quinta-feira, 30 de março de 2017

Desigualdades de gênero é tema de oficina de empoderamento feminino



O projeto “Oficinas de Empoderamento Feminino”, iniciado na última segunda (27), no Ministério Público de Santarém, contou com a participação de adolescentes, alunas da escola Julia Passarinho, e integrantes da rede de atendimento à mulher. No primeiro dia de oficina foram realizadas dinâmicas de integração, discussões sobre autoimagem, reflexões acerca das desigualdades de gênero e aula de defesa pessoal.

A programação segue nesta terça e quarta-feira, com a participação de 13 adolescentes da escola Julia Passarinho, e integrantes da rede de atendimento. A abertura foi feita pela promotora de justiça Luziana Dantas, titular da promotoria de justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, que ressaltou o objetivo do projeto, de transferir informações a mulheres jovens, que possam ser multiplicadoras e tenham a visão critica da realidade.



“É uma luta constante contra a violência que existe nas relações entre homem e mulher, e que refletem as relações de poder da sociedade, onde temos um sistema patriarcal, que passa para as relações individuais”, disse a promotora. A intenção da oficina é tentar entender o porquê disso, para criar um novo paradigma. “Se conseguirmos tornar as relações mais iguais, sem dúvida serão relações mais felizes”, concluiu Luziana.

A coordenadora do Centro Maria do Pará, Diane Castro, ressaltou o pioneirismo do projeto no Estado. “Tudo que será vivenciado aqui será levado para a vida toda”, disse. Também participaram da roda de abertura Kellisângela Serrão, diretora da escola Julia Passarinho; Nádia Tonin, psicóloga do Maria do Pará, Leila Paduano, Secretária-Geral da OAB- Santarém; Ronilse Ferreira, representante da 5ª URE; Lorena Honorato, representante do Propaz, e representante da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social.



O tema geral do primeiro encontro foi “Não se nasce mulher, torna-se”. As facilitadoras foram Luiza Freire e Railana Fernanda, que integram o grupo feminista Mulheres em Movimento. Após as dinâmicas iniciais, foi exibido o vídeo “Como seria se o machismo fosse ao contrário?”. Em seguida as mediadoras conduziram reflexão coletiva sobre as desigualdades de sexo/gênero e foram formados grupos de trabalho com os temas- corpo, relacionamentos, sexualidade e violência.

O dia foi encerrado com uma conversa sobre “Autocuidado também é resistência”, que introduziu a primeira aula de defesa pessoal pelas professoras Érica Jennings, Natália Costa, Brenda Gamboa e Alcilene Saraiva. A oficina prossegue nesta terça-feira com o tema “Feminismo e Interseccionalidade”.

Fonte: Ascom/MPE/Lila Bemerguy, de Santarém
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