sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bancos continuam desrespeitando clientes em Santarém

Apesar de existir uma lei municipal que estabelece o tempo máximo que um cliente deve esperar em uma fila de banco para receber atendimento, a maioria das agências bancárias de Santarém, além de desrespeitar a legislação vigente, continua tratando com descaso o cliente, causando transtornos e muito aborrecimento às pessoas que diariamente procuram esses estabelecimentos para resolver assuntos relacionados às suas contas. O prazo máximo estipulado pela lei 17.911/05 é de 30 minutos, porém, o tempo médio que uma pessoa passa numa fila de banco é bem maior. Nos últimos dias, esse problema mais que se agravou, provocando aborrecimento generalizado no cidadão que já não sabe mais a quem apelar para tentar fazer valer o que determina a lei. Além do péssimo serviço ofertado à população santarena, as agências bancárias não melhoram o atendimento ao público. Por exemplo, nos finais de semana, é comum os terminais eletrônicos dentro dos próprios bancos permanecerem inoperantes, com o sistema fora do ar ou sem dinheiro, oferecendo apenas a opção ‘consulta’. Quem precisa de dinheiro no sábado e domingo padece à procura de um caixa eletrônico que disponibilize o saque. Alguns cidadãos afirmam que estão se sentindo lesados e enganados, pois o dinheiro que está guardado nos bancos pertence a eles, porém, são as instituições bancárias quem determinam quando, onde e como eles devem sacá-los.

Mais irritante ainda é buscar explicações com os funcionários das instituições bancárias e eles sempre tratarem com desprezo os clientes, ignorando o drama que essas pessoas enfrentam nas filas imensas desses estabelecimentos todos os dias. Além da demora, outro fator que provoca reclamações e transtornos é a superlotação dos bancos. Filas imensas no interior das agências acentuam a falta de respeito com o cidadão.

O cliente que se sentir prejudicado deve denunciar o banco ao Procon, desde, porém, que apresente a senha, constando informações importantes como hora e data, que comprovem o seu tempo de espera na fila de atendimento no dia em que procurou pelo serviço da instituição bancária. Apesar dessa opção, não é todo mundo que se dispõe a procurar o órgão de defesa do consumidor para fazer uma denúncia formal. Sem isso, o Procon não pode agir e nem coibir os abusos, ou punir quem está descumprindo a lei. O silêncio do cidadão também prejudica a ação do órgão fiscalizador. Desta forma, os bancos mantêm a leniência em seus serviços.


No ano passado, o Procon notificou as agências bancárias do município por irregularidades no cumprimento à lei municipal n° 17.911/2005, que regulamenta para no máximo meia hora o tempo de espera dos clientes nas agências bancárias, em dias normais, e em 45 ( quarenta e cinco) minutos em véspera e depois de feriados. Naquela ocasião, os bancos deveriam responder ao órgão sobre as inúmeras denúncias feitas pelos clientes. Ao que tudo indica, essa ação não surtiu efeito. O problema apenas se agravou e as instituições bancárias continuam desrespeitando os direitos dos cidadãos.

O Procon reforça que é importante o consumidor formular a denúncia, pois somente assim é possível agir em cumprimento à lei. O órgão de defesa do consumidor está localizado na avenida Borges Leal, 2558, no bairro Aparecida.

A penalidade para os bancos que descumprem a lei é de mil UFMS (unidade fiscal do município de Santarém), por ocorrência.

Petição – Cansada da omissão das autoridades municipais e irritada com o descaso dos bancos em Santarém, a chef de cozinha Andressa Silveira, 29 anos, decidiu agir por conta própria e reivindicar seus direitos como cidadã. Esta semana, ela começou coletar assinaturas por meio de uma petição on line para formular uma denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra todas as agências bancárias do município. “Essa é uma situação que já vem ocorrendo há muito tempo. Toda vez que eu procurava pelo atendimento bancário ocorria algum tipo de problema e eu nunca sabia para quem recorrer. Mas o que me deu um start de procurar fazer alguma coisa, foi o fato de que no último final de semana, depois de passar algum tempo na fila e chegava na minha vez, o caixa eletrônico não tinha dinheiro. Não só eu passei por isso, várias outras pessoas também, pois havia muita gente neste dia. Esse problema começou a estressar as pessoas, que iniciaram um princípio de tumulto. Ninguém do banco veio para ajudar. O guarda que estava lá, ao invés de orientar os clientes, colocou a mão na arma, numa tentativa de inibir as pessoas. Foi aí que eu resolvi agir, fazer alguma coisa e tentar mobilizar as pessoas, por meio das redes sociais, e fazer uma petição para formular uma denúncia no MPF”, explicou Andressa Silveira.

Ela também registrou no site do Banco Central, uma denúncia formal contra o Banco do Brasil, agência na qual ela estava no dia em que ocorreu o tumulto. “As pessoas ameaçaram quebrar as máquinas e até depredar a agência. Mas não é desta forma que vamos conseguir garantir que nossos direitos sejam respeitados”, completa.

Andressa Silveira já está com a petição on line em sua página pessoal no facebook e convida todos aqueles que assim como ela se sentem lesadas assinem o abaixo-assinado para que ela possa reunir assinaturas suficientes para denunciar os bancos no MPF. “Eu vou até às últimas consequências para tentar garantir meus direitos como cliente e também como cidadã”, finalizou. 


Se você quiser assinar a petição, basta acessar o link: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR89899

O Banco do Brasil informou que a instituição tem buscado melhorar o atendimento ao público e para isso disponibiliza, além do atendimento interno, terminais 24 horas, com os mesmos serviços oferecidos pelas agências bancárias.
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