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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Estelionatário preso em Santarém quando tentava aplicar mais um golpe

Com uma ficha corrida extensa e com vários registros na polícia em diversas cidades do país por crimes de estelionato e falsidade ideológica, o estelionatário Fabrício Gomes Moraes, 40 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (10), em Santarém, no oeste do Pará. A prisão ocorreu em uma escola de informática, localizada na travessa Francisco Corrêa, no centro da cidade. Ele estava ocupando uma sala naquele estabelecimento de ensino, onde conseguiu reunir dezenas de pessoas com a promessa de trabalho durante o período da festa do Sairé, evento que começa na próxima semana em Alter do Chão. Fabrício Moraes foi preso pelo delegado Herbert Farias Jr., acionado pelo blog Quarto Poder, que iniciou a investigação sobre o histórico do individuo que apareceu na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo (Semdetur), se apresentando como operador de turismo. As informações apresentadas por ele durante uma conversa com um representante da Semdetur levantaram suspeitas, uma vez que muitas contradições foram ditas pelo farsante sobre turismo. Na ocasião, Fabrício disse que estava implantando uma empresa voltada para o setor turístico e que precisava de apoio institucional para ajudar na divulgação dos atrativos turísticos de Santarém.

O golpista cometeu alguns erros como, por exemplo, informar nome e sobrenome, além de repassar o número de um telefone celular. Após isso, o blog Quarto Poder iniciou uma pesquisa na internet em nome de Fabrício e descobriu vários casos envolvendo seu nome em crimes de estelionato.

Essas informações foram repassadas ao delegado Herbert Farias Jr., que começou uma investigação policial para tentar identificar a origem de Fabrício e descobrir se contra ele havia algum mandado de prisão. O delegado informou que não há contra ele nenhum mandado expedido pela Justiça, porém, existem mais de trinta procedimentos contra ele por crimes de estelionato e falsidade ideológica em várias cidades brasileiras.

Em Santarém, o delegado começou monitorar os passos do golpista e descobriu, por exemplo, que ele tentou fazer um empréstimo no Banco do Estado do Pará (Banpará), em Santarém, no valor de R$ 5 milhões. Fabrício Moraes por várias vezes esteve na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces), que após ser informada sobre de quem realmente se tratava também passou a monitorar seus passos.

Na manhã de quinta-feira (10), Fabrício estava em uma escola de informática reunindo várias pessoas, prometendo recrutar pessoas para trabalhar para a empresa dele durante o Sairé. O dono da empresa acionou o representante da Semdetur, que imediatamente acionou o delegado Herbert Farias Jr., que estava no encalço do golpista.

Fabrício recebeu voz de prisão e não reagiu. Ele foi conduzido à 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil e negou ser estelionatário. Disse que era representante de uma empresa, a Nacional Brasil, especializada em turismo.

No encontro com as pessoas na escola de informática, onde ele foi preso, Fabrício disse que a empresa atua há cinco anos no mercado e que estava em Santarém instalando uma filial.

O delegado informou que a polícia foi informada pelo Banpará que desconfiou do pedido de empréstimo feito por ele à instituição bancária. Com documentos da empresa Nacional Brasil e uma lista de funcionários, o golpista queria obter um empréstimo no valor de R$ 5 milhões, que foi negada pela agência.

Outros crimes – Em fevereiro deste ano, Fabrício Gomes Moraes foi detido em Alta Floresta, onde também tentou aplicar um golpe no BNDES daquele município. À polícia, ele revelou que a sua intenção era reunir o maior número de documentos de trabalhadores para então tentar aplicar um golpe no BNDES. Para substanciar o golpe, Fabrício apresentou até uma obra em Cuiabá, onde iria alocar os trabalhadores. Tudo parte de um plano para obter o financiamento de forma fraudulenta. Ele contou aos policiais de Alta Floresta que já aplicou seis golpes no BNDES com o mesmo modus operandi. Em depoimento, afirmou que “estelionatário é assim, quanto mais ganha, mais quer”.

Fabrício Gomes Moraes também já se passou pastor, padre e até advogado. Mas apesar de sua extensa ficha corrida, não há contra ele, nenhum mandado expedido pela Justiça. O delegado Herbert Farias Jr., informou que a Polícia Civil do Pará vai pedir a prisão preventiva dele para tentar identificar outros golpes aplicados por ele em Santarém e no Pará.
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1 comentários:

Lila Bemerguy disse...

Parabéns pelo trabalho, Marcos!

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