sexta-feira, 25 de agosto de 2017

MPF, OAB e famílias das vítimas pedem que resgate do barco afundado em Óbidos (PA) seja antecipado


O Ministério Público Federal (MPF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e familiares dos desaparecidos no naufrágio ocorrido no último dia 2 em Óbidos, no oeste do Pará, cobraram a antecipação dos trabalhos de reflutuação do barco rebocador afundado.

A cobrança foi feita à empresa proprietária do rebocador, a Transportes Bertolini, em reunião realizada na última quarta-feira (22/08) em Santarém da qual também participaram representantes de outros órgãos que estão atuando no caso, como o Corpo de Bombeiros Militar do estado.

A previsão da Bertolini e da empresa seguradora era a de que a reflutuação só pudesse ocorrer entre o final de outubro e início de novembro, quando a vazão do rio Amazonas tende a diminuir.

No entanto, as famílias, o MPF e o Corpo de Bombeiros alertaram sobre o risco de que o resgate possa ficar inviável caso venha a ser tentado só daqui a dois meses, tendo em vista que até lá a embarcação poderá estar soterrada no fundo do rio.

Representantes das famílias dos nove desaparecidos indicaram à Bertolini uma empresa em Manaus (AM) que provavelmente tem a infraestrutura necessária para realizar os trabalhos ainda em setembro.

“As famílias estão em uma situação de bastante angústia, e precisam ter a certeza de que todas as providências possíveis estão sendo tomadas”, ressalta o procurador da República Camões Boaventura, representante do MPF na reunião.

Novo plano – Uma nova reunião entre os órgãos públicos, as famílias e as empresas envolvidas no caso foi marcada para a próxima segunda-feira (28/08) às 9 horas, na sede da OAB em Santarém.

Nessa reunião a Bertolini deverá apresentar um diagnóstico sobre as condições de correnteza e profundidade do local onde o rebocador se encontra, e a empresa amazonense de salvatagem deverá apresentar um plano de resgate da embarcação.

Se o plano for considerado viável pelas instituições participantes da reunião, as informações sobre o planejamento serão encaminhadas para avaliação final da Capitania dos Portos, da Marinha.

Atuação conjunta – O MPF atua no caso em parceria com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) para investigar eventuais crimes ou omissões que possam ter contribuído para o naufrágio. (MPF)
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