sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Andando no escuro” – diz pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi sobre falta de estatísticas pesqueiras


Apesar do forte potencial, pesca continua sendo prejudicada pela falta de dados oficiais da atividade em todo o país. Consideração foi uma das feitas por estudiosos da área no primeiro dia do Seminário de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Manejada e Piscicultura na Amazônia em Belém

Ronaldo Barthem, formado em Biologia Marinha, mestre em Biologia de Água Doce e Pesca, doutor em Ecologia e pesquisador do Museu Emílio Goeldi – Pará, destacou a grande capacidade da pesca esportiva, ornamental e artesanal para o consumo no Pará. Em levantamento apresentado, disse que o “Pará exporta 38 vezes mais pescado que o Amazonas. Porém, o maior problema é em relação aos dados, porque o país vem passando a maior vergonha, já que desde 2011 não tem estatística pesqueira. Estamos andando no escuro, sem nenhum instrumento para monitorar isso” – lamenta.

A criação de peixes continua sendo outra importante discussão quando o assunto é melhorar a pesca de forma ampla e geral. Francisco Medeiros presidente executivo da Peixe BR defendeu que mesmo em meio a delicada situação econômica no país, “a piscicultura no ano passado cresceu 8%”.

Muitos desafios permeiam o desenvolvimento da pesca manejada, sobretudo no que se refere ao manejo sustentável do pirarucu. David McGrath falou sobre os desafios e necessidades para implementar estratégias de produção animal baseadas na piscicultura e pesca manejada. McGrath destacou algumas tendências: “a) transição da pesca para a piscicultura no Brasil, b) crescimento da atividade em quase todos os estados amazônicos, c) muitos vêem esse processo como resultado da modernização, d) no entanto não é um processo inevitável, mas resultado da falta de investimento na gestão dos recursos pesqueiros”.

Sobre o evento

O Seminário de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Manejada e Piscicultura na Amazônia está sendo realizado nos dias 21 e 22 de junho no bairro Marco, em Belém.

A intenção é avaliar a situação atual da pesca e piscicultura, identificando oportunidades e gargalos para o seu desenvolvimento, bem como conhecer experiências relevantes dos estados amazônicos e definir diretrizes para uma estratégia de desenvolvimento integrando a pesca manejada e a piscicultura em todo o Estado.

Em dois dias, reúne cerca de 60 representantes de entidades ligadas a pesca, estudantes, pesquisadores e integrantes do poder público para debater a situação da pesca e piscicultura em toda a região amazônica.

O evento é uma realização da Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente – Sapopema, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca – Sedap e Earth Innovation Institute com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia – Sedeme, Norad e Tinker Foudantion Incorporated.

Fonte: Ascom/Sapopema/Samela Bonfim
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