quinta-feira, 19 de março de 2015

Indústria aposta na agricultura familiar como caminho para a sustentabilidade

A queima do solo feita para o preparo de terras para a agricultura ainda tem sido um dos vilões do meio ambiente no Estado do Pará. No primeiro trimestre do ano, o Portal do Monitoramento de Queimadas e Incêndios do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou mais de 880 focos na região, 500 a mais que no mesmo período do ano passado.

Em Barcarena, a Alumínio Brasileiro S/A (Albras), através de parcerias com instituições como o Sebrae, a Emater e a Embrapa, desenvolve há 14 anos o Programa de Agricultura Familiar Mecanizada (Pafam), que ajuda agricultores familiares das comunidades do Guajaraúna, Cruzeiro e Arienga Estrada a trocar as queimadas pela sustentabilidade e a qualidade de vida no campo.

Só em 2014, o programa beneficiou 68 ha de área e atendeu cerca de 40 famílias, que puderam ver sua renda média mensal aumentar para o valor de R$ 723,14, quase um salário mínimo, a partir de praticas de cultivo de maior qualidade sem agredir o meio ambiente.

“Desde o início tínhamos a preocupação de fixar esse agricultor no campo, pois quando o Pafam começou a funcionar, o cenário que tínhamos na região era de uma agricultura nômade, que utilizava várias extensões de terra para cultivar usando as queimadas, por isso, o programa procurou ir além da mecanização dando também o lado da qualificação", explicou Deivison Pinheiro, engenheiro Agrônomo do Pafam.

As famílias, além de receber apoio técnico e máquinas com tecnologia adequada que eliminam a prática da queimada, também recebem do Pafam cursos de qualificação em diversas áreas como utilização correta do solo, diversificação de lavoura, administração do próprio negócio e empreendedorismo.

Joelson Lira, da comunidade Arienga Estrada, acredita que o programa também ajuda a agregar valor aos produtos. “O Pafam está presente desde a origem, do preparo da terra, a venda do produto. Além da produção de alimentos in natura, o Pafam nos orienta dar valor agregado a este produto, com a produção de bolos, doces, polpas, e faz com que essas culturas não sejam apenas para a subsistência e sim para a geração de renda de toda a comunidade envolvida nessa produção.”, afirma o agricultor.

Pequenos produtores também recebem incentivo da Alcoa em Juruti

Diversificar a produção e ao mesmo tempo valorizar a agricultura familiar jurutiense. Esse é o objetivo da Alcoa com o Programa de Apoio à Produção Familiar desenvolvido no município de Juruti, no oeste paraense, onde a empresa possui um empreendimento de mineração de bauxita. Em parceria com o Instituto Vitória Régia (IVR), o programa, que integra os Planos de Controle Ambiental (PCAs) da Alcoa, vem beneficiando cerca de 260 famílias, por meio de oficinas e troca de experiências.

O Programa de Agricultura Familiar saltou, nos últimos três anos, de três atividades para sete: horticultura, piscicultura, produção de mudas, meliponilicultura, avicultura, Sistema Agroflorestal Sustentável e manejo de bovinos. “O programa inseriu os produtores em novos mercados, possibilitou acesso a conhecimentos técnicos e oportunidades de geração de renda”, ressalta Rogério Ribas, gerente de RH e Assuntos Institucionais da Alcoa em Juruti.

De 2010 para cá, as comunidades já produziram 38 mil quilos de hortaliças, que garantiram renda de R$ 322 mil. Aproximadamente 6,5 mil quilos de peixe foram comercializados e revertidos em R$ 31 mil para os criadores. As mudas usadas no reflorestamento de áreas mineradas totalizam 227 mil unidades e equivalem a R$ 475 mil de geração de renda.


“Antigamente não tínhamos essa oportunidade que hoje estamos tendo. Por meio das oficinas, Aprendi que os canteiros têm que ser mais adubados, não retirar os matos de dentro da horta, pois tudo isso serve de adubo”, comenta Maria Vera Correa, moradora da comunidade Jabuti e uma das beneficiadas pela oficina. Com o aprendizado, Maria consegue vender as verduras que produz na feira.

Para o presidente da Associação de Produtores Rurais da Região do Santo Hilário, Jeferson Ney da Silva, as oficinas ajudaram a melhorar a produção local. “É uma das coisas que a gente estava precisando para que nós pudéssemos fazer a melhoria da nossa produção. Eu também sou um dos produtores e eu estou me dando muito bem porque já começou a dar o resultado e nós estamos satisfeitos com o projeto, por que está assegurando a nossa qualidade de vida e nossa segurança alimentar”, afirma.

Produtores da região de Planalto e Lago de Juruti também ganharam reforço, com a chegada da Cooperativa de Trabalhadores da Agricultura Familiar (Cooafajur). Os 29 cooperados integram o Programa de Agricultura Familiar da Alcoa, desenvolvido em parceria com o IVR. A cooperativa pretende fortalecer a agricultura familiar no município, aproveitando o potencial econômico da região.

“A gente vai poder emitir nota e fazer a comercialização dos nossos produtos no município. Vai facilitar para recebermos o dinheiro, fazer o comércio e vender o produto, além de possibilitar parcerias”, comemora Amadeu Henrique de Souza, presidente da Coofajur.

Fonte: Temple Comunicação
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