quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Tartarugas-da-Amazônia são resgatadas durante operação em Santarém


Pelo menos 36 tartarugas-da-amazônia foram resgatadas durante uma operação conjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e Polícia Militar, em uma comunidade localizada no Lago do Pacoval, na região do Tapará, em Santarém, no oeste do Pará.

Os quelônios chegaram a Santarém no início da tarde. Os animais vão passar por avaliação médica por veterinários do ZooUnama, antes de serem devolvidos ao seu habitat natural. 

Durante a operação, ninguém foi preso, já que, ao avistarem as equipes, os criminosos acabaram fugindo do local. Foi o maior resgate de quelônios já realizado pela Semma e PM.


Segundo o sargento Aurisio, ao avistar a embarcação de apoio, os criminosos acabaram empreendendo fuga não sendo possível alcançá-los e ao chegar no local exato de captura dos animais foi constatada a presença das tartarugas com os cascos virados para baixo, prontos para serem levados para embarcação e em seguida comercializados.

"Essa é uma ação que fez o resgate do maior número de quelônios na região de Santarém, sendo que também foram apreendidos 6 malhadeiras. Os animais serão levados para avaliação veterinária no ZooUnama e posteriormente soltura", informou o sargento.
De acordo com o chefe de fiscalizações da Semma Arlem Lemos, nesse período de intensa seca e momento da desova das fêmeas, os animais acabam ficando mais vulneráveis, o que facilita a captura.

"Estamos recebendo muitas denúncias principalmente da região de várzea como as localidades do Lago do Pacoval, Ilha de São Miguel, Água Preta e Correio do Tapará. As operações em combate ao tráfico de quelônios vão continuar e por isso a Secretaria ressalta que precisa contar com a ajuda da população fazendo as denúncias", ressaltou Arlem Lemos.

Na quinta-feira (12) em outra operação foi identificado um homem transportando quelônios no Porto dos Milagres, bairro Uruará, e foram resgatados mais 17 tartarugas vivas, 1 morta e 83 ovos, sendo que as encontradas com vida já foram soltas na Flona Tapajós e incinerados os ovos e o animal morto numa olaria do bairro Floresta.

A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 prevê que quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização dos órgãos ambientais, receberá multa no valor R$ 5 mil por unidade de animal pego com o criminoso.


As denúncias podem ser feitas diretamente na Semma, situada na Av. Silva Jardim, nº 370, bairro Aldeia. Ou ligar para (93) 3522 5452, em horário comercial, ou o NIOP no 190. A identidade do cidadão será mantida em absoluto sigilo.

Com informações da PMS







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