sexta-feira, 24 de março de 2017

MP inicia projeto de oficinas de empoderamento feminino



O Ministério Público de Santarém inicia na próxima segunda-feira (27), o projeto “Oficinas de Empoderamento Feminino”, coordenado pela promotoria de justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. A oficina piloto prossegue nos dias 28 e 29, para um grupo de adolescentes entre 15 e 17 anos, alunas da Escola Estadual Julia Passarinho.

De acordo com a promotora de justiça Luziana Dantas, coordenadora do projeto, o objetivo é construir a consciência crítica a respeito das relações desiguais de sexo e dos estereótipos de gênero estabelecidos na sociedade, e empoderar o grupo de seus direitos e potencialidades.

A programação será na sede do MP de Santarém, das 14h às 18h. A oficina piloto é fechada ao público externo, para que as participantes sintam-se à vontade em compartilhar vivências e esclarecer dúvidas.

A escolha do público alvo se justifica por serem jovens que podem atuar “como multiplicadoras, inclusive levar o conhecimento para a casa, para os pais”, diz Luziana, que é titular da promotoria de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e trata diariamente de casos de violência de gênero, que atingem toda a família. “Somente com a mudança de mentalidade podemos quebrar esse ciclo de violência”, garante.

O projeto ressalta que o empoderamento das mulheres representa um desafio às relações patriarcais, garantindo autonomia para controlar o próprio corpo, a sexualidade, o direito de ir e vir, bem como um repúdio à violência, ao abandono e às decisões unilaterais masculinas. O programa foi concebido para “fortalecer a autoestima, a autonomia, o vínculo entre as mulheres e a superação de ciclos de violência”, explica Railana Fernanda, colaboradora do projeto.


Os três dias de oficina serão conduzidos por equipe composta de assistente social, psicóloga, médica, educadoras e advogadas, com debates e mesas-redondas. Os assuntos se referem a direitos, desigualdade de gênero, autoimagem, padrões de feminilidade e masculinidade, cuidados com o corpo e troca de experiências.

Ao fim de cada dia haverá uma aula de defesa pessoal, por uma professora especialista em jiu-jitsu e karatê. A metodologia envolve rodas de conversa, danças circulares, exibição de filmes e dinâmicas de sensibilização.

São parceiros do projeto: Centro de Referência Especializado a Mulheres em situação de violência “Maria do Pará”, Grupo Feminista Mulheres em Movimento, Universidade Federal do Oeste do Pará, Secretaria Estadual de Educação, Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social.

Fonte: Ascom/MPE
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