quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

MP quer saber porque redução de combustíveis não refletiu nos postos paraenses



O promotor de Justiça do Consumidor do Ministério Público do Pará, Marco Aurélio Nascimento, recebeu nesta quarta-feira (30) representantes de três distribuidoras de combustíveis do Estado. O objetivo era entender porque a redução no preço dos combustíveis, anunciado este ano pela Petrobrás, não teve nenhum reflexo para o consumidor paraense até o momento.

A reunião aconteceu no Anexo I do prédio do Ministério Público, em Belém, onde o promotor de Justiça Marco Aurélio recebeu os representantes das distribuídas de combustível Petróleo Sabbá, Petrobras e Equador.

O representante da Distribuidora Equador, Daniel Limongi Salgado, explicou que quando a Petrobras anuncia uma diminuição de preço, essa redução não chega imediatamente às distribuidoras, porque os navios levam em torno de 15 dias para chegar com o combustível até o Estado. “Trata-se de navegação de cabotagem. No Pará existem muitos produtos importados e só é permitido que o navio atraque com 20 milhões de litros, o que não permite suprir o Estado todo”, disse.

Os representantes alegaram ainda que o preço para as distribuidoras não depende exclusivamente da Petrobras e de várias empresas importadoras que fornecessem para o Estado. Destacaram ainda que no mesmo no período em que a Petrobras anunciou a diminuição do preço do petróleo houve um aumento do álcool anídro, o que pode ser constatado dos índices da Esalq. De acordo com as distribuidoras, o álcool anidro compõe 27% do combustível e o biodiesel 7%.


O representante da Petrobras Distribuidora, Alexandre de Lima Ferreira, destacou que é preciso levar em consideração o valor do ICMS praticado no Estado, um dos mais levados do país que, segundo ele, gera ainda mais dificuldade. “E que, quando a Petrobras divulga o valor da gasolina, o faz com base no ICMS do Estado do Rio de Janeiro, que é menor que o do Pará”, lamenta.

Já o representante da Distribuidora Petróleo Sabbá, Samuel Palharim Campanha, informou que existe um custo operacional das bases, e que quando é repassado aos postos de combustível, a distribuidora não tem ingerência sobre o valor repassado ao consumidor. Segundo ele há uma tendência a baixar o preço do combustível nos próximos meses.

O promotor Marco Aurélio informou que ainda deve ouvir nos próximos dias as Distribuidoras Ipiranga e PDV que serão ser convidadas a prestar esclarecimentos.

Fonte: Ascom/MPE
Compartilhar:

0 comentários:

PONTO FINAL

DESTAQUE:

Alcoa tem projetos de neutralização de emissões no Brasil inseridos no prêmio Global ReLeaf 2019

Quatro projetos de neutralização das emissões de CO2 desenvolvidos pela Alcoa no Brasil estão entre os dez escolhidos para o prêmio Globa...

Amazônia Protege

Publicidade:

Publicidade:

Quem somos

O Blog Quarto Poder está no ar desde: 23/02/2007

O Quarto Poder é um blog jornalístico voltado para divulgação de notícias de interesse público.

Artigos e crônicas assinados são de responsabilidade de seus autores e nem sempre refletem a opinião do Blog.

Jornalistas Responsável:

Renata Rosa

Fale com a gente:

Contatos: (93) 98128-1723 - 99131-2444

E-mails: m_santos1706@hotmail.com / m_santos170676@hotmail.com

FALE CONOSCO:


Quarto Poder

Marcadores

Blog Archive