sábado, 31 de março de 2007

Para refletir

Perfeição
Renato Russo

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa políica e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar eros e thanatos
Persephone e hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
(a lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também não podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Venha meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição
Compartilhar:

Frase do Dia

No mundo há dois tipos de homens: Os que têm sede de poder e os que não querem ser dominados.
Compartilhar:

Hospital Regional


Hospital Regional do Oeste do Pará, localizado em Santarém, foi inaugurado sem condições de atender a população.

NOTA DE ESCLARECIMENTO AO POVO DO PARÁ

A Secretaria Executiva de Saúde Pública (Sespa) esclarece que Hospital Regional do Oeste do Pará, localizado em Santarém, não está funcionando porque foi inaugurado, em dezembro de 2006, sem condições de atender a população.
O Hospital Regional foi concebido para atendimentos de média e alta complexidade, ou seja, para casos de doenças graves e serviços especializados, que demandam a utilização de profissionais qualificados e equipamentos de alta tecnologia.

Atualmente, os aparelhos de ressonância magnética, angiografia, arco cirúrgico, raios-x com fluoroscopia, acelerador linear, densitometria óssea, entre outros, estão em processo de instalação, para que, em seguida, seja iniciado o treinamento dos técnicos que irão operá-los. Além disso, o consórcio Camargo Correa/Schauin, responsável pelas obras e instalação de equipamentos no hospital, ainda não concluiu seus serviços.

A inauguração do hospital, de maneira inconseqüente e sem critérios, criou na população uma falsa expectativa de atendimento imediato. A Sespa rejeita as más intenções de determinadas frentes políticas e reforça que a ativação do Hospital Regional do Oeste do Pará, no presente momento, representaria uma atitude irresponsável, pois o mesmo não atenderia às necessidades da população.

Da mesma forma que o povo do Pará, a Sespa lamenta que o Hospital Regional ainda não esteja funcionando e trabalha de maneira responsável e totalmente empenhada para colocar em funcionamento, o mais rápido possível, hospitais dignos e com a qualidade para atender a população paraense com a eficiência que merece.
Compartilhar:

IBAMA CONSEGUE SUSPENÇÃO DA LIMINAR EM FAVOR DA EMPRESA SANTA ROSA

O IBAMA OBTEVE JUNTO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A SUSPENSÃO DOS EFEITOS DO MANDATO DE SEGURANÇA DECRETADO PELO JUIZ FEDERAL ANTONIO CARLOS ALMEIDA CAMPELO, QUE CONCEDIA A EXPEDIÇÃO DE UMA AUTORIZAÇÃO DE EXPLORAÇÃO - AUTEX PARA A EMPRESA SANTA ROSA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E BENEFECIAMENTO DE MADEIRAS LTDA PELO IBAMA.

NA DECISÃO, O MINISTRO DESTACA ?QUE AS LESÕES AO MEIO AMBIENTE CARACTERIZAM-SE PELA INCOMPATIBILIDADE ENTRE A PERMANÊNCIA DO INTERESSE DA IMPETRANTE PELA EXPLORAÇÃO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL E OS OBJETIVOS DA CRIAÇÃO DA RESERVA EXTRATIVISTA ARIOCA-PRUANÃ, QUE ENVOLVE INTERESSES DE COMUNIDADE TRADICIONAL TENDO
EM VISTAS SUAS NECESSIDADES DE SUBSISTÊNCIA?.

O MINISTRO GIOMAR MENDES, VICE-PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CONCEDE AO IBAMA O DEFERIMENTO DO PEDIDO DE SUSPENSÃO DA DECISÃO PROFERIDA PELO RELATOR DA AÇÃO CAUTELAR INOMINADA.

O PEDIDO FOI ENCAMINHADO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PELO PROCURADOR DA INSTITUIÇÃO, DR. ANÍBAL PESSOA PICANÇO, REVOGANDO COM ISSO A AUTEX ORTOGADA EM FAVOR DA EMPRESA.
Compartilhar:

Policiais federais antecipam paralisação

Policiais federais podem fazer mais uma paralisação de 24 horas na próxima terça-feira, 3 de abril. É o que diz a carta enviada pelo presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres Avelar, nesta sexta-feira, 30 de março, ao ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. No texto, Avelar expressa surpresa ao saber que o ministro desconhece o acordo firmado pelo governo com os policiais federais.

O delegado afirma que as declarações do ministro Paulo Bernardo à imprensa causaram grande instabilidade e acirraram os ânimos dos policiais federais. “Isso prejudicou o calendário sugerido pelas entidades classistas de âmbito nacional com a previsão de novo ato público somente no dia 18 de abril, fazendo com que diversos Estados da Federação, por suas lideranças locais, entendessem por repudiá-las já, antecipando as manifestações para a próxima terça-feira, dia 03/04”, escreve.

Leia a carta na íntegra transcrita abaixo ou no anexo.



Brasília, 30 de março de 2007





Exmo. Sr.

Dr. PAULO BERNARDO
DD. Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Esplanada dos Ministério – Bl. K – 7º ANDAR

70040-906 - Brasília/DF


Senhor Ministro,

É com preocupação que, respeitosamente, nos dirigimos à V. Exª. para dizer da surpresa com que lemos suas entrevistas em diversos veículos de comunicação, afirmando desconhecer o compromisso do Governo no tocante à recomposição salarial dos servidores do Departamento de Polícia Federal.

Temos em mãos cópia do documento que V. Exª. alega desconhecer, assinado em 02/02/06, no qual o então ministro Márcio Thomaz Bastos fez constar, expressamente, que: “... Cumprimentando-os, faço referência aos entendimentos destinados à recomposição salarial dos integrantes da Carreira Policial Federal e do Plano Especial de Cargos do DPF, para reiterar o compromisso do Governo Federal em aprovar o pleito apresentado pela Direção Geral da Polícia Federal a este Ministério, nos termos da proposta datada de 11 de julho de 2005, tendo sido acertado com a equipe econômica que o aumento será dividido em duas vezes, ainda no presente exercício (2006). Respeitosas saudações. (As) MÁRCIO THOMAZ BASTOS – Ministro de Estado da Justiça”.

O desconhecimento alegado por V. Exª. é seríssimo, pois demonstra das duas, uma: ou o documento que temos em mãos não é da lavra do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos ou, o ministro da Justiça, não foi exato ao afirmar que celebrara acordo com a equipe econômica do governo, da qual o Ministro do Planejamento é um dos expoentes.

Como não podemos acreditar que o Senhor ministro da Justiça assinaria um documento oficial eivado de afirmações inverídicas, restaria a hipótese de alguém, se fazendo passar por ele, enganara todo o Departamento de Polícia Federal, começando pelo senhor Diretor-Geral, em Brasília, passando por todas as unidades do DPF, do Oiapoque ao Chuí.

Tal improvável fato, se confirmado, dará certamente azo aos procedimentos investigatórios cabíveis.

Assim, tomamos a liberdade de encaminhar cópia do famoso documento de 02/02/06, bem como daquele nele mencionado, de 11/07/05, para que V. Exª., tomando conhecimento de ambos, informe se um documento oficial, lavrado em papel timbrado com o Brasão da República e assinado por um Ministro de Estado, tem ou não o condão de comprometer o Governo Federal com os termos nele inseridos.

Por fim, informamos que as declarações de V. Exª. causaram grande instabilidade e acirraram os ânimos dos policiais federais, prejudicando o calendário sugerido pelas entidades classistas de âmbito nacional com a previsão de novo ato público somente no dia 18 de abril, fazendo com que diversos Estados da Federação, por suas lideranças locais, entendessem por repudiá-las já, antecipando as manifestações para a próxima terça-feira, dia 03/04.

Respeitosamente,

SANDRO TORRES AVELAR
Presidente da ADPF



Da assessoria de Imprensa ADPF
Compartilhar:

sexta-feira, 30 de março de 2007

Denunciado esquema de caixa 2 na eleição de Almeirim


Por: Marcos Santos

O prefeito do município de Almeirim, Gandor Hage, está sendo acusado de usar "Caixa 2", durante sua campanha eleitoral em 2004. O autor da denúncia é um ex-funcionário do Prefeito, César Augusto Oliveira de Menezes, que atualmente reside em Monte Alegre. Depois de ser demitido e desprezado pelo antigo patrão, César decidiu denunciar Gandor por crime eleitoral, sobretudo, compra de votos e uso de dinheiro ilegal durante a campanha política.

Segundo César Augusto, de 2004 a 2005, quando trabalhou diretamente como homem de confiança de Gandor Hage, fazendo serviços pessoais e coordenando a campanha eleitoral dele em uma área na cidade, constatou inúmeras irregularidades, principalmente quando o candidato distribuía cestas básicas aos eleitores. Contudo, explica, naquela ocasião, não tinha motivos para oferecer a denúncia. "Essa era apenas uma das práticas ilegais da campanha. Eu sei das complicações que essa denúncia pode me causar, mas não é justo o que ele fez comigo", abreviou o denunciante. Em 2004, César disse que foi orientado pelo próprio Gandor a abrir uma conta bancária na agência do Bradesco, na cidade de Monte Dourado, que foi utilizada para movimentar cerca de R$ 300 mil durante o período de março a outubro de 2004. A conta de número 0510272-3, agência 1470 era movimentada pelo pessoal do então candidato Gandor Hage. Através dela, foram feitos depósitos pomposos de dinheiro que não foi declarado à Justiça Eleitoral na época e nem á receita Federal. César afirma, ainda, que a própria mãe de Gandor, Rosa Hage, então Conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fazia transferências para esta conta. "Tenho extratos que comprovam os depósitos e saques feitos nesta conta. Eu mesmo sacava o dinheiro e fazia o pagamento do pessoal que trabalhava na campanha do Prefeito", resumiu César Augusto, afirmando que irá oferecer a denúncia no Ministério Público Federal e também na Justiça Eleitoral, pedindo providências, já que se trata de um crime eleitoral.

Tão certo das acusações que faz contra o prefeito Gandor Hage, o ex-funcionário diz que irá solicitar das autoridades a quebra do sigilo bancário, pois somente assim será possível comprovar a denúncia.

O termo Caixa 2 se refere a recursos financeiros não contabilizados e não declarados aos órgãos de fiscalização competentes. O esquema é utilizado por algumas empresas e também políticos, que emitem notas fiscais com valor menor ao da transação realizada, para que sejam devidos menos impostos.

Ou seja, caixa dois é um dos instrumentos utilizados para sonegação fiscal e também lavagem de dinheiro, que são crimes com pena prevista na lei nº 7.492 de 16 de junho de 1986. A Reclusão pode variar de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Muitos políticos e empresas são acusados judicialmente por utilizarem Caixa 2.

No caso do Prefeito de Almeirim, a acusação é tardia, contudo, segundo especialistas, cabe investigação caso o Tribunal Eleitoral considere a denúncia.

Além dessa acusação, César informou, ainda, que o prefeito Gandor Hage teria orientado o ex-funcionário a pedir a instalação de uma linha telefônica em seu nome. O telefone foi instalado na residência oficial e uma dívida astronômica impossibilitou o denunciante de fazer compras, pois a empresa Telemar fez o registro no Serviço de Proteção ao Crédito. A dívida era de mais de R$ 8 mil reais. Curiosamente, depois de informar ao próprio Prefeito de que tomaria providências para limpar seu nome, o débito foi quitado.

A reportagem tentou contato com o prefeito Gandor Hage, através do celular (91) 8151-0066, porém, até o fechamento desta edição, não foi possível localizá-lo.
Compartilhar:

Manifesto pela Vida


O Hospital Regional tem UTI, tomografia, ressonância magnética e outros aparelhos de alta complexidade, que custaram mais de 80 milhões de reais.
Porque esse Hospital continua INATIVO, após três meses da inauguração!
Porque esse gigante adormecido não funciona, enquanto morrem pacientes pelos corredores do Hospital Municipal?
Quantas vidas ainda serão necessárias para sensibilizar as autoridades a funcionar esse Hospital?
Mais de 12 mil currículos foram analisados, e o pessoal sequer foi chamado ou treinado.
Isso é uma afronta à população!
Não podemos aceitar que interesses políticos sejam motivo, para que o Governo do Estado não coloque esse Hospital para funcionar.
CONVOCAMOS toda a população a se juntar numa só voz, para que as autoridades se sensibilizem pelo funcionamento do Hospital regional, que é, antes de tudo, uma esperança de vida para todos.
Cerca de 20 empresas e entidades assinam o manifesto.
Compartilhar:

Incra autoriza ferrovia, mas estabelece condicionantes para a Alcoa

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) autorizou a Alcoa, empresa que está instalando uma base para a extração da bauxita em Juruti (PA), a construir uma ferrovia que, em parte, passará pelo assentamento Socó I, localizado no município. A decisão, entretanto, é acompanhada de uma série de condicionantes para preservar os direitos das famílias assentadas.

O encaminhamento ocorreu em reunião realizada em Juruti, na última segunda-feira (26), da qual participaram o superintendente regional do Incra em Santarém, Pedro Aquino de Santana, o diretor de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento do Incra, Carlos Kovalski, o procurador jurídico do Incra na região, Dilton Tapajós, representantes do assentamento Socó I e o prefeito de Juruti, Henrique Costa.

O Incra exige que a Alcoa elabore um estudo com os impactos socioambientais que a construção da ferrovia ocasionará e apresente um plano de controle ambiental a ser submetido à Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam), além de acatar a formação de um grupo de trabalho para detalhar e executar as compensações coletivas que devem ser asseguradas pela empresa ao Socó I.

A Alcoa terá 45 dias, a contar do dia 26 de março deste ano, para cumprir com as condições acertadas na última reunião. O não-cumprimento do acordo enseja a suspensão da autorização para a construção e o uso da ferrovia, que será afetará 900 hectares do assentamento, nos quais 56 famílias possuem lotes.

Fundo de desenvolvimento

Um das novidades inseridas no processo de negociação é a instituição de um Fundo de Desenvolvimento para as famílias, que receberá recursos da Alcoa e terá a participação dos governos federal, estadual e municipal. A idéia surgiu da premissa de que empresas habilitadas a explorar as riquezas naturais da região assumam o compromisso com a responsabilidade social, proporcionando investimentos em benefício das populações locais.

Compensações

Um grupo de trabalho, envolvendo membros do Incra, da Alcoa, das famílias do Socó I e de entidades representativas do assentamento será formado, no prazo de 45 dias, para dar cumprimento ao conjunto de ações, visando concretizar as compensações coletivas. Ou seja, concretizar as ações a serem empreendidas pela Alcoa em benefício de todas as comunidades que formam o projeto de reforma agrária afetado pela ferrovia.

As compensações coletivas foram concebidas com base em três eixos: meio ambiente, sociedade, produção e infra-estrutura. No rol das compensações, aparecem itens como o monitoramento das águas superficiais e subterrâneas; o reflorestamento das áreas ciliares e degradadas pela Alcoa; a aquisição de ônibus; a implantação de centros de formação, de escoamento da produção e de beneficiamento de farinha; e a construção de 36 quilômetros de estradas.

Construção participativa

As compensações coletivas foram construídas de forma participativa com as famílias do assentamento Socó I. O Incra, em outubro de 2006, instituiu uma comissão multidisciplinar como forma de auxiliar as comunidades a refletir sobre a realidade do assentamento, os possíveis impactos socioambientais da ferrovia e as medidas que poderiam ser adotadas para minimizá-los, preservando o modo de vida local e criando perspectivas de desenvolvimento. A comissão também mediou as negociações entre os assentados e a Alcoa.
Compartilhar:

Alcoa apresenta porto de Juruti a autoridades portuárias

Representantes de organizações vinculadas ao transporte marítimo paraense se reuniram com a gerência da Alcoa Mina de Juruti na manhã desta quinta-feira (29), em Belém, para conhecer o empreendimento e a estrutura de porto que será implantado no município em função da atividade de extração de bauxita. A previsão de início da fase de operação da mina é maio de 2008. A estimativa é de que cerca de 50 mil toneladas de bauxita sejam embarcadas por semana, inicialmente.

O “Encontro de Autoridades Portuárias e Mina de Juruti” contou com a participação de representantes da Marinha do Brasil, de órgãos públicos estaduais e federais, práticos da bacia amazônica, além de empresas de navegação. O evento foi uma oportunidade para discussões técnicas e esclarecimento de dúvidas. Também foi apresentado o estágio atual de implantação da mina, com destaque para os compromissos sociais, ambientais e de sustentabilidade com a região Oeste do Pará.

João Acácio Gomes de Oliveira, presidente da DTA Engenharia, empresa de consultoria e projetos na área específica de engenharia portuária, responsável pelo detalhamento do terminal fluvial da Alcoa em Juruti, diz que três condições caracterizam a obra como peculiar: a profundidade natural do rio Amazonas; a tranqüilidade das águas; e a pouca ocorrência de ventos. “Por causa dessas condições, não é um projeto que exija esforço extraordinário”, afirma.

Apesar disso, o terminal fluvial de bauxita tem atenção especial da equipe de meio ambiente, já que está localizado na bacia amazônica. Segundo João Luiz Serafim, diretor de Desenvolvimento Estratégico de Negócios da Alcoa, a companhia está preparada para superar possíveis desafios ou surpresas.

O píer de carregamento terá 225 metros de comprimento por 23 metros de largura, com cinco dolfins independentes para atracação, dois dolfins para amarração e uma passarela.

Pelo menos seis meses antes de ocorrer o primeiro embarque será feito um trabalho de educação ambiental junto às comunidades de Juruti, uma vez que, para a maioria, as embarcações são o principal meio de transporte. “As embarcações fazem parte do cotidiano do povo da região. Vamos reforçar os cuidados e, inclusive, fazer a sinalização fluvial”, diz o consultor portuário da Alcoa, Ronildo Carvalho.

Nos últimos dias, a Alcoa vem se reunindo com vários segmentos da sociedade em Juruti, Santarém e Belém para mostrar o andamento das atividades em Juruti. “Se ainda existem dúvidas por parte da sociedade sobre o que estamos fazendo, vamos esclarecer e mostrar que somos transparentes. Temos que atuar dessa forma para podermos conquistar o direito de operar dentro do nosso conceito de sustentabilidade”, explicou João Serafim, diretor da Alcoa.
Compartilhar:

terça-feira, 27 de março de 2007

Terra Santa ganha Escola Especial


Porto Trombetas - Agora o município de Terra Santa, no Oeste do Estado, conta com mais uma escola para atender a comunidade local. Por meio de um projeto feito em parceria com a Mineração Rio do Norte (MRN), cerca de 60 alunos já estão sendo atendidos na nova unidade, que tem por objetivo promover a inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência física e mental junto aos outros alunos da rede pública. A inauguração aconteceu no último sábado (24/03) com a presença do prefeito, vereadores e autoridades locais.

Numa homenagem à professora que foi precursora no ensino para crianças especiais no município, a Escola Simone das Neves Pinheiro é destinada a alunos de 1ª à 4ª série do ensino fundamental. Totalmente adaptado às necessidades físicas dos alunos especiais, o prédio foi construído em 2006 com recursos da MRN e mobiliada com recursos do FIA (Fundo da Infância e Adolescência), através de doações da BHP Billiton, acionista da MRN.

De acordo com informações da Secretaria de Educação, a proposta é estender o atendimento para 90 alunos, além de manter a alfabetização de adultos, que também ocorrerá na Escola. "São 17 anos de um sonho. Nossa expectativa é de que a cidade seja referência no quesito educação, por isso trabalhamos para oferecer o que há de melhor para a população", explica Maria Jocirene Ribeiro Anequino, Secretária de Educação de Terra Santa.

Para Júlio Sanna, Diretor Presidente da MRN, a empresa não pode se limitar ao que normalmente se oferece para a comunidade, ou seja, emprego e impostos. "Temos a visão de que nossas ações podem ser ampliadas para áreas como, saúde, educação, meio ambiente e geração de renda. O importante é alocarmos os recursos de forma inteligente para mostrarmos que somos uma empresa que, além de gerar empregos, também contribui para a melhoria das condições de vida da população ao nosso redor", comenta Júlio Sanna.

Já o prefeito Adalberto Cavalcanti Anequino destaca a importância social da obra. "Essa é uma ação de alcance social, pois a Escola será uma unidade mista, o que entendemos ser a melhor forma de ser trabalhar a diferença. Estamos dando mais um passo rumo à melhoria que estamos implantando no município", explica.

Comunidade já está sendo beneficiada

Kaio Maciel Cavalcanti, de três anos, será uma das crianças beneficiadas. A partir do próximo ano ele já será matriculado na Escola e passará a contar com toda a atenção dos monitores e professores. "A cada quinze dias vamos para Santarém para as seções de fisioterapia do Kaio, que têm por objetivo ajudar no desenvolvimento de sua coordenação motora. Acredito que, a partir do momento em que ele começar a freqüentar as aulas na Escola, ele terá uma evolução ainda maior no seu tratamento", diz Deusilana Santos Maciel, mãe de Kaio.

Outra que também está comemorando é a professora Ozanira Alves dos Santos. Após trabalhar 13 anos com educação especial para crianças, ela concluiu recentemente um treinamento de 120 horas para melhorar sua qualificação. "O maior prazer que sinto ao lidar com as crianças especiais é saber que podemos mostrar para a sociedade que eles são capazes de vencer suas barreiras e nós, de os ajudar a vencê-las".
Compartilhar:

Aquecimento global criará novo clima na Amazônia, diz estudo

Fonte: BBC - British Broadcasting Corporation
Link: http://www.bbc.co.uk/


Clima será mais quente e úmido na Amazônia em 2100

O aquecimento global criará um novo clima na Floresta Amazônica até o final do século, mais quente e com maior precipitação em época de chuvas, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Usando modelos de mudanças climáticas que levam em conta estimativas de emissões de gases do efeito estufa, os cientistas concluíram que 39% da superfície do planeta terá temperaturas mais altas até 2100 e que as zonas de climas mais quentes no mundo já estão se deslocando em direção aos dois pólos.

O fenômeno vai afetar principalmente os trópicos e sub-trópicos, regiões em que ficam as florestas Amazônica e da Indonésia, onde até as menores variações de temperaturas podem ter um grande impacto, afirmou Jack Williams, geógrafo da universidade e chefe da pesquisa.

"Esses já são os lugares mais quentes do mundo", disse Williams à BBC. "Com o mundo ficando ainda mais quente, essas regiões serão as primeiros a sair do patamar de climas conhecidos hoje e a formar novos climas".

Segundo Williams, o novo clima na Amazônia "não terá apenas uma temperatura mais elevada como uma precipitação maior. Choverá mais nos meses de julho, junho e agosto".

Extinção - Os cientistas dizem que essas mudanças afetarão várias espécies, em particular em regiões altas ou frias, como as áreas polares e os Andes, e regiões com grande biodiversidade, como é o caso da Floresta Amazônica.

"Com o desaparecimento de climas, existe o risco de extinção de várias espécies", disse Williams.

"Muitas das espécies em áreas de grande biodiversidade não conseguem migrar para outras áreas".

Segundo ele, novos tipos de clima podem oferecer novas oportunidades para algumas espécies, mas é difícil prever quais sofrerão e quais se beneficiarão com isso.

A equipe de Williams usou modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (o IPCC, na sigla em inglês) para prever onde as mudanças em temperaturas e volumes de chuvas deverão ocorrer.

Os cientistas constataram que, se forem mantidos os atuais níveis de emissão de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, surgirão novas zonas climáticas em 39% da superfície do planeta.

Mantidas as mesmas condições, o modelo prevê o desaparecimento de 48% dos climas atuais. Mesmo levando em conta as atuais estratégias globais de redução de emissões, os modelos prevêem o fim de determinados climas e o surgimento de novos em 20% da Terra.

O estudo foi publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences.
Compartilhar:

130 mil benefícios poderão ser cortados

O INSS inicia nesta quinta-feira uma força-tarefa para identificar fraudes entre 130 mil benefícios do País. A suspeita é que eles tiveram ajuda ilegal na hora da concessão.

Segundo o jornal Agora, o plano de ação conta com 344 servidores, divididos em 12 equipes no País. Em São Paulo, 25 profissionais irão avaliar os processos.

A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em 14 de dezembro. Até lá, 130 mil benefícios, concedidos até 21 de janeiro de 2007, serão checados.

O INSS desconfia que houve inclusão indevida em seu banco de dados de informações falsas com o objetivo de agilizar a aposentadoria.
Compartilhar:

Divisão técnica do HRPO

A direção do Hospital Regional Público do Oeste irá promover um evento que terá a participação do Dr. Augusto Humberto Lisboa, oportunidade em que fará a Apresentação da Divisão Técnica do HRPO. No mesmo evento serão abordados temas como: Introdução a Engenharia Clínica; Introdução a Engenharia de Manutenção e a Importância da Informática no Ambiente Hospitalar. O objetivo desta ação é a divulgação destes importantes departamentos para apoiar os tratamentos clínicos deste Hospital.
Compartilhar:

Renato Russo faria aniversário hoje


Hoje 27 de março, o cantor e líder da banda Legião Urbana, completaria 47 anos e a data não pode passar em branco. A voz grave e a dança aparentemente fora de compasso são apenas dois detalhes do roqueiro mais expressivo do movimento marcado pela profusão de bandas do entorno do Planalto Central e da região sudeste do país.

Intensidade. Provavelmente essa deva ser a palavra que melhor define a maneira que Renato Russo viveu seus 36 anos de vida. Anos esses estendidos pela influência de suas músicas ouvidas anos depois de sua morte. Portanto se você sabe cantar ao menos um trecho da música ‘Pais e Filhos’ ou já se pegou cantarolando estrofes mesmo que avulsas de ‘Eduardo e Mônica’ e não passa dos 20 e 25 anos é prova de que a obra de Renato Russo continua viva.

A face intelectual do compositor começou a se desenvolver com mais força quando Renato ficou dependente de cadeira de rodas por conta de uma doença rara chamada epifisiólise, isso quando ainda tinha 13 anos. Pela dificuldade de locomoção lia bastante e ouvia muita música, fato que o estimulou a montar uma banda de rock.
O sonho se tornou realidade em 1982 com o início da Legião Urbana, após a embrionária Aborto Elétrico, banda que contava com integrantes da hoje conhecida Capital Inicial. O primeiro show aconteceu no mês de setembro de 1982, no município de Patos de Minas (MG). Alçados ao sucesso após um show memorável show no Circo Voador, casa de shows famosa do Rio de Janeiro, a banda gravou uma fita demo para a gravadora EMI e um ano após lançou o primeiro disco.

A partir daí sucessivos hits marcaram a trajetória da banda. ‘Ainda é cedo’, ‘Que país é esse?’, ‘Será’ e a clássica ‘Pais e Filhos’ entraram para a história do país inteiro e passaram a fazer parte da narrativa pessoal de diversos jovens das mais variadas regiões do Brasil. Ali Renato Russo e a Legião Urbana se efetivavam como as maiores referências do rock brasileiro.

Após anunciar publicamente que era portador do vírus HIV e seis meses depois de parar de tomar os medicamentos para conter o avanço da doença, Renato morreu no dia 11 de outubro de 1996.

Um dos últimos desejos do cantor foi obedecido pela família: as cinzas de Renato foram jogadas no Jardim do sítio do Paisagista Roberto Burle Marx, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, ao som de umas das canções que ele mais ouvia nos últimos dias de vida, ‘Fantasia para piano’, de Schumann.

A indústria fonográfica ainda é a que mais lucra mesmo após a morte de Renato Russo e o fim da Legião Urbana. Uma das últimas compilações é o cd e o dvd do show ‘Renato Russo Multishow Ao Vivo’, gravado em dezembro de 2005, no Rio de Janeiro. Participaram da apresentação às bandas Capital Inicial, Plebe Rude, Detonautas, Titãs, Cidade Negra, além de cantores como Chorão, da banda Charlie Brown Jr., Fernanda Takai, da banda Pato Fu, Paulo Ricardo (ex-RPM) e Vanessa da Matta.

Demais áreas como o teatro e até o cinema passaram a destacar a vida do cantor, como a peça ‘Renato Russo’, encenada pelo ator Bruce Gomlevsky. No espetáculo Bruce encarna Renato e mostra a vida conturbada do ídolo dos anos 80 e ainda canta músicas que milhões de brasileiros cantaram e cantam até hoje.

Fonte: Drika Ferreira, especial para o Portal ORM
Compartilhar:

Incra vai realizar 'força-tarefa' na região da BR-163


Segundo informação do diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcos Kowarick, o próximo alvo da força-tarefa de regularização fundiária no Pará é na região da Rodovia Cuiabá-Santarém (BR -163).
O diretor afirmou que eles irão entrar forte BR-163 agora. Na região de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos, no Mato Grosso, eles já entraram. Tiveram vários enfrentamentos com grileiros armados. E em Castelo dos Sonhos tinha área de 100 mil hectares grilada, as quais eles retomaram.

O Incra e o Exército Brasileiro iniciaram em agosto o trabalho conjunto de regularização fundiária dos imóveis rurais localizados nas terras públicas da União que existem no estado.

Desde o ano passado, cerca de 3 milhões de hectares de terras paraenses estão sendo georreferenciadas pelas duas instituições federais. A tarefa consiste em ir a campo e identificar o tamanho da área, quem a está ocupando e de que forma, para ver que posseiros podem permanecer e quais serão retirados. Os dados são cruzados com a localização exata, mapeada por satélite.

Segundo o diretor do Incra, foram levantados 9.786 lotes para regularização fundiária no Estado, e existem cerca de 15 mil processos de titulação em andamento.

No Pará, a expectativa é de que o trabalho de regularização fundiária termine ainda no primeiro semestre deste ano. A intenção, de acordo com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, é ampliar o trabalho para todo o país. De acordo com Hackbart, há muito trabalho a fazer no sertão nordestino.

Fonte: Portal ORM Com informações da Agência Brasil
Compartilhar:

Cargill recorre para reabrir terminal graneleiro

A Cargill Agrícola informou nesta segunda-feira (26) que ingressou na Justiça Federal com um mandado de segurança para tentar a reabertura de seu terminal graneleiro no proto de Santarém, no oeste do Pará, interditado desde sexta-feira (23) por decisão do desembargador Antônio Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. No dia seguinte pela manhã o terminal teve o portão de acesso lacrado por agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), com da Polícia Federal.

A empresa multinacional alega em seu recurso que a sentença de Prudente não leva em consideração uma decisão anterior que havia permitido a continuação do funcionamento do porto. A Cargill espera que em 48 horas saia uma decisão a favor da reabertura de seu terminal. Ela insiste que o terminal no rio Tapajós conta com licenças de operação nos âmbitos Municipal, Estadual e Federal.

O desembargador do TRF da 1ª Região determinou a imediata suspensão de toda e qualquer atividade desenvolvida no terminal da Cargill, “até a efetiva conclusão e apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima)”. O não cumprimento dessa decisão resultaria em multa diária de R$ 10 mil. Com essa decisão, ele confirmou a decisão liminar do juiz federal Dimis da Costa Braga, de Santarém, que em 2000 suspendeu o alvará do terminal.

A agência de notícia “Dow Jones”, citada pela Agência Estado, diz que a Cargill informou que o terminal de Santarém tem embarques agendados apenas para o dia 4 de abril. Mas que a empresa não disse para onde desviará a carga caso o porto não seja reaberto até lá. São embarcadas por ali em torno de um milhão de toneladas de soja por ano.


Fonte: Pará Negócios
Compartilhar:

GDA organiza semana dos Povos Indígenas

Com o tema: “Comunidades indígenas e a Amazônia”, o Grupo de Defesa da Amazônia – GDA está organizando para o período de 16 a 21 de abril a semana dos Povos Indígenas.
O evento vai acontecer no próprio GDA, entre outros assuntos, será discutido os problemas enfrentados pelas tribos existentes na região: Rio Curuá-Una, Amazonas, Tapajós e Arapiuns.
De acordo com a assessoria de comunicação do GDA, a expectativa é receber representantes de 10 tribos durante o encontro.
Rádio e Tv Guarany
Compartilhar:

Setor madeireiro cobra ações para evitar crise

Em reunião realizada na tarde de ontem (26), no auditório Albano Franco da Fiepa, estiveram dos 33 pólos madeireiros do Estado do Pará, 22 estiveram representados por prefeitos ou presidentes de sindicatos de indústrias madeireiras.

A crise no setor produtivo florestal, formado por aproximadamente 1.500 empresas, que empregam 180 mil trabalhadores, caso nenhuma ação emergencial seja tomada. Os empresários fizeram sugestões para os políticos e representantes de órgãos do Governo do Estado, que também estiveram na reunião.

Segundo os empresários, uma prioridade é o levantamento dos projetos de manejo florestal sustentável (PMFS) em análise na Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) e um cronograma de liberação até maio para que haja crédito de madeira na safra que se inicia em junho/julho. Caso contrário, a atividade econômica entrará em colapso nos próximos 30 ou 60 dias.

O presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiepa, Justiniano Netto, acrescentou que o licenciamento da exploração madeireira nas áreas de assentamento ofertaria parte da demanda de matéria-prima. Ele sugeriu ainda que, em curto prazo, sejam aprovados os PMFS com Autorizações de Detenção de Imóvel Público (Adip’s).

A proposta teve resposta favorável do secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, presente à reunião. Além dele, representaram o governo do Estado o secretário de Estado de Novos Projetos, Marcílio Monteiro, e a futura diretora geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), Raimunda Monteiro. Na mesa e na platéia, um deputado federal, sete deputados estaduais e um senador, sensibilizados com a situação dos municípios, que dependem prioritariamente da indústria madeireira.

Em médio prazo, os empresários querem um cronograma de implantação de 16 milhões de hectares de concessões florestais, em áreas federais e estaduais.
Netto salientou que esta área representa 13% do Estado do Pará para uma atividade que é o segundo item da pauta de exportações. E ressaltou que se este cronograma for criado e cumprido, dará conta de sustentar os 11 milhões de metros cúbicos consumidos pela indústria madeireira a cada ano.

Em 2003, foram liberados 5,08 milhões de metros cúbicos, o que não era a metade do que precisamos, e no ano passado foi ainda menos 2,96 milhões de metros cúbicos. Em 2007, até agora, nada foi liberado. Queremos que este plano de safra anual contemple uma força tarefa, um mutirão de legalidade ao setor.

O prefeito de Jacundá, Adão Ribeiro, se disse assustado com as proporções da crise no município. Diariamente, as famílias batem às portas da Prefeitura e da Câmara de Vereadores em busca de atendimento às suas necessidades básicas, por conta do desemprego na indústria madeireira. Ele disse que eles é que perceberam o colapso no setor produtivo florestal.

Eles não têm condições de atender a comunidade, por isso estão lá para pedir aos deputados e secretários que tomem decisões que garantam os empregos desses trabalhadores.

O secretário Marcílio Monteiro disse que conhece o caos fundiário e ambiental do Pará, e acatou a responsabilidade de uma construção conjunta das saídas para a atividade, a partir de ações estruturantes e imediatas. E sinalizou dizendo que desde a época em que eu estava no Ibama apontou como possível solução, com potencial madeireiro, o licenciamento dos assentamentos. Achando que poderia ser uma grande solução imediata.
Fonte: Portal ORM
Compartilhar:

Seduc e MEC juntos para combater reprovação no interior

O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou ontem (26), a capacitação de 122 técnicos das secretarias municipais de educação de 34 municípios paraenses. A qualificação em 'Kits e Guias' faz parte do processo de implementação do projeto 'Escola Ativa' nas áreas rurais destes municípios.

O projeto Escola Ativa é uma estratégia metodológica, criada pelo Fudescola, para combater a reprovação e o abandono da sala de aula pelos alunos das escolas rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Foi desenvolvido especificamente para as classes multisseriadas, onde alunos de diferentes idades e séries realizam suas atividades escolares na mesma classe.

Para garantir a melhoria da qualidade da educação no meio rural, o projeto utiliza diversos recursos, desde a auto-aprendizagem e o trabalho em grupo, até o ensino por meio de módulos e livros didáticos especiais. Além disso, a Escola Ativa estimula a participação da comunidade e viabiliza a capacitação e atualização dos professores.

A coordenadora pedagógica da secretaria municipal de educação de Aurora do Pará, Terezinha Silva, disse que o projeto está sendo colocado em prática desde o ano passado, nas classes multisseriadas do município. E afirmou que metodologia específica do projeto facilita a vida do professor em sala de aula.

De acordo com a coordenadora estadual do Fundescola, Ana Lúcia Santos, a capacitação 'Kits e Guias' têm o objetivo de internalizar a metodologia da Escola Ativa. Ela destacou: os técnicos estão sendo capacitados para serem multiplicadores nos municípios, para que os mesmos possam internalizar essas ações, melhorando assim, a qualidade de ensino.

Fonte: Agência Pará
Compartilhar:

Campanha quer coletar 500 mil assinaturas pelo Estado do Tapajós

Fonte: No Tapajós.com

Lançado oficialmente, na manhã desta terça-feira (27), a campanha de coleta de 500 mil assinaturas para o abaixo-assinado em favor do plebiscito para a criação do Novo Estado. A campanha deste abaixo-assinado para a coleta de assinaturas em favor do plebiscito do Estado do Tapajós foi apresentada, no plenário da Câmara Municipal de Santarém.

A coordenação do Movimento pelo Plebiscito do Novo Estado implementou a criação de um Fundo Plebiscitário, a confecção de adesivos e o envolvimento de instituições de educação na coleta das assinaturas. A campanha das 500 mil assinaturas é um abaixo-assinado que será realizado até o dia 31 de julho de 2007, em toda a região oeste do Pará, visa coletar assinaturas que serão anexadas ao projeto 0731/2000, que autoriza a consulta plebiscitária, visando a criação ou não do Estado do Tapajós.

O documento foi antecedido de uma campanha de motivação que continuará em andamento com a confecção de 35 mil adesivos para serem fixados em veículos e em locais de grande concentração e circulação de pessoas, com a finalidade de motivar a população a participar da campanha com suas assinaturas. Além disso, faz parte dessa fase de motivação a distribuição de 100 mil folders para esclarecer a população sobre a necessidade da realização do plebiscito e da criação do Novo Estado.

Atualmente, o projeto 0731/2000, conta o Relatório 01/90, sobre estudos de Redivisão Territorial do Brasil, considerando o melhor resultado que confirma a viabilidade do Estado do Tapajós, feitos por uma Comissão Mista de representantes do Executivo e do Legislativo. Além disso, conta com uma Emenda Popular com 17 mil assinaturas.
O projeto de consulta plebiscitária do Estado do Tapajós continua tramitando em Brasília, dependendo da votação no Plenário da Câmara, uma vez que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça CCJ da Câmara e do Senado e aprovado por unanimidade pelo plenário do Senado Federal.
Compartilhar:

Óbidos realiza conferência para discutir segurança alimentar

Nos dias 28 e 29 o município de Óbidos, oeste do Pará, realizará a Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, na Assembléia Recreativa Pauxis (ARPA).

O evento é fundamental, pois permitirá que o poder público local junto a sociedade civil discutam a realidade social para a elaboração de propostas a serem apresentadas nas Conferências Estadual e Nacional que ocorrerão 24 a 26 de abril e 3 a 6 de julho, respectivamente.

Durante o evento serão abordados três eixos prioritários: Segurança Alimentar e Nutricional nas estratégias de desenvolvimento, Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional e Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, os quais são essenciais na construção de políticas públicas.

A Conferência é um instrumento importante para diagnosticar a realidade do município com relação a qualidade da alimentação.

De acordo com a secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Aldanete Farias, a reunião entre o poder público local e a sociedade é a melhor maneira de discutir os problemas sociais.


Fonte: Associação dos Municípios da Calha Norte
Compartilhar:

Casa própria: Financiamentos com prazos maiores

Nunca foi tão fácil financiar um imóvel no Brasil. O acesso a um empréstimo desse tipo nos bancos está menos restrito: prazos estendidos para 20 anos, valores maiores de financiamento e maior possibilidade de comprometimento de renda.
Hoje, o comprador tem cerca do dobro da capacidade de adquirir um imóvel que há dez anos ainda que não tenha tido aumento de salário.

Segundo João Crestana, presidente em exercício do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). E resume: com juros menores e prazos maiores, há muito mais pessoas em condições de comprar um imóvel. E enfatiza, a estabilidade econômica 'tira' o medo do consumidor de se endividar a longo prazo.

A fartura tem um motivo: o volume de dinheiro nos caixas dos bancos disponíveis para os financiamentos. Em 2006, pela primeira vez na história, os bancos ofereceram mais dinheiro para a casa própria do que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Foram R$ 9,5 bilhões, contra R$ 3,7 bilhões disponíveis no FGTS (destinados a famílias com renda de até R$ 4.900 e imóveis avaliados entre R$ 72 mil e R$ 80 mil.). Este ano, a cifra será maior ainda: R$ 11 bilhões.

A estimativa é do diretor geral da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Osvaldo Correa Fonseca. Pelas contas da Abecip, esse dinheiro deve financiar a compra de cerca de 150 mil imóveis – o que fará de 2007 o melhor ano para o financiamento imobiliário desde 1998, quando o sistema financiou 181.834 imóveis com recursos da poupança.
No marasmo desde os anos 90, o mercado de financiamento imobiliário começou a respirar de novo no início desta década, quando os recursos da poupança voltaram a ser direcionados ao setor.
No mesmo período, o início da queda das taxas de juros tornou esse mercado interessante para os bancos estrangeiros e abriu a torneira dos recursos.

Em 2004, a Lei 10.931 redefiniu as relações entre as instituições financeiras e mutuários, dando mais segurança aos dois lados. E disse que com isso, o financiamento deixou de ser uma obrigação para os bancos e passou a ser um bom negócio.

O 'golpe final' no marasmo veio em setembro do ano passado, quando o governo lançou um pacote de estímulo à habitação e abriu caminho para o surgimento de planos de financiamento com parcelas fixas o que permite ao comprador do imóvel saber desde o começo o quanto vai pagar até o fim do contrato.

Até então, o parcelamento das operações de crédito imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) era calculado pela TR - índice que corrige os depósitos de poupança - acrescida de até 12% ao ano.
Fonte: G1
Compartilhar:

Preço do peixe não será tabelado na Semana Santa

Fonte:www.portalguarany.com.br
A decisão saiu ontem (26) à tarde durante reunião na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Município de Santarém que contou com a presença do PROCON, administradores de mercados e Colônia de Pescadores Z-20.

O chefe da Divisão de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Erivan Santos, disse que vai ser realizada uma campanha de sensibilização junto aos pescadores, consumidores e revendedores.

Nos dias 3 e 4 de abril uma panfletagem será feita com cartazes e folderes pelas ruas da cidade, mercados e feiras, inclusive com a distribuição da portaria estadual que proíbe a saída do pescado.

De acordo com a portaria, no período da Semana Santa o vendedores ou atravessadores não podem negociar o peixe do Pará para outro Estado, pois estará correndo o risco de punição.

Para Erivan Santos, se a portaria for respeitada o santareno não correrá o risco de ficar sem o peixe na Semana Santa.
O chefe da Divisão de Peixe da SEMAB descarta qualquer possibilidade de tabelamento na Semana Santa.

Por outro lado à criação de peixe está sendo uma alternativa para facilitar que os católicos cumpram com a tradição de consumir carne branca durante a Semana Santa.
A criação de peixes também pode ajudar que algumas espécies entrem na lista de extinção.

Em Santarém, são 15 criadouros existentes, todos assistidos pela Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater.
Os tanques da penitenciária agrícola de Cucurunã são acompanhados pela unidade. O projeto é desenvolvido por internos da casa penal. O projeto visa preparar os presos para retornar ao convívio social.

No último final de semana foram retirados 400 quilos de tambaqui e comercializados no Mercadão 2000. O quilo foi vendido a 5 reais.
Compartilhar:

Porto fechado pelo Ibama não tem embarques até abril

Local: São Paulo - SP
Fonte: Agência Estado
Link: http://www.estadao.com.br/agestado/



Porto da Cargill foi fechado por não ter apresentado estudos de impacto ambiental

A empresa norte-americana Cargill disse nesta segunda-feira, 26, que o porto fechado pela Justiça em Santarém, no Pará, neste fim de semana, tem embarques agendados apenas para o dia 4 de abril, informou a agência de notícias Dow Jones. A empresa, entretanto, não disse para onde desviará a carga caso o porto não seja reaberto até lá.

O porto, localizado no rio Amazonas, foi fechado na manhã de sábado pelo Ibama por determinação de uma ordem judicial expedida na noite de sexta-feira. A empresa vai recorrer da decisão. Há duas semanas, o Ministério Público Federal do Pará tinha pedido a paralisação do local até a apresentação pela empresa dos estudos de impacto ambiental (EIA), exigidos pelas leis ambientais brasileiras. O processo já dura sete anos.

O porto embarca cerca de um milhão de toneladas de soja por ano e, no domingo, um comunicado da Cargill informou que até que a questão seja resolvida os embarques do grão serão feitos por outros portos.

Ana Conceição
Compartilhar:

Conflito no Pará aguarda ação do governo

Cresce tensão na gleba Nova Olinda, onde omissão dos governos acirra atritos entre comunidades, madeireiros e grileiros. Até quando?

A área da gleba Nova Olinda, localizada entre os municípios de Santarém e Juruti, no oeste do Pará, é palco de conflitos entre madeireiros, grileiros e comunidades ribeirinhas desde 2002. Desde que o governo do estado assumiu a aprovação de planos de manejo florestal, há um ano, a situação tem ficado cada vez mais séria na região, com o agravamento da extração ilegal de madeira, grilagem de terras e violência contra as comunidades. O Greenpeace sobrevoou, na semana passada, a região do conflito e se reuniu com as comunidades locais e representantes dos governos federal e estadual.

“Estivemos na região a pedido das comunidades e verificamos que realmente existem planos de manejo florestal aprovados sem vistoria prévia ou monitoramento adequado", relata o engenheiro florestal Marcelo Marquesini da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Segundo Marquesini, procedem as denúncias de que os madeireiros estão cortando árvores fora das áreas autorizadas e grileiros estão ocupando as terras dos comunitários.

O caso da gleba Nova Olinda é mais um exemplo de como a ausência de governança continua provocando desmatamento e conflito fundiário na Amazônia. A extração madeireira realizada dentro e fora de áreas de manejo aprovadas pela gestão passada da Secretaria Estadual de Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) é acompanhada por cooptações, intimidações, ameaças de morte e expulsão de moradores tradicionais.

Manuel Matos, secretário do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STR), é uma das lideranças que enfrenta a violência permitida pela omissão do poder público. “De 2002 para cá, foram 41 ofícios enviados para diferentes órgãos estaduais e federais, com relatos, documentos, abaixo-assinados, denúncias e solicitações de providências para resolver os conflitos na gleba. Nada aconteceu. Pelo contrário, só piorou, porque os madeireiros se instalaram na área com autorizações dadas pelos próprios governos”, conta Matos.

O conflito que se arrasta nos últimos anos poderia ter sido evitado com a criação de unidades de conservação ou projetos de assentamentos agroextrativistas que visam garantir o direito à terra aos moradores da região e o uso responsável dos recursos naturais, combatendo as investidas de madeireiros e grileiros.

Desde 1997, quando a Reserva Extrativista Federal Tapajós-Arapiuns, vizinha à área da gleba Nova Olinda, foi criada, os comunitários demandam ações do governo para também ter regularizado o seu direito à terra.

Entretanto, uma manobra dos madeireiros, com a conivência do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), teria precipitado a demarcação de lotes individuais na gleba, facilitando a entrada de grupos originários do sul do país a partir de 2004.

Com a descentralização da gestão florestal na Amazônia (veja nota sobre a descentralização), intensificada pelo governo federal a partir da aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, em março de 2006, os grupos começaram a receber autorizações da Sectam para explorar a madeira, ignorando o pleito das comunidades.

"Depois que entraram as máquinas, começaram a descer as balsas carregadas de madeira. Eles saem no final de semana e sempre passam sábado de noite em Santarém, no escuro", relata o secretário do STR. Manuel Matos conta que os comunitários decidiram entrar em contato com o Greenpeace porque estariam cansados de agir por meio de documentos. "Tivemos pela primeira vez a oportunidade de sobrevoar a área. A gente fica muito sentido de ver aquela floresta como ela está sendo destruída, e a aquela população que era muito tranqüila e agora vive com medo", lamenta.

"Atividades como licenciamento de propriedades rurais, autorizações de manejo florestal e desmatamento, monitoramento e fiscalização foram transferidas aos órgãos ambientais estaduais, sem que tais órgãos adequassem sua estrutura operacional, estabelecessem boas normas de governança, transparência administrativa e controle social", explica Marquesini. "Isso é particularmente grave no caso dos estados amazônicos, onde as deficiências administrativas dos órgãos ambientais são notórias e flagrantes", complementa.

Em 2003, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia constatado crimes na área, mas nada de efetivo foi feito para reverter o quadro de irregularidades que envolvem a destruição de floresta primária, a abertura de estradas sem autorização, o desmatamento para abertura de pistas de pouso e a extração ilegal de madeira, inclusive em áreas de preservação permanente. À época, foram apreendidas máquinas, armas e munições, posteriormente devolvidas pela Justiça estadual. A fiscalização do Ibama só retornou na área no final de 2006, após muita solicitação das comunidades.

“Por ironia do destino, no mesmo dia em que documentávamos as irregularidades, o ex-secretário da Sectam, Raul Porto, que assinou as autorizações de manejo florestal na Gleba Nova Olinda, era preso pela Polícia Federal por suspeita de corrupção”, lembra Marquesini.

Fonte: Greenpeace.org.br
Compartilhar:

Vereador do PV lamenta fechamento da Cargill

O vereador Valdir Matias Jr. (PV) criticou o que chamou de pseudos ambientalistas que querem que a população da Amazônia viva do extrativismo e da pesca, esquecendo de dar dignidade para os cidadãos que aqui moram. Segundo ele, querem manter a Amazônia intacta, mas não oferecem nada em troca para que a população possa sobreviver. Segundo sua análise, a falta de políticas públicas em prol dos pobres é o principal motivo que faz com que o povo avance sobre os recursos naturais para não passar necessidade.

Por isso disse “a principal forma de preservar o meio ambiente e os recursos naturais é combatendo a pobreza e a miséria dessa região fortalecendo a economia”. Ele concorda que o desenvolvimento não pode acontecer a qualquer custo, mas é preciso que todos possam desfrutar do que a região dispõe em termos de recursos naturais. Em aparte o vereador Ruy Corrêa disse que se mostrou surpreso com o
pronunciamento de Valdir Matias, pois esperava que ele, como membro do Partido Verde, fosse apoiar o fechamento da Cargill, mas está mostrando um PV diferente que apóia o desenvolvimento.

Por sua vez, o vereador Valdir Matias explicou que o PV antes de ser verde, é um partido político que defende algumas teses como a preservação do meio ambiente, mas acima dessa tese está a preservação do ser humano. Reforçou o convite para o seminário promovido pelo PV, sábado, 31 de março, para discutir a questão do impacto ambiental.
Compartilhar:

Adiamentos

A reforma da Casa da Cultura prevista para iniciar na segunda-feira, 26, foi adiada para o dia 20 de abril. O adiamento se deve ao calendário de eventos culturais anteriormente marcados para aquele espaço. A obra constará de reforma na cobertura, reconstrução do piso do auditório, bem como sua climatização e drenagem das calhas de água.

Também foi adiada a programação que marcaria, na próxima sexta-feira, 30, o início do Programa Nossa Gente, que visa proporcionar aos moradores dos bairros mais afastados do centro da cidade ações de cidadania. A coordenação do evento ainda não definiu uma nova data para o início da programação.
Compartilhar:

Seminf recupera sistema viário

Durante o período de chuvas, a Secretaria de Infra-estrutura (SEMINF) mantém equipes preparadas para atender demandas de urgência e emergência que surgem na cidade.
Todos os dias, pelo menos três equipes fazem a manutenção nas vias onde há sistema de drenagem de águas como canaletas e bocas-de-lobo.

Outro serviço executado é o de tapa buracos. Várias vias principais, para garantir o acesso e a trafegabilidade, recebem manutenção. As Avenidas Elinaldo Barbosa, Gonçalves Dias, Mendonça Furtado, São Sebastião, Broges Leal e Barão do Rio Branco já foram trabalhadas e continuam na programação da SEMINF para receberem melhorias durante o período chuvoso.
Compartilhar:

segunda-feira, 26 de março de 2007

Frase do dia

Enquanto os Promotores de Justiça e Procuradores da República se preocupam em aparecer na mídia, os políticos corruptos tornam o povo brasileiro cada vez mais miserável, pois não existe rigor e nem interesse na punição de prefeitos, governadores, vereadores, deputados e senadores bandidos. E viva a corrupção! E viva a Amazônia! E viva os miseráveis deste país!
Compartilhar:

Iniciativa representa oportunidades no mercado profissional

A entrada no mercado de trabalho nem sempre é fácil para o jovem. Entre os vários fatores que dificultam esta inserção, a falta de experiência é um dos mais relevantes, fazendo com que os programas voltados para o aprendizado na prática assumam um papel importante na busca por uma colocação profissional.

Com o objetivo de preencher esta lacuna, desde fevereiro deste ano está sendo desenvolvido em Santarém o Programa Jovem Aprendiz, parceria da Mineração Rio do Norte e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI/ Centro de Formação Profissional de Santarém. Com base nos moldes propostos pela Lei da Aprendizagem, regulamentada pelo Decreto lei n.º 5.598/05 do Governo Federal, o programa busca oferecer ao jovem a oportunidade de estudar e se familiarizar com o ambiente de trabalho em uma empresa, ampliando suas chances no mercado.

O programa atinge 41 alunos matriculados para o período de 2007/2008, nos cursos de formação técnica-profissional do SENAI nas áreas de Mecânica Geral, Mecânica de Automóveis e Marcenaria/ Carpintaria. Com uma carga horária de 1.600 horas, o programa combina aulas teóricas e práticas, realizadas no Centro de Formação Profissional do SENAI, em Santarém.

Os alunos com melhor desempenho serão selecionados para estagiar na Mineração Rio do Norte, em Porto Trombetas, como complemento ao conhecimento adquirido durante o curso. Todos os participantes do Programa receberão bolsa conforme legislação, além de participarem do Plano de Assistência Médica da MRN. Os alunos que forem selecionados para o estágio na MRN contarão também com passagem de ida e volta para Santarém, alojamento, lavanderia e alimentação durante o tempo de duração do estágio.

"Ampliamos o campo de atuação do programa e opções de cursos oferecidos, dando mais oportunidades de participação à comunidade", explica Corália Barbosa, responsável pelo programa na MRN. Para Wilson Florenzano Calderaro, diretor do Centro de Formação Profissional do SENAI de Santarém, o curso é uma oportunidade para os jovens: "acreditamos que esta iniciativa é muito importante, pois dá um primeiro empurrão ao jovem que deseja iniciar uma carreira".
Compartilhar:

Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado


A partir de agora, no mínimo a cada 60 dias, um grupo de trabalho composto por representantes da Alcoa e contratadas se reunirá com o empresariado da região Oeste do Pará para apresentar relatórios analíticos das aquisições para a mina de bauxita de Juruti, em fase de instalação. Esse foi o acordo firmado entre as Associações Comerciais e Empresarias de Santarém (ACES) e de Juruti (ACEJ) e a Alcoa. Várias reuniões estão sendo realizadas com diversos setores para buscar formas de aumentar a competitividade do empresariado local.

No mesmo clima de entendimento que a Alcoa vem se reunindo com o empresariado da região Oeste, a gerência da empresa esteve esta semana com a classe empresarial da Região Metropolitana de Belém na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para apresentar o cronograma de execução da obra e seu estágio atual, os desafios e ricos do empreendimento, os investimentos, as compras e os pacotes, e a Agenda Positiva de obras em favor do município. “É importante fazermos essas apresentações para conquistarmos diariamente o direito de operar”, explica Tiniti Matsumoto Jr., gerente geral de Desenvolvimento da Mina de Juruti.

José Conrado, presidente da Fiepa, diz que essas reuniões da Alcoa são altamente positivas. Para ele, a Alcoa uma empresa paraense, pois está estabelecida no estado e aqui gera emprego e renda, portanto isso dá à entidade o direito de cobrar ou defendê-la. Ele disse que o caminho do entendimento é o diálogo e a transparência e se propôs a ajudar a empresa. Para completar, ele reforçou que o empresariado local quer a oportunidade de participar mais do empreendimento.

Em Santarém, também esta semana, um grupo de aproximadamente 30 pessoas da classe empresarial participou de uma reunião de trabalho com a Alcoa para sanar dúvidas e ouvir os esclarecimentos da Alcoa sobre os procedimentos para contratações e compras. As associações comerciais e empresarias de Santarém e Juruti entregaram à Alcoa uma carta com várias reivindicações e uma relação de empresas associadas que poderão ser consultados pela Companhia, contratadas e sub-contratadas antes das aquisições.

Tiniti Matsumoto Jr. estava acompanhado do gerente de Aquisição e Logística da Alcoa, Cláudio Vilaça; e do gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais, Mauricio Macedo; além do gerente de Projetos da Construções e Comércio Camargo Corrêa, Heitor Takaki, que disse que é desejo da construtora estar sintonizada com os anseios dos empresários da região.

“A presença da Camargo Corrêa foi muito importante por ser a construtora contratada pela Alcoa que movimenta o maior volume de compras nas obras da Mina de Juruti. Foi um momento ímpar para apresentarmos as situações que são desenhadas no Oeste paraense, sendo que algumas causaram mal-entendidos”, conta Olavo das Neves, presidente da ACES.

A gerência da Alcoa reafirmou a plena disposição e o interesse da Companhia em desenvolver ações concretas que priorizem e valorizem os fornecedores paraenses. De acordo com Cláudio Vilaça, por uma questão de logística é interessante para a própria Alcoa que as compras de produtos e as aquisições de serviços sejam feitas na própria região oeste.

Ainda segundo Vilaça, as associações comerciais solicitaram à Companhia que sejam destinados para os pacotes de caráter técnicos menores ou específicos uma pequena fração para empresas locais. Nessa fase de implantação, a maior necessidade é de pacotes que demandam tecnologia e que nem sempre uma empresa local tem como atender. Cláudio Vilaça assegura que, mesmo assim, caso a vencedora da licitação seja de outro estado, é orientada, sempre que possível e dentro dos padrões de qualificação da empresa, a subcontratação de produtos e serviços no Pará.

Para Olavo das Neves, não há problema em a Alcoa e suas contratadas fazerem suas aquisições em outros municípios paraenses, porém a classe empresarial do Oeste quer atenção especial uma vez que o empreendimento da Alcoa está sendo instalado na região.

Até este momento, a fase de implantação da mina de extração de bauxita em Juruti já rendeu às empresas fornecedoras do Estado R$ 145,3 milhões, dos quais cerca de R$ 17 milhões já foram encomendados especificamente a firmas estabelecidas no município de Juruti e R$ 40 milhões a outros fornecedores da região Oeste.

Tais compras foram efetuadas da seguinte forma: 22% de empresas de Belém, 32,7% de Ananindeua; 2,9% de Santarém; 0,1% de Óbidos; 0,1% de Tracuateua; 0,2% de Castanhal; 0,4% de Itaituba;1,6% de Barcarena; 3,3% de Altamira; 11,5% de Juruti; 12,5% de Monte Alegre; 12,6% de Oriximiná. O montante destinado à região oeste representa 43,3% do total de aquisições. Somando com as terras negociadas, o volume de compras chega a R$ 157,8 milhões.

No Estado do Pará já estão comprometidos R$ 145,3 milhões, sendo 36,8% (R$ 53,5 milhões) em compras de materiais; 31,5% (R$ 45,7 milhões) em serviços; 16,4% (R$ 23,9 milhões) em construção civil; 15,3% (R$ 22,2 milhões) em indiretos. Esse volume, comprometido junto a fornecedores paraenses, é possível graças à parceria com o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).
Compartilhar:

sábado, 24 de março de 2007

MADEIREIRA GRILOU TERRAS DE RESEX NO PARÁ, DIZ O ITERPA

A Santa Rosa Indústria. Comércio e Beneficiamento de Madeiras Ltda., forjou título de terra em Cartório do Único Ofício de Oeiras do Pará. Assim relata o documento emitido pelo Iterpa ao Ibama, em razão de consulta feito pelo órgão ambiental federal sobre a autenticidade do documento apresentado pela madeireira.

A informação fornecida pelo Departamento Jurídico do Instituto de Terras do Estado do Pará (Iterpa) é assinado pelo Procurador do Estado e Diretor do DJ Iterpa, Flávio Rabelo Mansos, pela Procuradora Autárquica, Adriana Moreira Bessa Sizo e a Sub-Procuradora Maria de Fátima Gomes de Lima.

Segundo a Divisão de Patrimônio Fundiário do Iterpa “não foram localizados em nossos arquivos, registros de título em favor de Bonifácio Mendonça; Raimunda da Conceição Barbosa, Adelaide dos Santos Silva; Santa Rosa indústria, Comércio e Beneficiamento de Madeiras Ltda. e Fazenda Santa Rosa”.

O documento ressalta que a pesquisa foi realizada “com base nas informações contidas na Certidão de Registro de Imóvel, constante do processo de Concessão de Domínio desta Autarquia (processo nº2001/324.097), expedida pelo Cartório do Único Ofício de Oeiras do Pará, em que consta uma matrícula do imóvel denominado Fazenda Santa Rosa”.

Finalmente informa que “a área não foi destacada do patrimônio estadual, tendo, portanto, o registro do imóvel no Cartório do Único Ofício de Oeiras do Pará sido feito de forma irregular, razão pela qual esta Autarquia tomará as medidas administrativas e/ou judiciais cabíveis para o cancelamento do aludido registro no Cartório de Registro de Imóveis”.
Compartilhar:

Comunidades ajudam na preservação de quelônios na Amazônia

Dando continuidade ao Projeto Pé-de-Pincha*, neste domingo (25/03), será realizada mais uma soltura de filhotes de quelônios na comunidade Desengano, de Terra Santa Durante o fim de semana, outras quatro comunidades - Conceição, Aliança, Tucunaré e Pintado - também participarão das atividades.

O projeto busca a preservação de quelônios nos rios da Amazônia e é desenvolvido por meio de parceria entre a Mineração Rio do Norte (MRN), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e prefeituras dos municípios envolvidos.

A primeira fase do projeto consiste na identificação das covas dos ovos, que depois são retirados e levados para um berçário no qual ocorre o nascimento dos filhotes. Posteriormente, são encaminhados para um tanque berçário onde permanecem por noventa dias, sendo depois devolvidos à natureza. Este trabalho tem participação voluntária efetiva dos moradores das comunidades.

A MRN participa doando os berçários, canoas, motores de rabeta, combustível e motogerador no início do projeto e, após essa primeira fase, continua com a doação de combustível e apoio logístico às comunidades participantes.

* Pincha, na região, significa tampinha de garrafa. A analogia se deve às pegadas deixadas por estes quelônios na areia, semelhantes à marca da tampa das garrafas de refrigerante.
Compartilhar:

Homem-Peixe chega a Santarém


Esta prevista para este sábado (24), a chegada do nadador esloveno, Martins Strel, conhecido como homem-peixe.

Crianças do Projeto Navegar farão companhia ao atleta, no terminal fluvial turístico da cidade. Ele também será recebido pela prefeita de Santarém, Maria do Carmo, e por outras autoridades locais.

A recepção contará com a apresentação da banda filarmônica de Santarém e de grupos folclóricos. O esloveno saiu da nascente do rio amazonas no peru no dia 1º de fevereiro. Ele já está há cinco dias no Pará, e já passou pelas cidades de Juruti e Óbidos.
Compartilhar:

quarta-feira, 14 de março de 2007

FORDLÂNDIA

Audiência debaterá problema fundiário

O município de Aveiro, no Oeste do Pará, realiza neste sábado, 17, uma audiência pública para definir o destino da Vila de Fordlândia. O encontro, considerado histórico, vai reunir presidentes de Sindicatos, de Associações Comunitárias, vereadores, representantes do poder executivo e a população. O gerente de patrimônio da União, Newton Miranda e a representante do Instituto Histórico Nacional, Maria Dorotéia de Lima estarão presentes ao encontro. Eles virão acompanhados de uma equipe técnica e vão realizar visitas em pontos estratégicos de Fordlândia para conhecer as potencialidades históricas e culturais da vila.

Outras comunidades, naquela região, que ficaram mundialmente conhecidas, em função do projeto implantado pelo americano Henri Ford, também serão visitadas no período de 16 a 18, próximos.

Além do tema principal da audiência, que será a regularização fundiária de Fordlândia, também serão firmados convênios com o objetivo de preservar todo o patrimônio cultural e histórico da vila.

Nazareno Santos
Compartilhar:

Sefa e Sectam em ação conjunta para fiscalizar madeira

A Secretaria de Fazenda (Sefa) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sectam) formalizaram hoje uma ação conjunta para ampliar o controle sobre a circulação de madeira no território paraense. A Instrução Normativa foi assinada na segunda-feira (12), durante uma reunião na Sefa.

As equipes de fiscalização da Sefa, localizadas em oito pontos de fronteira, passarão a verificar a Nota Fiscal e a Guia Florestal dos produtos. A carga que não estiver com os dois documentos regulares será apreendida.

O secretário de Meio Ambiente, Valmir Gabriel Ortega explicou que os produtos madeiráveis e não madeiráveis circulam acompanhados pela Guia Florestal expedida pelo Sisflora, o sistema informatizado da Sectam, que contém os dados do Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais do Para (Ceprof).

Os auditores fiscais da Sefa vão ter acesso aos dados do Sisflora através de senha, e poderão verificar se a Guia Florestal é autêntica.

Segundo Ortega, este é o primeiro momento da integração. Num segundo momento haverá a participação da polícia ambiental no controle da circulação da madeira.

De acordo com o secretário da Fazenda, José Raimundo Trindade, a integração entre o trabalho da Sectam e da Sefa é uma ação de governo, pois alia a questão tributária ao controle de exploração de madeira.

A Sefa tem oito Coordenações de Controle de Mercadoria em Trânsito (Cecomt): Belém, Portos e Aeroportos, Itinga e Gurupi, que fazem fronteira com o Maranhão, Carajás, Araguaia e Base Candiru, uma base flutuante que fica no Amazonas a altura de Óbidos.


Agência Pará
Compartilhar:

SANTARÉM-CUIABÁ


PRF vai implantar postos na BR-163

“O poder público vai se fazer presente de forma mais intensa na região Oeste, para combater, principalmente, os crimes ambientais e colaborar com o Programa de Desenvolvimento Sustentável na área”. Assim foi definido, pelo inspetor Carlos Soares, o projeto de Postos Avançados que a Polícia Rodoviária Federal (PRF), implantará ao longo da BR-163, que liga Cuiabá, Estado do Mato Grosso, a Santarém, no Pará. “Será uma ação integrada com Polícia Federal, Ministério da Saúde, Ibama e Receita Federal, onde não será feita apenas a fiscalização, mas também diversos trabalhos sociais”, explicou Soares.

A idéia é aproximar as instituições das comunidades mais carentes do Oeste do Estado, onde a presença do governo federal ainda é muito pequena. Para o inspetor, a ação “será uma verdadeira rede de suporte socioeconômico voltada para a ampliação da assistência médica e para o combate de problemas da região como violência, prostituição, desmatamento e tráfico de drogas”.

A implantação do projeto se dará paralelamente ao asfaltamento da rodovia, que tem previsão de início para ainda este ano. Serão quatro postos: um no Mato Grosso, localizado no município de Guarantã do Norte, e três no Pará - em Rurópolis, Novo Progresso e no Entroncamento da BR-163 com a 230, que fica a 30 quilômetros de Itaituba.

Soares explicou que a PRF realizará concurso público ainda este ano voltado para o projeto, e que “o efetivo da polícia será selecionado na própria região”. A idéia é disponibilizar para os postos 340 policiais e 40 viaturas. Atualmente, a PRF está presente em ponto localizado em Itaituba, com uma equipe pequena de onze homens.

O Governo Federal objetiva, ainda, se antecipar a questões sociais que podem ser geradas de acordo com o asfaltamento da rodovia. Segundo Soares, no passado, foram muitos os problemas decorrentes da abertura de estradas no Estado do Pará. O fluxo de veículos na área se dá mais intensamente porque a rodovia é um corredor de escoamento da produção de soja.

Kassya Fernandes/Diário do Pará
Compartilhar:

Alcoa atende empresários

A mineradora multinacional Alcoa, que está implantando um projeto de mineração no município de Juruti, decidiu atender ás reivindicações da classe empresarial da região Oeste do Pará. Empresa e empresários chegaram a um acordo durante reunião realizada terça-feira, em Juruti, sobre as compras feitas pela Alcoa.

O primeiro pedido feito pelos empresários foi que a Alcoa e empresas contratadas passe apresentar todas as suas demandas por segmento, bem como ordem cronológica de desembolso. A empresa se comprometeu a apresentar, até o dia 20 deste mês, todas as suas demandas. Outra promessa é que todos os meses a Alcoa apresente as aquisições realizadas por ela e pelas terceirizadas.
Compartilhar:

Macaco na panela


Fonte: O Eco
Link: http://www.oeco.org.br

A carne de macaco geralmente não é listada como uma iguaria apreciada nas mesas brasileiras. Mas ela pode ser bem mais popular do que se pensa. Um relatório divulgado na última segunda-feira por duas Ongs européias – a inglesa Care for the Wild e a alemã Pro Wildlife - diz que cerca de 5,4 milhões de primatas vão parar nas panelas da população rural da Amazônia brasileira todos os anos. E outros tantos viram animais de estimação, colares ou produto de feira-livre.

Segundo o estudo, macacos-pregos podem ser apreciados em restaurantes de Manaus, Porto Velho e Rio Branco. A intenção dos ambientalistas com o estudo é mostrar que a caça e o comércio de primatas na parte tropical das Américas é tão grave quanto na África.

Segundo o relatório, oito milhões de sul-americanos comem carne de macaco regularmente, especialmente na região amazônica, como fonte de proteína. Essa demanda se tornou a principal ameaça à sobrevivência das espécies do continente nos próximos 20 anos – mais do que a perda de habitats. Onde a caça está presente, estima-se que haja uma diminuição de 93,5% na biomassa dos grandes primatas em comparação com áreas onde não existe a prática.

A ausência dos bichos nessas áreas se reflete também na flora local, já que os macacos são importantes dispersores de sementes. O impacto de sua retirada, portanto, é ainda maior para a biodiversidade.

O relatório usa 200 pesquisas anteriores para montar o quadro da caça de primatas em toda a América Latina e examina a situação em 22 países. Em 16 deles, a caça é considerada séria ameaça às populações de primatas. Em outros cinco (Argentina, Belize, El Salvador, Nicarágua e Uruguai) não havia dados suficientes, mas acredita-se que o problema exista. O Chile, talvez única exceção, não tem uma espécie sequer de macaco em seu território.

Tradição corrompida
O aumento no número de estradas e de novos povoamentos têm levado a caça a uma área cada vez maior da Amazônia, principalmente a partir da década de 1960 – marcada por incentivos para ocupação da floresta. Hoje, cerca de ¾ da Amazônia podem ser alcançados a pé. Há um cálculo que até trilhas abertas por pesquisadores aumentaram em 62% o acesso do homem aos primatas.

Além disso, espingardas, lanternas, baterias e caminhões têm aumentado a eficiência dos caçadores. Principalmente no que diz respeito aos povos indígenas, que antes usavam métodos bem menos predatórioss, como arco e flecha, e hoje usam até tratores para avançar dentro da mata. E as armas de fogo lhe permitem matar praticamente qualquer animal em qualquer lugar. Antes não era tão fácil matar um macaco no alto de uma árvore, lembra o relatório.

Outra importante mudança de comportamento é que a atividade que nasceu como uma caça de subsistência virou um comércio dentro e fora das aldeias. O que até então era uma atividade exercida com o intuito de matar espécies específicas para consumo próprio ou para usar como moeda de troca na comunidade, se tornou uma caça não seletiva- incentivada principalmente por madeireiros. Com isso, os primatas de grande porte se tornaram raros em praticamente toda a bacia Amazônica e os de médio porte estão sofrendo o mesmo destino.

Macaca à brasileira
Segundo o relatório, os macacos maiores são os mais populares do cardápio primata. É o caso do macaco-barrigudo (Lagothrix spp.), do macaco aranha (Ateles spp.) E do prego (Alouatta sp.). As fêmeas são em geral as preferidas – têm mais gordura e a carne é considerada mais saborosa. Quando as espécies mais encorpadas começam a escassear, passa-se a caçar também bichos menores. O macaco-barrigudo é apontado como o mais vulnerável – é um dos mais presentes na América tropical e também um dos primatas mais visados em diversos países do continente, pelo tamanho.

No Brasil, lembra o texto, o muriqui (Brachyteles arachnoides), o maior primata das Américas, sofreu com a caça ao ponto de estar hoje restrito a poucas áreas remanescentes de Mata Atlântica. O país é um dos mais importantes para a conservação, já que tem pelo menos 109 espécies diferentes de primatas. Segundo as Ongs, os estados onde a ameaça é pior são Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Tocantins, Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais.

Além de alertar para a necessidade de medidas mais efetivas de prevenção à caça nos países – incluindo formas de substituir essa fonte de proteína por outras menos agressivas à natureza –, o relatório pede que a questão seja levada à Convenção de Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES). Um grupo de trabalho da convenção já discute a questão na África e traça planos de combate ao problema. Para os ambientalistas, é preciso adotar a mesma postura para salvar os primatas da América.

Eric Macedo
Compartilhar:

Adiado prazo para fiscalização do porto da Cargill em Santarém

Fonte: O Eco

Link: http://www.oeco.org.br

O Ibama conseguiu adiar para o dia 26 de março o prazo máximo para efetuar a fiscalização. Originalmente a data limite seria esta segunda-feira. Os técnicos federais estão analisando as licenças dadas pela Secretária de Meio Ambiente do Pará antes de tomar qualquer ação.A única decisão tomada é de que a vistoria e as análises do licenciamento serão feitas em conjunto com órgão estadual.

Reunião de cúpula

O superindente do Ibama no Pará e os gerentes dos escritórios de Santarém e Altamira foram à sede do órgão em Brasília definir a estratégia de ação no porto da Cargill, no rio Tapajós. A reunião foi com a diretoria de licenciamento. Até o momento não está decidido quando ocorrerá a vistória das instalações, que foi imposta por uma ação do Ministério Público Federal. Os promotores alegam que a multinacional americana opera seu terminal sem qualquer licença ambiental e espera que o Ibama embargue o local após fiscalização.
Compartilhar:

terça-feira, 13 de março de 2007

Vereador diz que é preciso incentivar o esporte

O vereador Valdir Matias Jr. (PV) recebeu a visita do treinador de futebol Valter Lima com quem conversou sobre as dificuldades que o esporte enfrenta em Santarém, mesmo sendo um município importante não apenas no Pará, mas no Brasil.

Valdir Matias reclamou da ausência de projetos voltados para incentivar a prática esportiva em Santarém por parte da Prefeitura. Segundo ele, a falta de ajuda atinge todas as modalidades, desde o futebol de campo que é o mais popular, até as demais modalidades de quadra e individuais.

Ele reclamou ainda que ano passado foi criada a “bolsa atleta”, que não existe mais, deixando dúvida se não era um projeto eleitoreiro, já que os atletas deixaram de receber. Ele anunciou ainda que tramita na Câmara um projeto de 2005 que visa incentivar a prática do esporte amador através de compensações no pagamento do ISS e pediu que a lei fosse aprovada e promulgada pela prefeita municipal.
Compartilhar:

Nova leva de quelônios é devolvida ao seu habitat pela Projeto Pé de Pincha


Comunidade de Santo Antônio realiza a soltura de 450 quelônios no lago Cachoeri

O Projeto Pé de Pincha conseguiu mais uma vitória: 450 novos filhotes de tracajá foram devolvidos ao lago Cachoeri, na comunidade de Santo Antônio, município de Oriximiná, no último dia 08. Desenvolvido em parceria entre a Mineração Rio do Norte (MRN), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e sete municípios, o projeto conta ativamente com a participação de voluntários de 88 comunidades ribeirinhas. "Com ações como essa, os voluntários demonstram que gostam da sua terra e estão conscientes de que esse é o caminho para preservar o meio-ambiente", afirma José Haroldo de Paula, assessor de relações comunitárias da MRN.

Para participarem do projeto, os voluntários recebem treinamento de como manejar os ovos e criar os filhotes de quelônios, ajudando na preservação das espécies ameaçadas de extinção. Desde a captura dos ovos até a soltura dos filhotes, o processo leva cerca de seis meses. A pesquisadora da Ufam, Sandra Helena Azevedo, explica que com o manejo dos quelônios, a taxa de sobrevivência é maior. Além de Oriximiná, o Pé de Pincha está presente também nos municípios de Barreirinha, Boa Vista de Ramos, Parintins e Nhamundá, no estado do Amazonas, e em terra Terra Santa e Juruti, no Pará.

O projeto trabalha também com ações focadas na educação e sensibilização das comunidades para a conservação do meio ambiente. Há dois anos como voluntário, o professor Edcarlos de Souza Azevedo e sua família foram os responsáveis por cuidar dessa leva de tracajás. "Não estamos pensando no hoje, em nós adultos, mas sim nas crianças. Esperamos que elas tenham a oportunidade de ver a floresta como era anos atrás", diz Azevedo.

De acordo com o chefe de escritório do Ibama de Oriximiná, Edivaldo Pereira de Sousa, o trabalho, que teve início em 1999, começa a dar resultados. "A consciência está crescendo. O povo, as entidades, o governo e a mídia estão entendendo que é preciso fazer um trabalho conjunto em defesa da vida", afirma Souza, que vislumbra alcançar números extremamente significativos de filhotes de quelônios, multiplicando a ação em outras comunidades da região amazônica.
Compartilhar:

Deputado santareno quer ampliação do Luz para Todos


O Deputado Joaquim de Lira Maia encaminhou na tarde da última terça-feira (13/03/07), uma Indicação ao Ministro de Minas e Energia para que amplie o atendimento do Programa “Luz para Todos” na região Oeste do Estado do Pará. Para ser atendida pelo programa, a comunidade interessada tem que manifestar o interesse através de requerimento encaminhado ao Gestor do Programa no Estado. Essa solicitação se tona em muitos casos impossível de ser efetivada devido as grandes distancias que são característica daquela região.

O Deputado solicita que o Gestor, promova mutirões de atendimento nas localidades mais isoladas, levando o Órgão até as comunidades, facilitando o acesso e a democratização do “Programa Luz para Todos”. Segundo Lira Maia, a medida vai atender as comunidades mais carentes que hoje são discriminadas embora a necessidade de energia elétrica seja fundamental para proporcionar uma vida mais digna para aquela gente.

“A indicação que ora encaminhamos vai atender os Municípios de Santarém, Oriximiná, Faro, Terra Santa, Curuá, Juriti, Almeirim, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Porto de Moz, Vitória do Xingú, Medicilândia, Brasil Novo, Uruará, Placas, Aveiro, Itaituba, Belterra, Rurópolis, Trairão, Novo Progresso, Jacareacanga e Altamira, levando o desenvolvimento da pequena propriedade, aumentando a qualidade de vida e retirando nosso povo de uma situação de exclusão, garantindo, educação, cultura, emprego e renda para todos.
Compartilhar:

Santarém terá mirante Tapajós

A Prefeitura de Santarém, através da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura (SEMINF), já iniciou a obra de construção do Mirante Tapajós. Os serviços estão sob a responsabilidade da empresa Saneng. A obra é fruto de uma parceria entre os Governos Federal e Municipal.

A área, localizada atrás do Colégio Frei Ambrósio, será contemplada com a construção de quiosques para vendas de lanches, sanitário público, bancos, jardins, pavimentação e equipamentos para lazer, além do mirante.

Segundo a Secretária de Infra-estrutura, Alba Valéria Lima, a Prefeitura de Santarém quer garantir que este seja mais um logradouro para o lazer e entretenimento da cidade, já que, de lá, os visitantes terão uma visão privilegiada dos rios Tapajós e Amazonas. A obra também resgata e revitaliza um marco histórico da ocupação de Santarém.

Para a execução do serviço, serão investidos R$ 275.000,00. Desse total, R$ 250.000,00 são repasse do Governo Federal e R$ 25.000,00, contrapartida do município. O prazo para a conclusão da obra é de 180 dias.
Compartilhar:

Deputado apresenta propostas

A proposta do deputado Lira Maia facilita a aquisição de bens e serviços pelos municípios favorecendo o produtor e o comércio local.

O Deputado Lira Maia apresentou uma emenda ao Projeto de Lei n.º 7.709/2007 que altera a Lei de Licitações. A proposta do Parlamentar aumenta os valores para contratação de bens e serviços por parte da administração pública que há nove anos não é corrigida. Hoje, o Município não tem condições de priorizar suas compras, direcionando-as ao produtor e ao comerciante local, deixando de gerar emprego e renda na própria Cidade.

Como os valores são muito baixos, mesmo que seja para atender programas locais, a Prefeitura tem a obrigação de abrir a concorrência para todo o território nacional, forçando o produtor local a se afastar desse processo tendo em vista, não conseguir concorrer com as grandes indústrias do país, que produzem em grande escala e, consequentemente, acaba conseguindo oferecer um menor preço, porém, gerando empregos na própria região onde está sediada sua matriz: “Embora a Lei assegure que para a administração pública o que vale é o menor preço, devemos ter a sensibilidade de valorizar o pequeno produtor, o produtor artesanal, que é quem mais gera emprego e renda nesse país, principalmente, nas pequenas e médias cidades”, concluiu Lira Maia.

A emenda apresentada por Lira Maia também visa contribuir com a desburocratização da administração pública, dando maior agilidade na operacionalizaçãodas ações e da prestação dos serviços públicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Marcelo Antonio de Andrade
Compartilhar:

Imposto de Renda

A Delegacia da Receita Federal divulgou nesta terça-feira, o primeiro balanço da entrega do Imposto de Renda Pessoa Física em 2007.
Na jurisdição da DRF Santarém até o dia 13/03, foram recepcionadas 4.048 declarações em meio magnético.
Para comparação, em 2006, até o prazo regular de entrega (último dia útil
de Abril) foram entregues nesta jurisdição 36.108 declarações.
Compartilhar:

Túneis verdes nas avenidas e estradas de Santarém

Por: Sebastião Imbiriba

O artigo “Bosques e jardins Perfumados para Santarém” repercutiu de modo extraordinário; parece que um ponto sensível nos corações das pessoas que vivem e amam esta cidade foi atingido por um toque mágico, exatamente porque, longe de ser uma idéia original nossa ou de qualquer outro, individualmente, há um desejo profundo no inconsciente coletivo de nosso povo de compensar as agressões que Santarém tem sofrido ao longo dos séculos com falta de planejamento e inconseqüência das pessoas.

Alguns me enviaram mensagens comovidas oferecendo colaboração pessoal irrestrita, outros revelam que já cultivam bosques em seus sítios ou consorciam árvores e pastagens em suas fazendas, há quem ofereça mudas ou apresente sugestões, as mais variadas, desde doação de mudas a recém nascidos na própria maternidade até homenagens a pessoas que, por iniciativa individual, plantam árvores em seus quintais, nas ruas e praças desta cidade.

Bem no início da Rua dos Artistas, na Praça São Sebastião há uma frondosa mangueira cuja sombra ocupa a largura da rua. Se vocês já notaram a presença desse belo espécime, saibam que foi semeada há mais de setenta anos pela matriarca de uma das famílias tradicionais de Santarém, Dona Marcolina Ayres. Essa árvore era cercada por um tosco banco de madeira onde seu genro, o vereador Xixito Gentil, recebia correligionários e quantos lhe iam pedir favores. A linda mangueirinha do Trevo da Calcinha foi plantada por Dudu Dourado e Ney Imbiriba em uma manifestação Verde. As estórias são muitas e a crônica delas merece ser levantada e quem souber de casos semelhantes, por favor envie para simbiriba@gmail.com.

Muita gente já sabe, mas ainda não estou autorizado a revelar oficialmente que uma associação civil composta por importantes membros de nossa sociedade toma a iniciativa de um projeto que, posto em prática, transportará essas idéias e ações individuais do mundo de sonhos e fantasia para a realidade concreta através de um projeto realista devidamente financiado por particulares e profissionalmente administrado, evidentemente que em harmonia com o poder público, mas sem ingerência governamental. Será a sociedade civil organizada mostrando sua capacidade de contribuir efetivamente para o desenvolvimento humano desta região. O grande diferencial é que, em vez de falar, estão agindo em silêncio, executando.

O momento é oportuno, portanto, para alertar a sociedade e exigir que duas grandes vias atualmente em obras de reconstrução e ampliação, estradas que dão acesso ao Aeroporto e à hidroelétrica Curuá-una, sejam arborizadas, formando longos e belos túneis verdes. Imagine só o viajante que chegue a Santarém e, no caminho para a cidade, percorra uma bela avenida ajardinada, florida, coberta por árvores perfumadas. Que encantamento, que emoção.

A construtora responsável pela obra da estrada do Aeroporto deveria reparar o péssimo serviço que executou na Orla, com calçadão sem inclinação para correto escoamento das águas pluviais, que ficam empoçadas e sujas, e a imundície em que transformou as praias, tomando a iniciativa de reparar o mal que cometeu e, além disso, arborizar densamente a Fernando Guillon.

Medidas como estas devem, oportunamente, ser adotadas em todas as avenidas, ruas e mesmo as estradas, da cidade, sejam elas federais, estaduais ou municipais. A sociedade civil estará atenta a estas questões e não deixará que se cometam novos atentados contra nossa cidade, ao mesmo tempo em que se aplicará em torná-la mais humanizada e mais bela.
Compartilhar:

Bosques e jardins perfumados para Santarém

Por: Sebastião Imbiriba

Para corrigir e melhorar, não somente o clima, mas os aspectos urbanístico e paisagístico que irão humanizar esta cidade, nada mais adequado, urgente e meritório do que a arborização de nossos logradouros através da criação de parques, bosques e jardins com espécies essenciais perfumosas.

Há muitos anos alerto e escrevo sobre a urgente necessidade de arborização de Santarém, do plantio de parques, bosques e jardins nesta cidade cada vez mais desnudada de sua cobertura arbórea. A ocupação com múltiplas e compactas edificações dos antigos quintais onde outrora existiam frondosas e centenárias árvores, associada à destruição da arborização das vias públicas para abrir espaço aos veículos, eliminou os micro-climas amenizadores do calor de Santarém.

Em 2001, em artigo publicado em um dos periódicos desta cidade, sob o título “Árvore na Orla, nome na História”, instei para que a administração municipal marcasse seu nome nas crônicas desta cidade, para ser lembrada por muitos séculos, plantando alguns milhares de árvores ao longo de toda a orla ribeirinha, reforçando com o argumento de que Santarém ficaria ainda mais bela. Um dos maiores feitos do Imperador Pedro II foi mandar restaurar a Floresta da Tijuca e Mendonça Furtado é lembrado por arborizar com espécies exóticas inúmeras cidades brasileiras.

Em 2004, sob o título “Árvores e bosques para Santarém”, afirmei que: “Se há tema que me apaixona e sobre o qual de vez em quando volto a falar, certamente, arborização urbana é um deles”. Numa audiência pública sobre o Plano Diretor de Santarém realizada em 2003 na Câmara Municipal, manifestei preocupação com a falta de árvores na orla e no centro da cidade. Parecia-me inconcebível que tais projetos, de grande importância ecológica, não contemplem o paisagismo, a arborização, a humanização do ambiente urbano.

Há nesta cidade inúmeros locais perfeitamente adequados à construção de bosques, parques e jardins, todos eles ameaçados por olhos ávidos por enchê-los de concreto armado. O pior é que este verdadeiro atentado contra a humanização desta cidade é perpetrado por veneráveis instituições que, elas mesmas, proclamam a defesa ecológica.

Entristece-me profundamente o crime que a construtora da Orla perpetrou ao não plantar sequer um único arbusto e, além disto, revolver as areias, misturando-as com barro, deixando um monte de lixo, restos de estacas de concreto e outros materiais sobre a praia, transformando-a em horror para a vista e risco para banhistas e embarcações que embicam nas margens do rio. Este crime ambiental deve ser reparado e evitado a todo custo no prosseguimento das obras da orla. Alguma solução técnica deve ser introduzida de modo a que o novo trecho da Orla seja arborizado e, quem sabe, se possa beneficiar a parte já construída.

A alameda central da avenida Anízio Chaves, estendida desde a Cuiabá até a margem do rio nas proximidades da Tecejuta, deveria ser totalmente preenchida com árvores frondosas e canteiros de flores. Assim, muitos outros espaços tais como os da Aeronáutica, do Exército, do Ibama poderiam, inclusive por iniciativa de seus detentores, ser transformados em parques, bosques, jardins, canteiros, jardineiras, sempre que possível com plantas essenciais que exalem perfume ou possuam intensa floração.

Este é um sonho antigo, não apenas meu, mas de muitas outras pessoas que amam apaixonadamente esta terra. Por isto mesmo, acompanho, com grande entusiasmo, muita alegria e pleno interesse em integrar-me ao projeto, a iniciativa de pessoas de visão e altamente competentes em suas respectivas atividades particulares, dispostas a investir dinheiro do próprio bolso para disparar o processo de transformação de Santarém num das mais belas, mais floridas e mais perfumadas cidades deste Planeta.
Iniciamos, todos juntos, a marcha para sermos, com profundo orgulho, uma cidade de bosques e jardins perfumados.
Compartilhar:

DESTAQUE:

'Nunca vi tantos especialistas em TSE', diz ministro Torquato Jardim

Do Correio Web Para quem pensa que a decisão sobre o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitora...

Publicidade:

Publicidade:

Quem somos

O Blog Quarto Poder está no ar desde: 23/02/2007

O Quarto Poder é um blog jornalístico voltado para divulgação de notícias de interesse público.

Artigos e crônicas assinados são de responsabilidade de seus autores e nem sempre refletem a opinião do Blog.

Jornalistas Responsável:

Renata Rosa

Fale com a gente:

Contatos: (93) 98128-1723 - 99131-2444

E-mails: m_santos1706@hotmail.com / m_santos170676@hotmail.com

FALE CONOSCO:


Quarto Poder

Marcadores

Blog Archive

PUBLICIDADE: