terça-feira, 30 de setembro de 2008

Amazônia é destaque na balança comercial mineral

A mineração é uma das atividades econômicas que mais investem no Brasil. Em 2007, a produção mineral brasileira foi de R$ 46 bilhões, bens primários, excluídos petróleo e gás. Em 2008, deverá registrar nova ascensão e chegar a R$ 54 bilhões, aumento de 18% devido à elevação de produção e forte reajuste no preço dos minérios. “Teremos um quadro ascendente na mineração, pelo menos, para os próximos 15 anos”, declarou Paulo Camillo Penna, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em coletiva à imprensa nesta terça-feira, em Belém, durante o lançamento da “Balança Comercial Mineral da Amazônia”, levantamento inédito dos indicativos do setor mineral na região amazônica de janeiro a agosto de 2008.

A publicação mostra que, neste período, a exportação brasileira atingiu 130 bilhões de dólares e que, juntas, as indústrias extrativa e de transformação mineral contribuíram com 20% deste valor. O estudo também destaca que na Amazônia Legal, a indústria extrativa e a de transformação mineral têm uma participação maior nas exportações. A primeira responde por 25% do total da exportação da região, enquanto a segunda, por 21% do total da exportação da região. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, observa-se um crescimento de 48% na exportação da indústria extrativa e de 21% na de transformação mineral.

De acordo com a “Balança Comercial Mineral da Amazônia”, Pará e Maranhão responderam por 26% da exportação da indústria extrativa e de transformação mineral da Amazônia Legal, cujo saldo da balança comercial foi superavitário em US$ 6,6 bilhões neste período. Na pauta mineral, destacaram-se as exportações de ferro, cobre e manganês, que representam 89% da comercialização de minérios da Amazônia ao exterior.

Nacionalmente, o Pará destaca-se como o segundo maior estado exportador de minérios - atrás de Minas Gerais e seguidos na Amazônia Legal pelo Maranhão e Amapá, que ocupam, respectivamente, a quinta e a sétima posição entre os maiores exportadores minerais do Brasil.

Na pauta de transformação, destacaram-se as exportações de ferro gusa, alumínio e alumina, que representam 88% da exportação deste segmento na Amazônia Legal. China, Japão e Alemanha são os principais mercados consumidores, recebendo 49% do total das exportações. As importações de minérios atingiram US$ 630 milhões e se restringiram basicamente a compras de carvão mineral, fosfato de cálcio, cimento, derivados de ferro e aço.

Crise - Nem a atual crise financeira originada nos Estados Unidos deve afetar diretamente o setor: até o final de 2008, os investimentos minerais na Amazônia Legal devem atingir US$ 24,8 bilhões. Em 2012, devem chegar a US$ 57 bilhões. “Não acredito em redução de investimentos por conta da crise, pois o setor mineral tem demanda alta e oferta apertada. Além disso, esses valores de investimentos já estão fechados e contratos, a longo prazo, tendem a proteger as empresas do setor”, comentou Paulo Camillo.

Desses US$ 57 bilhões, 41% destes investimentos estão previstos para o estado do Pará, 30% para Minas Gerais e o restante para os demais estados do Brasil. O Pará tem papel de destaque nos projetos de minério de ferro, bauxita, caulim, cobre, níquel, logística e geração de energia.

Paulo Camillo também sinalizou que o setor precisa vencer desafios como a modernização da legislação ambiental, melhorias na logística, principalmente dos portos e garantir oferta de energia para dar suporte à atividade no estado. “Podemos perder investimentos estrangeiros para países como a África. Precisamos resolver a questão da energia, que é crescente no Brasil. Temos como suprir essa demanda, mas precisamos da celeridade de órgãos ambientais para implantar os projetos”, relatou.
A balança mineral da Amazônia será um indicador econômico com periodicidade trimestral.

Debate - Os resultados do setor mineral mostram a importância do Pará sediar o I Congresso de Mineração da Amazônia, evento que será realizado pelo IBRAM – com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Pará e Governo do Estado - paralelamente à Exposição Internacional de Mineração da Amazônia (EXPOSIBRAM), de 10 a 13 de novembro, no Hangar – Centro de Feiras e Convenções da Amazônia.

Durante estes eventos, o público terá a oportunidade de conhecer melhor a evolução tecnológica da indústria da mineração, que é um dos setores que mais investe em sustentabilidade, e de que forma a atuação empresarial do setor leva em conta a preservação do meio ambiente, a saúde e segurança de seus trabalhadores e a responsabilidade social junto às comunidades com que se relaciona.

Questões como globalização, mão-de-obra, ciência e tecnologia, mercado, economia emergente e conservação ambiental serão tratadas em palestras e painéis temáticos por autoridades conceituadas no setor de mineração como Evando Mirra de Paula e Silva (Gerente de Tecnologia e Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), que vai palestrar sobre “Necessidades de formação de mão-de-obra para o setor mineral”; o economista Paulo Haddad (ex-Ministro da Fazenda e do Planejamento), que vai tratar sobre as exigências do mercado mineral na palestra “Novas externalidades e barreiras não-alfandegárias para a mineração brasileira”; e Anthony Hodge, presidente do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), que terá no congresso seu primeiro grande compromisso oficial à frente do conselho. Ele vai proferir a palestra “Mineração na era da sustentabilidade”. “O ICMM também participará do evento com um workshop sobre as melhores práticas sustentáveis do setor mineral para a região”, completa Paulo Camillo.

Empresários e representantes de associações do Canadá, Austrália, Chile e Peru, que têm forte economia mineral já confirmaram presença na EXPOSIBRAM Amazônia. Entre os 121 expositores, 36 são empresas paraenses. Também já garantiram participação no evento grandes mineradoras que atuam na região como Vale, Alubar, Imerys, MRN, Alcoa e Globe Metais.

Contribuição - Em 2007, a indústria da mineração no Brasil (extrativa e de transformação mineral – metálicos e não-metálicos) contribuiu com US$ 65 bilhões (5%) para o Produto Interno Bruto (PIB), total de US$ 1,3 trilhão. Para 2008, a previsão é de US$ 90 bilhões, 12% superior (variação nominal em reais).

O setor também representou 44% do saldo da Balança Comercial em 2007, sendo US$ 8,6 bilhões (22% do saldo) de bens primários. Em 2008 esta participação deve ultrapassar 50% do saldo total brasileiro (estimado em US$ 30 bi), sendo que US$ 10 bilhões (34% do saldo) de bens primários.


Empregos - A mineração gerou, em 2007, 1 milhão e 800 mil empregos diretos no país, sendo 145 mil da indústria de extração mineral; em 2008, a previsão é que esse número ultrapasse 2 milhões (sendo 160 mil na indústria de extração). Considerando essa taxa de crescimento para os próximos 4 anos, podemos prever que o setor mineral criará 75 mil novos empregos diretos até 2012. “Quase 30 mil empregos devem ser gerados entre 2008 e 2012 no Pará”, adiantou Paulo Camillo.

IBRAM - Criado em 1976, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) é uma organização privada, sem fins lucrativos, que representa a indústria mineral brasileira. Reúne 180 empresas e representa mais de 85% da produção mineral brasileira (R$ 46 bilhões em 2007).

Serviço
As inscrições para o I Congresso de Mineração da Amazônia estão sendo realizadas com desconto até o dia 30 de outubro no site www.exposibram.org.br.
Compartilhar:

Assentamentos do Incra lideram desmatamento na Amazônia

Os assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lideram a lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia, divulgada hoje (29) pelo Ministério do Meio Ambiente. As seis primeiras posições do ranking, que classificou os desmatadores pelo tamanho da área derrubada, são de assentamentos de reforma agrária, todos no estado de Mato Grosso.

Juntos, os assentamentos do Incra foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de devastação da Amazônia, área equivalente a 220 mil campos de futebol.

Entre as propriedades particulares, o maior desmatador é o produtor Léo Andrade Gomes. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ele é responsável por 12,5 mil hectares de destruição de floresta nativa sem autorização dos órgãos ambientais no município paraense de Santa Maria das Barreiras. O nome do produtor também aparece na lista pela destruição de mais 2,6 mil hectares da reserva legal de outra propriedade, em Santana do Araguaia, também no Pará.

Na comparação por estados, Mato Grosso reúne o maior número de desmatadores listados pelo Ibama, 50 dos 100. O Pará está em segundo lugar, com 37 campeões de desmatamento, seguido por Rondônia, com 7. Quatro outros produtores citados são do Amazonas, um de Roraima e um do Acre.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o objetivo agora é realizar uma ação conjunta do MMA com o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para abrir processos contra os 100 maiores desmatadores.
Compartilhar:

Mais de 500 policiais civis trabalharão nas eleições municipais

A Polícia Civil do Pará mobilizará em todo o estado, em função das eleições municipais que acontecerão no domingo (5), 504 policiais civis. Os servidores das unidades policiais do interior terão as folgas suspensas, para que fiquem à disposição da operação Eleições 2008, atendendo ocorrências registradas nas zonas urbana e rural.

Na Região Metropolitana de Belém haverá plantão normal nas Delegacias, Seccionais Urbanas e Divisões. A Polícia Civil atuará em parceria com a Justiça Eleitoral no combate a crimes eleitorais que possam ocorrer na capital e interior.

A Polícia Civil utilizará 40 viaturas durante o trabalho nas eleições, e apoiará a Polícia Federal nos municípios paraenses onde a PF não estará presente, investigando e efetuando prisões em decorrência de crimes eleitorais.

Para os 11 municípios paraenses sem a presença da Polícia Civil, a Delegacia Geral encaminhará equipes com delegados, escrivães e investigadores, para atuação conjunta com promotores e juízes eleitorais.
Compartilhar:

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Contagem regressiva

Faltam seis dias para as eleições municipais de 2008.
Compartilhar:

Machado de Assis

Hoje, comemora-se o centenário da morte do escritor Machado de Assis, o blog publica durante todo o dia de hoje algumas de suas obras.

Visio

Eras pálida. E os cabelos,
Aéreos, soltos novelos,
Sobre as espáduas caíam . . .
Os olhos meio-cerrados
De volúpia e de ternura
Entre lágrimas luziam . . .
E os braços entrelaçados,
Como cingindo a ventura,
Ao teu seio me cingiram . . .


Depois, naquele delírio,
Suave, doce martírio
De pouquíssimos instantes
Os teus lábios sequiosos,
Frios trêmulos, trocavam
Os beijos mais delirantes,
E no supremo dos gozos
Ante os anjos se casavam
Nossas almas palpitantes . . .
Depois . . . depois a verdade,
A fria realidade,
A solidão, a tristeza;
Daquele sonho desperto,
Olhei . . . silêncio de morte
Respirava a natureza —
Era a terra, era o deserto,
Fora-se o doce transporte,
Restava a fria certeza.


Desfizera-se a mentira:
Tudo aos meus olhos fugira;
Tu e o teu olhar ardente,
Lábios trêmulos e frios,
O abraço longo e apertado,
O beijo doce e veemente;
Restavam meus desvarios,
E o incessante cuidado,
E a fantasia doente.


E agora te vejo. E fria
Tão outra estás da que eu via
Naquele sonho encantado!
És outra, calma, discreta,
Com o olhar indiferente,
Tão outro do olhar sonhado,
Que a minha alma de poeta
Não vê se a imagem presente
Foi a imagem do passado.


Foi, sim, mas visão apenas;
Daquelas visões amenas
Que à mente dos infelizes
Descem vivas e animadas,
Cheias de luz e esperança
E de celestes matizes:
Mas, apenas dissipadas,
Fica uma leve lembrança,
Não ficam outras raízes.


Inda assim, embora sonho,
Mas sonho doce e risonho,
Desse-me Deus que fingida
Tivesse aquela ventura
Noite por noite, hora a hora,
No que me resta de vida,
Que, já livre da amargura,
Alma, que em dores me chora,
Chorara de agradecida!

Nota: Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no dia 21 de junho de 1839; O escritor morreu em casa (Rua Cosme Velho, 18, Rio de Janeiro), às 3h20m de 29 de setembro. Sepultado no mesmo dia.
Compartilhar:

sábado, 27 de setembro de 2008

Morte de santarena na Guiana

Causou grande repercussão a matéria publicada com exclusividade no Jornal A Cidade e no Portal na Hora, na noite de ontem, informando a morte brutal da santarena Iracenilda Araújo, 38 anos, assassinada pelo próprio patrão na última quarta-feira, em um garimpo clandestino, na Guiana Francesa. Assinada pelo jornalista Marcos Santos, a matéria foi reproduzida pelo Portal Amazônia, de Manaus, e em outros sites jornalísticos.
Compartilhar:

Comunitários matam sucuri de 10 metros em Juruti


Uma cobra sucuri, mais conhecida como anaconda, de aproximadamente 10 metros de comprimento, foi morta por moradores de uma comunidade do interior do município de Juruti, há duas semanas. A cobra, que estava em pleno período de gestação, estava próxima a uma vila de casas, situada à margem da floresta, quando os moradores avistaram e mataram o animal. Segundo eles, foi em legitima defesa.

Em legítima defesa ou não, casos dessa natureza são considerados crime Ambiental. Segundo o artigo 29 da lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente é considerado crime, que tem como pena a detenção de seis meses a um ano, e multa.
Fato que dificilmente ocorre em qualquer lugar do Brasil, haja vista que como essa sucuri, muitos animais são caçados, perseguidos e mortos mesmo estando em seu habitat natural que é a floresta Amazônica.

Segundo Sid Cleiton, biólogo e coordenador do zoológico de Santarém, Zoofit, nunca foi comprovado que uma pessoa foi engolida por uma cobra. As únicas informações que chegam são lendas e mitos contados por pessoas antigas e moradores das áreas rurais que narram historias de cobras grandes e anacondas que engoliram ribeirinhos, mas fatos verídicos que comprovam essa afirmação nunca existiram.

Segundo o biólogo, por estar em período de gestação a cobra não representava nenhuma ameaça aos moradores, pois grávida, ela fica impossibilitada de esmagar ou até engolia alguém, dessa forma não tinha o porquê deles a matarem e de forma tão cruel como foi feito. "O que deve ser feito ao avistar qualquer animal dessa natureza, que represente ou não ameaça, é comunicar imediatamente aos órgãos competentes e eles saberão como agir em um momento complicado como esse, explicou.

No caso de Juriti, os moradores deveriam recorrer à Policia Militar ou Civil, já que a cidade ainda não disponibilizar de um órgão voltado para a preservação ambiental.

Ainda segundo o biólogo, durante esse período é comum que as cobras fiquem desordenadas e à procura de lugares úmidos e até mesmo moradias próximas a floresta para se esconderem, como deveria ser o caso dessa cobra.
Compartilhar:

Empresa será executada na Justiça

A empresa San'n kollor Eventos será executada pela Justiça Trabalhista do Estado do Amapá. O motivo é o atraso no pagamento das parcelas de uma ação indenizatória movida pelo fotógrafo Hamilton Matsunaga. Segundo ele, na audiência realizada em Macapá, os representantes da empresa se comprometeram em pagar, em cinco vezes, o valor devido por causa do não cumprimento dos direitos traba-lhistas do profissional, que prestou serviço à San'n Kollor, no ano de 2007, quando representava a empresa naquela cidade.

Os donos da San'n Kollor não honraram os acordos feitos com Hamilton, que decidiu cobrar na Justiça seus vencimentos. Ele ga-nhou, porém, recebeu somente uma parcela. "Eles atrasaram o pagamento e como eu sei que eles são enrolados mesmo já pedi à Justiça a execução da ação, infelizmente com esse pessoal só funciona assim", disse o fotógrafo.

A empresa deve dinheiro também para a esposa de Hamilton, que trabalhou em Macapá para a San'n Kollor, que além dessa ação traba-lhista tem contra si vários outros processos no Ministério Público e Justiça de Pequenas Causas por não honrar contratos de serviços.

A San'n Kollor é uma das empresas recordistas em reclamação também na Procuradoria do Consumidor em Santarém (Procon).

No caso de Hamilton, ele comprovou, através de documentos e testemunhas, que seus direitos trabalhistas foram lesados, sobretudo porque presta serviços para a empresa há 3 anos. Atualmente, os donos da San'n Kollor escondem-se atrás de outros nomes de empresas criadas para tentar fugir de suas responsabilidades, sobretudo cumprindo os contratos de serviços que fecha em Santarém, onde trabalha com cobertura de eventos, formaturas de universitários, principalmente.

A imagem negativa da empresa deve-se à irresponsabilidade de seus sócios, que são conhecidos como pessoas desonestas e que praticam concorrência desleal no ramo fotográfico no município, oferecendo vantagens, preços baixos, mas sem honrar os contratos firmados.

Em Macapá, uma turma do curso de Fisioterapia da Associação de Ensino do Amapá (AFEAMA) decidiu ingressar com uma ação na Justiça alegando cobrança é abusiva.
Desde 2006, quando começou a prestar serviços fotográficos em Santarém que a empresa acumula reclamações e ações no Juizado Especial. A maioria das queixas está relacionada à quebra de contrato, pois a San'n kollor não cumpre os acordos firmados. Diversos alunos de instituições de ensino superior do município já foram vítimas dos forasteiros.

Por e-mail, a ex-mulher de um dos sócios da San'n Kollor informou que foi vítima do antigo compa-nheiro, que causou um prejuízo mi-lionário em seu pai, na cidade de Santa Fé, no Paraná.
Compartilhar:

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Santarena assassinada com 11 facadas na Guiana Francesa

Marcos Santos

A santarena Iracenilda Araújo, 38 anos, foi morta na Guiana Francesa com 11 facadas desferidas pelo próprio patrão, de nome ainda desconhecido, que se matou logo em seguida. O crime aconteceu na noite da última quarta-feira (24), em um garimpo clandestino numa cidade do interior daquele país. Até o momento, ainda são poucas as informações sobre o caso. A família de Nilda, como era conhecida a brasileira, tenta agora trazer o corpo para Santarém.

De acordo com informações fornecidas à reportagem por uma das filhas da vítima, Tatiana, na sua viagem mais recente à Guiana Francesa, a mulher estava há apenas dois meses, mas desde 2003, no entanto, que Nilda trabalhava no país vizinho.

Recentemente, ela estava trabalhando em um garimpo como cozinheira.

A filha não soube precisar detalhes sobre o nome da cidade onde Nilda morava na Guiana, nem o nome do homem que assassinou de forma brutal a santarena. “Tudo o que a gente sabe é o que uma amiga informou muito superficialmente sobre a discussão que minha mãe teve com esse homem”, relatou a jovem ainda bastante abalada com a morte precoce de sua mãe.

Através de alguns contatos em Caiena, por telefone, a reportagem descobriu que a vítima foi assassinada com 11 perfurações no corpo com uma faca tipo peixeira. O homem morreu cortando o próprio pescoço. A polícia local investiga a morte da santarena e trabalha na hipótese de crime passional. A família, no entanto, diz desconhecer se Nilda tinha algum tipo de relacionamento mais íntimo com o patrão ou se ele a mantinha em regime de escravidão. “Não podemos afirmar muita coisa, mas a polícia está investigando”, disse Tatiana.

Iracenilda morava na Rua Coelho Neto, no bairro de Santana, na área da Grande Prainha, na pe-riferia de Santarém, e os amigos e vizinhos ficaram muito chocados com a morte da mulher, que foi tentar a sorte num país desconhecido. Ela não é a primeira brasileira a ser morta de forma brutal nos garimpos da Guiana Francesa. O corpo dela foi levado para Georgetown, na Guiana Inglesa, e de lá será removido para Boa Vista, em Roraima. A família não conseguiu contato com a embaixada brasileira para ajudar na transladação do corpo, que fará uma longa viagem até chegar a Santarém. O custo da viagem ultrapassa R$ 10 mil. “Não temos esse dinheiro, mas estamos tentando de tudo para trazer o corpo dela para cá e fazer um enterro justo”, disse a filha.

Oficialmente, 20 mil brasileiros moram lá, mas o Itamaraty acredita que há outros 50 mil ilegais, desse total, a maioria é mulher que traba-lha como prostituta nas áreas garimpeiras da Guiana.

Mas ao contrário das outras brasileiras que vão tentar a sorte como prostituta no Suriname ou na própria Guiana, Nilda tinha profissão e trabalhava como cozinheira há 5 anos em um garimpo da região.

Seduzidas pela promessa de dinheiro fácil nos garimpos do Suriname e Guiana Francesa, mu-lheres de várias cidades amazônicas seguem rumo a um mundo desco-nhecido, onde o tráfico de droga é predominante e onde a lei dos mais fortes impera. A capital Caiena é a cidade que mais recebe brasileiros, mulheres na sua maioria.
Compartilhar:

Machado de Assis

Na semana em que se comemora o centenário da morte do escritor Machado de Assis, o blog publica algumas de suas obras.
Stella


Já raro e mais escasso
A noite arrasta o manto,
E verte o último pranto
Por todo o vasto espaço.


Tíbio clarão já cora
A tela do horizonte,
E já de sobre o monte
Vem debruçar-se a aurora


À muda e torva irmã,
Dormida de cansaço,
Lá vem tomar o espaço
A virgem da manhã.


Uma por uma, vão
As pálidas estrelas,
E vão, e vão com elas
Teus sonhos, coração.


Mas tu, que o devaneio
Inspiras do poeta,
Não vês que a vaga inquieta
Abre-te o úmido seio?


Vai. Radioso e ardente,
Em breve o astro do dia,
Rompendo a névoa fria,
Virá do roxo oriente.


Dos íntimos sonhares
Que a noite protegera,
De tanto que eu vertera.
Em lágrimas a pares.


Do amor silencioso.
Místico, doce, puro,
Dos sonhos do futuro,
Da paz, do etéreo gozo,


De tudo nos desperta
Luz de importuno dia;
Do amor que tanto a enchia
Minha alma está deserta.


A virgem da manhã
Já todo o céu domina . . .
Espero-te, divina,
Espero-te, amanhã.

Nota: Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no dia 21 de junho de 1839; O escritor morreu em casa (Rua Cosme Velho, 18, Rio de Janeiro), às 3h20m de 29 de setembro. Sepultado no mesmo dia.
Compartilhar:

Receita apeendeu CDs e DVDs no total de R$ 2,7 milhões no primeiro semestre

O aumento da fiscalização e o combate à pirataria têm coibido a venda irregular de filmes, músicas e programas de computador, como mostram números da Receita Federal. A estimativa é de que neste ano caia ou pelo menos se mantenha o volume de mídias gravadas apreendidas.

Segundo a Receita Federal, o total de CDs e DVDs apreendidos no primeiro semestre de 2008 chega a R$ 2,7 milhões ou 36,89 % do que foi apreendido em todo o ano de 2007 e 41,18% em comparação aos 12 meses de 2006.

Pelos números da Receita, de janeiro a junho deste ano foram apreendidas 265.771 unidades e 1,5 tonelada de mídias. Em 2007, foram 4.182.785 unidades e 12,6 toneladas. Em 2006, as mídias gravadas apreendidas chegaram a 5.048.217 unidades.

A totalização de material apreendido pode ser feita por peso ou por unidade, dependendo de quem faz a apreensão. O material apreendido é destruído depois de concluída a ação judicial. Enquanto o processo está em andamento CDs e DVDs irregulares são elementos de prova.

As ações da Receita Federal são realizadas em conjunto com outros órgãos como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
Compartilhar:

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Governadora diz que o Pará precisa de Belo Monte

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, declarou que quer agilizar o processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, para solucionar problemas no abastecimento de energia no Estado e no Brasil. "Não abrimos mão de ter essa hidrelétrica", afirmou ela, durante cerimônia no Centro Integrado de Governo (CIG), na tarde desta quarta-feira (24), em Belém.

A manifestação da governadora em favor da construção de Belo Monte aconteceu no ato de assinatura do protocolo de intenções com a Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A), que garante a construção da segunda usina termoelétrica no município de Barcarena, região do Tocantins. A usina terá capacidade para gerar 600 megawatts de energia elétrica, a mesma potência da termoelétrica que a empresa Vale
pretende construir no município.

Sobre Belo Monte, no entanto, Ana Júlia Carepa disse que o projeto de construção da hidrelétrica, defendido por ela, inclui um plano de desenvolvimento sustentável para a região. "O povo do Pará precisa de Belo Monte", ressaltou a governadora, ao frisar que o projeto tem de beneficiar também as comunidades que ainda não têm luz elétrica no Pará.

Usinas - Além de Belo Monte, outro projeto defendido pelo Governo do Pará é o que visa construir uma plataforma de cinco usinas no rio Tapajós, com capacidade para gerar 10.680 megawatts. O investimento estimado na obra é de R$ 31 bilhões.

A plataforma de usinas do Tapajós beneficiará, primeiramente, o município de Itaituba, na região do Tapajós, e depois todo o estado, sendo possível ainda exportar energia elétrica para outras unidades da Federação. "Temos pressa", disse o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro.

O diretor-presidente da Eletronorte, Jorge Nassar Palmeira, informou que o estudo de impacto ambiental do projeto das usinas já está pronto e foi entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O próximo passo é a elaboração do estudo de viabilidade econômica. Depois, cabe ao Ministério de Minas e Energia abrir licitação.

O estudo de viabilidade pode demorar mais de ano, mas o governo trabalha para que o processo de licitação da obra seja acelerado.
Compartilhar:

Vale aprova novos projetos de bauxita e alumina

A Vale informa que o Conselho de Administração aprovou os investimentos no projeto de construção de uma refinaria de alumina, Companhia de Alumina do Pará (doravante “CAP”), e na expansão de capacidade da mina de bauxita de Paragominas (Paragominas III), ambas situadas no estado do Pará, Brasil.

A CAP será responsável pela implantação e operação de uma refinaria de alumina, localizada em Barcarena, localizando-se a 5 km de distância da refinaria de nossa subsidiária Alunorte. A CAP terá como acionistas a Vale, com 80% do capital, e a Hydro Aluminium (Hydro), com os restantes 20%. A Hydro é empresa baseada na Noruega, se constituindo numa das maiores produtoras mundiais de alumínio e produtos derivados.

A capacidade inicial de produção da refinaria será de 1,86 milhão de toneladas anuais (Mtpa) de alumina, através de duas linhas de 930 mil toneladas anuais. A nova refinaria terá potencial para aumentos futuros de capacidade, a qual poderá atingir até 7,4 Mtpa.

O valor do investimento na primeira fase da CAP é estimado em US$ 2,2 bilhões. O cronograma do projeto prevê início da construção para outubro de 2008 e de produção para o primeiro semestre de 2011.

Paragominas III fornecerá a bauxita consumida pela CAP. O investimento está estimado em US$ 487 milhões e resultará na ampliação da capacidade de nossa mina de Paragominas de 9,9 para 14,85 Mtpa. Paragominas III deverá entrar em operação simultaneamente ao primeiro módulo da CAP, no primeiro semestre de 2011.

Na fase de implantação, prevê-se que os dois projetos gerem 9.000 empregos no pico da construção e, quando concluídos, sua operação será responsável por 847 empregos diretos e 690 empregos indiretos.

Estes projetos são consistentes com a estratégia de negócios da Vale para o alumínio, cujo foco é no crescimento orgânico de ativos no “upstream” da cadeia produtiva, baseado no aproveitamento de suas reservas de bauxita de alta qualidade e na capacidade de produção de alumina a custos extremamente competitivos no mercado global.
Compartilhar:

Debate na 94 FM

Apenas Lira Maia, Joaquim Hamad e Márcio Pinto participam do debate promovido pela rádio 94 FM. A candidata Maria do Carmo não compareceu e justificou sua ausência informando que cumpre agenda no interior do município.

Neste momento, a candidata do PT sofre ataques dos três adversários.
Compartilhar:

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Machado de Assis

Na semana em que se comemora o centenário da morte do escritor Machado de Assis, o blog publica algumas de suas obras.


Flor da mocidade

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,
Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.


Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.
Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.

Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.
Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.

Nota: Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no dia 21 de junho de 1839; O escritor morreu em casa (Rua Cosme Velho, 18, Rio de Janeiro), às 3h20m de 29 de setembro. Sepultado no mesmo dia.
Compartilhar:

Santarém é sede de mais uma edição do Concurso de Bandas e Fanfarras com apoio da MRN

Santarém recebe no dia 27 de setembro o VIII Concurso de Bandas e Fanfarras da Unes, com a participação de grupos de toda a região do município. A Mineração Rio do Norte (MRN) apóia pelo quarto ano consecutivo mais uma edição do evento, que foi criado em 2001 pela União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Santarém (Umes-Santarém) e já faz parte do calendário oficial de eventos culturais da cidade.

"São mais de 1800 componentes de bandas e fanfarras que participam do evento, que nasceu justamente com o propósito de atender a necessidade desse público em contar com um projeto sólido. Também recebemos grande incentivo dos diretores de escolas públicas estaduais e municipais, além dos instrutores de bandas locais", ressalta o presidente da Umes-Santarém, Izailton de Souza.

"Muito mais que apoiar uma opção de entretenimento, investir em eventos como esse significa estimular e fortalecer a arte e a cultura locais, além de tratar da inclusão social dos jovens. Esse é um dos princípios da política de relacionamento da empresa com seus diversos públicos", ressalta o assessor de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo Chaves Paula.

De acordo com o presidente da Umes-Santarém, a cada ano o evento conta com um público mais expressivo. "Para essa edição, aguardamos aproximadamente 25 mil pessoas no estádio, especialmente os jovens da região", destaca Izailton. O concurso será realizado no dia 27, a partir das 16h, no estádio municipal Barbalhão.
Compartilhar:

Comunidades rurais de Juruti têm acesso a cursos de qualificação

Cursos de qualificação profissional realizados pela parceria entre a Alcoa, a Prefeitura Municipal de Juruti e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) beneficiam comunidades rurais do município. Desde Junho de 2006, quando começaram as obras de implantação da Mina de Juruti, já foram qualificados mais de 2 mil alunos em 115 turmas, ultrapassando a marca de 16.000 horas/aula.

Ao todo, serão ofertados oito cursos móveis em cinco pólos rurais: Curumucuri, Araçá Branco, Tabatinga, Uxituba e Juruti Velho, beneficiando 200 pessoas e totalizando carga horária de 1100 horas/aula. Os primeiros cursos nas comunidades rurais tiveram início no dia 09 de setembro e acontecem até o final do mês de Novembro. Entre os módulos oferecidos estão: Corte e Costura Básico, Mecânica Diesel, Mecânica de Moto e Motor de Popa, Marceneiro e Pedreiro.

De acordo com Mauricio Macedo, Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, os cursos são levados às comunidades rurais, atendendo a uma necessidade apontada pelos próprios moradores. “São importantes, pois eles estarão aptos a investir em melhorias nas próprias comunidades, além de estarem capacitados para o mercado de trabalho”, diz.

É o que pretende o casal Joanice e João Leandro Santarém, coordenadora e vice-coordenador da Comunidade Miri Cento, participam do curso de Pedreiro. “Quero colocar em prática o que aprender aqui para ajudar aquelas pessoas que precisam. Já temos vários planos de melhorias na comunidade e uma de nossas prioridades é construir uma casa de força ainda durante o curso”, afirma João Leandro.

E para quem pensa que curso de Pedreiro não é para mulher, Joanice avisa: “As pessoas podem até estranhar uma mulher participando desse curso por ser um serviço pesado, mas existem outras maneiras de aproveitar esse aprendizado. Caso tenha alguma construção na comunidade, eu posso fiscalizar o trabalho executado e até contribuir com o meu conhecimento”, explica.

O operador de motosserra Mário Augusto Silva já tem experiência prática na área de mecânica, mas decidiu freqüentar o curso de Mecânica Diesel na Vila Tabatinga em busca do certificado. “Meu objetivo maior aqui é conseguir o certificado e partir para empresas para conseguir um emprego melhor. Sinto muita falta do certificado, pois tenho prática, mas sem o papel mostrando que você está qualificado, fica mais difícil ser empregado”, justifica.

Segundo o instrutor do Senai Hildevando Nobre, além de melhores oportunidades profissionais, muitos procuram o curso para melhorar a própria condição de vida e de trabalho. “Tem muitas pessoas aqui da região que têm o seu barco próprio e muitas vezes chegam a ficar ilhadas devido a um pequeno problema, como um filtro entupido, por exemplo. Mas, por não saber identificar o problema, acaba fazendo um gasto desnecessário buscando um mecânico de fora, quando ele mesmo poderia resolver se
tivesse o mínimo de conhecimento técnico sobre o assunto”, diz o instrutor.

É o caso da agricultora Francisca Moutinho, também da Tabatinga, que pretende usar o conhecimento do curso de Mecânica Diesel para melhorar seu trabalho no campo. “Em casa, tenho motor bomba, roçadeira e medidor de mandioca que eu uso para produzir farinha, frutas e hortaliças. Com esse curso, tenho certeza que vou aprimorar meus conhecimentos e aplicar muitas coisas meu dia-dia, melhorando a minha produção. A gente, quando tem conhecimento, faz com que tudo dê certo”, afirma a agricultora.
Compartilhar:

A Amazônia e as Mudanças Climáticas Globais

Tese de Doutorado defendida por santareno na USP aborda este atual tema

O seqüestro de carbono e as substâncias húmicas na área de influência da BR-163- Cuiabá-Santarém é a tese defendida pelo pesquisador santareno Orlando Paulino da Silva para a obtenção do título de doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental - PPG-SEA, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). A defesa será realizada na próxima sexta-feira, dia 26, no Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), interior do Estado de São Paulo.

A tese, orientada pela Dra. Eny Maria Vieira do IQSC/USP, teve como objetivo relacionar as características das substâncias húmicas do solo com o processo de remoção de gás carbônico da atmosfera em sítios de floresta em clímax, ou seja, que já alcançaram um estágio pleno de desenvolvimento e encontram-se protegidas no ecossistema terrestre, bem como em área que sofrem a ação do homem de forma moderada e intensa, como os ambientes de influência da Rodovia BR-163 - Cuiabá - Santarém, região que experimenta um incremento das ações antrópicas em função do anúncio da pavimentação desta rodovia.

As substâncias húmicas representam parte da matéria orgânica que, após várias transformações, permanecem no ambiente. Essas substâncias representam 2/3 do carbono orgânico contido no solo. São constituídas de uma mistura heterogênea, polifuncional, sem características físicas e químicas definidas e em diferentes graus de polidispersão.

A justificativa do autor para realização do estudo foi a necessidade de compreender os ciclos de nutrientes e a dinâmica da matéria orgânica no ecossistema da Amazônia para um domínio do manejo eficiente da floresta e do solo, a partir do estudo das características das substâncias húmicas que remete à capacidade de sustentabilidade para os usos múltiplos em cultivos, aparecendo como indicador da qualidade do solo. Isto se deve à preocupação despertada pelo desaparecimento de florestas tropicais, acompanhado de acelerados processos de perda de solo e de matéria orgânica, pelo desmatamento, queimadas e avanço da fronteira agrícola.

Para determinar as características das substâncias húmicas foram utilizadas técnicas de espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), análise elementar, espectroscopia de fluorescência de luz no UV/Visível, espectroscopia de absorção de luz no UV/Visível, espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN) e espectroscopia de ressonância paramagnética eletrônica nuclear (EPR). Dos resultados encontrados verificou-se uma elevada aromaticidade, policondensação e grau de humificação que proporcionam aumento da biodiversidade, incremento da produtividade, melhoria da estrutura deste solo, contribuindo junto à formação de fração húmica não lábil, que oferece resistência ao escoamento, bem como maior estabilidade dos complexos organominerais, condições favoráveis para a remoção de gás carbônico da atmosfera e mitigação do aumento do efeito estufa.

O conhecimento do comportamento das substâncias húmicas dentro da matéria orgânica do solo é importante pois oferece subsídios para um maior entendimento do ciclo de carbono na Amazônia. Uma das conclusões chegadas pelo estudo é que o solo da Amazônia não suporta o modelo de agricultura o qual está sendo submetido, ocasionando efeitos deletérios ao ambiente e a saúde das populações. Os resultados e dados deste estudo contribuem para apoiar políticas de desenvolvimento sustentável e de proteção dos ecossistemas da Amazônia, tendo como foco principal as substâncias húmicas do solo, bem como o seqüestro de carbono orgânico, com vistas à reversão do processo de degradação, em busca da melhoria na qualidade de vida regional, e por que não dizer, global.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental, do qual a tese está inserida, procura evidenciar, identificar, discutir e propor soluções em relação aos problemas ambientais decorrentes da atuação do homem em seu meio, bem como analisar ecossistemas, a fim de caracterizá-los e descrevê-los, criando uma fonte de informações sobre os vários aspectos bióticos, abióticos e antrópicos de algumas regiões do Brasil. O caráter multidisciplinar deste programa de pós-graduação é conseqüência de seu corpo docente e pesquisadores, procedentes de diferentes departamentos de universidades estaduais e federais, bem como de institutos de pesquisas.
Compartilhar:

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Paratur participa de inauguração de embarcação turística no Tapajós

A Companhia Paraense de Turismo (Paratur), participou da viagem inaugural da embarcação turística Cassiquiari, na manhã deste sábado (20), no município de Santarém, no pólo turístico do Tapajós. A iniciativa é da agência de viagens Green Tur, com objetivo de proporcionar o incremento do Ecoturismo na região, permitindo um maior contato dos visitantes do Estado com as populações ribeirinhas.

A embarcação fortalecerá também a realização de expedições científicas, o turismo de base comunitária, o turismo de observação da natureza, o turismo de lazer nas imensas praias e a pesca desportiva, utilizando de forma sustentável os recursos naturais e culturais da região, além de contribuir para a sua conservação.

O Cassiquiari dispõe de oito cabines duplas, equipadas com ar condicionado e banheiro privativo, assim como serviço de restaurante, que inclui em seu cardápio a culinária paraense e européia.

De acordo com a turismóloga da Paratur, Fátima Barbi, que esteve presente à inauguração, "a embarcação e os serviços prestados são de altíssima qualidade". Ela também conta que o Cassiquiari está apto a atender o mercado internacional e produtos já estão sendo formatados para atender demandas oriundas de países como Portugal e Inglaterra.
Compartilhar:

Mais de 200 municípios pedem auxílio de forças federais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já registra o pedido de 218 municípios em oito estados que querem o envio de tropas federais para atuar na segurança durante as eleições de 5 de outubro. Desse total, 99 cidades já receberam a autorização do TSE.

Em 2004, durante as eleições municipais, a Corte Eleitoral autorizou o envio de tropas para 306 municípios de 10 estados. Nas eleições proporcionais de 2006, foram 142 municípios de nove estados que receberam as tropas no primeiro turno, e 124 cidades de sete estados no segundo.

Este ano, a unidade da federação que recebeu mais autorizações para o reforço na segurança é o Pará, com 82 municípios. Em seguida, vem o Amazonas, com a aprovação para 14 cidades.

Dois municípios do Tocantins também irão receber ajuda de forças federais, além de um de Alagoas. Os outros estados que pediram o reforço na segurança são Amapá, Goiás, Mato Grosso e Piauí.

O TSE solicitou a atuação de forças federais de segurança em áreas ameaçadas por milícias e pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro, sem que o município registrasse um pedido.
Compartilhar:

Machado de Assis

Na semana em que se comemora o centenário da morte do escritor Machado de Assis, o blog publica algumas de suas obras.


Carolina


Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.

Trago-te flores - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.


Nota: Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no dia 21 de junho de 1839; O escritor morreu em casa (Rua Cosme Velho, 18, Rio de Janeiro), às 3h20m de 29 de setembro. Sepultado no mesmo dia.
Compartilhar:

Embratel reajusta tarifas em 1,15%

A conselheira da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) Emília Ribeiro disse ontem que o reajuste das ligações de longa distância nacional e internacional da Embratel deverá ser em média de 1,15%.

O reajuste deveria ter sido autorizado na última terça-feira, mas Emília, que tomou posse na semana passada, pediu vista do processo.

Segundo Emília, esse número variará, porém, de acordo com o horário da ligação e a distância entre os locais. “O processo está perfeito, a Embratel estava há um tempo sem reajustar até porque vinha tendo ganhos. O processo já está pautado novamente para o próximo dia 25’’, informou a conselheira.

Emília informou também que os processos de revisão do PGO (Plano Geral de Outorgas) e do PGR (Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações) saíram ontem da procuradoria da agência.

Agora, os dois processos voltarão às mãos dos relatores que já haviam previsto prazo de 15 a 20 dias para apresentá-los ao conselho, o que significa que, até o fim de outubro, a agência deverá dar seu parecer sobre os dois planos.

Na prática, a mudança no PGO é feita para permitir que uma empresa de telefonia fixa possa comprar outra em área diferente – o que dá base legal para a compra da Brasil Telecom pela Oi. O PGR traz ações para o setor para os próximos anos.
Compartilhar:

Aposentados e pensionistas não localizados pelo INSS são convocados

Os 1.437 aposentados e pensionistas que fizeram o censo previdenciário por intermédio de procuradores ou representantes legais, mas não foram localizados pelos servidores do órgão nos endereços indicados, serão convocados hoje (23) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mesmo com a atualização dos dados pelo procurador, o INSS precisa localizar e comprovar que o titular está vivo. Os editais de convocação serão publicados em jornais de grande circulação nos estados.

Os beneficiários ou seus procuradores deverão comparecer em 30 dias à Agência da Previdência Social (APS) que mantém seu benefício, levando documento de identidade com fotografia e CPF. Caso não compareçam, o pagamento será suspenso. Se forem pessoalmente, a regularização é imediata.

No caso de o representante ou procurador comparecer para fornecer o endereço correto, será feita nova visita por um servidor do instituto para a confirmação de vida. Somente depois que o funcionário do INSS conseguir localizar o beneficiário é que o cadastro voltará à normalidade. Se o benefício for suspenso, os segurados ainda terão 90 dias para atualizar as informações. Após esse prazo, o benefício será cessado.
Compartilhar:

Campanha registra, no mínimo, 13 candidatos assassinados

No Pará, já foram registrados dois crimes nesta campanha: o assassinato de um candidato a vereador em Uruará, no Oeste do Estado. E o do candidato do PMDB a prefeito de Rio Maria, que foi executado com um tiro na nuca. Nesta segunda-feira (23), um candidato a prefeito foi morto em Mato Grosso. O estado de Pernambuco registra maior número de candidatos assassinados: quatro
Compartilhar:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Amazônia Jazz Band retorna aos palcos do Theatro da Paz com repertório inédito

Com repertório novo e inédito, a Amazônia Jazz Band retorna aos palcos do Estado para mais um show comemorativo aos 20 anos de fundação da banda. O concerto será nesta terça-feira (23), às 20 horas, no Theatro da Paz. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria teatro a partir das 9 horas.

Entre as diversas músicas que serão apresentadas, o destaque fica por conta de "Bebop", do compositor, chefe de orquestra e trompetista norte-americano Dizzie Gillespie. A música recebeu este nome devido à onomatopéia produzida pelos sons dos martelos das construções ferroviárias americanas. Gillespie, ao lado de Charlie Parker, é considerado o criador desse estilo de fazer jazz.


Outra canção do repertório, "Round Up", põe em foco o naipe de trombones e abre o concerto. "El Cumbachero" é um clássico do repertório cubano. A música, composta pelo músico e ator Desi Arnaz, ficou famosa na versão dos "Mambo Kings". O Alto Leader Marcus Puff fará um solo de saxofone na jazz balada "Lover Man", com arranjos de Sammy Nestiço. O repertório traz ainda o clássico "I Got You (I feel good)", de James Brown.


Com essa apresentação, o público terá a oportunidade de conhecer um pouco mais os músicos. A música "Ver-o-Rio" é uma composição de Josibias Ribeiro, músico da AJB. Esta canção foi premiada no Festival de Jazz de Macapá, em agosto. Para sua execução, foram convidados os músicos paraenses Daniel Delaluque, no trompete, Augusto Meirelles, no contra-baixo, Lenilson Albuquerque, no piano, Tiago Albuquerque, na bateria e Bruno Mendes, na percussão.


A banda - A Amazônia Jazz Band, desde que iniciou suas atividades, participou de diversas turnês pelo Brasil e acompanhou solistas nacionais e internacionais. Em 1995, sob a direção de Andi Pereira, começou um trabalho de pesquisa, coleta e execução de obras escritas pelos grandes compositores do século XX para a banda de jazz e, paralelamente, apresenta obras escritas especialmente para o conjunto pelos mais significativos compositores brasileiros.


A partir de 1999, sob a direção de Barry Ford, iniciou um programa visando incentivar obras escritas por compositores paraenses e, desta forma, embarcou em uma coleta ambiciosa de literatura jazzística americana. O resultado de todas essas inserções musicais foi um repertório vibrante que sempre agrada todos os públicos. Desde março de 2005, o maestro da AJB é o percursionista paulista Ricardo Aquino - bacharel pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e, a partir de 1996, assume uma cadeira de percussão do Conservatório Carlos Gomes e dirige o Grupo de Percussão da FCG, além de ser chefe de Naipe da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz.


Serviço - Concerto de apresentação da Amazônia Jazz Band, dia 23, às 20 horas, no Theatro da Paz. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 9 horas.
Compartilhar:

Regularização fundiária é o maior problema na Amazônia, diz Mangabeira

Na última parte da entrevista concedida à Agência Brasil, o ministro de Assuntos Extraordinários, Mangabeira Unger, explica as medidas propostas no Plano Amazônia Sustentável (PAS) para resolver o problema fundiário na região.

Segundo ele, seriam organizadas e regularizadas propriedades abaixo de 1500 hectares, criando condições para que o Estado brasileiro retome as áreas ilegalmente ocupadas acima de 2500 hectares.

Numa primeira fase, propriedades entre 1500 e 2500 hectares "ficariam em um limbo", não sendo retomadas, mas também não seriam regularizadas.

A conseqüência disso, na prática é que seria construído um modelo econômico e social que privilegia o pequeno e o médio produtor, resistindo às tendências de concentração das propriedades, predominante durante toda a história do país.

"Seria absurdo caracterizar isso como favorecimento à grilagem. Pelo contrário. Estamos falando de um ato de justiça histórica que finalmente criará condições para tornar a preservação ambiental e a produção sustentável mais proveitosa do que o saque".

Agência Brasil: Qual a real dimensão do problema fundiário na Amazônia?

Mangabeira Unger: De todos os problemas locais, que são vários, o maior é o da regularização fundiária. Menos de 4% das terras em mãos de particulares na Amazônia têm sua situação jurídica esclarecida. Há um caos fundiário que resulta em males enormes, suscitando a violência, consagrando a grilagem e tornando o saque mais proveitoso do que a preservação e a produção. Ninguém vai investir em preservação ou em produzir se não confia na continuidade de seu controle sobre a terra. Toda a população da Amazônia se sente chantageada, já que sua base física não está segura, estando sujeita ao vaivém das pressões econômicas. Temos que acabar com isso.

ABr: E como fazer isso?

Mangabeira: Estou trabalhando com os ministros que compõem a Comissão Interministerial de gestão do Plano Amazônia Sustentável (PAS) e com os nove governadores amazônidas [da região] para desdobrar o plano em iniciativas concretas. Já há um consenso de que a prioridade na região é resolver o problema fundiário, sem o que não conseguiremos avançar em nenhum dos outros eixos.

ABr: Que outros eixos, ou problemas, seriam esses?

Mangabeira: Os eixos escolhidos para esse desdobramento são a regularização fundiária e o zoneamento ecológico e econômico regional. O segundo é o combate ao desmatamento à partir da construção de um regime de leis praticáveis que permitam que, preservada, a floresta tenha mais valor que derrubada. O terceiro eixo é assegurar alternativas ambientalmente seguras e economicamente viáveis às populações de pequenos produtores que atuam na zona de transição entre a floresta e o Cerrado. O quarto eixo é a reconstrução da agricultura brasileira na Amazônia Legal e no Cerrado, democratizando-a e agregando-lhe valor. O quinto eixo é o regime de incentivos à criação de pólos industriais. Há ainda as medidas para o transporte multimodal, para que superemos o isolamento amazônico. Por fim, tratamos também de investimentos em ciência, capacitação e ensino. Queremos identificar algumas microrregiões onde possamos adensar [implementar] essas iniciativas.

ABr: A “reinvenção da agricultura” e a instalação de pólos industrias na Amazônia com certeza provocarão grande polêmica.

Mangabeira: Estamos convictos de que podemos dobrar a área atualmente cultivada e triplicar nosso produto agrícola sem tocar em uma única árvore. Quanto aos pólos industriais, na Amazônia florestada seriam instaladas indústrias capazes de transformar produtos madeireiros e não-madeireiros, produzindo tecnologias apropriadas ao manejo sustentável. Já na região amazônica de Cerrado seriam instaladas indústrias que agreguem valor à transformação de produtos agrícolas e minerais.

ABr: Voltando à regularização fundiária, o senhor chegou a propor ao presidente Lula a criação de uma nova autarquia federal que cuidasse exclusivamente do tema na Amazônia. Posteriormente, o senhor disse ter sido convencido de que havia outra opção melhor. Em que ponto está essa discussão?

Mangabeira: Havia duas teses iniciais. Uma era reforçarmos o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] com mais recursos financeiros e humanos para que ele mesmo, em colaboração com os institutos de terra estaduais, fizesse a regularização. A segunda sugestão, apresentada por mim, era estabelecer uma autarquia diretamente ligada à Presidência da República que, também em colaboração com os governos estaduais, cuidasse do tema. Na penúltima quinta-feira [11], governadores e ministros chegamos a um consenso sobre como resolver esse problema.

ABr: A criação de uma agência “enxuta”, ao invés da autarquia que o senhor havia sugerido?

Mangabeira: Sim. Um defeito da minha sugestão é que demoraria tempo para criar, dotar dos recursos humanos necessários e colocar em funcionamento uma autarquia como a que eu propunha. Durante a discussão com os governadores surgiu a sugestão de que organizemos uma entidade leve e enxuta que trabalhe em parceria com os estados fazendo a regularização fundiária. Essa agência funcionaria nos moldes do Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial]. Os governadores me convenceram de que esta sugestão é melhor que a minha.

ABr: Mas o Inmetro é uma autarquia vinculada Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mangabeira: Há ainda certas sutilezas jurídicas que precisam ser discutidas. Pelo direito público brasileiro uma agência tem que ser ou uma autarquia ou uma fundação pública. Provavelmente seria uma autarquia, mas de natureza diferente da que eu havia sugerido anteriormente. Ela não faria o trabalho na base, que seria realizado pelos estados. A função desse órgão seria coordenar, apoiar, monitorar e, em algumas circunstâncias, transferir terras públicas para os estados. Como nenhuma dessas tarefas envolvem a execução direta da regularização, ela não exigiria grande estrutura humana ou financeira, mas sim uma enorme capacidade de gestão.

ABr: O senhor então está convencido de que o Incra, da forma como está organizado hoje, não daria conta de resolver o problema da legalização das propriedades na Amazônia?

Mangabeira: O Incra tem responsabilidades nacionais e, ao longo de sua trajetória, seu foco principal se tornou a reforma agrária e a política de assentamentos e não a regularização fundiária. Como temos pressa para encontrar uma solução para o problema, me pareceu que precisamos de uma entidade que cuide somente da regularização fundiária. Também já há consenso de que só vamos solucionar o problema dando um papel central aos estados e aos seus institutos de terra. O governo federal não vai conseguir resolver esse problema sozinho.

ABr: Então basta criar um novo órgão para solucionar um problema que se arrasta há tanto tempo?

Mangabeira: Não. A solução contempla pelo menos quatro componentes, sendo que o mais importante deles é a simplificação das leis, das regras e dos procedimentos de regularização fundiária na Amazônia. Isso é um consenso. Independente de quem seja o agente institucional responsável por regularizar a posse das terras, nenhuma medida vai resolver o problema se não mudarmos as leis. Há um emaranhado de regras que impedem a regularização fundiária. Esse é, de longe, o aspecto mais importante da discussão e pensamos em sugerir mudanças em três níveis, feitas de uma só vez.

ABr: Que mudanças seriam essas?

Mangabeira: Precisamos saber quem são os titulares das terras, esclarecendo inclusive quando proprietário é o governo federal, o estadual ou o municipal. Sequer isso está claro em grande parte do território amazônico. Depois temos que acelerar a legalização das posses inseguras, resolvendo o problema fundiário de forma sistêmica. Não se consegue regularizar uma propriedade sem resolver os problemas fundiários de todas as propriedades circundantes. Também temos que ordenar as medidas administrativas e os recursos judiciais sem ferir o direito constitucional de alguém recorrer à Justiça quando se sentir prejudicado. Hoje, quando um território está em vias de ser regularizado, alguém recorre a um juiz e consegue uma liminar que paralisa todo o processo. Algumas normas de georeferenciamento também têm que ser revistas, já que o tornam ineficazes.

ABr: Quais os prováveis efeitos da aplicação dessas medidas?

Mangabeira: Organizaríamos a regularização de propriedades abaixo de 1500 hectares, criando condições para que o Estado brasileiro retome as áreas ilegalmente ocupadas acima de 2500 hectares. Numa primeira fase, propriedades entre 1500 e 2500 hectares ficariam em um limbo, não sendo retomadas, mas também não seriam regularizadas. A consequência prática é que iremos construir um modelo econômico e social que privilegia o pequeno e o médio produtor, resistindo às tendências de concentração das propriedades, predominante durante toda a nossa história. Seria absurdo caracterizar isso como favorecimento à grilagem. Pelo contrário. Estamos falando de um ato de justiça histórica que finalmente criará condições para tornar a preservação ambiental e a produção sustentável mais proveitosa do que o saque.

ABr: Durante sua primeira viagem à região amazônica, em janeiro deste ano, antes mesmo de assumir a coordenadoria do Plano Amazônia Sustentável (PAS), o senhor discutiu com os governadores locais algumas propostas de desenvolvimento econômico para a região. Na ocasião, o senhor já destacava a importância de que as intenções fossem transformadas em ações concretas para engajar a sociedade. De lá para cá, o senhor assumiu outras atribuições e passou a apresentar propostas para a estratégia de defesa nacional, para a educação e até mesmo para políticas sociais do governo. Quantas dessas sugestões já foram colocadas em prática e quais seus efeitos?

Mangabeira: Inicialmente, ao assumir a Secretaria de Assuntos Estratégicos, eu apenas formularia um projeto conceitual a respeito do futuro. Só que eu concluí que se fizesse apenas isso, tudo ficaria apenas no papel. Então, reorientei meu trabalho para a definição de uma série de iniciativas que encarnassem um novo modelo de desenvolvimento e que devem ser construídas em colaboração com os demais ministros, governadores e com a sociedade. Em um segundo momento, recebi do governo responsabilidades mais concretas em relação à Amazônia [a coordenadoria do PAS] e à Defesa [a coordenadoria do comitê interministerial responsável por elaborar o Plano Estratégico de Defesa Nacional]. Minha pasta não tem nenhum recurso orçamentário, nenhum poder normativo. Eu não posso baixar portarias. Tudo que eu posso fazer é propor e colaborar. É isso que eu estou fazendo. Algumas dessas iniciativas estão mais próximas de serem implementadas do que outras, mas todas compõem um ideário de reconstrução do nosso modelo de desenvolvimento. Minha grande aflição é ver essa dinâmica iniciada.
Compartilhar:

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Alunos de Porto Trombetas participam de ação global pelo meio ambiente

Alunos da escola de Porto Trombetas preparam-se para participar do ENO Tree Planting Day 2008. No dia 22 de setembro, estudantes de todos os continentes iniciarão o plantio de árvores no mundo inteiro. O objetivo é que, até o fim de 2008, totalize-se um milhão de árvores plantadas.

O projeto, originário de uma escola virtual da Finlândia, marca o equinócio de Primavera no hemisfério Sul e o de Outono no Norte. Nessa data, os dois hemisférios são igualmente iluminados. Além disso, dia e noite têm a mesma duração: 12 horas. As primeiras árvores serão plantadas na Oceania, ao cair da tarde. Seguindo o percurso do Sol, o plantio tem seqüência na Ásia, Europa e África, chegando por fim às Américas.

Em Porto Trombetas, 50 alunos da escola Jonathas Pontes Athias, mantida pela Mineração Rio do Norte, participarão da atividade a partir das 17h. "Além de estimular a reflexão sobre a ética ambiental e despertar a consciência para a necessidade de nos relacionarmos de forma sustentável com o meio ambiente, essa ação é um símbolo para a cooperação internacional", ressalta o diretor da escola, Manoel Távora. "Ao longo dos anos, esperamos expandir nossa participação e envolver toda a escola no projeto", destaca o diretor.
Compartilhar:

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

STF recebe denúncias contra deputado Lira Maia


Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu duas denúncias contra o deputado federal Lira Maia (DEM/PA) por suposto envolvimento em desvios de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), crimes cometidos entre 1998 e 2000, quando o parlamentar era prefeito de Santarém (PA).

No julgamento dos Inquéritos (INQ) 2630 e 2632, realizado na tarde desta quinta-feira (18), o relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, frisou que as denúncias apresentadas pelo Ministério Público são peças robustas e contêm indícios suficientes contra o parlamentar e os demais denunciados.

Ayres Britto revelou que constam nos autos dados de uma auditoria feita pela Delegacia da Receita Federal, constatando que parte dos R$ 18 milhões repassados pelo Fundef ao município de Santarém, destinadas para a área de educação fundamental e valorização do magistério, teriam sido desviadas para pagamento de outros serviços prestados para a prefeitura. Para tanto, explicou Ayres Britto, o MP demonstra a suposta existência de um esquema que utilizava empresas fantasmas, em nome de parentes dos denunciados.

Por meio dessas empresas, os valores eram desviados para contas de outras áreas, incluindo contas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

As denúncias sinalizam a existência de fatos que se amoldam aos delitos previstos no artigo 288 do Código Penal (formação de quadrilha), e no artigo 1º, I, do Decreto Lei 201/67 (Crime de Responsabilidade), concluiu o ministro, votando pelo recebimento das denúncias.

Ao acompanhar o voto do relator, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito lembrou que este é um caso clássico de má-utilização das verbas do Fundef. Ele explicou que o que acontece é que as secretarias de Educação dos municípios recebem as verbas federais, que são repassadas para pagamentos de dívidas e para prestação de serviços em outras áreas.
Compartilhar:

TV Ponta Negra proibida de fazer comentários contra Governo Municipal

A TV Ponta Negra, aliada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), está proibida pela Justiça Eleitoral de fazer comentários pejorativos em seu programa (Rota) contra a administração municipal, durante o período eleitoral, em razão de configurar desequilíbrio na disputa pela Prefeitura de Santarém sob pena de multa no valor de R$ 100 mil. Nesta quarta-feira, a direção da emissora foi comunicada da decisão e tem prazo de cinco dias para apresentar defesa.

A sentença foi dada pelo juiz eleitoral, Dr. Silvio César dos Santos Maria, titular da 83ª Zona Eleitoral da Comarca de Santarém. Depois de receber a ação, o ma-gistrado determinou a investigação judicial eleitoral.

"Diante da relevância do fundamento invocado e considerando ainda que o ato impugnado poderá trazer desequilíbrio aos candidatos à eleição majoritária, uma vez que o comentarista do programa da empresa investigada não se limita a somente proceder a divulgação da reportagem, mas faz comentários negativos acerca da administração atual destacando que é confusa e desordenada, em pleno período eleitoral, o que configura uma forma de propaganda ne-gativa à candidata a prefeita a reeleição", diz o magistrado em seu despacho.

Em outro trecho, o juiz Silvio César dos Santos Maria defere, com fundamento no artigo 22, I, "b", da lei complementar número 64/90, a medida liminar para determinar que a TV Ponta Negra se abstenha de fazer tais comentários pejorativos à administração municipal, durante o período eleitoral, em razão de configurar desequilíbrio da disputa eleitoral até ulterior deliberação sob pena de incorrer os investigados em multa no valor de R$ 100 mil.

Antes mesmo do início da disputa eleitoral, a TV Ponta Negra, através do programa Rota, sempre disparou críticas à administração municipal e tentou jogar a opinião pública contra a prefeita Maria do Carmo. Defendendo os interesses do ex-prefeito Lira Maia, a emissora fez campanhas pejorativas atacando o atual governo.

Em todas as matérias produzidas pelo programa Rota, o apresentador Antônio Junior, fez comentários negativos à Prefeitura de Santarém. Iniciada a campanha eleitoral, a emissora escancarou de vez seus interesses por um dos adversários e lançou várias notícias tendenciosas, denegrindo a imagem do governo e favorecendo o candidato Lira Maia, o principal beneficiado com essa atitude.
Compartilhar:

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Peritos do INSS cruzam os braços todas as quartas-feiras em defesa da carreira

Os peritos médicos da Previdência decidiram paralisar as atividades no país todas as quartas-feiras, a partir de hoje. Segundo a Associação dos Peritos Médicos da Previdência Social, a manifestação tem o objetivo de mostrar a indignação da categoria com o descumprimento do acordo de reestruturação da carreira, que levou mais de 15 meses para ser negociado.

Entre as reclamações dos mais de 5 mil médicos, está a recente mudança na nomenclatura da categoria de perito médico da Previdência Social para médico perito previdenciário. Segundo a associação, a mudança permitirá que assumam a função médicos que não fizeram concurso, inclusive os terceirizados.

Segundo os manifestantes, outro problema é a gratificação para os peritos. Essa gratificação corresponde a 50% dos vencimentos e passa a ser incorporada a partir de 60 meses de exercício da função. Quando houve a mudança da nomenclatura, quem tinha, por exemplo, 55 meses de exercício, ficou prejudicado, já que precisará reiniciar a contagem de tempo.

Os peritos também reclamam da produtividade, já que passou a ser atrelada ao tempo de espera do segurado para ser atendido. Os médicos alegam que é impossível comparar o atendimento em capitais como São Paulo com o serviço no interior do Acre.

Segundo comunicado do Ministério da Previdência Social foram tomadas todas as providências para garantir que os efeitos da paralisação sejam os menores possíveis. O trabalhador que tem atendimento marcado para hoje (17) e não for atendido poderá remarcar para a data mais próxima, por telefone, no número 135.

O INSS lembra que a paralisação deve afetar apenas a perícia médica. Todos os outros serviços oferecidos nas Agências da Previdência Social funcionarão normalmente.
Compartilhar:

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ONU diz que polícia brasileira mata muito

Polícia é apontada como a maior responsável pelos mais de 48 mil homicídios cometidos anualmente no país.

Leia mais:www.agenciabrasil.gov.br
Compartilhar:

Lira Maia e SEUS PROCESSOS

Contra o político santareno, que exerceu por dois mandatos, 1997 a 2000 e 2001 a 2004o cargo de prefeito de Santarém, há vários processos de crime de improbidade administrativa e crime contra a ordem tributária e financeira.

Confira abaixo as principais ações tramitam nas esferas estadual e federal:

*Processo - 2007.1.00628-1 – Juízo de Direito da 8ª Vara da Comarca de Santarém - Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa para Reparação Integral de Danos ao Erário, com pedido de Tutela Antecipada de Indisponibilidade de Bens, Bloqueio de Cotas Bancárias e Aplicações Financeiras – Autor: Município de Santarém – Peculiaridade: concedida a tutela pleiteada, estando com bens indisponíveis;

*Processo - 200510022673 - Juízo de Direito da 8ª Vara da Comarca de Santarém - Ação Civil por Improbidade Administrativa – Autor: Ministério Público Estadual – Peculiaridade: Em tramitação

*Processo - 200520006732 – Juízo de Direito da 6ª Vara Criminal de Santarém – Ação Penal – Peculiaridade: remetido ao C TST, em face do foro privilegiado do réu, Joaquim de Lira Maia;

*1999.1.000.480-2 – Execução – 2ª Vara Cível

*2000.1000.005-1 – Mandado de Segurança – 3ª Vara Cível

*Processo - 1999.3.006426-0 – Câmaras Criminais Reunidas – Desembargadora Raimunda do Carmo Gomes Noronha - Ação Penal - Autor: Ministério Público Estadual - Peculiaridade: Tramitando

*Processo - 200030033378 – Câmaras Criminais Reunidas – Desembargador Jaime dos Santos Rocha - Ação Penal – Autor: Ministério Público – Peculiaridade: Tramitando perante o STF, transformado em ação penal;

*Processo - 2000.39.02.001820-0 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém - Ação Civil Pública – Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: tramitando e aguardando decisão;

*Processo - 2000.39.02.001821-3 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém - Medida Cautelar de Seqüestro – Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: Remetido ao TFR;

*Processo -2002.39.02.001294-0 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém – Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa – Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: concluso para decisão;

*Processo - 2003.39.02.002519-0 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém – Inquérito Policial – Crimes de responsabilidade, Crime contra a Fé Pública, Crimes contra a Administração Pública – Peculiaridade: Remetido ao STF;

* 2001.39.02.000275-1 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém - Inquérito Policial – Crimes de responsabilidade, Crime contra a Fé Pública, Crimes contra a Administração Pública Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2001.39.02.000011-8 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém – Inquérito Policial – Crimes da Lei de Licitações – Peculiaridade: Encaminhado ao STF;

*Processo - 2003.39.02.000184-9 – Vara Única da Justiça Federal em Santarém – Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade e Crimes previsto na Lei de Licitação – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2005.39.02.001548-8 - Vara Única da Justiça Federal em Santarém –

Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2005.39.02.001499-3 - Vara Única da Justiça Federal em Santarém – Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2005.39.02.001519-3 - Vara Única da Justiça Federal em Santarém –

Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2004.39.02.000572-0 - Vara Única da Justiça Federal em Santarém –

Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade e Crimes previsto na Lei de Licitação – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - 2005.39.02.001548-8 - Vara Única da Justiça Federal em Santarém –

Inquérito Policial – Crime de Responsabilidade – Peculiaridade: Remetido ao STF;

*Processo - AP/484 – Supremo Tribunal Federal – Ação Penal – Direito Administrativo e outras Matérias de Direito Público – Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: aceita a ação. Processo em instrução, já realizada audiência dos réus;

*Processo no. Inq/2578 – Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e outras Matérias de Direito Público – Rel. Ministro Ricardo Lewandrowski - Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: Parecer favorável da PGR no prosseguimento do feito;

*Processo no. Inq/2630 – Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministro Carlos Britto - Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: Parecer favorável da PGR pelo prosseguimento do feito;

*Processo no. Inq/2632 - Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministro Carlos Britto - Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: Pedido de Informações da Justiça Militar da União;

*Processo no. Inq/2685 - Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministro Carlos Britto - Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: transformado em ação penal;

*Processo no. Rcl/3736 - Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministro Joaquim Barbosa - Autor: Município de Santarém – Peculiaridade: PGR pela procedência da reclamação;

*Processo no. Rcl/3735- Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministra Ellen Gracie - Autor: Município de Santarém – Peculiaridade: conclusos a relatora;

*Processo no. Pet/4149 - Supremo Tribunal Federal – Direito Administrativo e Outras Matérias de Direito Público - Rel. Ministro Ricardo Lewandowski - Autor: Ministério Público Federal – Peculiaridade: com vistas a PGR;

Lira Maia também aparece na relação de gestores municipais que tiveram contas rejeitadas no Tribunal de Contas do Estado (TCM) no exercício financeiro de 2000, onde se evidencia irregularidades insanáveis, dentre as quais, o não cumprimento de percentuais destinados, constitucionalmente, a educação, assim como, a não apropriação dos valores devidos ao INSS, que gerou danos ao erário público.
Compartilhar:

Alcoa e IEC fortalecem Saúde Pública em Juruti

Longas distâncias, dificuldades de transporte e comunicação desafiam a inclusão de comunidades ribeirinhas amazônicas a serviços básicos de saúde. Esse é um dos desafios que a Alcoa assumiu ajudar o município de Juruti a enfrentar. Por meio de um convênio com o Instituto Evandro Chagas (IEC), a Companhia viabiliza o trabalho de uma equipe de pesquisadores do IEC, em parceria com o poder público. Mesmo com as dificuldades, os diagnósticos apresentados pelo IEC à Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) têm fortalecido o Sistema Único de Saúde (SUS) do município, que vem atuando com ações mais específicas para cada caso.

O convênio foi firmado entre Alcoa, IEC e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa) em Junho de 2006, como parte integrante dos Planos de Controle Ambiental (PCAs) de implantação da mina de bauxita. As pesquisas contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e do Departamento da Ciência e Tecnologia (Decit), do Ministério da Saúde.

Os resultados do segundo ano de atividades foram apresentados durante o “III Seminário Pesquisa sobre Saúde em Juruti”, ocorrido no dia 11 de Setembro, no São Dom Bosco, reunindo profissionais de saúde e moradores de diversas comunidades rurais do município, além daqueles que residem na área urbana. O IEC informou que continuará realizando pesquisas em Juruti por mais dois anos. “Esse trabalho tem sido extremamente importante para Juruti. Se não fosse a presença do IEC no município, estaríamos nadando contra a corrente. Ou seja, teríamos muitos problemas sem soluções”, conta Ana Márcia Cunha, titular da SEMSA, lembrando que Juruti tem cerca de 250 comunidades rurais.

Na avaliação da coordenadora técnica do convênio e pesquisadora do IEC, Lourdes Maria Garcez, a prevenção está melhorando. “Na questão das zoonoses, um grupo que já está atuando em uma linha que antes não atuava. Há muito para ser feito, mas conseguimos, em dois anos, uma integração com a Secretaria Municipal de Saúde que superou minhas expectativas. Pretendemos continuar com a pesquisa, mas agora com bem mais conhecimento sobre as dificuldades que teremos que enfrentar. Isso vai facilitar na próxima etapa”, diz.

De acordo com o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, ao chegar em Juruti, a Companhia percebeu que o município era carente em várias áreas, em especial a saúde. “Então, resolvemos investir nesse trabalho de pesquisa e diagnóstico. Em curto prazo estamos ajudando a estruturar o sistema de saúde local por meio da Agenda Positiva. Já fizemos reforma e ampliação de unidades básicas de saúde. Estamos construindo um hospital de média e alta complexidade e em breve daremos início à construção de uma unidade mista na Vila de Tabatinga, um grande pólo comunitário do município”, lista Mauricio Macedo.

De acordo com Mauricio Macedo, as ações da Agenda Positiva levam mais de 70% dos recursos, se forem consideradas ações correlatas, como drenagem, limpeza pública, aterro, sistemas de abastecimento de água, que têm impacto direto ou indireto na saúde. “Estamos dando ferramentas para que, de fato, Juruti seja referência em saúde pública na região, o que tenho certeza que vai ocorrer”, comenta.
Compartilhar:

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Lira Maia: O 2º político mais processado do país

Dos 88 parlamentares fe-derais que disputam as eleições municipais deste ano, 53 – ou seja, 60,2% – respondem a processos na Justiça. Juntos, eles são alvo de 321 procedimentos judiciais, de acordo com levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco a partir de informações disponíveis nos sites do Supremo Tribunal Federal, da Justiça Federal e dos tribunais de Justiça estaduais.

O ex-prefeito Lira Maia, candidato do DEM a Prefeitura de Santarém aparece na relação como o segundo congressista com o maior número de processos na Justiça, 23 ações. Ele perde apenas para Paulo Maluf, que tem 49 processos e tenta mais uma vez chegar à Prefeitura de São Paulo.

Entre os dez congressistas candidatos que respondem ao maior número de processos, sete já exerceram mandatos eletivos no Executivo. Além de Maluf e Lira Maia, outros quatro já foram prefeitos dos municípios em que concorrem: Nelson Bornier (PMDB-RJ, Nova Iguaçu, 15 processos), Tonha Magalhães (PR-BA, Candeias, 13 processos), Décio Lima (PT-SC, Blumenau, 11 processos) e Reinaldo Nogueira (PDT-SP, Indaiatuba, 11 processos). Candidata em Macapá, Dalva Figueiredo (PT-AP), que tem contra si 23 processos ativos, já foi governadora do Amapá.

Supremo - Somente no STF – corte onde, por terem foro especial, os parlamentares devem ser julgados por questões criminais e admi-nistrativas –, 20 candidatos respondem a 36 procedimentos judiciais. Nessa lista figuram 24 inquéritos e dez ações penais.

Ou seja, em pelo menos dez casos, sete congressistas já figuram como réus no órgão máximo do Judiciário brasileiro. Os motivos são variados: há duas ações por crime de responsabilidade, duas por crimes contra o sistema financeiro nacional, duas por crimes eleitorais e outras duas por crimes contra a fé pública. Constam ainda acusações por crimes contra a paz pública, formação de quadrilha ou bando; e crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Quanto aos inquéritos instaurados no Supremo, há cinco por crimes contra a administração pública, cinco por crimes eleitorais e cinco por crimes de responsabilidade, entre outros (entenda os tipos criminais mais comuns).

Acesso restrito - Nos demais órgãos do Judiciário, porém, não é possível obter o mesmo nível de detalhamento. Ao contrário da página do STF, a maior parte dos re-gistros eletrônicos das outras cortes não fornece informações básicas sobre a natureza dos processos. Em geral, é possível apenas conhecer o meio processual utilizado, e não o tipo de crime do qual é acusado o parlamentar.

Na Justiça Federal, foro onde tramitam as causas em que a União, assim como suas entidades autárquicas [Banco Central e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo], atua como interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, 21 parlamentares respondem a 53 ações. Desses processos, sete são por improbidade administrativa.

Também cabe aos juízes fe-derais julgar crimes políticos e infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União. Além dos processos já citados, foram encontradas nesse foro cinco ações penais por crimes contra a administração pública, movidas contra parlamentares candidatos.

Os demais 231 processos correm em 1ª instância nos tribunais de Justiça dos estados.

Referem-se a assuntos diversos, em grande parte não informados nos sites dos TJs. O meio processual mais recorrente, com 58 registros relativos a 11 candidatos, é a ação popular. Trata-se do instrumento previsto pela Constituição a que tem direito qualquer cidadão que deseje questionar judicialmente a validade de atos considerados lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Aplica-se em maior número, portanto, àqueles que já exerceram cargos executivos.

Em seguida, vêm as ações civis públicas, movidas pelo Ministério Público em defesa dos interesses coletivos. Foram encontradas 44 ações contra 17 parlamentares.
As execuções fiscais, com 38 ocorrências, são o terceiro tipo de ação a que mais respondem os parlamentares candidatos. Entre os pesquisados, 19 estão sendo executados pelo fisco.

Esse é o instrumento de que dispõe a Receita Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios para a cobrança de seus créditos, sejam tributários ou não, desde que inscritos como dívida ativa. Os processos de execução fiscal permanecem ativos mesmo quando o executado já negociou a dívida e optou pelo parcelamento do pagamento, caso de alguns parlamentares.

Conhecer para votar - Professor do departamento de Direito na Universidade de Brasília e mi-nistro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1996 e 2001, Walter Costa Porto acredita que conhecer bem o candidato é essencial no momento de votar, mas enfatiza a necessidade de interpretar os dados com rigor crítico, para que se possa identificar o que é, de fato, relevante e, assim, separar o joio do trigo.
“ O eleitor deve observar o comportamento de cada um, mas com a preocupação de garantir o direito de defesa do inocente”, orienta.

Encabeçando uma campanha pela publicação dos nomes dos candidatos a prefeito que têm “ficha suja” na Justiça, a Associação dos Magistrados Brasileiros também defende a divulgação de informações como modo de fornecer subsídios para o eleitor votar com consciência nestas eleições.

“O eleitor tem dificuldade em fazer esse tipo de levantamento, por mais interessado que esteja”, explicou o secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Paulo Henrique Machado. Na se-mana passada, a AMB divulgou a relação dos candidatos a prefeito e vice de 47 das 53 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores e que respondem a processos na Justiça.

O magistrado, porém, ressalta a importância da cautela ao justificar o critério utilizado pela associação. “Entendemos que as ações penais públicas e as ações por improbidade administrativa – uma por envolver um delito de que o Estado foi vítima e outra porque envolve necessariamente pessoas que já desempenharam função pública – poderiam ser informação relevante para o eleitor considerar na hora de fazer uma escolha”, considera Machado.

Direito constitucional - Porto explica que a Constituição Federal faz menção à vida pregressa dos candidatos, deixando, contudo, a cargo de lei complementar a tarefa de especificar como o histórico judicial deve afetar a possibilidade de exercerem mandatos eletivos. Ele acredita que a Lei Complementar 64/1990, conhecida como Lei das Inelegibilidades, deveria ser modificada no Congresso.

Pesquisa criteriosa – Diante das deficiências dos serviços de acompanhamento processual nas páginas de internet dos tribunais, o Congresso em Foco adotou critério rigoroso para a realização da pesquisa: foram listados todos os processos que constem como ativos nos sites investigados – ou seja, que não estejam descritos como arquivados, extintos ou julgados.
Compartilhar:

sábado, 13 de setembro de 2008

Orla de Óbidos será revitalizada

O Governo do Pará está empenhando esforços junto ao Ministério de Integração Nacional para a liberação de R$ 1,8 milhão para a recuperação da orla de Óbidos, às margens do rio Amazonas. O Estado deverá entrar com uma contrapartida de R$ 1 milhão para revitalizar um importante equipamento urbano utilizado pela população obidense.

O anúncio foi feito pela governadora Ana Júlia Carepa, durante o lançamento do programa Pará Terra de Direitos, ocorrida na sexta-feira (12), naquele município. Ela quer que os recursos sejam liberado ainda este ano.

A governadora anunciou ainda a ampliação de recursos do CredPará a fim de financiar ações empreendedores locais. "É uma oportunidade de crédito facilitado, com juros baixos e orientado, para que os negócios sejam sustentados", enfatizou.

Dentro do Programa Pará Terra de Direitos constam várias obras, como a pavimentação de 5 km de asfalto, dentro do programa Asfalto Participativo, cujas obras foram visitadas pela governadora e comitiva; a entrega de 300 Bolsas Trabalho; a conclusão do hospital municipal, que será inaugurado ainda este ano; a reforma da quadra coberta da Escola São José; a construção de quadras poliesportivas no bairro São
Francisco; a recuperação de estradas vicinais, dentre elas o Ramal do Escuro, e a entrega de uma patrulha agrícola para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município.

A Governadora estava acompanhada do deputado estadual Júnior Ferrari, do diretor de Infra-Estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (DNIT), Flávio Acatauassú, dos secretários Suely Oliveira (Sedurb) e Edilson Moura (Cultura) do presidente do Banpará, Edilson Rodrigues e Antonio Roberto Cardoso (Defensoria Geral).
Compartilhar:

Caixa ainda dispõe de R$ 4 bi para financiar casa própria

Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção nacional da Caixa Econômica Federal informa que ainda possui R$ 4 bilhões para o financiamento de imóveis destinados às classes média e alta, de qualquer valor, sem limite máximo de renda e com prazos de até 30 anos para pagar. O cidadão pode financiar até 80% do valor de avaliação e, mesmo que já possua outro imóvel no município, terá como usufruir da linha de crédito.

A expectativa da Caixa é financiar pelo menos 180 mil imóveis, contra 81 mil de 2007 e 51 mil de 2006. Esse resultado tornou-se possível porque a instituição obteve este ano a maior captação de poupança da sua história. Apenas em agosto, os depósitos alcançaram R$ 1,2 bilhão. Segundo o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, não faltarão recursos para apoiar o setor de Habitação. Hoje, o banco é responsável por 51% de todos os imóveis financiados com o dinheiro da poupança no país.

Quem optar por financiar 80% do valor de avaliação, pode parcelar o pagamento em até 240 meses. Para quem deseja contratar em 360 meses, a entrada deve ser de pelo menos 30% do valor de avaliação do imóvel. No caso de moradias com valor de avaliação de até R$ 350 mil, em que o interessado possua saldo no FGTS e não tenha outro imóvel na mesma cidade ou em município limítrofe, o dinheiro do Fundo poderá ser utilizado na entrada e, posteriormente, para abater o saldo devedor ou as prestações - desde que obedecidas as demais condições estabelecidas pelo Conselho Curador do FGTS.
Compartilhar:

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Pesquisa comprova péssimo serviço prestado pela Celpa em Santarém

Uma pesquisa realizada junto aos diversos segmentos do setor produtivo em Santarém demonstra um elevado grau de insatisfação com os serviços de distribuição de energia prestados pela empresa Rede (Celpa). A pesquisa, realizada pelo Centro Avançado de Estudos Amazônicos (Ceama), foi encomendada pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), que de posse dos dados, vai acionar o Ministério Público e o Procon para que os problemas no serviço prestado pela Celpa sejam solucionados.

Um dos maiores problemas sentido pelos consumidores é as constantes interrupções no fornecimento de energia. 96,1% dos entrevistados disseram que sofreram com o problema nos últimos seis meses, contra apenas 2,7% que disseram não terem tido interrupções e 1,1% que se disse indiferente. Quando se trata da freqüência nas interrupções no fornecimento de energia elétrica nos últimos seis meses, 35,5% disseram que ocorre duas vezes por semana, 21,6% que acontece uma vez por semana, 18,3 que ocorre três vezes por semana, 12,7% dizem que as interrupções são diárias, 6,1% que ocorrem a cada 15 dias e 5,5% que acontece apenas uma vez por mês.

Outro dado relevante é que a maioria esmagadora dos entrevistados diz que não recebem qualquer aviso previamente ás interrupções no fornecimento de energia elétrica pela Rede Celpa. 90% dos entrevistados responderam que não foram avisados sobre as interrupções. A pesquisa ainda avaliou o tempo médio das interrupções. 77% dos entrevistados responderam que o tempo é de até uma hora. 15% disseram que de uma a duas horas, 6% de duas a cinco horas e 1,6% acima de cinco horas de interrupção.

O serviço de atendimento da empresa também foi avaliado, perguntando-se o tempo médio de espera no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), através do 0800-910 196 da Rede Celpa. 35% disseram que simplesmente não são atendidos quando tentam ligar para a empresa, enquanto 22,2% disseram que o tempo de espera é de até cinco minutos e 14% responderam que a demora chega a ser de 10 a 15 minutos. Outros 7% dizem que a demora chega há 20 minutos e 4% de 15 a 20 minutos.

71,1% dizem que tiveram prejuízos causados pela falta de energia. 53,8% dos prejuízos são queima de equipamentos de informática. Há ainda prejuízos como queima de aparelhos de ar condicionado (11,5%), queima de aparelho eletromecânicos (11,5%), ociosidade de pessoal em serviço (8,4%), queima de aparelhos de comunicação (5,3%), perdas de produtos perecíveis (5,3%) além de outros prejuízos. 83,1% dos empresários que tiveram prejuízos não receberam qualquer tipo de indenização da empresa de energia elétrica, enquanto 10% foram indenizados em parte e apenas 6,6% receberam indenização integral.

A oscilação na corrente elétrica também é um problema grave. Segundo a pesquisa, 92,7% da classe empresarial já sofreram algum tipo de oscilação nos últimos seis meses. Para 30,2%, estas oscilações acontecem no mínimo três vezes por semana.

Outros 26,2% dizem que as oscilações acontecem duas vezes por semana e 20% dizem que o problema ocorre diariamente. 13,7% disseram que as oscilações ocorrem uma vez por semana, 5,7% que acontecem uma vez por mês e 3,43% que ocorrem a cada 15 dias.

A pesquisa perguntou ainda se os serviços de atendimento ao cliente vão piorar ou melhorar em virtude da transferência do Centro de Distribuição e Controle para Belém.

Para 66,1%, os serviços devem piorar em função da distância. Outros 27,2% avaliam que os serviços permanecerão com a mesma qualidade e 5,6% que vai haver uma melhora. A avaliação geral da pesquisa é que 80% do setor produtivo estamos insatisfeitos com os serviços de fornecimento de energia elétrica pela Rede Celpa em Santarém.
Compartilhar:

sábado, 6 de setembro de 2008

Sairé: Buscas dos mastros marca abertura do festival

Neste sábado, os moradores da vila de Alter do Chão seguem em procissão pelas ruas da comunidade até a Ponta de Guripa, na praia do Cajueiro, para a tradicional busca dos mastros. Guiados pela Saraipora, os cami-nhantes cantam ladainhas anunciando o início de mais um Sairé. ‘Juiz’, ‘mordomos’ e ‘procuradores’ são os principais personagens deste primeiro ato da mais importante festa do povo Borari. O povo da vila é o principal ator desta encenação secular e as demais pessoas (autoridades, turistas e convidados) são meras coadjuvantes à comemoração ao Divino Espírito Santo.

O instrumento Sairé, que simboliza a Santíssima Trindade, é levado à frente pela mulher que representa a Saraipora, assim como a Coroa do Divino é conduzida pela juíza da festa. A procissão também é acompanhada pela Banda Espanta Cão. Os bastões adornados com fitas coloridas são conduzidos pelos mordomos. Tudo em perfeita harmonia.

Quando o cortejo chega a Ponta da Guripa, os mastros são retirados e levados de volta ao barracão, na Praça do Sairé. Homens e mulheres seguem os mesmos rituais.
Nessa disputa, vale a dedicação de cada equipe. Os troncos, já preparados, serão usados na Festa do Mastro. Na chegada dos grupos à praça, fogos explodem no ar em demonstração de contagiante alegria.

A procissão significa a recepção que era realizada aos portugueses no tempo da colonização, conduzindo o Sairé como símbolo da adesão ao catolicismo.

Na chegada à Praça do Sairé, os mastros passam a representar o poder que se instaura na Vila durante o período da Festa. Lá, os mastros passam a ser adornados com frutas, produtos agrícolas, uma bandeirinha vermelha e outras brancas para distinguir o mastro do juiz e da juíza, além de uma garrafa de cachaça.

Depois do ato cívico preparado pela comunidade, é realizada a fincada dos mastros. Homens e mu-lheres ficam responsáveis por cada um dos mastros, que são colocados em um espaço definido em frente ao barracão. O instrumento Sairé é colocado dentro do barracão, onde sai apenas para as procissões diárias.

Encerrada a programação de abertura oficial, o grupo cerimonial passa a reunir-se todos os dias para a parte religiosa da festa. Toda noite, de quinta a domingo, o grupo realiza um breve ritual em volta dos mastros, em procissão com a mesma formação da procissão inicial. A procissão contorna os mastros e segue para o barracão do Sairé, onde são cantadas as ladainhas por um grupo de senhoras e respondidas por todos os presentes. Depois são entoados hinos em louvor ao Espírito Santo. Com o fim dessa parte religiosa, os foliões passam a se juntar ao povo em geral para as festas que seguem durante toda à noite, quando são organizadas as representações de grupos musicais de Santarém e de outras cidades do país.
Compartilhar:

Sairé:

Compartilhar:

Todos contra a Rede Celpa

Outra área que muito tem sido afetada pelas constantes inte-rrupções de energia é o setor produtivo. Diariamente são feitas várias queixas à fornecedora de energia. Uma dessas seria o prejuízo que as quedas ou oscilações de energia causam aos empresários quando diversos equipamentos são danificados. Outro ponto foi acerca da ociosidade dos funcionários enquanto falta energia, pois a produção é afetada já que o empregado não terá condições de trabalhar.

Em vista desses protestos a Associação Comercial e Empresarial de Santarém está fazendo uma pesquisa que engloba todos os setores da economia. A intenção é avaliar como está a situação do fornecimento de energia e exercer pressão sobre a Celpa para que o serviço seja melhorado. "Vamos ter um raio-X bastante interessante. A pesquisa deve estar pronta nos próximos dias e, com isso, vamos acionar os órgãos de defesa do consumidor, o Ministério Público Estadual e a Aneel para que a Celpa melhore a qualidade do serviço em nossa região que está precário", diz o presidente da ACES, Olavo Neves.

A associação teve algumas reuniões com a rede Celpa. E, segundo o presidente da ACES, a rede fornecedora de eletricidade alega que a questão da falta de energia e oscilação não ocorre em toda a cidade, e sim, apenas em alguns bai-rros. Eles também afirmam que as interrupções acontecem devido às pipas, urubus e morcegos que atrapalham o fornecimento de energia. E a Celpa ainda diz que pesquisas internas apontaram que a população está satisfeita com a prestação de serviço da empresa.

A Associação Empresarial e Comercial de Santarém discorda totalmente de todas as respostas dadas pela empresa e, diante dessa realidade, resolveu fazer a pesquisa para dar um diagnóstico preciso da situação da região. "Eu não posso afirmar que há um racionamento, mas posso afirmar que em toda a cidade está havendo interrupção de energia e não são casos esporádicos, existe uma regularidade. Os contatos das empresas em todos os cantos de Santarém confirmam isso", diz o presidente da associação.

A falta de energia é um problema sério que deve ser solucionado com a maior rapidez possível. Esse fato interfere em toda a economia de uma sociedade, seja na indústria, no comércio ou na área residencial. Bena Santos, presidente do Sindicato de Lojas, afirma que tem sido difícil enfrentar o problema. "O comércio vem sofrendo grandes estragos. Já coincidiu de, pelo menos em duas datas festivas, o comércio ficar sem energia causando prejuízos, além do problema do cliente, também há o da queima de equipamentos", fala.

Como é um fato quem vem se arrastando ao longo dos anos, a po-pulação parece estar até 'acostumada' com a situação. A maioria dos moradores que sofrem algum tipo de prejuízo por conta das quedas de energia nem se preocupa em procurar seus direitos. Isso se deve, em boa parte dos casos, à demora do ressarcimento aos prejudicados. Os vitimados acabam desistindo de lutar por sua causa, beneficiando assim, a empresa responsável.

"As explicações que eles têm dado não tem nenhum fundo de verdade. O comércio não pode ficar a mercê da Rede Celpa. Se você se propõe a oferecer um serviço às pessoas, no mínimno deveria ter respeito por essas pessoas. Quantas vidas já se foram por conta disso? Quantos prejuízos? Quantas pessoas perde-ram o único bem que possuíam? Por aí se imagina o transtorno que isto está causando.", desabafa Bena Santos, presidente do Sindlojas.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, José Maria Tapajós, disse que está sendo solicitada uma reunião com a diretoria da Rede Celpa para ver quais atitudes podem ser tomadas para que esse problema tenha fim. "Vamos solicitar uma audiência com a Rede Celpa para ouvi-los. Nesse período de campanha eleitoral não estamos fazendo sessão especial, mas podemos marcar uma reunião com os diretores para que possam, pelo menos, nos informar a respeito das providências que estão sendo tomadas", diz o vereador José Maria Tapajós.

A Rede Celpa foi procurada para prestar esclarecimentos, mas não foi possível estabelecer o contato. Grandes são os questionamentos da população a respeito do motivo pelo qual as quedas e oscilações de energia estão acontecendo. Se não tomarem providências, espera-se que, pelo menos, informe a sociedade do que está acontecendo.
Compartilhar:

Empresários comemoram lucros com eleições

O dia 6 de julho, quase dois meses atrás, foi marcado pelo início do período da campanha eleitoral. É nesse período também que profissionais de setores gráficos, agências de publicidades, carros de som e lojas de adesivos e pinturas aproveitam para ganhar um dinheiro extra, pois é o momento mais propício aos lucros. São apenas três meses, mas os traba-lhos são intensos e os rendimentos também. Em Santarém trabalho é que não falta para essas empresas. Com as limitações referentes à propaganda política impostas pela Justiça Eleitoral, os candidatos investem intensamente nesses setores, que consideram esse, o melhor momento para lucrarem.

O mês de julho foi o período no qual esses setores mais venderam. Em lojas de adesivos de carros, por exemplo, a venda chegou a 10 adesivos por dia. Cada adesivo custa em média de R$ 200,00, o que mensalmente corresponde ao valor de R$ 2.000,00 por mês. "Em dias normais, adesivos para carro são muitos difíceis de ser vendido, geralmente é algum dono de loja que vem pedir pra colocar um adesivo, mas é raro acontecer', disse Mauro, dona de uma loja de adesivos.

O período de eleição também é muito esperado pelas gráficas do município, pois a maior parte delas trabalha apenas com jornais e poucas revistas que circulam na cidade. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), o crescimento na produção seria em média de 40% no segmento desse período, mas em Santarém, algumas empresas chegam a calcular uma elevação de até 100% no faturamento.

Grande parte desse crescimento se deve às novas regras eleitorais, válidas pela primeira vez nas eleições municipais; a lei proíbe a distribuição de brindes, a realização de showmícios e propagandas em outdoors, além de promover restrições ao uso de faixas e cartazes. Com essas proibições os candidatos voltaram suas atenções aos materiais gráficos, a propaganda com carros volantes e adesivos em carros.

A lei que garante o pagamento por parte dos candidatos foi até hoje a mais esperada pelas empresas. A nova legislação eleitoral exige que todos os materiais relacionados a campanhas tenham o CNPJ da empresa responsá-vel, assim como da empresa ou pessoa física que efetuou o pagamento. Isso colabora para que todos os serviços sejam devidamente pagos e diminui o índice de inadimplência.

O crescimento dos pedidos em anos de eleição também aquece consideravelmente o mercado de carros e bicicletas volantes. As agências, estúdios, carros e bicicletas volantes trabalham juntos nesse período.

As músicas se espalham pelas ruas de toda a cidade. Os ritmos variam conforme a vontade de cada candidato. Mas uma das regras estabelecidas pelos próprios candidatos junto às agencias é que a melodia deva ser po-pular e conhecida pela população, com o intuito de cativar, emocionar, animar e principalmente chamar a atenção do público. Esse é o perfil básico dos jingles da campanha eleitoral que tomam conta da cidade. A tática dos produtores musicais é fazer uma canção que fique na cabeça do eleitor.

Pelas ruas, os carros de som se proliferam. Através deles, os candidatos têm alcance muito maior, que atinge toda a região desejada, e favorece o crescimento desse setor.

De norte ao sul da cidade, os carros de som alcançam grande proporção e atingem até os eleitores mais distantes. O aumento nesse setor é praticamente de 65% no período eleitoral.
Compartilhar:

DESTAQUE:

Dica Frazão, a artesã que encantou o mundo

Morreu na tarde desta sexta-feira (19), em Santarém, no oeste do Pará, uma das mais importantes artesãs paraenses, Dica Frazão, 96 anos. ...

Publicidade:

Publicidade:

Quem somos

O Blog Quarto Poder está no ar desde: 23/02/2007

O Quarto Poder é um blog jornalístico voltado para divulgação de notícias de interesse público.

Artigos e crônicas assinados são de responsabilidade de seus autores e nem sempre refletem a opinião do Blog.

Jornalistas Responsável:

Renata Rosa

Fale com a gente:

Contatos: (93) 98128-1723 - 99131-2444

E-mails: m_santos1706@hotmail.com / m_santos170676@hotmail.com

FALE CONOSCO:


Quarto Poder

Marcadores

Blog Archive

PUBLICIDADE: