terça-feira, 28 de novembro de 2017

Opinião: O perfil do candidato não pode dissociar das propostas

O perfil do reitor não pode dissociar de suas propostas. Muitas vezes as propostas são fantásticas, mas quem as propõe não é capaz de executá-las a curto, médio e a longo prazos



Por: Ednaldo Rodrigues*


Técnicos, professores e alunos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) não podem se omitir da responsabilidade de eleger reitor e vice cujos perfis sejam coerentes com suas propostas. Essa definição se vê claramente na chapa 4 - SOMOS UFOPA - liderada pelos doutores Anselmo Colares, Waldiney Pires e no coordenador da campanha Roberval Santos. Eles demonstram preparo para promover os avanços com a segurança necessária e experiência de gestão universitária, o que não se percebe nos demais candidatos.

O perfil do reitor não pode dissociar de suas propostas. Muitas vezes as propostas são fantásticas, mas quem as propõe não é capaz de executá-las a curto, médio e a longo prazos. Por isso, gostaria de dividir essa responsabilidade com os técnicos, professores e alunos da Ufopa que no dia 5 de dezembro vão participar da consulta para a escolha do novo reitor da 
Ufopa ao quadriênio 2018-2022.

As pessoas que acompanham minhas atividades sociais, no decorrer dos anos já perceberam que sempre me envolvi com temas macros, a exemplo da criação do Estado do Tapajós, que propõe uma nova configuração geográfico-administrativa no coração da Amazônia. E, como resultado de um trabalho de mais de uma década, com ajuda de muita gente, realizamos no dia 11 de dezembro de 2011, o primeiro plebiscito da história dessa luta secular.

Quando iniciou os debates para consulta do novo reitor e vice da Universidade Federal do Oeste do Pará (
Ufopa), mesmo não fazendo parte do quadro de colaboradores da instituição, resolvi me envolver no processo, na condição de membro ativo da comunidade, como um dos apoiadores do meu confrade da Academia de Letras e Artes de Santarém, doutor Anselmo Alencar Colares, um dos candidatos a reitor.

Nos primeiros dias de campanha tive oportunidade de acompanhar as propostas das outras chapas concorrentes, assim como o perfil dos candidatos que estão se postulando ao cargo de reitor e vice. E, com justiça e boa fé registramos que se trata de boas propostas e de pessoas competentes com formação acadêmica indiscutível, mas lhes falta a experiência em gestão universitária.

Outro aspecto importante é que o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (ANDIFES), Emmanuel Zagury Tourinho esteve em Santarém, no início de novembro, para proferir uma palestra e anunciou que em 2018 os recursos destinados às universidades serão ainda mais escassos. Isso vai exigir do próximo reitor da 
Ufopa experiência em gestão o que, sem dúvida, é um diferencial em favor dos candidatos Anselmo Colares e Waldiney Pires.

Além disso, o próximo reitor da 
Ufopa vai precisar ter independência política para dialogar com todos os partidos, com os políticos do Pará e do Brasil, sem se tornar subserviente ou até ridículo cabo eleitoral como já se tornou comum por essas paragens da Amazônia; deve ser alguém com capacidade de conversar no mesmo nível com quem quer que seja, dentro e fora do país, sem comprometer os pilares da educação superior, que são o ensino, a pesquisa e a extensão; precisa ser um combativo na defesa incondicional da universidade pública, com qualidade, crítica e libertadora.

Por tudo isso, o processo eleitoral da 
Ufopa é muito importante à comunidade acadêmica, em especial, técnicos, professores e alunos da Ufopa que precisam se envolver intensamente. Técnicos, professores e alunos têm o dever de participar dos debates, discutir as propostas e votar nos candidatos mais experientes e preparados, com perfil e propostas coerentes. É isso que a comunidade local e regional espera desses eleitores considerados mais esclarecidos pelo conhecimento que detém; espera-se mais porque nas universidades estão às cabeças pensantes e, por isso, não têm o direito de frustrar o contribuinte com escolhas equivocadas de candidatos que estão até forjando resultados de pesquisas eleitorais para enganar o eleitor e vencer o pleito de qualquer maneira.

Depois de avaliar com muita serenidade as propostas e os perfis de cada candidato, hoje eu teria a tranquilidade para votar no Anselmo Colares e Waldiney Pires sem levar em consideração a amizade e a admiração que tenho pelos dois. Votaria com segurança porque as propostas do coletivo SOMOS UFOPA dialoga perfeitamente com o perfil do futuro reitor e vice. Com isso, será possível consolidar a instituição, considerando os avanços que houve, mas enfrentando os problemas evidentes, sem promessas mirabolantes, faraônicas, completamente divergentes do perfil dos proponentes.

Vejo nos integrantes da chapa 4 comprometimento ímpar com a educação, o preparo deles como gestores, a disposição, o desejo de expandir o ensino superior aos 20 municípios do Oeste do Pará. Assim como a realização do sonho possível de transformar a região de abrangência da 
Ufopa por meio da educação com serenidade, responsabilidade. Os líderes da chapa 4 - SOMOS UFOPA reúnem perfis adequados que ainda não é possível constatar nos demais candidatos, ressalvadas as suas competências pessoais.

Na condição de jornalista acompanhei diversos processos eleitorais, inclusive para reitoria da UFPA, em Belém, mas ainda não havia constatado nos candidatos tamanho espírito público, grandeza, ética, respeito aos adversários e retidão incomum, assim como constatei nos líderes do coletivo chapa 4 - SOMOS UFOPA. Percebi ainda uma capacidade de dialogar sem medida, firmeza nas decisões, na defesa enérgica de seus ideais e dos seus propósitos sem apelar, sem baixar o nível da decência. Próprio de quem sabe onde está, de onde, de quem e com quem está falando. Pessoas que tem clareza da dimensão exata da responsabilidade de gerir uma instituição tão complexa, típico de uma universidade.

Por fim, a minha manifestação é de quem acredita na transformação das pessoas pelo viés da educação e que desde a implantação da 
Ufopa sempre alimentou um sonho possível de uma universidade presente em toda a região. E o perfil das lideranças da chapa 4 - SOMOS Ufopa, demonstra que o sonho possível pode se tornar uma realidade concreta. Vislumbro ainda com a vitória da chapa 4 uma abertura maior da Ufopa, capaz de sair da clausura dos seus muros, para dialogar com a comunidade que tanto precisa do retorno dos investimento públicos feitos em estudos, que muitas vezes, ficam mofando nas gavetas dos “donos” das pesquisas.

⃰ É jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e presidente da Academia de Letras e Artes de Santarém.
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