quinta-feira, 12 de julho de 2018

Justiça recebe denúncia contra PM que matou mulher e feriu adolescentes

O sargento Gildson dos Santos Soares, do GTO - Grupo Tático Operacional da Polícia Militar de Santarém, acusado de matar uma mulher e ferir outras três pessoas na tarde do dia 28/06, após dar 12 tiros em um veículo que transportava seis pessoas, tornou-se nesta quarta-feira (11/07) RÉU em processo judicial, a partir de Denúncia apresentada na segunda-feira pelos promotores de Justiça Dully Sanae Otakara e Luciano Augusto Araújo da Costa.

A denúncia foi recebida pelos três juízes criminais que haviam decretado a prisão do sargento um dia após o crime, utilizando-se da Lei 12.694/2012, sancionada pela presidente Dilma Roussef há cinco anos, que permite a adoção de um grupo de juízes em julgamentos de crimes praticados por organização criminosa, os chamados “juízes sem rosto".

Neste caso, atuam os magistrados Alexandre Rizzi, Rômulo Brito e Gabriel Veloso, das 1a., 2a. e 3a. varas criminais. Os juízes receberam a Denúncia do Ministério Público, imputando os seguintes crimes ao sargento: um homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2°, incisos II e IV do Código Penal Brasileiro) e 5 tentativas de homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2°, incisos II e IV, combinados com artigo 14, todos do Código Penal Brasileiro).

Videoconferência - os juízes, após receber a Denúncia, indeferiram o pedido de revogação da prisão preventiva do réu, e designaram audiência de instrução e julgamento para o dia 29/08/2018, às 09h00, dando tempo de ser efetivada a citação deste para a apresentação de defesa preliminar e intimação das testemunhas. O sargento participará da audiência através de vídeoconferência, já que está no presídio Anastácio das Neves, no Município de Santa Izabel, exclusivo para réus militares.

Gildson confessou ter efetuado doze disparos de arma de fogo no veículo onde se encontrava a senhora Sônia da Silva Viana, 40 anos, que morreu na hora. Além disso, dois adolescentes e um jovem que se encontravam no mesmo carro saíram feridos. O crime ocorreu no bairro do Santarenzinho.

Ao se apresentar na Delegacia, Gildson alegou ter sido ameaçado pelos ocupantes do veículo, mas as investigações do delegado Dmitri Teles indicaram que ele teria praticado o homicídio de forma premeditada, por questões pessoais com um dos passageiros, relacionadas com conflitos fundiários em uma ocupação da cidade.

As informações são do jornalista Jota Ninos
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