terça-feira, 4 de novembro de 2014

Belém sob risco de epidemia de dengue

Belém é uma das capitais brasileiras que está em estado de alerta para o risco de uma epidemia de dengue. A capital paraense está numa relação de dez capitais em situação de alerta: Porto Velho (RO), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE), São Luis (MA), Aracaju (SE), Vitória (ES), Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS). Nestas cidades, segundo o Ministério da Saúde, a infestação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya, representa grande risco de epidemia. Além dessas dez cidades, o MS afirma que outros 117 municípios brasileiros também estão sob perigo iminente.

Essas informações foram repassadas nesta terça-feira (4) durante o lançamento da campanha nacional de prevenção da dengue e chikungunya, ocorrido em Brasília.

De acordo com os dados do MS mostram que o dia 25 de outubro foram diagnosticados 824 casos da febre chikungunya no país. O primeiro foi confirmado em setembro. Os casos de dengue somam 556.317 em 2014.

Ainda de acordo com o MS, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa) foi feito em outubro em 1.463 municípios. A pesquisa aponta as regiões com maior risco de transmissão das doenças no país. Segundo o ministério, 533 municípios estão em situação de alerta (1 a 3 casas com larvas) e 813 em situação satisfatória (de cada 100 casas, uma ou menos com larvas).

A capital paraense aparece na lista das dez cidades em situação de alerta. Na região Nordeste, região com mais municípios em situação de risco, foram detectadas 96 cidades entre 727 pesquisadas. A pesquisa mostra que houve uma queda no número de imóveis infectados pelas larvas do mosquito de 2013 para este ano. No ano passado, o LIRAa apontou que 159 municípios estavam em situação de risco e 539 em alerta.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu que a similaridade entre dengue e chikungunya preocupa. “Agora nós temos uma tarefa adicional, e que nos preocupa bastante, que é também da febre chikungunya. Por que isso? Eu digo, muito mais em função da possibilidade que a gente tenha […] de perder a capacidade de fazer diagnóstico e a conduta adequada dos casos de dengue se agravarem porque as medidas de enfrentamento, de prevenção, que nós temos com a dengue, são as mesmas da chikungunya.”

Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.

Segundo o governo, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão, que é a estação mais propícia, já que a chuva e o calor são a combinação ideal para o aedes aegypti se desenvolver.

Nova campanha - “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, diz o slogan da campanha do ministério lançada nesta terça. Para chamar a atenção sobre a importância da prevenção, o governo produziu imagens que trazem principalmente os criadouros dos mosquitos aedes, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, tonéis e caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas.

De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma como se combate o foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.

Sintomas - Os sintomas da febre chikungunya e da dengue também são parecidos. A chikungunya também dá febre alta, mal estar, dor de cabeça e manchas na pele. A diferença é que a dor nas articulações dos pés e das mãos é bem mais forte, principalmente nos pulsos e tornozelos.

O “Dia D” de combate ao mosquito aedes aegypti está previsto para o próximo dia 6 de dezembro.

Dengue no Pará – Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), os casos de dengue no Estado diminuíram 67% em 2014 se comparados aos nove primeiros meses do ano passado. Esses dados correspondem ao décimo Informe Epidemiológico sobre a Situação da Dengue no Pará em 2014. De janeiro a 11 de outubro deste ano foram confirmados 2.543 casos da doença. No mesmo período de 2013, 7.807 pessoas já haviam sido oficialmente diagnosticadas com a doença. 


Pelos informes da Sespa, Santarém não aparece na lista de cidades com casos da doença, já tem algum tempo.  Porém, os trabalhos de prevenção à dengue continuam sendo feitos pela Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa).

De acordo com a Coordenação Estadual de Controle da Dengue, dos 2.543 casos confirmados, 720 deles receberam a nova classificação, sendo 695 de dengue, 23 de dengue com sinais de alarme e dois por dengue grave. Já pela classificação anterior houve 1.823 casos da doença, sendo 1.816 de dengue clássico, seis de dengue com complicação e um de dengue hemorrágico.

Os seis municípios com maior número de casos confirmados este ano são Parauapebas (502), Senador José Porfírio (271), Belém (265), Oriximiná (189), Pacajá (169) e São Félix do Xingu (168). Uma morte pela doença foi confirmada até o momento em 2014 no Estado: a de morador de Oriximiná ocorrida em São Luiz, Maranhão. Outra morte por suspeita de dengue está sendo ainda investigada: trata-se de um morador de Parauapebas que se encontrava em Goiânia, Goiás. No ano passado foram oito óbitos por dengue no Pará e, em 2012, seis.

Os dados da Sespa apontam ainda que a redução dos casos de dengue já vem ocorrendo desde 2011, quando 15.537 já haviam sido confirmados até o final de setembro daquele ano. Pela sequência, houve 13.519 em 2012, 7.807 no ano passado e 2.543 em 2014, sempre nos nove primeiros meses de cada ano.
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1 comentários:

Luz13 disse...

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