terça-feira, 12 de maio de 2015

Adepará intensifica vacinação contra febre aftosa em todo Estado

Uma operação de guerra está em curso no Pará. A missão envolve mais de 100 mil proprietários rurais, desdobra-se pelos 144 municípios do Estado e tem como desafio atingir, em 30 dias, um rebanho de 22 milhões de cabeças de gado. Toda essa mobilização compõe a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Aftosa, com ações previstas por todo este mês e cuja importância vai muito além da prevenção sanitária.

O sucesso dessa empreitada é fundamental, por exemplo, para que o Pará aumente a participação em um mercado que fatura por ano mais de US$ 8 bilhões, com expectativa de crescimento de 20% ao ano: a exportação de carne bovina. O cenário é promissor para o produtor rural paraense.

O Estado tem o quinto maior rebanho brasileiro, capacidade de produção duas vezes maior que a necessidade de consumo e uma pecuária firme que cresce cerca de 10% ao ano. Além disso, no mercado internacional a demanda por proteína animal aumenta em escala geométrica e o Brasil é líder mundial na exportação de carne bovina.

“Depois de ter conquistado no ano passado o certificado internacional de área livre de febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal, o Pará precisa se manter vigilante, com rigorosa fiscalização em toda a extensão do nosso território, para garantir que as portas do mercado internacional se mantenham abertas para a nossa atividade pecuária”, explica o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Luciano Guedes. “O Pará pode ocupar uma fatia ainda maior nesse mercado”, afirma.

O problema é que o certificado abre as portas, mas não as escancara. Ainda existem barreiras em alguns países, que não aceitam a certificação regional e exigem que o Brasil todo erradique a doença. Por isso, além de cuidar da própria casa, o Pará tenta servir de exemplo para Estados vizinhos que enfrentam a desconfiança internacional.


“Apenas Amazonas, Roraima e Amapá não estão livres da febre aftosa. Embora representem apenas 1% do rebanho nacional, essa situação impede o nosso acesso a mercados como os Estados Unidos, a Europa e o Japão, que melhor remuneram essas exportações. Por isso, o Pará apoia a estratégia do Ministério da Agricultura, que tem como prioridade a expansão para esses três Estados da classificação sanitária que já conquistamos”, reforça Luciano.

Etapas – A campanha de maio ganha maior importância no calendário de ações da Adepará por causa da abrangência, mas a vigilância contra a aftosa não se esgota este mês. No ano todo são cinco etapas. A primeira ocorreu de 15 de março a 30 de abril, restrita aos municípios de Faro e Terra Santa, no Baixo Amazonas. A segunda está em curso, vai até o dia 31, abrangendo 108.102 propriedades cadastradas pela Adepará em 130 municípios. A terceira etapa, de 15 de julho a 30 de agosto, volta a Faro e Terra Santa. A quarta, de 15 de agosto a 30 de setembro, concentra-se na Ilha do Marajó. E a última fase, de 1º a 30 de novembro, reforça a vacinação em todo o território paraense, nos moldes desta etapa de maio.

A manutenção da saúde do gado paraense é decisiva no crescimento da economia e afeta também o equilíbrio na balança comercial brasileira, uma vez que a performance do Pará mantém em alta as exportações nacionais graças à mineração e à pecuária. Se a vigilância sanitária falhasse, a desconfiança em relação à carne produzida no Pará ressuscitaria, as exportações despencariam e o equilíbrio na balança brasileira ficaria ameaçado, com impacto em toda a economia.

Fora isso, a exportação de boi vivo, liderada pelo Estado do Pará, especialmente para a Venezuela e Líbano, serve de reguladora no preço da arroba do boi. Se a exportação fosse reduzida, sobraria gado no mercado interno, já que produzimos o dobro da demanda interna, e isso poderia afetar o preço da arroba, pelo excesso de oferta.

Com 22 milhões de cabeças de gado, o Pará tem no campo, hoje, um ativo de cerca de R$ 25 bilhões. Manter o Estado livre da febre aftosa não é apenas salvar a vida desse patrimônio, é garantir a saúde da economia do Estado.

Fonte: Agência Pará
Compartilhar:

0 comentários:

PONTO FINAL

DESTAQUE:

Alcoa tem projetos de neutralização de emissões no Brasil inseridos no prêmio Global ReLeaf 2019

Quatro projetos de neutralização das emissões de CO2 desenvolvidos pela Alcoa no Brasil estão entre os dez escolhidos para o prêmio Globa...

Amazônia Protege

Publicidade:

Publicidade:

Quem somos

O Blog Quarto Poder está no ar desde: 23/02/2007

O Quarto Poder é um blog jornalístico voltado para divulgação de notícias de interesse público.

Artigos e crônicas assinados são de responsabilidade de seus autores e nem sempre refletem a opinião do Blog.

Jornalistas Responsável:

Renata Rosa

Fale com a gente:

Contatos: (93) 98128-1723 - 99131-2444

E-mails: m_santos1706@hotmail.com / m_santos170676@hotmail.com

FALE CONOSCO:


Quarto Poder

Marcadores

Blog Archive