sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Emater fomenta a produção de farinha de piracuí no oeste do Pará

O preparo da farinha de piracuí, iguaria típica da região oeste do estado, passa por um processo de requalificação por meio do trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no município de Almeirim, região do Médio Amazonas. Desde o início de outubro, agricultores familiares estão recebendo orientação agregar valor ao ingrediente, base de diversos pratos, o que pode gerar um aumento de até 46% no valor final do produto no mercado local. Para isso, a Emater trabalha para instalar, até ao final do ano, uma Unidade Demonstrativa (UD) na região do Chicaia.

Os técnicos da Emater estão empenhados em melhorar a produção da farinha feita do acari, espécie de peixe abundante na região. A orientação iniciou na comunidade Fazenda Grande, no Rio Chicaia, na propriedade de Maria Conceição Paixão, atendida há cerca de 20 anos pela Empresa, com noções de boas práticas que vão desde a manipulação até a embalagem. A agricultora, no período de safra, que vai de setembro a janeiro, chega a produzir três toneladas, com o quilo sendo vendido a R$ 15, o quilo. Após a adequação o valor do quilo pode chegar a R$ 22.

Segundo o chefe local da Emater em Almeirim, Elinaldo Martins, o preparo da farinha de piracuí no município terá de atender às normas estabelecidas pela lei, de outubro passado, que regulamenta a comercialização de produtos artesanais comestíveis de origem animal. “O mesmo processo também está sendo aplicado à produção de queijo de búfala em Almeirim. Para isso estamos repassando ao nosso público beneficiário a necessidade de estabelecer um fluxograma produtivo nas propriedades para evitar a contaminação dos alimentos, seja ele o leite ou o peixe, neste caso”, destacou.

Para haver um controle maior na fabricação da farinha de piracuí uma unidade demonstrativa deve ser erguida na propriedade da família Paixão até ao final do ano, até para servir de exemplo para as famílias vizinhas. Elas receberão noções para confecção de ração à base de peixe, mais precisamente os restos do acari (escamas, cabeça e ossada), para alimentação de pequenos animais e bovinos.


Martins ainda ressalta que é preciso seguir as regras sanitárias, desde o recebimento do acari, passando pela lavagem adequada do pescado – em um espaço externo – seguindo para o cozimento, descamação e o desfio da carne em uma mesa de inox. “Para isso, o espaço precisa ser telado para excluir a presença de moscas. Os cuidados seguem, ainda, para as fazes de prensa, retirada da umidade, torragem do peixe e na embalagem do produto. E, fechando o rol das medidas requeridas para essa adequação, as vestimentas apropriadas ao trabalho, como toucas, avental, botas brancas, cabelo preso em touca e unhas bem cortadas”, explicou.

Fonte: Agência Pará
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