sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MP acompanha caso de professora agredida em Santarém

Maria Geuciane Nobre, vítima. Foto: Blog do Jeso Carneiro
O Ministério Público Estadual (MPE) está acompanhando o inquérito policial instaurado para apurar o caso da professora Maria Geuciane Nobre, 39 anos, que denunciou ter sido vítima de agressão e tortura por pelo menos cinco pessoas da mesma família. O fato ocorreu na noite de terça-feira (24). A vítima foi abandonada em uma estrada de acesso à praia do Pajuçara, na zona urbana de Santarém, no oeste do Pará.

O inquérito policial foi instaurado, apenas depois que o MP atendeu a vítima na manhã da última quarta-feira (25). A professora relatou que foi espancada e torturada por cinco pessoas da mesma família, em uma casa no bairro Urumari. Ela tentou fazer o Boletim de Ocorrência na noite anterior e não foi atendida. Após a denúncia no MPPA, o caso foi registrado e o inquérito instaurado.

O atendimento foi realizado pela promotoria de justiça de Direitos Humanos, Controle Externo da Atividade Policial, Execuções Penais, Penas e Medidas Alternativas de Santarém.

O delegado Herbert Farias Júnior é quem preside o inquérito policial para apurar as acusações contra Marilza Serique, Samai Serique, Julio Navarro e Juscelino Ferreira, por crimes de tortura, cárcere privado e lesões corporais.

A vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito. O MP vai acompanhar o caso e aguarda a conclusão do inquérito policial.

O caso - A vítima relatou ter sofrido a tortura pelo não pagamento de divida no valor de R$2 mil. Geuciane é casada com o sobrinho do marido de uma das agressoras. Foi atraída até o local após uma ligação para que fosse levar um remédio até a casa de uma pessoa ligada à família, no bairro do Urumari.



Levada até um quarto, recebeu ameaças de morte, foi espancada, golpeada com tesoura, e teve o cabelo cortado. Foi deixada na estrada do Pajuçara, na zona urbana de Santarém. Após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, a vítima procurou a polícia ainda na madrugada de terça-feira. O delegado de plantão, Tiago Rabelo, alegou estar ocupado com outros procedimentos de flagrante e não registrou o BO, o que levou a professora a procurar o MP na manhã seguinte.

Os advogados das pessoas denunciadas pela professora Maria Geuciane disseram que as denúncias são inconsistentes e possuem muitas contradições. Eles alegam que vão desqualificar todas as acusações.


Com informações do MPE
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