quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ministério autoriza vacinação contra a gripe no Pará até 22 de junho



Pela segunda vez, a campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada em todo o Brasil, agora até 22 de junho. No Pará, somente 72% da população prioritária recebeu as doses. Entre as 1.502.511 pessoas a serem imunizadas, faltam ainda 426.091 serem protegidas contra a gripe. A meta é atingir pelo menos 90% do público-alvo.

Considerando os grupos prioritários, o índice de cobertura vacinal entre crianças menores de cinco anos ainda é preocupante no Pará - até o momento, a cobertura é de apenas 59,84%. A preocupação se deve ao fato de crianças nessa faixa etária, assim como idosos e gestantes, serem mais suscetíveis às complicações causadas pela gripe, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A maior cobertura está entre os trabalhadores de saúde, com 84%, seguidos dos professores e mulheres puérperas (84%, cada), pessoas com mais de 60 anos de idade (83%), indígenas (74%), gestantes (72%) e crianças de seis meses a menores de cinco anos (59,84%).

Diante desse cenário, a coordenadora estadual de Imunização, Jaíra Ataíde, faz um apelo aos pais e responsáveis por crianças de seis meses a menores de cinco anos para que levem seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos ao posto de vacinação para fazer a imunização. “É uma vacina segura, que protege contra três vírus que causam a gripe: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B, que nos casos graves podem até levar à morte”, ressaltou a coordenadora estadual.

Em boletim emitido pelo Ministério da Saúde, que autorizou a prorrogação, o Pará é apontado como o quarto que mais vacinou entre os sete Estados da Região Norte, sendo superado pelo Amapá, Tocantins e Rondônia.

A gripe é uma infecção viral aguda que atinge as vias respiratórias, tem comportamento sazonal, elevada transmissibilidade e distribuição global - um indivíduo pode contraí-la várias vezes ao longo da vida. A doença começa geralmente com febre alta, seguida de dores musculares, na garganta e na cabeça, além de coriza e tosse seca. Alguns casos podem evoluir para complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar.

Dados - De acordo com a Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sespa, até o momento foram notificados 445 casos de SRAG, dos quais 30 pacientes morreram.

A série histórica aponta que, em 2009, foram confirmados 1.568 casos de SRAG; 833 em 2010; 28 em 2011; 162 em 2012; 766 em 2013; 194 em 2014; 175 em 2015; 1.033 em 2016 e 832 em 2017. Nos últimos três anos, 183 pessoas morreram por causa dessa complicação, sendo 19 em 2015, 93 em 2016 e 71 em 2017.

Até o dia 22 de junho, os seguintes grupos prioritários devem procurar as Unidades Básicas de Saúde para se proteger contra a gripe: Professores das redes pública e privada; profissionais de saúde; crianças entre 06 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura); gestantes; mulheres com parto recente (até 45 dias); idosos a partir de 60 anos; povos indígenas; portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão; população privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). (Com informações de Roberta Vilanova).

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