segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Operação "Segurança Sem Limites" reforça policiamento nas fronteiras do Pará

Diversos órgãos estaduais e federais de segurança e fiscalização reforçam, desde a manhã desta segunda-feira, 10, as divisas e fronteiras do Pará, com o objetivo de combater a entrada de drogas, armas de fogo, munições e explosivos ilegais e contrabando de outras mercadorias no Estado, e intensificar a prevenção de crimes contra grupos vulneráveis dessas localidades, como o tráfico humano e a prostituição infantil. A ação faz parte de uma grande operação denominada “Segurança sem Limites”, que deverá se estender até a próxima semana. Além do Pará, o Amapá também participa da operação. Cerca de 700 agentes de 18 órgãos estaduais e federais participam das ações.

Pela manhã, no auditório do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), da Marinha do Brasil, em Belém, representantes dos órgãos envolvidos na operação detalharam os objetivos do esquema interestadual. “O principal caráter dessa operação é o preventivo. A gente sabe que os principais crimes ocorrem por influência da droga e que o Pará não é o fabricante dela. Ela está nos centros, mas chega pelas fronteiras. Por isso, a integração dos órgãos visa não só a repressão, mas, sobretudo, a orientação da população com palestras e ações de cidadania”, destacou o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha.

Segundo o secretário, no Pará, cerca de 80% dos homicídios registrados pelo Sistema de Segurança têm influência das drogas. “Além disso, um terço dos mais de 12 mil presos têm relação com o tráfico”, acrescentou Fernandes, destacando que o trabalho de combate ao tráfico tem sido contínuo no Estado. “O bandido não está localizado num município, num estado, está no país inteiro. E operações grandes como esta, preventivas, são baseadas na análise dessas informações. Isso não elimina de jeito nenhum o trabalho de investigação que é constantemente feito. Não foi bola de cristal, por exemplo, que nos levou a apreender, somente este ano, mais de 800 kg de droga”, frisou.

A Marinha, que atuará paralelamente com a operação Upiara, no patrulhamento naval, na inspeção naval voltada para a área da segurança das embarcações e na assistência cívica e odontológica, disponibilizará a logística necessária para a atuação dos demais órgãos. O almirante Edilander Santos, comandante do 4º Distrito Naval, informou que serão oito navios, 23 lanchas, 1 helicóptero, 23 viaturas e um total de 523 militares aplicados diretamente na operação. “Nós estaremos agindo não só nos rios e lagos, mas também nas áreas marítimas, principalmente na fronteira com a Guiana Francesa. Por essa fronteira passa uma parcela considerável do tráfico de drogas”, destacou ao almirante.

Policiamento intensivo

Para os coordenadores, a operação é considerada a maior realizada nos últimos anos nos territórios paraense e amapaense. O objetivo é o combate intensivo a crimes como o tráfico de drogas, de pessoas, de armas de fogo, de munições e explosivos, contrabando, pirataria, descaminho, evasão de divisas, comércio ilegal de veículos, crimes ambientais e desmatamento ilegal, além de assistir socialmente a população local mais necessitada. Também será intensificado o combate aos crimes de furto e roubo de gado, prostituição infantil, receptação de veículos roubados, captura de foragidos, entre outros delitos.


Pelo Pará, participam da operação a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), as Polícias Militar e Civil, o Departamento de Trânsito do Pará (Detran), o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, o Grupamento Aéreo de Segurança Pública, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Seas), o Programa Pro Paz, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e a Defensoria Pública do Pará.

Na esfera federal, a operação será realizada de forma integrada com a Marinha do Brasil (4º Distrito Naval), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Defensoria Pública da União (DPU), Exército Brasileiro e Ministério do Trabalho (MT). (Ag. Pará)
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