quinta-feira, 12 de abril de 2018

Polícia apresenta armamento apreendido no complexo penitenciário


A polícia continua investigando a ação ocorrida no 
Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na Região Metropolitana de Belém, no início da semana. Nesta quarta-feira (11), durante entrevista coletiva no auditório da Delegacia-Geral, na capital, gestores das polícias Militar e Civil apresentaram o armamento apreendido na área do Complexo.

Onze armas, utilizadas durante a tentativa de resgate de presos do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará (CRPP) 3, foram apresentadas à imprensa pelo corregedor da PM, coronel Albernando Monteiro; o delegado-geral adjunto, Rogério Morais, e pelo comandante do Batalhão de Policiamento Penitenciário, major Vicente Neto.

O armamento, a maioria de grosso calibre, é composto de quatro fuzis (dentre eles, de 7,62 mm), duas espingardas (calibre 12), uma submetralhadora, uma carabina (modelo Magal, ponto 30), uma arma caseira e duas pistolas (ponto 40). Também foram apreendidos dois coletes, carregadores, munições de vários calibres, estoques, simulacro de explosivo, facas e ferramentas, além de um telefone celular e entorpecentes.

Todo esse material foi encaminhado ao Centro de Perícia Científica “Renato Chaves”. A apreensão foi feita ontem e hoje por militares do Batalhão de Policiamento Penitenciário (BPOP), Rotam, Companhia de Operações Especiais (COE) e Grupo Tático Operacional/Comando de Policiamento Regional III – Castanhal.

O coronel Albernando Monteiro explicou que somente após a conclusão dos inquéritos das duas polícias “é que será possível dizer as circunstâncias da ação ocorrida no Complexo”. O militar informou que as buscas continuam nas matas próximas às unidades prisionais. Sobre as armas encontradas dentro do Complexo, o coronel disse que “somente com o final das investigações é que poderemos esclarecer, mas nada será descartado”.

Treinamento - O representante da Polícia Militar ainda acrescentou que “a frustração da tentativa de resgate e a ação que rechaçou a investida dos bandidos só foi possível graças ao bom treinamento e à capacitação dos policiais militares”. Ele lembrou que os tiros contra as guaritas vieram de três pontos distintos: da área interna do Complexo, da mata adjacente e da Colônia Penal Heleno Fragoso.

O delegado Rogério Morais frisou que todas as providências já estão sendo tomadas com o objetivo de enviar para análise as armas e o telefone celular apreendidos, para dar seguimento às investigações. "A apuração dos fatos está sendo tratada como prioridade pelas polícias Civil e Militar, para que logo tenhamos o esclarecimento de tudo o que ocorreu. As armas e o telefone passarão por perícias no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. "São armas de grosso calibre e que possuem poder de repetição de disparo", completou.

O policial civil também informou que há todo empenho na identificação oficial dos mortos. O trabalho coordenado pelo CPC Renato Chaves conta com a atuação de uma equipe de papiloscopistas, da Diretoria de Identificação da Polícia Civil, responsável pela identificação. (Ag. Pará)
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