quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Opinião: Transtornos de ansiedade é frescura!

"A maior prevenção é dizer a esse alguém que precisa de tratamento e o primeiro passo é pedir ajuda. E você pode ser essa ajuda! Se entender que não é frescura".



Por: Anne Lopes*

O título acima representa uma das inúmeras frases ditas a alguém que sofre de transtornos de ansiedade. Além dela existem aquelas que costumam deixar uma pessoa mais deprimida: “Isso é coisa da sua cabeça”; “não é falta de disposição, é preguiça!”; você precisa trabalhar. Procurar uma igreja”; “isso é falta de Deus”; “você precisa parar de ser vítima”.

Quem nunca teve um nervosismo, um frio na barriga antes de começar a fazer uma prova dos sonhos? Ficar ansioso para receber uma boa notícia? E depois de realizar tudo isso, voltar ao normal, em uma tranquilidade profunda. Pois é, mas quando essa ansiedade ultrapassa o que é dita como normal e começa a prejudicar tudo o que está em sua volta, é sinal de ‘preocupação’.

Transtornos de ansiedade “são reações físicas e mentais que trazem consigo diversos problemas para nosso corpo e nossa mente, interferindo no nosso convívio em sociedade”. A doença pode surgir de traumas, estresse ambiental e de outros sintomas que precisam ser identificados por meio de um profissional da psiquiatria. A correria do dia a dia, faz com que as pessoas se lembrem do trabalho, da roupa para ir ao shopping, do salão de cabeleireiro no fim de semana, mas esquecem de cuidar do principal: a mente.

Quando a pessoa tem preocupação antecipada e excessiva, medo, se começa a esquecer coisas ou pessoas, crise de choro, o nervosismo toma conta do corpo, pensamentos indesejáveis, insônia, de repente a dor começa a consumir a alma, o coração e principalmente a mente, é porque não é frescura. É doença! E precisa ser tratada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. De acordo com OMS 9,3 % dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade. Fatores socioeconômicos, como pobreza, desigualdade, desemprego, podem ser as causas das doenças, são análises feitas por especialistas que dizem que a doença é um problema de saúde pública.

Mas como fazer para prevenir? A resposta precisa ser debatida, na família, nas escolas, nas rodas de amigos ou até nas igrejas. Deixar um pouco as “coisas” de lado e prestar mais atenção no filho, no amigo, na mãe, no irmão, naquelas pessoas que por algum motivo estão se isolando, na maioria das vezes, quem sofre de transtornos de ansiedade quer apenas uma conversa, falar de seu problema e não ser questionada por algo que ela mesmo não consegue compreender. A maior prevenção é dizer a esse alguém que precisa de tratamento e o primeiro passo é pedir ajuda. E você pode ser essa ajuda! Se entender que não é frescura.

O tratamento da doença é feito por meio de psicoterapia ou medicamentos, incluindo antidepressivos. Os especialistas podem ser um psicólogo clínico, psiquiatra e clínico geral. Quem procura um atendimento mais rápido e tem condições financeiras, faz o tratamento em setor particular, mas para quem não tem um aparato econômico, tem algumas dificuldades, os remédios dependendo do tamanho dos casos são caros, o custo de um especialista da área também. A saúde pública ainda é precária, precisamos de políticas públicas que tratem de transtornos de ansiedade, evitar que crianças, jovens, adultos e idosos se tornem pessoas depressivas e que abandonem seus sonhos por não saberem lidar com as emoções. O que você desconhece não é frescura, é apenas falta de informação!

*Repórter e estudante do curso de Jornalismo do Iespes
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