segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Transporte de gás em motos oferece risco à população

O transporte de botijão de gás de cozinha e garrafão de água mineral em motos é uma atividade que continua oferecendo riscos à população. Existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que determinou novas regras para o transporte de carga em motocicletas. Apesar disso, o transporte ilegal é uma prática comum em diversas cidades brasileiras. Conforme a lei, o transporte de garrafões de água e de gás de cozinha só pode ser feito em triciclos de carga ou em um dispositivo acoplado ao veículo, chamado sidecar. Em Santarém, no oeste do Pará, o transporte desses produtos ocorre de forma ilegal, uma vez que a maioria das distribuidoras e revendas de gás e água da cidade não se adaptou ao que determinou o Contran. O perigo de ocorrer um acidente é iminente, sobretudo pela audácia de alguns condutores que trafegam em alta velocidade, não levando em conta que estão transportando carga inflamável, no caso dos botijões, e também desrespeitando o que preconiza a legislação para este tipo de atividade.

No último dia 30, por exemplo, um motocondutor avançou em alta velocidade o cruzamento da rua Frei Vincente com a avenida Sérgio Henn, carregando galões de água e botijões de gás. O sinal estava vermelho quando a moto cruzou a via de forma perigosa. Por causa da velocidade, um dos garrafões de água se soltou e foi arremessado contra o muro de uma residência. O barulho chamou a atenção dos moradores da casa, além de pedestres que passavam pelo local e demais motoristas. Foi um susto muito grande que felizmente não teve um desfecho trágico por se tratar de um garrafão de água. Mas, e se fosse um botijão de gás? Essa é a pergunta que se faz diante desta atividade perigosa que está presente no dia a dia da vida dos santarenos nas ruas da cidade. “Eu tomei um susto muito grande. Quando eu ouvi o barulho, corri para ver o que se tratava e constatei o galão de água caído. Um vizinho me contou o que aconteceu e eu fiquei preocupada. Já pensou se tivesse sido um botijão de gás? O condutor da moto simplesmente ignorou o problema e seguiu viagem tranquilamente. Acho que se faz necessária uma fiscalização mais rigorosa contra esta modalidade de transporte”, sugere a moradora cujo nome pediu para não ser citado na matéria.

Em contato com a secretaria municipal de Mobilidade e Trânsito, Heloisa Almeida, ela contou que há muitas motos rodando de forma ilegal, mas a fiscalização tem sido feita, principalmente pelo Detran. Segundo ela, os donos de revenda precisam se adequar às normas do Contran, pois em caso de constatação da irregularidade, os veículos serão apreendidos.

Grande parte das motos usadas neste tipo de transporte não está adequada à resolução do Contran nº 356, de 02 de agosto de 2010. Segundo a lei, o transporte de galões de água e de gás de cozinha só pode ser feito em triciclos de carga ou em um dispositivo acoplado ao veículo, chamado sidecar.

Essa resolução, no entanto, não surte efeito em Santarém e não sensibiliza os proprietários de distribuidoras e revendas de gás no município. Muitos mantêm nas ruas, o serviço feito em moto com as chamadas ‘cangalhas’, equipamento proibido para esta atividade.

Nas ruas, esses veículos não são bem vistos pelos condutores que evitam trafegar perto desses motociclistas, pois eles sempre estão em alta velocidade, fazendo ultrapassagens perigosas e avançando sinal vermelho, como o acidente que ocorreu na avenida Sérgio Henn, no último dia 30, que motivou esta matéria.

Em contato com alguns donos desses estabelecimentos, eles reconhecem a ilegalidade e justificam dizendo que o índice de acidente envolvendo esses veículos é mínimo. É baixo o número de motos que estão devidamente enquadradas na resolução do Contran e que realizam o serviço com segurança. Porém, a falta de fiscalização ainda prejudica tanto quem está na legalidade quanto a população, que se vê em risco constante com essas motos nas ruas.

O custo para fazer a adaptação das motocicletas ou comprar um veículo já padronizado varia entre R$ 2 a R$ 17mil. O transporte de gás de cozinha é considerado muito perigoso, sobretudo devido às possibilidade de acidentes.

Fiscalização – O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está nas ruas realizando fiscalizações permanentes com o intuito de retirar das ruas, veículos em situação irregular, sem documentação e com o IPVA vencido. Esse trabalho visa também fiscalizar o serviço de motofrete, sobretudo o transporte de botijão de gás e garrafões de água em moto, segundo informou Luciene Budelon, agente de fiscalização do Detran em Santarém.

De acordo com ela, esse transporte é ilegal e o órgão, quando flagra esse tipo de atividade, faz a apreensão imediata do veículo e procede com a aplicação de multas conforme estabelece a legislação brasileira. “Esse transporte não é permitido. O trabalho de fiscalização ocorre durante nossas fiscalizações coordenadas. Quando são direcionadas para motocicletas, esses veículos são abordados. É comum esse tipo de atividade que é ilegal”, disse.
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