribo que deu origem à cidade de Juruti.
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Sobre a baleia encontrada nas águas do rio Tapajós e que morreu à espera de socorro, o gerente regional do Ibama, Daniel Cohenca explica o seguinte:

Baleia minke-anã encontrada no rio Tapajós

Histórico Resumido
Em 14 de novembro de 2007 uma baleia foi avistada na comunidade de Piquiatuba, município de Belterra, no rio Tapajós na Floresta Nacional (FLONA) do Tapajós. A equipe da Flona foi informada por volta das 16:00 horas, do mesmo dia, quando solicitou apoio do Centro Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Uma equipe composta pelo CMA, NUFAS/IBAMA-Santarém e Flona Tapajós se deslocou imediatamente para o local, verificando que o animal se tratava uma baleia-minke-anã (Balaenoptera acutorostrata). Assim que retornou a Santarém, a Diretoria de Conservação da Biodiversidade - DIBIO/ICMBio foi avisada e ainda na madrugada do dia 15 solicitou o apoio do Instituto Baleia Jubarte (IBJ)para auxiliar no resgate deste animal. Para isso o IBJ enviou o médico veterinário Milton Marcondes que se deslocou de Caravelas - BA para Santarém - PA, chegando na madrugada do dia 16.

A baleia permaneceu em Piquiatuba no dia 15, porém, mesmo com a insistente solicitação de que fosse mantida distância da baleia pela equipe do ICMBio, IBAMA, ZOOFIT e Corpo de Bombeiros de Santarém, a presença de embarcações e pessoas ao seu redor provocou o deslocamento do animal no início da noite, só voltando a ser localizada no dia 17 em Jaguarituba, na outra margem do rio Tapajós.

A equipe de resgate se dirigiu ao local utilizando um helicóptero do IBAMA, mas ao chegar lá a baleia já havia se deslocado devido aos maus-tratos infringidos por um ribeirinho que a chutou e feriu com uma vara. Segundo relato dos moradores de Jaguarituba, o animal deixou o local sangrando. Foi feito um esforço para localizá-la neste mesmo dia, tendo sido utilizado o helicóptero e uma lancha rápida, porém sem sucesso.

Na manhã do dia 18 a baleia apareceu na comunidade de São José do Arapixuna, na entrada do rio Arapiuns distante cerca de 80 km de Jaguarituba. A equipe de resgate se deslocou de helicóptero ao local e encontrou o animal sendo mantido em água em torno de um metro de profundidade, próximo à margem do rio.

Enquanto a equipe de resgate realizava os primeiros exames do animal e prestava os primeiros-socorros, uma lancha saiu de Santarém trazendo cerca de 500 metros de rede de malha grossa que seria usada para cercar o animal e mantê-lo em semi-cativeiro pelo tempo necessário para que fosse avaliado seu estado de saúde, realizada a estabilização de seu quadro e autorizado seu embarque para transporte até o mar. A baleia minke-anã mediu 5,51 metros de comprimento, e foi estabelecido que se tratava de um indivíduo de sexo masculino.

A turbidez da água não permitiu a visualização do animal, motivo pelo qual o veterinário do IBJ mergulhou e através de palpação examinou todo o corpo do animal, determinando o local da ferida produzida no dia anterior e constatando que era um ferimento superficial. Por se considerar que um animal sob estresse apresenta queda da resposta imunológica, estando mais sujeito a processos infecciosos, foi iniciado tratamento com antibiótico de largo espectro de ação (oxitetraciclina, 20 mg/Kg) por via intramuscular.

A baleia foi medicada, seu dorso que estava exposto, foi coberto com lençóis brancos umedecidos para evitar queimaduras pelo sol. Sua freqüência respiratória foi monitorada por uma hora, inclusive durante a aplicação dos medicamentos. Pretendia-se coletar amostras de sangue para realização de hemograma e bioquímica sérica, a fim de se avaliar a possibilidade do animal apresentar alguma infecção e para se avaliar o funcionamento do fígado e dos rins.

Estas informações iriam permitir avaliar se o animal estava apto para ser transportado para o mar nos dias subseqüentes ou se seria necessário algum tratamento antes que de se tentar o transporte. Antes que o sangue fosse coletado o animal se agitou e começou a se deslocar, se afastando da margem e ficou nadando em círculos em águas com cerca de 2 metros de profundidade. O animal foi acompanhado e monitorado pelos técnicos do IBJ, ICMBio, IBAMA, Bosque Rodrigues Alves (Prefeitura Municipal de Belém - PA) e ZOOFIT.

O monitoramento foi feito a partir de canoas movidas a remo, evitando a utilização de motor para não estressá-lo. Aguardou-se a chegada da lancha com a rede antes de se fazer qualquer nova tentativa de manejo com o animal. Isto possibilitou que ele se acalmasse e voltasse a ter uma freqüência respiratória normal.

Com a chegada da lancha foi iniciada a tentativa de conduzir a baleia para um igarapé onde a entrada seria fechada com a rede. A baleia inicialmente acompanhou uma canoa por parte do caminho, como já havia feito naquela manhã, mas depois se afastou e voltou a nadar em círculos. Iniciou-se a tentativa de cercá-la com a rede, porém com os constantes deslocamentos do animal e com a aproximação do final do dia, e a presença de ventos muito fortes a operação teve que ser suspensa para evitar o risco da baleia se emalhar na rede no escuro o que poderia causar seu afogamento e apresentar risco de vida para a equipe de resgate.

Optou-se por interromper as atividades para que nova tentativa fosse realizada no dia seguinte. A baleia foi vista pela equipe de resgate pela última vez por volta das 17:30 horas (19:30 no horário de verão) e segundo relatos dos moradores ela ainda foi vista com uso de lanterna às 22:00 horas (meia-noite no horário de verão). Na manhã do dia 19 a equipe de resgate entrou em contato com os moradores de São José do Arapixuna e eles informaram que a baleia não fora mais vista. Eles fizeram uma busca na região e informaram que não houve sinal da baleia.

Na manhã do dia 20 a baleia apareceu morta, cerca de 200 metros de onde ela havia sido vista pela última vez, estando em decomposição. Uma equipe de três veterinários realizou a necropsia da baleia neste mesmo dia, enquanto os biólogos realizaram registros fotográficos e anotações em planilhas.

Resultados Preliminares da necropsia
A necropsia foi realizada pelo médico veterinário Milton Marcondes, do Instituto Baleia Jubarte, auxiliado pelo veterinário Jairo Moura de Oliveira, do Bosque Rodrigues Alves - Prefeitura Municipal de Belém, e pela veterinária Ana Ely E. de O. Melo, do Núcleo de Fauna do IBAMA - Santarém. Esta espécie de baleia ao morrer afunda, sendo necessária a formação de gases para que sua carcaça volte a flutuar.

A morte foi estimada como tendo ocorrido entre a noite de domingo e a amanhã de segunda-feira, estando a baleia morta a aproximadamente 30 a 36 horas quando se iniciou a necropsia. O animal estava em decomposição moderada, o que comprometeu o exame de vários órgãos e a coleta de amostras para exame histopatológico.
Os principais achados macroscópicos da necropsia foram:
- Área hemorrágica na musculatura abdominal, formando uma cavidade com aproximadamente 0,5 metros de comprimento;
- Área hemorrágica no flanco direito aproximadamente a 43 centímetros baixo do bordo posterior da nadadeira dorsal, formando uma cavidade entre a camada de gordura e a região muscular, do tamanho de um punho e necrose do tecido adjacente;
- Pulmões congestos;
- Estômago vazio, com áreas hemorrágicas na mucosa;
- Presença de epífises dos ossos não fusionadas, cartilagem da borda daescápula com cerca de 3 cm de comprimento;
- Órgão reprodutivo pouco desenvolvido;
- Todos os órgãos em autólise avançada.

Discussão do Caso
Os achados permitem concluir que se tratava de um animal jovem, ainda em fase de crescimento e não maturo sexualmente, provavelmente tendo entre 3 e 6 anos de idade.Pela distância do oceano e pela velocidade de natação é possível concluir que este animal deve ter levado um mínimo de 10 dias para atingir a região, estando, portanto em água doce a no mínimo 15 dias.

A área hemorrágica observada no flanco direito é compatível com um trauma contundente que ocasionou a formação de um hematoma, sem que ocorresse solução de continuidade da pele. Este achado é sugestivo de uma colisão com embarcação. O estado de decomposição do animal não permitiu determinar se esta contusão ocorreu antes ou após o animal ter entrado em água doce.A

área hemorrágica na musculatura abdominal pode ser devida aos períodos em que este animal esteve encalhado e que se debateu para conseguir voltar para águas mais profundas, batendo com o abdômen no leito do rio.A ausência de alimento no estômago era esperada, uma vez que esta espécie se alimenta em águas das regiões polares, e utilizando sua reserva de gordura como fonte de energia quando se encontra em águas tropicais. As áreas hemorrágicas na parede estomacal são sugestivas de gastrite devido a estresse.

Chamou a atenção o rápido processo de decomposição da carcaça. A literatura reporta que alguns fatores podem acelerar o processo de decomposição de um animal, entre eles teríamos o calor (tanto do ambiente quanto o oriundo de um quadro febril) e a proliferação de bactérias no organismo, como nos quadros de septicemia.

As amostras de tecido coletadas serão encaminhadas para exames em laboratórios especializados e somente após os resultados será emitido um relatório final com as conclusões.

Santarém, 22 de novembro de 2007.
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Br-163: R$10 milhões serão investidos

Reunião entre DNIT e Exército discutiu ações para obras na BR-163/PA e na BR-319/AM O Diretor Geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, Diretores e Coordenadores do Órgão se reuniram com o Diretor de Obras de Cooperação do Exército, General de Divisão Paulo Kazunori Komatsu, na manhã de quarta-feira, 21, na Sede da Autarquia, para programar e monitorar as obras nas rodovias BR-319/AM e BR-163/PA.

Durante a reunião foi definido o projeto de mais 20 quilômetros de obras de pavimentação da BR-163, entre os municípios paraenses de Rurópolis e Santarém. Para esse trecho estão garantidos recursos na ordem de R$ 10 milhões. O próximo passo é elaboração do plano de trabalho, que irá possibilitar o início das obras.

O encontro teve o objetivo de acelerar o ritmo de execução dos empreendimentos, principalmente na solução das questões ambientais. Na ocasião, o Diretor Geral frisou a necessidade de acompanhar de perto o andamento dos processos de concessão de licenças pelo IBAMA.

As obras de pavimentação da BR-163 no Pará estão avaliadas em R$ 1,5 bilhão e são executadas pelos 8º e 9º Batalhões de Engenharia e Construção (BEC) do Exército. Serão asfaltados 937 quilômetros da rodovia, entre a divisa com o estado de Mato Grosso e o município de Santarém/PA. Os serviços irão permitir a conclusão da rodovia, que tem uma extensão total de 1.764 quilômetros entre Santarém/PA e Cuiabá/MT. Nessa região, um dos pólos agrícolas mais importantes do país, vivem cerca de 2 milhões de habitantes. A pavimentação irá reduzir os custos do transporte da produção local em, aproximadamente, 35%.

Já a BR-319/AM receberá serviços de pavimentação e melhoramentos em 694 quilômetros, entre Manaus/AM e Porto Velho/RO. O investimento previsto para os próximos três anos é de R$ 697 milhões. A rodovia é a única ligação rodoviária do Amazonas com o Centro-Oeste do país. No momento, três lotes de obras estão em andamento na BR-319, sob responsabilidade dos 5º, 6º e 7º BECs, totalizando 140 quilômetros. O Governo Federal investirá, nesses segmentos, R$ 282,5 milhões, dos quais R$ 40 milhões já foram assegurados.

Fonte: A notícia
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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Castelo de Areia

Hoje fizeste sentir-me pequeno
Provei o gosto amargo do teu veneno
Tua fúria me destruiu por dentro
O que eu fiz?
Eu não entendo
Eu te amo e continuo te querendo
Não será isso que me fará cair
Pra ti tudo está cedendo
Mas o meu amor é sólido
Continua crescendo
É maldita essa dor, é por isso que
Estou sofrendo
Era bom quando falávamos a mesma língua
- Quero ficar contigo!
Pra mim isso continua valendo
É gostoso te amar num domingo
Passar um dia inteiro de alegria
Mas veja só que o teu ódio
Está fazendo
O coração supera
Eu consigo
Mas está doendo.
O que eu fiz?
Eu não entendo
Eu te amo e continuo
Te querendo.
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Jorge Vercilo em Santarém

O cantor Jorge Vercilo será a atração do Iate Clube de Santarém, no próximo dia 14. O show é inédito.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A Flor e o Medo

Tanta ansiedade
Escondida na vontade
Controlada pelo medo
Presa no desejo
Acorrentada na dor
Vigiada pelo amor
Num dia sem cor
Como uma flor
Esquecida no sossego.
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Efeito Rota

No último dia 2, um programa local, cujo apresentador lê as notícias aos berros, aprontou mais uma das suas. Veiculou uma matéria sobre a situação do asfalto no complexo viário da Fernando Guilhon. Até aí tudo bem, não fosse um detalhe: Fontes afirmam que as faixas colocadas nas proximidades da entrada da praia do Maracanã foram encomendadas pelo próprio programa, que é financiado pelo ex-prefeito Lira Maia. É o efeito Rota de fazer terrorismo, digo, jornalismo.
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Malária

A Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA, através do Pólo Base de Saúde Indígena, realiza nos dias 07 e 08 de novembro de 2007, no auditório do Centro de Controle de Zoonoses, uma Oficina de Atualização em Malária.

O evento é voltado para todos os profissionais da SEMSA que trabalham com a saúde indígena, coordenado pelo Pólo Base.Os organizadores da iniciativa justificam sua realização em face de ser a malária a doença de maior incidência nas populações indígenas desta região, e ainda pela introdução de novos esquemas terapêuticos a partir de 2007.

A oficina reunirá os profissionais que atuam no controle e tratamento da malária, com a finalidade de atualizar seus conhecimentos e favorecer troca de experiências entre eles.

A proposta da oficina é atualizar a equipe multiprofissional que atua na área de saúde indígena, nas ações do Programa de Malária e melhorar o desempenho das ações do Programa de Malária desenvolvido junto à população indígena e nas áreas endêmicas da região.

O evento terá como facilitadores Mariana Quiroga, infectologista do Núcleo de Medicina Tropical/ USP, Melissa Masheretti, infectologista do Núcleo de Medicina Tropical/ USP, Joaquim Martins, Agente de Saúde Pública – Pólo Base Santarém, e Maria Gracineide, Técnica em Laboratório / Divisão de Endemias da 9ª RPS-SESPA.

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Asfaltamento da Transamazônica

O ministro os Transportes, Alfredo Nascimento, e a governadora Ana Júlia Carepa visitam, nesta segunda-feira (05), a obra de construção e pavimentação da Transamazônica (BR-230), no trecho de 84,4 quilômetros entre os municípios de Altamira e Medicilândia.

A partir das 9h, as autoridades estarão no canteiro da empresa Andrade Gutierrez para acompanhar o início do asfaltamento da pista, uma demanda antiga da população da região por onde passa a rodovia.

A obra conta com R$ 90 milhões do Programa Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Piloto de Investimentos (PPI). O trecho ficará pronto no final de 2008.

A qualidade da obra segue um padrão nacional, com pista asfaltada, drenagem, acostamento, sinalização vertical e horizontal e alto padrão de segurança. Essa é uma exigência do Ministério dos Transportes que será conferida.

A espessura do asfalto é de 5 cm no meio da pista e 3 cm no acostamento. No percurso, quatro pontes de concreto serão construídas, substituindo velhas pontes de madeira que já não apresentam condições de tráfego. P

ara o evento, foram mobilizadas as prefeituras, câmaras municipais, sindicatos e associações de Altamira, Medicilândia, Brasil Novo, Anapu, Senador José Porfírio, Placas, Uruará, Porto de Moz e Vitória do Xingu.
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Aquecimento global

Acontece amanhã, em Alter do Chão, Santarém, o debate “Mudanças Climáticas: pontos de partida e desafios para a cooperação alemã no Brasil”. O evento tem o objetivo de discutir, entre outras questões, os impactos do aumento da temperatura do planeta para o Norte e o Nordeste do país; a situação dos direitos humanos das populações dessas regiões diante dos problemas causados por essas alterações atmosféricas; e os desafios e possíveis iniciativas da cooperação alemã no Brasil para minimizar os efeitos negativos desse contexto.

O evento está sendo promovido pelo DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social.O resultado do debate irá colaborar na discussão interna do DED a respeito do fortalecimento de suas estratégias de atuação, para os próximos anos, principalmente na região amazônica, em conjunto com os parceiros brasileiros e da cooperação internacional. O evento é para um público restrito, de 50 pessoas.

A iniciativa integra a Assembléia Geral Interna do Serviço Alemão, que acontece de 6 a 9 de novembro, no mesmo local. Entre os participantes da mesa estarão o gerente executivo da Large Scale Biosphere Atmosphere Experiment in Amazônia (LBA), Antônio O. Manzi , o antropólogo Euclides Pereira (Macuxi), o coordenador da GTZ para o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais no Brasil, Helmut Eger, e o conselheiro chefe do Departamento de Cooperação Técnica e Financeira da Embaixada da Alemanha, Michael Grewe.
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Ação de cidadania

Desde sexta-feira (2), o catamarã Pará, totalmente reformado pela Marinha de Guerra do Brasil e adaptado para servir de hospital flutuante, está fundeado defronte de Alter-do-Chão, em município de Santarém.
Está desenvolvendo ações de saúde e cidadania, em parceria com o governo do Pará, através da Secretaria de Saúde, da Secretaria de Segruança Pública e outros órgãos estaduais.


Proximas metas

Nesta segunda-feira (5), o "Pará" sai de Santarém, com destino a Gurupá, no Baixo Amazonas, com o mesmo objetivo. Nessa etapa da viagem receberá o secretário de Saúde, Homélio Sobral. Em seguida, vai a Melgaço e São Sebastão da Boa Vista, município da região de Marajó.

A messão do catamarã está se revestindo de pleno êxito e a procura por atendimento é grande, em t odos os portos.

Rodovias

Nesta segunda-feira, o vice-governador vai percorrer as rodovias estaduais Santarém-Curuá-Una e São José - Mojuí, que estão sendo pavimentadas pela Secretatria de Transportes, à frente Valdir Ganzer.
São obras importantes para o escoamento da produção agricola da região e que estão ajudando a elevar a auto-estima da população local. Odair será acompanhado pelo vice-prefeito de Santarém, Delano Riker, uma vez que a prefeita Maria do Carmo estará fora da cidade.

Aeropoto

Na próxima semana, desembarcaré em Santarém o enegenheiro-chefe do departamento de obras aeroportuárias da Infraero, para definir o local em que será construída a nova estação de passageiros do aeroporto Maestro Wilson Fonseca.
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