sábado, 7 de abril de 2018

Jornalismo: a carreira que escolhe seus profissionais

Sobretudo, aprendi com meus professores, meus colegas de aula, meus colegas de trabalho, que o Jornalismo é apaixonante. Aprendi que não é somente o diploma que faz o bom profissional, mas sim o compromisso com a profissão

Por: Thaís Rocha*

Em junho de 2009, por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal decidiu derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Na época, no primeiro ano do ensino médio, eu, como muitos adolescentes, não tinha ideia de que profissão seguir. Com afinidade para as ciências sociais, sempre fiquei em dúvida entre o Direito e o Jornalismo. Achei que o Direito seria a melhor opção.

Terminei o ensino médio, ingressei na Universidade Federal do Oeste do Pará. Na época (2012), nós não entrávamos para o curso, mas sim para a instituição. Lá, cursávamos um semestre do Centro de Formação Interdisciplinar (CFI), para estudar matérias comuns a todos os cursos da Ufopa, como Português, Estatística, Estudos Integrativos da Amazônia, para depois entrarmos no instituto do curso que pretendíamos cursar.

No meio do primeiro semestre, houve uma greve de quase cinco meses. Resolvi então procurar um estágio em um escritório de advocacia para ver se era realmente a carreira que eu queria seguir. Em poucos dias estagiando, tive a certeza. Não era o Direito, era o Jornalismo.

Voltei às aulas na Ufopa um pouco desmotivada, pois não queria mais cursar Direito e a instituição não oferece a graduação em Jornalismo. Mudei minha opção para Letras-Inglês, me apaixonei pela licenciatura, me formei e atuo na área. Mas a paixão pelo Jornalismo permaneceu intacta, mas sem perspectiva de que um dia eu conseguisse cursar. Porém, quando a vida nos traz oportunidades, nós devemos ser gratos e aceitá-las. 

Quando estava prestes a terminar a primeira graduação, a oportunidade de estudar Jornalismo apareceu. Fui indicada por um amigo jornalista a uma vaga no curso de Jornalismo do Iespes. Fiquei receosa. Pensei: “pra que cursar Jornalismo?! Nem precisa de diploma!” Mesmo com um pouco de receio, resolvi me matricular. 

Em pouco mais de dois anos na faculdade de Jornalismo, conheci profissionais excelentes com diploma. E conheci aqueles que aprenderam na prática e que depois de anos de carreira resolveram voltar à faculdade em busca de um certificado. Vi que nós não aprendemos a escrever textos, mas sim a escrevê-los na linguagem jornalística, adaptados à televisão, ao rádio, ao jornal impresso, à internet. Aprendi o que são cabeças, retrancas, teasers, escaladas, releases, boletins, artigos, notas, matérias quentes, matérias frias...

Sobretudo, aprendi com meus professores, meus colegas de aula, meus colegas de trabalho, que o Jornalismo é apaixonante. Aprendi que não é somente o diploma que faz o bom profissional, mas sim o compromisso com a profissão. Não somos meio jornalistas, não somos jornalistas somente durante o horário do expediente. Somos jornalistas que trabalham durante os fins de semana e nos feriados. Somos jornalistas 24 horas por dia, 365 dias por ano, até que a morte nos separe.

*É jornalista
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