quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Celpa realiza Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho


A simulação de evacuação de edificações e primeiros socorros foi realizada com o objetivo de treinar colaboradores da concessionária e das terceirizadas que atuam na sede da empresa, localizada no bairro Prainha, para uma eventual situação de emergência. A simulação faz parte da programação da Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho que iniciou na última segunda-feira, 27, e se estende até a próxima sexta-feira-31.

A atividade foi coordenada por uma equipe do Corpo de Bombeiros, simulou uma situação de acidente em setores diversos da concessionária de energia, onde houve diversos acidentados que imediatamente receberam cuidados médicos. Antes, da parte prática, o sargento Mota, do quartel do Corpo de Bombeiros passou todas as instruções necessárias para agir em casos de acidentes reais.


O início da simulação foi marcado por um sinal de alerta na área da concessionária. Além de brigadistas da própria Celpa, alguns funcionários foram treinados para prestarem apoio para realização da evacuação do prédio e oferecer atendimentos às vítimas. Durante a atividade, também foram feitos ajustes e corrigidas falhas que devem ser evitadas caso situações como essa ocorram na vida real.

Para o brigadista Felipe Vasconcelos, que atua na área administrativa da Celpa, treinamentos como esse são essenciais para manter a equipe sempre atenta a possíveis acidentes. “Além de aprender a manusear o extintor de incêndio, hoje nós temos capacidade para prestar atendimento de primeiros socorros aos nossos colegas. Esse cuidado é diário e tem permitido que todos possamos trabalhar com segurança”, comemora.


De acordo com o técnico de segurança da Celpa, Áquila Carvalho, a preocupação da empresa é garantir que os profissionais possam trabalhar com segurança na missão de levar energia de qualidade e responsabilidade para a população, seja no serviço externo como também dentro dos escritórios. “Nossas equipes não se restringem apenas a quem está na rua fazendo ligações elétricas, por exemplo, mas também a turma que fica nos escritórios e nas agências executando outros serviços. Para gente todos recebem cuidados diários, porque são eles, a nossa ponte para fazer a energia chegar na casa dos nossos clientes”, finaliza.

Fonte: Divulgação/Celpa
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Justiça acata pedido do MPPA e determina restabelecimento dos serviços do Banco do Brasil


Em Juruti, a justiça concedeu liminar requerida pela promotoria de Justiça em Ação Civil Pública e determinou ao Banco do Brasil que no prazo de até cinco dias úteis, restabeleça todos os serviços bancários da agência na cidade, incluindo as operações que envolvam dinheiro em espécie. A decisão é do último dia 23 e a ação foi ajuizada no dia anterior (22) pelo promotor de justiça Rafael Trevisan Dal Bem.

Em caso de descumprimento, o juiz Vilmar Durval Macedo Junior determinou multa diária de R$10 mil reais a ser revertida em favor do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor. A ação foi motivada pelo fato da agência estar desde o dia 15 de julho- quando ocorreu uma tentativa de furto no local- sem os serviços bancários que envolvam transação de numerários e liberação de valores em espécie.

A instituição não resolveu o problema nesses cerca de 40 dias e a justiça acatou o pedido do MPPA, pois “a suspensão e atraso no restabelecimento dos serviços da agencia bancária do Banco do Brasil em Juruti/PA, implica em forte impacto social” e o atraso no reestabelecimento dos serviços suspensos, “acarreta prejuízos financeiros imensuráveis à população local de aproximadamente 60 mil pessoas”, pois a agência é a principal responsável pelo transporte e distribuição de valores no município.

A ação da promotoria ressalta que os serviços bancários são de natureza essencial, e a suspensão dos serviços, mesmo que decorrente de tentativa de crime, desrespeita os direitos dos consumidores usuários, que não conseguem sacar dinheiro e adquirir bens de consumo, o que acarreta graves prejuízos à população e à economia local.

O banco alega que a tentativa de furto provocou danos estruturais nos equipamentos de segurança e que prevê o retorno do atendimento para o dia 27 de agosto. Porém, pelo apurado, a promotoria sustenta que o prazo dificilmente será cumprido, pois o próprio banco informou às associações interessadas que o período de suspensão é indeterminado. E em reunião com o MP, afirmou que retornaria no dia 14 de agosto, o que não ocorreu.

Em Juruti há somente três agências bancárias para atender a população de mais de 50 mil pessoas, incluindo idosos, comerciantes e servidores públicos. Além do pedido liminar, a promotoria pede a condenação a titulo de danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil. “No presente caso existe ofensa à coletividade dos consumidores atingida pelo Banco do Brasil”, justifica. O pedido ainda será analisado pelo juiz. (MPE/PA)

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Celpa inicia obra histórica em Alenquer


A chegada da energia com mais qualidade é esperada por mais de 12.500 famílias, das áreas urbanas e rurais de Alenquer, no oeste do Pará. E esse sonho está cada vez mais próximo de ser realizado graças ao início das obras da nova subestação do município, que representa um momento histórico: a cidade começará a fazer parte do Sistema Interligado Nacional. Isso significa que passará a ser atendido com energia elétrica do sistema que atende todo o país, a exemplo do que ocorreu na Ilha do Marajó em 2016. A iniciativa fará com que a usina a diesel da cidade seja desativada. O investimento da concessionária na subestação de Alenquer e na linha de distribuição que vai compor o empreendimento é superior a R$ 67 milhões.

O gerente de hotel, Adilson Sousa, 60 anos, retornou à cidade há dois anos e acompanha o processo de construção da obra. Para ele, a subestação vai trazer uma série de desenvolvimento nos mais diversos setores, como o da hotelaria, por exemplo. “Mesmo com a usina a diesel que nos atende atualmente, Alenquer tem crescido bastante, então nossa expectativa é das melhores possíveis, porque junto com a energia vem a internet, que hoje funciona de forma precária, as Tvs digitais, as indústrias”.

A subestação de Alenquer começou a ser construída neste mês de agosto em área localizada na estrada Paes de Carvalho e deve entrar em operação ainda este ano. Com uma das tecnologias mais avançadas para o segmento, o empreendimento deverá ter um dos melhores sistemas automáticos para recomposição em casos de imprevistos. O Sistema de comunicação da subestação também será otimizado e ocorrerá em alta velocidade por meio de via satélite, com monitoramento 24 horas direto do Centro de Operações Integradas da Celpa. Outro ponto importante será a garantia da entrada do sistema de medição operacional da subestação que irá ajudar no controle de demanda e combate às perdas de energia.


Para o executivo de Expansão, Lúcio Oliveira, a subestação vai suportar o aumento da demanda e assegurar o crescimento econômico do município, garantindo o atendimento ao mercado, reforçando a confiabilidade e o fornecimento de energia segura e de qualidade. “A obra deve reduzir significativamente as interrupções do fornecimento, portanto, o município terá condições de fornecer energia sem risco de sobrecarga”, garante.

A proposta da Celpa é reforçar o compromisso com a missão que desenvolve, que é distribuir energia com qualidade, responsabilidade social e ambiental para assegurar o desenvolvimento do Pará. No caso de Alenquer a concessionária eliminará o consumo de quase 12 milhões de litros de óleo diesel por ano e os riscos ambientais associados. Outra cidade que ainda este ano também deve ser interligada ao Sistema Nacional é Monte Alegre, também no oeste do Pará.

Fonte: Divulgação/Celpa
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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

MPPA promove audiência pública sobre violência contra a mulher em Santarém

Na próxima  segunda-feira (27), será realizada no auditório do Ministério Público de Santarém, à partir das 9h, audiência pública para tratar do combate à violência contra a mulher e lançamento do projeto Lenço e Movimento: “Violência contra a mulher tem que meter colher”.

O evento, promovido pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEVM), é aberto ao público, com a participação de integrantes da rede de atendimento à mulher e sociedade civil. Em Santarém, tem a parceria do polo Baixo Amazonas, coordenado pela promotora de justiça Luziana Dantas.

O ação é estadual, coordenada pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MPPA, por meio do promotor de justiça Sandro Garcia de Castro, que estará em Santarém para apresentar o projeto. O objetivo da audiência é colher informações para subsidiar a atuação do Núcleo e organizar dados sobre a rede de proteção no Pará.

Dentre os temas que serão trazidos para a discussão, está a Lei 13.505/2017, que acrescenta dispositivos na Lei Maria da Penha; a criminalização do descumprimento das medidas protetivas; aplicação da Lei Maria da Penha aos transgêneros; pedidos de indenização por dano moral e exposição do Projeto Lenço e Movimento.

O projeto tem como foco a educação e conscientização do homem agressor sobre a gravidade da prática da violência doméstica, para diminuir a reincidência. Também visa atingir os jovens para coibir o surgimento de possíveis agressores, e na mulher a necessidade de empoderar-se para afastar qualquer tipo de submissão.

SERVIÇO:

Audiência pública “Violência contra a mulher tem que meter a colher”
Dia 27 de agosto (segunda-feira), 9h
Local: Auditório do MPPA em Santarém- Av. Mendonça Furtado, 3991.
Aberto ao público.

Fonte: Ascom/MPPA
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Projeto da Igreja Adventista pede mais diálogo para prevenção do suicídio


Que o suicídio é um assunto preocupante, disso praticamente ninguém discorda. Mas o tema tem se tornado mais grave ainda quando se pensa nos jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, 800 mil pessoas cometeram suicídio em 2015. O cálculo mostra que, a cada 40 segundos, um caso ocorre em alguma parte do planeta. A maioria deles envolve jovens entre 15 e 29 anos, sendo a segunda maior causa de mortes nesta faixa etária. A OMS ressalta, ainda, que 80% desses indivíduos enviam sinais em busca de ajuda.

E é justamente para oferecer ajuda que surgiu o projeto Quebrando o Silêncio, iniciativa da Igreja Adventista em favor da vida. O suicídio foi eleito tema do ano, sobre o qual foram produzidos materiais e planejadas ações ostensivas de conscientização para prevenção em vários países. A revista do projeto, que é distribuída gratuitamente e disponibilizada de forma digital, apresenta, por exemplo, uma entrevista com a psicóloga Simone Bohry. A profissional afirmou que 90% dos suicídios podem ser evitados.

Conversa franca

A coordenadora sul-americana do projeto Quebrando o Silêncio, Marli Peyerl, afirma que é fundamental uma conversa franca nas famílias, na sociedade em geral, para que o problema possa ser enfrentado adequadamente. “É por isso que estamos investindo em revistas, vídeos e outros materiais, além de sugerirmos a realização de fóruns ou debates para que o tema seja discutido com a seriedade que merece”, comenta a líder.

A maior parte das atividades do projeto Quebrando o Silêncio é realizada no último sábado de agosto (próximo dia 25), embora haja outras ao longo do ano.

Ações na região oeste do Pará

Vendo a importância do projeto, a Igreja Adventista na região oeste do Pará está organizando ações em diversas cidades, todas com o foco de impactar as pessoas que frequentam os centros comerciais de cada município.

Em Santarém, sede administrativa da igreja para a região, está sendo preparada uma grande mobilização para o dia 25 de agosto. Na manhã do próximo sábado os Santarenos serão impactados com uma passeata e carreata saindo do Bosque da cidade em direção à praça da Matriz. Ao chegar na região central da cidade, revistas alusivas ao tema serão distribuídas nas lojas e na orla da cidade. A programação é aberta a população, que também contará com a participação de psicólogos.

Data: 25/08 – sábado
Horário: 10h
Locais: Bosque - Praça da Matriz

Interessados em participar de alguma das ações ou em conhecer os materiais promocionais da campanha, pode acessar o site www.quebrandoosilencio.org.

Fonte: Comunicação da Missão Oeste do Pará

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Amport inicia serviços de manutenção permanente na via Transportuária


A Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas a Bacia Amazônica (AMPORT), iniciou os serviços de manutenção permanente na via Transportuária, que liga a Rodovia Transamazônica aos portos do distrito de Miritituba, no município de Itaituba, no sudoeste do Pará.


Desde o dia 8 de agosto, a EDM Construtora realiza os serviços para a conservação (raspagem), umectação, recomposição de piçarra onde houve buracos, limpeza de canaletas e manutenção de taludes, no caso de erosão.


A manutenção visa a evitar o excesso de poeira, lama e buracos que eventualmente podem se formar na Transportuária por conta das condições climáticas da região e, assim, manter constantemente a estrada em bom estado de uso. Para Marco Vignoli, representante da AMPORT “a ajuda dos moradores do bairro de Nova Miritituba será fundamental para o acompanhamento dos serviços da EDM”.

Fonte: Divulgação I 
AMPORT
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Celpa investe na qualidade de vida dos colaboradores


Com a proposta de melhorar o bem-estar e a autoestima dos colaboradores, a Celpa, em parceria com o Sesi, trouxe para Santarém o Cozinha Brasil Fit, que se constitui em uma oficina voltada para uma alimentação saudável, sem abrir mão do sabor, usando a criatividade e escolhendo corretamente os ingredientes. Familiares dos colaboradores também participaram das aulas que foram divididas em teóricas e práticas.

Márcia Regina Sousa, 44 anos, estava ansiosa para aprender a fazer comida fit e adotar o novo hábito na casa dela. E não é por acaso. Com 25 quilos acima do peso ideal, a funcionária pública quer ter mais qualidade de vida. “Hoje, estou com 85 quilos, quero chegar aos 60 quilos, principalmente para evitar novos problemas de saúde. Por conta da gordura, estou enfrentando doenças como diabetes e pressão alta, mas a partir desse curso, vou seguir uma nova disciplina”, garante.

Outros participantes buscavam, além da perda de peso, a manutenção de um peso saudável e a prevenção de várias doenças relacionadas à alimentação.

Em Santarém, algumas medidas, como a implantação da ginástica laboral começam a transformar o ambiente de trabalho num espaço onde o bem-estar é prioridade.

Para o executivo da Celpa, Lúcio Oliveira, a participação dos familiares em momentos como esse, é fundamental porque na maioria dos casos são as esposas, ou as filhas que preparam as refeições do dia a dia. “Mas, isso não é regra. Muitos de nós também vamos para a cozinha preparar nossos alimentos e, por isso, estamos sempre atentos às dicas oferecidas”, acrescenta.

A colaboradora Gioconda Monalisa, que há 5 anos atua na área administrativa da Celpa, e possui mais de 20 anos de trabalho no setor elétrico, garante que instruir os colaboradores e seus familiares sobre como alcançar melhor qualidade de vida agrega muitos benefícios para a empresa. “A gente se sente mais motivado vendo que a empresa está preocupada com o nosso bem-estar. Isso, sem dúvida nenhuma, causa um efeito enorme não só pra gente mas, também, para a concessionária que ganha aumento na produtividade e redução nos custos, principalmente em relação às doenças de trabalho, finaliza.

Fonte: Ascom/Celpa
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domingo, 19 de agosto de 2018

Governo enviará 120 militares e 36 voluntários da saúde para Roraima

O governo federal enviará a Roraima um reforço de 120 homens para a Força Nacional, além de, no próximo domingo (26), 36 voluntários da área da saúde para atendimento aos imigrantes venezuelanos, em parceria com hospitais universitários. As medidas estão entre as ações anunciadas hoje (19) pelo presidente Michel Temer após reunião de emergência com ministros no Palácio da Alvorada, convocada para avaliar a situação na fronteira do Brasil com a Venezuela.

De acordo com o Ministério da Segurança Pública, nesta segunda-feira (20) irão 60 homens, e depois mais 60, ainda sem data definida, o que totaliza 151 homens da Força Nacional em Pacaraima, com os 31 que já se encontram no estado.

No sábado (18), em Pacaraima, em Roraima, moradores da cidade atacaram barracas e abrigos dos imigrantes venezuelanos, inclusive ateando fogo, depois que um comerciante local foi assaltado e espancado. De acordo com as autoridades locais, não há registro de feridos entre os venezuelanos. O comerciante brasileiro que sofreu uma tentativa de assalto, supostamente por um grupo de venezuelanos, permanece internado em Boa Vista, e seu estado de saúde é estável.


Brasileiros atacaram no sábado (18) acampamentos de imigrantes venezuelanos em Pacaraima (Geraldo Maia/EFE/Direitos reservados)

Após o ocorrido, cerca de 1,2 mil venezuelanos cruzaram de volta a fronteira do país com o Brasil.

Por meio de nota, a Presidência da República disse que governo federal “está comprometido com a proteção da integridade de brasileiros e venezuelanos”, e que o Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas. “No dia de ontem (sábado), esse diálogo serviu, também, para que cerca de trinta brasileiros, que se encontravam em território venezuelano, pudessem retornar em segurança ao Brasil”.

A nota diz ainda que o governo continua em condições de empregar as Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Roraima. Por força de lei, tal iniciativa depende da solicitação expressa da governadora do estado.

O governo listou uma séria de medidas que serão adotadas nos próximos dias: intensificar esforços de interiorização dos venezuelanos para outros estados; estabelecer abrigo de transição em Roraima, entre Boa Vista e Pacaraima, para atendimento humanitário dos imigrantes que aguardam o processo de interiorização, de forma a reduzir o número de pessoas nas ruas. Uma comissão interministerial irá ao local para avaliar medidas complementares, que se somarão às anteriores já tomadas, diz a nota.

Participaram da reunião no Palácio da Alvorada os ministros Joaquim Silva e Luna, da Defesa; Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional; Rossieli Soares, da Educação; Moreira Franco, de Minas e Energia; Raul Jungmann, da Segurança Pública; e o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Marcos Galvão,
Nota

A íntegra da nota da Presidência da República:

“O Presidente Michel Temer reuniu-se com ministros e assessores para avaliar a situação no Estado de Roraima e determinar novas ações do Governo Federal.

Desde a configuração da crise migratória, autoridades federais têm visitado Roraima assiduamente – o que inclui duas visitas do Presidente da República.

O Governo Federal, atento à segurança e ao bem-estar dos brasileiros de Roraima, tem envidado esforços abrangentes para apoiá-los, reduzindo o impacto do afluxo migratório sobre a população local. Para tanto, já tomou providências que somam mais de R$ 200 milhões e incluem:

- o ordenamento da fronteira, com controle e triagem adequados, e com a ampliação da presença da União nas áreas social e de segurança;

- a construção de 10 instalações (mais duas estão quase concluídas) que abrigam, temporariamente, os venezuelanos; e

- a interiorização dos migrantes para outros Estados.

Com o mesmo propósito de apoiar os brasileiros de Roraima, o Presidente da República determinou fossem tomadas as seguintes providências:

i. a intensificação dos esforços de interiorização dos venezuelanos para outros Estados;

ii. o estabelecimento de abrigo de transição em Roraima, entre Boa Vista e Pacaraima, para atendimento humanitário dos migrantes que aguardam o processo de interiorização, de forma a reduzir o número de pessoas nas ruas;

iii. a realização, amanhã, 20/8, de reunião com vistas a concluir as negociações para o início das obras do “linhão” que permitirá a integração do Estado de Roraima ao sistema elétrico nacional;

iv. o envio a Roraima, em 26/8, de 36 voluntários da área da saúde para atendimento aos migrantes, em parceria com hospitais universitários;

v. o deslocamento de comissão interministerial para avaliar medidas complementares, que se somarão às anteriores já tomadas; e

vi. o reforço da Força Nacional em Roraima com mais 120 homens;

O Governo Federal está comprometido com a proteção da integridade de brasileiros e venezuelanos.

O Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas. No dia de ontem, esse diálogo serviu, também, para que cerca de trinta brasileiros, que se encontravam em território venezuelano, pudessem retornar em segurança ao Brasil.

O Governo Federal continua em condições de empregar as Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem em Roraima. Por força de Lei, tal iniciativa depende da solicitação expressa da Senhora Governadora do Estado.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”. (ABr)
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Eleições 2018: termina na próxima quinta (23) prazo para requerer voto em trânsito




Os eleitores que pretendem participar das Eleições Gerais de 2018, mas que estarão fora do seu domicílio eleitoral no dia do pleito, têm até a próxima quinta-feira (23) para habilitar-se perante a Justiça Eleitoral para votar em trânsito. O requerimento para votar em trânsito pode ser feito para o primeiro, para o segundo ou para ambos os turnos. Contudo, essa modalidade de votação somente pode ocorrer nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.

Segundo a legislação, para votar em trânsito, o eleitor deverá comparecer em qualquer cartório eleitoral e solicitar sua habilitação. Para tanto, basta apresentar um documento oficial com foto e indicar o local em que pretende exercer seu direito de voto no dia da eleição. Apenas os cidadãos que estiverem com situação regular no Cadastro Eleitoral poderão votar em trânsito.

Os eleitores que estiverem fora da unidade da Federação de seu domicílio eleitoral poderão votar em trânsito apenas para o cargo de presidente da República. Já aqueles que estiverem em trânsito dentro da sua unidade da Federação, porém em município diverso de seu domicílio eleitoral, poderão votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O voto em trânsito não é permitido em urnas instaladas em outros países. Entretanto, eleitores com título eleitoral cadastrado no exterior, e que estiverem em trânsito no território brasileiro, poderão votar na eleição para presidente da República.

Caso o eleitor habilitado para votar em trânsito não compareça à seção, ele deverá justificar sua ausência, inclusive se estiver em seu domicílio eleitoral de origem no dia da eleição. A justificativa de ausência nos dias de votação não poderá ser feita no município por ele indicado para o exercício do voto.

O voto em trânsito está previsto na Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.554/2017 e no Calendário Eleitoral 2018.

Locais de votação em trânsito

De acordo com a Resolução-TSE nº 23.554/2017, cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgar em seus sites, até o dia 17 de julho, onde haverá voto em trânsito. Os locais poderão ser atualizados até o dia 23 de agosto.

As seções eleitorais destinadas à recepção do voto em trânsito deverão conter no mínimo 50 e no máximo 400 eleitores. Se o número de eleitores não atingir o mínimo previsto, o TRE agregará a seção eleitoral a outra mais próxima, visando garantir o exercício do voto.

Transferência temporária de eleitores

A transferência temporária para outra seção eleitoral é facultada ainda aos presos provisórios e a adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades de internação, bem como aos integrantes das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Ferroviária Federal, das polícias civis, das polícias militares, das equipes do Corpo de Bombeiros e também de guardas municipais que estiverem em serviço por ocasião das eleições.

No caso desses eleitores, seus nomes e dados serão indicados pelos responsáveis pelas unidades prisionais e de internação, bem como pelo comando das respectivas corporações. A medida também deve ser comunicada à Justiça Eleitoral até o dia 23 de gosto.

O mesmo prazo vale para os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham solicitado a transferência para uma seção especial dentro do prazo de fechamento do Cadastro Eleitoral, que ocorreu no dia 9 de maio deste ano.

Ou seja, eleitores com deficiência ou dificuldade de locomoção que perderam o prazo ou pessoas que passaram a ter essa condição após 9 de maio ainda poderão fazer a transferência do local de votação até o dia 23 de agosto. Dessa forma, o cidadão terá garantido o direito de votar em local que esteja apto a atender suas necessidades.

As informações são do TSE
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Como fraudes de madeireiras ameaçam a sobrevivência do ipê na Amazônia

Ipês retirados de terras indígenas e de outras áreas de proteção integral são alvo de fraude para legalização da madeira

A extração de ipê nas reservas do Estado do Pará está sendo fraudada para legalizar madeira clandestina. Pesquisadores brasileiros afirmam que as madeireiras estariam superestimando o volume de madeira cuja extração é permitida, de forma a legalizar madeira retirada ilegalmente de áreas de proteção permanente, como a beira dos rios.

O trabalho foi publicado em um artigo na revista científica Science Advances. A partir dele espera-se identificar e coibir as empresas e os técnicos de manejo florestal envolvidos nas fraudes.

“Os madeireiros estão superestimando os volumes de madeira que alegam existir nas áreas que desejam explorar, especialmente de ipê, que é a madeira mais cara e a mais procurada”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Brancalion, pesquisador na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

Seu colega na Esalq, o também engenheiro agrônomo Edson Vidal, vai além: “Alguns poucos engenheiros agrônomos responsáveis pela vistoria das áreas de mata a ser explorada inflam o volume das espécies mais valiosas. Fazem isso para poder incluir nos carregamentos legais de madeira troncos de ipê extraídos ilegalmente de reservas indígenas, de áreas de conservação ou nas reservas obrigatórias de mata nativa que cada fazenda é obrigada a manter”. Brancalion e Vidal pesquisam o manejo florestal de espécies nativas tropicais.

Para entender como e por que os planos de manejo estão sendo fraudados, é preciso conhecer o processo legal de exploração de madeira na Amazônia. Cada fazenda na região é obrigada a manter uma reserva florestal que corresponde a 80% da área total da propriedade, conhecida como reserva legal.

A extração controlada de madeira nas áreas de reserva legal é permitida, desde que siga certos critérios. Deve-se contratar um engenheiro agrônomo para fazer o plano de manejo e acompanhar o trabalho das madeireiras. Esse profissional deve contar todas as árvores de cada espécie que existem na área que se quer explorar. Ao fazê-lo, ele coloca plaquinhas de identificação nos troncos.

Existe um volume máximo de cada espécie comercial, como ipê, jatobá ou cumaru, que pode ser derrubada em cada área. As árvores devem ter um tronco com diâmetro superior a 60 centímetros, ou seja, são árvores maiores e mais antigas. Mas nem todas elas podem vir abaixo. “No caso do ipê, é preciso manter um mínimo de três árvores por hectare, para garantir o repovoamento da área,” diz Brancalion.

É a partir da contagem das árvores que o agrônomo tem condições de estimar a quantidade em metros cúbicos de madeira de cada espécie que pode ser extraída naquele local. Essas quantidades fazem parte do plano de manejo, que é submetido à aprovação de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.

Uma vez aprovado o plano de manejo, é emitida uma licença (ou Autorização de Exploração Florestal). Só aí podem ser derrubadas, mas apenas aquelas indicadas no plano de manejo e dentro do volume máximo previsto. O agrônomo responsável deve acompanhar o manejo e colocar placas de identificação, especificando a espécie de cada tora retirada, assim como especificando o toco ao qual pertence cada madeira removida.

“Apenas troncos certificados podem circular pelas rodovias, para envio aos centros consumidores no Sudeste do país. Se houver toras sem certificação, o caminhão é barrado pela polícia na estrada,” explica Vidal.

“Nos casos que parecem estar sendo fraudados, os madeireiros alegam ter extraído, por exemplo, aquelas dez toras de ipê constantes no plano de manejo aprovado (mas que, na verdade, não existiam na região de exploração)”, diz Vidal.

“Mas não é isso que de fato fazem. Os madeireiros derrubam dez árvores, mas talvez metade delas seja ipê, cujos troncos são identificados e carregados nos caminhões. As outras cinco árvores abatidas pertencem, na verdade, a espécies de menor valor comercial, e mesmo espécies não comerciais.”Somente troncos certificados estão autorizados a circular pelas rodovias brasileiras
“Os madeireiros ganham duas vezes. Eles cortam e arrastam as árvores de menor valor no lugar de ipês nas áreas legalizadas, e cortam e arrastam ipês de áreas proibidas,” diz o biólogo Saulo de Souza, da Esalq, que também participou da pesquisa. Quanto aos troncos das espécies não comerciais, são simplesmente abandonados na mata para apodrecer.

Uma vez que as árvores pouco comerciais são retiradas, o agrônomo responsável pela fraude coloca uma placa em seus tocos indicando que se trata de um ipê. “Mas a outra placa, aquela que deveria ser afixada no tronco de madeira de menor valor correspondente, é na realidade afixado num tronco de ipê, tronco este que foi abatido de forma ilegal, como por exemplo na margem dos rios, onde a extração é proibida,” explica Vidal. “Com a placa indicando que aquele tronco de ipê foi extraído legalmente, a madeira ilegal pode ser transportada normalmente pelas rodovias.”

Um outro estratagema é afirmar no plano de manejo que as árvores são maiores do que realmente são. Segundo Vidal, o volume fictício de madeira legal resultante passa a ser preenchido com madeira ilegal. “É basicamente assim que os madeireiros fazem para esquentar a madeira retirada de forma clandestina.”

Como foi que o estudo chegou a tais conclusões? Os pesquisadores resolveram confrontar os dados referentes ao número de espécies e ao volume de madeira das licenças de extração aprovadas, com uma estimativa científica do volume de madeira, por espécie, que deveria existir originalmente nas áreas que foram manejadas. Tal estimativa pode ser feita a partir de imagens de satélite da floresta, registradas pelo governo federal nos anos 1970.

Os pesquisadores investigaram 427 licenças de manejo constantes no sistema da Secretaria de Meio Ambiente, e que foram aprovadas pelos fiscais do governo. Agindo desse modo, obteve-se o levantamento da quantidade de árvores de cada espécie e do volume de madeira indicado em cada licença.

O passo seguinte foi estimar o volume de madeira existente em cada hectare de floresta registrado nas fotos de satélite. As licenças mencionavam a existência de 80 espécies diferentes. Os pesquisadores estudaram as onze espécies mais abundantes. Chegou-se assim numa estimativa científica do volume de madeira de cada espécie que existia nos locais explorados.

Ao confrontar os dados das licenças com as estimativas feitas dos registros de satélite, os pesquisadores verificaram que muitos números não batiam. “Havia licenças alegando um volume de ipê até quatro vezes superior ao volume por nós estimado,” afirma Brancalion.

“Em média, naqueles planos de manejo que parecem ter sido fraudados, os volumes indicados são o dobro do verdadeiro. Especificamente com relação à extração de ipê, 77% dos planos foram aparentemente fraudados,” revela Souza.

Por fim, em outubro de 2017, acompanhado de membros da organização não governamental Greenpeace e da Força Nacional, Souza realizou uma vistoria em algumas áreas onde a extração ilegal de ipê parecia ter sido elevada. “Havia nos locais dezenas de ‘árvores imaginárias'”, comenta Souza.

A partir da identificação dos planos de manejo em teoria fraudados, foi possível descobrir os nomes dos agrônomos responsáveis por cada um deles. Na região, há 97 profissionais que trabalham para as madeireiras elaborando planos de manejo.

“As fraudes parecem estar relacionadas a uma minoria entre os técnicos”, diz Brancalion. De acordo com os pesquisadores, cerca de 15% deles são os responsáveis por todos os planos supostamente fraudados.

A BBC News Brasil procurou a área de fiscalização da Secretária de Meio Ambiente do Pará e representantes da Associação Indústria Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex) – as empresas madeireiras Amazônia Florestal, sediada em Belém, Advantage Florestal, de Ananindeua (PA), e Ipex Comércio de Madeiras, de Marituba (PA) -, mas não obteve retorno.

“Estou muito preocupado com o futuro do ipê”, diz o pesquisador Edson Vidal. “Ele pode seguir o caminho do mogno, que foi extraído até o desaparecimento no Pará.” O mogno era a madeira mais nobre até os anos 1990. Quando suas reservas se exauriram, as madeireiras partiram para a segunda espécie de maior valor comercial, o ipê.

O problema com o ipê talvez venha a ser ainda mais sério do que com o mogno, árvore de crescimento mais rápido do que o ipê. De acordo com Vidal, “o ipê cresce muito lentamente. Dados de que dispomos indicam que seriam necessários cem anos de preservação intocada para repovoar uma área devastada com apenas 10% dos indivíduos da população original de ipês.”

Fonte: BBC News Brasil
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Vilão do desmatamento ilegal, correntão é vendido na internet com dicas para evitar fiscalização



– Para fazer esse tipo de serviço, cobramos R$ 350 a hora. Já vou com dois tratores e dois ajudantes e a gente derruba tudo.

Assim explica um dos fornecedores on-line de correntões ouvidos pelo De Olho nos Ruralistas. Além dessa eficiência, o anunciante do Mato Grosso garante blindagem contra a fiscalização: “Para tudo tem um jeito, fica tranquilo. A gente entrega o trabalho”.

Na mesma linha, outro comerciante de São José do Rio Preto (SP) explica melhor a tática:

– Tem que ir trabalhando devagar, vai falando com os vizinhos, todo mundo se ajuda. Se tiver fiscalização, pede para uma fazenda avisar a outra e qualquer coisa, fecha a estrada com um trator, arranca uma peça lá e diz que quebrou. Nunca vi dar problema.

Ao mesmo tempo em que garante blindagem na fiscalização, este mesmo comerciante não promete a sobrevivência da fauna do local, admitindo a mortandade de animais. “Ah, sempre acontece, principalmente se for mata alta, não dá pra ver e não tem como ficar descendo do trator para olhar, precisa ser rápido”.

Um vídeo mostra como o correntão funciona. As correntes são fixadas em dois tratores, que percorrem o mesmo percurso paralelamente, arrancando toda a vegetação e matando toda vida animal. Utilizando esse método, é possível desmatar até dez campos de futebol por dia.

NA INTERNET, VÁRIOS TIPOS E PREÇOS

Anúncios de correntões são encontrados facilmente na internet em sites como OLX, Mercado Livre e MFRural, este último especializado em produtos para o agronegócio.

Os anunciantes são de diversas regiões, mas predominantemente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Tocantins. Os valores são imprecisos, não há uma escala respeitada entre os vendedores e podem variar. Encontramos valores de R$ 220 o metro, até R$ 670. Peças inteiras chegam a custar R$ 34 mil.

Os correntões devastam rapidamente a mata. (Mayke Toscano/Gcom-MT)

É possível verificar, nos anúncios, variantes do mesmo produto. Alguns comerciantes divulgam os correntões com “facas”, tratado por um dos vendedores como “a evolução das correntes niveladoras, que permite alta performance no trabalho”. Um vídeo mostrando a técnica de utilização da corrente acompanha a informação.

Outro anunciante informa que pode facilitar a compra de correntão nivelador “com discos recortados, triturador de palhadas, niveladora, roçadeira, incorporadora de sementes, correntão com navalhas”, inclusive usados. E ele completa: “Financiamos os equipamentos, Finame e BNDES”.

Trata-se da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, um modelo de financiamento para a compra de equipamentos e máquinas nacionais e estrangeiros, dentro de normas ambientais.

PROIBIÇÃO NO MT FOI DERRUBADA PELA JUSTIÇA


Houve várias tentativas, nos últimos anos, de proibir o correntão para o desmatamento. O equipamento chegou a ser proibido no Mato Grosso para a supressão de vegetação pelo Decreto Estadual nº 420, de 05 de fevereiro de 2016, sendo considerado crime ambiental. Outro decreto legislativo, de julho do mesmo ano, sustou os efeitos da legislação.

O Ministério Público Federal do Mato Grosso questionou a constitucionalidade do decreto, usando argumentos de uma nota técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): o equipamento causa danos irreparáveis à fauna e à flora, em especial as ameaçadas de extinção; gera agravamento de processos erosivos do solo; e ainda pode incentivar o desmatamento ilegal. O juiz Cesar Augusto Bearsi negou o pedido.

Na Câmara, um projeto de lei de 2016 procura deixar clara a suspensão do equipamento, incluindo a proibição tanto no Código Florestal, de 2012, como na Lei de Crimes Ambientais, de 1998. A proposta está parada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Casa, com sucessivas mudanças de relatores. O último, nomeado em agosto de 2017, é o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), um dos expoentes da bancada ruralista.

Para o Ibama, não há dúvidas de que o correntão é usado com intenções predadoras. Em 2015, os fiscais do órgão pararam uma ação que desmataria ilegalmente, com o equipamento, 1.500 hectares. Esse caso é apenas um dos vários desmatamentos ilegais ao longo dos anos.

Por: Igor Carvalho
Fonte: De Olho nos Ruralistas
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Migrante cidadão: ONU alerta para violações contra mulheres e LGBTs em Roraima

Famílias venezuelanas acampadas na rua esperando uma vaga no abrigo (Foto: Yolanda Mêne/Amazônia Real)

As agências das Nações Unidas estão acompanhando o movimento migratório da Venezuela ao estado de Roraima, no extremo norte do Brasil, alertas às violações de direitos humanos contra as mulheres e a população LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) devido à vulnerabilidade ao tráfico humano, a exploração sexual, a violência, discriminação e preconceito contra as (os) migrantes e as refugiadas e refugiados.

Desde que se intensificou o fluxo migratório de venezuelanos a partir do ano de 2016, é a primeira vez que a ONU debate sobre violações às mulheres e LGBTs em Roraima. Para a discussão, promoveu o seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a ONU Mulheres, que aconteceu no mês de julho na Universidade Federal de Roraima (UFRR), na capital roraimense.

A reportagem da agência Amazônia Real ouviu representantes da comunidade LGBTs durante o seminário. A transexual venezuelana Elizabeth Betancourt, 19 anos, disse que enfrenta muita discriminação. “Principalmente por ser uma pessoa diferente, ser venezuelana. Por ser ‘trans’ sofro assédio sexual dos homens”, revela.

Elizabeth chegou em Boa Vista em 2017. Ela contou que a única opção de trabalho foi fazer programas sexuais nas ruas. “Cheguei a fazer programa muitas vezes, sofri violência física, não é isso que queria fazer. Senti na pele a violência das ruas”, disse.

Agora, ela trabalha vendendo salgados e sucos em um lanche ambulante parado em frente à maternidade de Boa Vista. “Eu trabalho das 6 da manhã até às 6 da tarde e ganho 30 reais por dia”, diz. Mas, mesmo assim, continua enfrentando discriminação.

“Minha patroa me chama de puta, fala para os clientes que me pegou nas ‘ochenta reais’ [apelido pejorativo dado às venezuelanas que fazem programa no bairro Caimbé]”, relata. “Eu me sinto ruim, que minha vida é difícil, que meu caminho é mais difícil que o de outra pessoa. É mais difícil ser migrante e trans”, desabafa.

A transexual Francy Lombardi, 28 anos, disse também vê seus direitos violados todos os dias. Há seis meses em Boa Vista, ela teve que se prostituir por falta de emprego. “Sofri violência, fui agredida. Quando fui à delegacia, o policial disse que não podia fazer nada”, queixa-se.

Engenheira industrial, chef de cozinha e cabeleireira em seu país, ela sobrevive vendendo limões nos semáforos de Boa Vista. “É muito difícil ser mulher trans no Brasil, mas não tanto quanto na Venezuela”, compara Francy.

Direitos humanos universais

Seminário sobre migrações, refúgio e violência de gênero, em Boa Vista (Foto: Yolanda Mêne/Amazônia Real)

O seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, teve o objetivo de juntar as vários organizações não governamentais que já atuam em Roraima, com representantes da sociedade civil e organismos internacionais para aprofundar o debate sobre violência de gênero nesse contexto do fluxo migratório. “Desde o ano passado [2017], as agências da ONU têm trabalhado aqui por conta desse aumento do fluxo de migrantes, mas a gente entende que o serviço já estava aqui, já existia. Então, esse primeiro momento é para entender qual é o contexto atual, o que os serviços têm como desafios, quais os possíveis caminhos”, explica a chefe de escritório da UNFPA, Marcela Ulhoa.

Para o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, é preciso aumentar as respostas e proteção aos migrantes como forma de reduzir as violações aos direitos humanos dessa população que se encontra vulnerável vivendo fora de seu país de origem.

“A proposta é ter esse espaço para compartilhar com representantes do estado, prefeitura, sociedade civil, sociedade pública, grupos de pessoas migrantes ou grupos de pessoas que tem interesse na resposta da questão migratória para tentar, conjuntamente, alguns encaminhamentos”, explica Nadal, ao chamar atenção para os direitos que estão sendo violados de todas as formas.

“Nenhum grupo migrante deveria ficar mais fragilizado ou mais vulnerável pelo fato de ser mulher ou LGBT. Os direitos humanos são universais, inalienáveis, imprescritíveis e aplicados a todo momento, a todas as pessoas”, reforça.

“A migração por si só já é uma violência”, avalia a representante do Núcleo de Mulheres de Roraima, Antonia Pedrosa. “Você sai do seu local de origem, do seu lugar no mundo, você migra, deixa sua casa, amigos, sua cultura para imergir numa cultura totalmente diferente”, analisa, ao opinar que as autoridades públicas precisam criar ferramentas para combater o cenário de violência a qual estão sujeitos os migrantes.

“Temos relatos de violência sexual, mulheres estão no mercado de trabalho tentando sobreviver de diversas maneiras, mesmo assim, sofrem violência psicológica e moral. Tem políticas públicas, mas por amostragem, a gente quer política que possa abarcar o maior número de mulheres”, critica Antonia.

Fronteira fechada

Fronteira do Brasil com a Venezuela (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

Os imigrantes venezuelanos passaram a buscar refúgio na fronteira brasileira depois que uma crise política e econômica se agravou no governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 2016.

Segundo um relatório do Ministério da Justiça brasileiro, cerca de 30 mil imigrantes do país vizinho ingressaram pela fronteira em 2017. Desse total, 17.865 solicitaram o refúgio à Polícia Federal. Conforme as autoridades da imigração, ao menos 500 venezuelanos atravessam a fronteira todos os dias, pois continua faltando alimentos, assistência médica e trabalho na Venezuela.

Independente do número de imigrantes, a resposta humanitária das autoridades de Roraima foi ineficaz com decisões de deportações e fechamento da fronteira enquanto a crise na fronteira crescia. Em junho deste ano, o governo brasileiro sancionou as medidas de assistência emergencial para acolhimento de imigrantes no Brasil e descartou o fechamento da fronteira. No entanto, entre os dias 6 e 7 deste mês a Justiça Federal em Roraima fechou a fronteira por 17 horas, milhares de venezuelanos foram barrados na entrada da imigração pela Polícia Federal sob o argumento de que o estado não tinha condições de “amparo humanitário na região”.

Em Boa Vista, que tem uma população de cerca de 330 mil habitantes, já foram montados pelo Exército brasileiro 10 abrigos – seis deles abertos este ano – onde estão vivendo 4,6 mil imigrantes. Já a Polícia Federal diz que mais de 50 mil pessoas solicitaram refúgio este ano no estado. Conforme a prefeitura, 25 mil venezuelanos estão morando na capital. Apesar do grande fluxo de migrantes, a Colômbia é o pais mais procurado pelos venezuelanos, segundo a Acnur.

Quem são as “Ochenta”?

Mulheres venezuelanas fazem programa nas ruas de Boa Vista (Foto: Marcelo Mora/Amazônia Real)

A pesquisadora Alessandra Ramalho, do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Roraima (UFRR), se dedica faz 1 ano em acompanhar os pontos de prostituição de venezuelanas em Boa Vista. No estudo, ela busca traçar o perfil sociocultural das mulheres e identificar situações de violência.

A atividade da prostituição é reconhecida pelo Ministério do Trabalho no Brasil, desde que as mulheres sejam adultas, mas é vista com preocupação por organizações como a UNICEF porque as mulheres migrantes são mais vulneráveis à exploração sexual de adolescentes e ao tráfico de pessoas.

Segundo a pesquisadora Alessandra Ramalho, as mulheres venezuelanas procuram a atividade da prostituição pelo fato de elas não encontrarem trabalho em Boa Vista. O serviço sexual se apresenta como meio mais rápido de ganhar dinheiro e a chance de voltar para Venezuela levando mantimentos para a família.

Conforme a pesquisadora, pelo menos 1.000 mulheres venezuelanas já passaram pelo ponto de prostituição em Boa Vista, localizado no bairro Caimbé, conhecido como o lugar das “Ochentas”, nome alusivo ao valor do programa sexual, que é de R$ 80. “Há uma rotatividade muito grande [de mulheres], quando a gente volta lá, já não encontra a mesma pessoa, então tenho que começar tudo de novo”, conta a pesquisadora sobre a fluxo de mulheres venezuelanas na atividade da prostituição.

“O tempo que elas [venezuelanas que se prostituem] ficam em Boa vista é relativo, depende da necessidade. Ficam no máximo dois meses e ganham uma média de R$ 1 mil, R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil por mês”, explica ela.

A pesquisadora diz que, quando essas mulheres retornam para a Venezuela, levam o dinheiro do trabalho na prostituição para comprar alimentos para a família que ficou. “Elas ficam lá de 4 a 6 meses [na Venezuela]. É o tempo que conseguem se manter com o dinheiro que levam”, diz.

Sobre o perfil socioeconômico das mulheres venezuelanos, a professora de sociologia da UFRR, France Rodrigues diz que a maioria são responsáveis por sustentar as famílias. “Ela são arrimo de família, é quem empreende o projeto migratório, que consegue recursos econômicos para manter a família na Venezuela”, explica France, que é orientadora da pesquisadora Alessandra Ramalho.

Alessandra contou que, antes de realizar a pesquisa, foi voluntária na Polícia Federal ajudando os imigrantes a preencherem formulários pedindo refúgio, dava informações e oferecia aulas de português. “Assim fui adquirindo a confiança das mulheres que trabalhavam no bairro Caimbé fazendo programas sexuais”, contou.

“Minha pesquisa consiste nas meninas que trabalham relacionadas ao sexo no bairro Caimbé para saber as narrativas e traçar o perfil cultural e social dessas meninas”, informa a estudante.

Durante as entrevistas, Alessandra disse que recebeu muitas denúncias de violências que as venezuelanas sofriam, como xenofobia, ataques de brasileiros que passam no local as agredindo verbalmente. “Eles apontam armas, atiram para cima, apontam facas”, comenta. Tem ainda a reclamação dos vizinhos porque a presença das migrantes em ruas do bairro ocorrem as 24 horas do dia.

“Há todo tipo de violência. A institucional, quando procuram um serviço e são maltratadas por serem venezuelanas; a violência cometida por clientes, maioria brasileiros e, muitos de determinada classe social, que são deputados, funcionários públicos, são policiais”, observa a professora France Rodrigues. Seu contato com a migração vem desde o doutorado realizado na Universidade de Brasília (UnB) sobre identidade brasileira e venezuelana. Depois da defesa da tese, fez pós-doutorado na Espanha com o tema migração de mulheres brasileiras e venezuelanas.

A estudante Alessandra Ramalho constatou que a faixa etária de mulheres venezuelanas trabalhando na prostituição no bairro Caimbé, em Boa Vista, é de 14 anos a 40 anos. Conforme a pesquisa, 60% das mulheres têm escolaridade (ensino médio); 10% têm algum curso superior e 30% chegaram à universidade.

“A maioria das meninas não eram prostitutas, mas tiveram que se prostituir porque era o único trabalho e meio de ganhar dinheiro mais rápido para levar para casa”, diz.

O fato de conseguirem um rendimento alto comparando ao valor da moeda venezuelana com a prostituição, segundo a pesquisadora, acaba atraindo mais mulheres ao Brasil. A pesquisa identificou que, em seu país, a família dessas mulheres não sabe que elas trabalham como prostitutas em Boa Vista.

Nos relatos sobre a violência, Alessandra Ramalho disse que ouviu muitos depoimentos de venezuelanas sobre roubos que elas sofrem dos próprios clientes dos programas sexuais. “Os clientes acabam ameaçando elas, para que não denunciem porque elas podem ser deportadas. Elas não dão queixa por medo e falta de informação sobre seus direitos”, explica a pesquisadora.

A exploração da mão da obra

Migrante aprendendo a fazer bijuterias para vender e ter renda própria (Foto: Yolanda Mêne/Amazônia Real)

Em Roraima, as mulheres migrantes e refugiadas ainda enfrentam situações de desconfiança, xenofobia, estigmatização (devido à prostituição), assédio sexual no trabalho. Já as crianças sofrem o bullying nas escolas. Essas situações foram documentadas pela pesquisa com mulheres migrantes no ambientes de trabalho doméstico realizada pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a organização não governamental Iniciativa Reach, e apresentada durante o seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, em Boa Vista.

A pesquisa, realizada no período de 19 de maio a 26 de junho deste ano, entrevistou 489 pessoas em bairros da periferia de Boa Vista. Na mesma amostra, o estudo apontou que os brasileiros também demonstram generosidade com os migrantes, fazem doações espontâneas, são cordiais e receptivos.

A pesquisa revelou que as principais ocupações das mulheres venezuelanas, que estão fora dos abrigos em Boa Vista, são trabalhos em limpeza e atividades domésticas. Em segundo lugar, como vendedoras ambulantes.

O levantamento identificou situações de assédio moral e sexual com risco de abuso e atentado violento ao pudor nos ambientes de trabalhos domésticos.

A pesquisa apontou que os venezuelanos e venezuelanas, que vivem na capital de Roraima, trabalham na média de 10 a 15 dias no mês executando serviços informais.

Segundo a pesquisa, as mulheres ganham menos que os homens migrantes e refugiados. Enquanto o valor da diária para homens fica na média de R$ 20 a R$ 90, a das mulheres fica em torno de R$ 30.

Idioma, discriminação, falta de oferta de emprego e ausência de locais de acolhimentos para os filhos durante a jornada de trabalho aparecem como dificuldades encontradas por migrantes e refugiadas para conseguir um emprego e assim sobreviver fora do país de origem, diz a pesquisa da Acnur e da Iniciativa Reach.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasmam, que participou do seminário disse que “quanto mais consolidada for a rede de proteção à mulher de um local, mais preparado ele estará para lidar com crises migratórias.” “As mulheres são fundamentais no processo de estabilidade e reconstrução de uma sociedade e elas precisam ter apoio para assumir esse papel”, afirmou.

Pessoas em busca de vagas no abrigo (Foto: Yolanda Mêne/Amazônia Real)

Por: Eliane Rocha
Fonte: Amazônia Real
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Celpa realiza feirão de negociação neste sábado (18)


Neste sábado, dia 18 de agosto, a agência de atendimento da Celpa, no bairro Prainha, estará em pleno funcionamento, no horário de 8 às 14h. A ação vai promover um feirão de negociação com diversas condições especiais para os clientes como desconto de juros, multa e ainda possibilitará as melhores formas de pagamento. No feirão também será possível solicitar todos os serviços realizados pela concessionária, como troca de titularidade, ligação nova, religação, entre outros.

A ação é voltada para clientes residenciais, comerciais ou industriais, sendo os mecanismos fáceis e rápidos para a negociação. Basta procurar a agência e verificar as melhores alternativas para pagamento de parcelas de acordo com as possibilidades financeiras, ou simplesmente esclarecer dúvidas. Uma das novidades nos serviços será a possibilidade de pagar as contas de energia no cartão de crédito. A partir de três faturas em atraso, será oferecida a condição de parcelamento em até 12 vezes.

De acordo com a executiva de relacionamento com o cliente, Sulamita Pereira, a abertura da agência no sábado, é uma forma de tornar o atendimento mais flexível para que os clientes possam regularizar situações pendentes. “A Celpa é uma empresa que se preocupa em dar condições favoráveis aos clientes e busca sempre oferecer mais flexibilização e comodidade, e acima de tudo, garantir que todos tenham a oportunidade de ficar em dia com a empresa”, afirma.

A decisão de abrir a agência no sábado, atende aos pedidos dos clientes que não possuem tempo livre durante a semana, devido a trabalho, estudo ou outros compromissos. A agência estará aberta tanto para negociar, como para esclarecer dúvidas ou solicitar outros serviços da concessionária.

Os cartões aceitos para quitar as contas de energia são: Visa, Mastercard, Hipercard e Elo.

Fonte: Ascom/Celpa
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domingo, 12 de agosto de 2018

Pirarucu ‘verde’ é aposta de pescadores para melhorar a rentabilidade do manejo na várzea

A partir de capacitações feitas pelo Sebrae e Sapopema, moradores das comunidades Santa Maria, Tapará Miri e Pixuna vão poder melhorar a manipulação de alimentos, gestão financeira, produção sustentável e geração de negócios. Selo ‘verde’ indicará a importância do manejo para a conservação do recurso pesqueiro



Iniciar um novo ciclo de mais oportunidade e maior renda. “Um ciclo que trará um retorno que é merecido” disse o gerente regional do Sebrae em Santarém - Michell Martins que participou do primeiro encontro oficial entre consultores e pescadores realizado na última sexta-feira (10) na comunidade Santa Maria – região do Baixo Amazonas.

O projeto de cadeia produtiva do pirarucu manejado tem a intenção de despertar o espírito empreendedor dos moradores das comunidades Santa Maria, Tapará Miri e Pixuna para a prática sustentável e rentável do manejo do pirarucu na região.

A responsabilidade do Sebrae em Santarém é capacitar os pescadores para o fornecimento do peixe de grande valor comercial para pessoas jurídicas com finalidade de melhorar a prática comercial dos moradores. A capacitação vai poder fornecer novos conhecimentos aos ribeirinhos com noções de mercado, comercialização, precificação e conhecimento de custo. “A sustentabilidade é um diferencial e precisamos transformar essa sustentabilidade em estratégia. Não deixar que eles comparem o produto deles com outro produto de menor valor” – destaca Martins.



Em levantamento feito pela Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente, os pescadores de Santa Maria relataram a captura de 44 pirarucus em 2017 com arpão e espinhel. O peixe de agregado valor comercial, foi comercializado em média a R$ 12,77 o quilo. Para o pescador da comunidade, Amarildo Sousa – conhecido como Branco: “Não compensa o trabalho que a gente tem” – diz sobre o grande esforço comunitário para manejar a espécie que é vendida ao consumidor final ao preço de R$ 25,00 e R$ 30,00 o quilo da manta.

Mas afinal, qual a diferença entre um pirarucu de cativeiro e um pirarucu manejado? O biólogo da Sapopema, Fábio Sarmento explica: “O peixe de cativeiro não tem a mesma dinâmica. Ele não se locomove da mesma forma que o peixe no lago e a alimentação é diferenciada. Tanto que o de cativeiro tem o preço mais baixo, já que o peixe de manejo é mais saboroso”.

Uma das grandes dificuldades dos moradores que cuidam dos pirarucus nos lagos da região, é quanto ao monitoramento para evitar furtos. Eles se revezam para fiscalizar os locais e evitar que predadores humanos levam os peixes. Ou seja, o alto esforço em vigilâncias, somado a alimentação natural gera um alto custo de produção comparado ao preço comercializado. “O preço está muito baixo. O preço do nosso pescado é inferior ao pescado que vem de outras regiões” – lamenta o presidente da comunidade Santa Maria, Raimundo Neves.

Uma das propostas do projeto é que o peixe de manejo tenha identificação para mostrar que esses pirarucus vêm de áreas com vigilância comunitária, contagem, reuniões com regras de captura. Um selo ‘Verde’ está sendo elaborado para que durante as negociações o comprador saiba da importância do que está comprando.

Estratégia de negócio



O sabor do peixe da região oferece um diferencial frente a peixe da piscicultura. “Por isso, a importância de elaborar o plano de negócio para fortalecer mais um elo da cadeia do pirarucu e como resultado otimizar o esforço do pescador. Para isso, a parceria com o Sebrae fortalece essa iniciativa comunitária” – explicou a consultora da Sapopema, Wandicleia Lopes.

Um ponto importante do processo, é encontrar parceiros comerciais que tenham interesse em comprar o produto dos Pescadores. O primeiro passo é conscientizar a importância da compra sustentável já que o comprador terá um produto diferenciado, que obedece a legislação, é tem todo um cuidado de ter uma produção perene, continua, estabelecer a retirada do tamanho mínimo do pirarucu de um metro e meio.

Uma agenda foi firmada entre os ribeirinhos para que melhorem a produção, mudem a visão com foco no comportamento empreendedor e por fim, aumentem a renda, através da criação de novos canais de comercialização.

Para o Ecólogo e Professor da Universidade da Columbia nos Estados Unidos - Miguel Pinedo vender o peixe processado é uma tarefa difícil. Entretanto: “Se eles vendem com selo, podem competir, mas tem que procurar mercado novo. Usar aplicativo e usar sistema de pedidos” – sugere.

Para isso participarão de oficinas de Empreendedorismo, Manipulação de alimentos, Gestão financeira, Produção sustentável e Geração de negócios.

O que é Manejo?




Manejo é todo e qualquer procedimento que vise assegurar a conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas. (SNUC – Lei 9985 de 18 de julho de 2000)

O princípio de Manejo Sustentado nos diz que: População + Reprodução > Mortalidade Natural + Caça ou Pesca.

Fonte: Sapopema
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domingo, 5 de agosto de 2018

Conheça quem são os candidatos a presidente do Brasil nestas eleições

Com a convenção do PPL, que lançou, neste domingo (5), João Goulart Filho como candidato à Presidência da República, 14 candidatos foram escolhidos pelas legendas para concorrer ao cargo de presidente da República. Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até amanhã (6).
Veja quem são os candidatos a presidente:

Álvaro Dias (Podemos)
O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.



Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República - Podemos

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero. 


Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.


PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Geraldo Alckmin (PSDB)
Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.


Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República -José Cruz/Agência Brasil

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia. 


O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República - Rovena Rosa/Agência Brasil

Henrique Meirelles (MDB)


O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.


Convenção Nacional do MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles - Antonio Cruz/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais. 


PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República - Fernando Frazão/Agência Brasil
João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.


Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente - Rovena Rosa/Agência Brasil

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.


João Goulart Filho concorrerá a presidente pelo PPL - PPL/Direitos reservados

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.


Convenção Nacionald do DC lançou Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República - Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que "querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas".


Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente - Rovena Rosa/Agência Brasil

Manuela D' Ávila (PCdoB)

A deputada estadual Manuela D'Ávila foi confirmada pelo PCdoB, no dia 1º de agosto, como candidata do partido à Presidência da República.

Depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime dos delegados do partido, Manuela D'Ávila apresentou bandeiras como a da reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.


Manuela D'Ávila é a candidata pelo PCdoB - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marina Silva (Rede)


A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.


Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Vera Lúcia (PSTU)


Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.


Vera Lúcia é a candidata do PSTU - Romerito Pontes/Direitos Reservados

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Celpa inicia Mega Operação para o Çairé 2018


Os trabalhos são preventivos e visam oferecer mais qualidade e segurança na energia oferecida aos moradores da vila de Alter do Chão


A ação está sendo realizada por equipes da concessionária de energia (Celopa), nos 30 km de estrada - trecho que vai da zona urbana de Santarém até a vila de Alter do Chão.

O objetivo é beneficiar com energia de qualidade, além das mais de três mil pessoas da vila de Alter do Chão, os visitantes que necessitam dos serviços de hotéis, pousadas, restaurantes, bancos e supermercados, e que nesta época do ano começam a chegar para participar da Festa do Çairé, que acontece no período de 20 a 24 de setembro.

De acordo com o Líder de Manutenção, Márcio Rêgo, em todo o trecho haverá serviços de poda de árvores e substituição de estruturas (isoladores, cruzetas de madeira por de fibras, consideradas mais resistentes). “Com a manutenção preventiva, a Celpa espera uma redução significativa nas ocorrências de falta de energia, oferecendo mais conforto e comodidade aos banhistas não só de Alter do Chão, mas também de Carapanari, Pindobal, Ponta de Pedras, além das comunidades existentes ao longo da rodovia Everaldo Martins.

A exemplo do ano passado, a concessionária vai atuar com dois religadores automáticos, o que possibilita que em caso de falta de energia, a transferência de carga, sem intervenção humana.

Durante o festival, várias equipes de atendimento emergencial e manutenção pesada, estarão em pontos estratégicos, assim como o corpo gerencial que ficará de sobreaviso presencial, fazendo o monitoramento do fornecimento de energia elétrica.

Márcio Rêgo ressalta, porém, que as ações na vila balneária ocorrem durante todo o ano, com medidas preventivas. “Antes mesmo desta mega operação, nós desenvolvemos um trabalho para avaliar os prováveis pontos de atenção com o intuito de evitar contratempos no sistema”.

Para o líder da Celpa, a tecnologia implantada é adequada para atender as áreas, no entanto, há ocorrências que fogem às regras, como fatores climáticos, por exemplo.

Fonte: Divulgação/Celpa
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Peixes migratórios serão monitorados por ribeirinhos com aplicativo de celular

Primeira oficina prática será realizada no dia 6, no Mercadão 2000. Após as orientações teóricas, participantes farão testes com o aparelho celular nos peixes vendidos na feira


O Ictio – 'peixe' no grego - é um aplicativo desenvolvido para o projeto Ciência Cidadã para a Amazônia. Por meio dele, voluntários poderão registrar informações sobre peixes migradores nas comunidades Aracampina e Solimões. Para experimentar o App, os pescadores, alunos do ensino fundamental e médio das escolas dessas regiões e professores da rede municipal vão participar de uma oficina, na próxima segunda-feira (6), em Santarém, no oeste do Pará.

O primeiro teste será feito com os peixes já capturados e a venda no Mercadão 2 mil. Posicionados, os aparelhos irão identificar através do Ictio a espécie, tamanho, peso e local de captura. Na prática, os envolvidos irão adicionar ao App durante a pescaria essas informações que serão lançadas em um sistema geral, para análise e cruzamento de dados.

O projeto faz parte das ações do Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia que conta com a integração de professores e alunos para monitorar a diversidade de peixes capturados pelos pescadores das comunidades. O monitoramento acontece também nos países: Peru, Colombia, Bolivia e Brasil.

E porque é importante registrar essas informações? A coordenadora de aplicação do projeto e professora da Universidade Federal do Oeste do Pará - Socorro Pena explica:“Aqui na Amazônia brasileira, região de Tefé, Porto Velho e Santarém são regiões de grande potencial de espécies migratórias. Então as equipes de pesquisadores da WCS selecionaram 20 espécies que devem ser monitoradas com esse aplicativo a gente vai ter a possibilidade de além de utilizar uma inovação tecnológica no processo educativo, fazer eles conhecerem as espécies de peixes migratórios, o que eles representam na economia, na segurança alimentar e no sentido de sensibilizá-los da importância de fazer manejo dos recursos pesqueiros”- destaca.


O projeto é fruto de parceria entre Sapopema, Ufopa, Saúde e Alegria e WCS. Com apoio de técnicos, a qualidade da água nos locais de captura também será inspecionada.

Algumas espécies que serão monitoradas viajam milhares de quilômetros e passam por várias regiões distintas. O biólogo da Sapopema - Fábio Sarmento ressalta a necessidade de entender essa trajetória: “A coleta de dados dos locais aonde eles são encontrados é importante pra gente verificar se está tendo algum processo que está impedindo essa migração. É nesse processo que ocorre a reprodução. Elas migram pra se reproduzir, no caso especifico da Piramutaba ela migra da foz no sentido inverso da dourada, vem dos Andes, passa por Santarém e Óbidos”- diz.

O programa no celular irá responder por exemplo como a dourada que faz aquela viagem toda que vem desde os Andes tem se comportado nos rios. Apesar dos diferentes jeitos de pescar, o que todo mundo pode fazer igual é registrar, fazer lista de pesca, quantidade, tipo e adicionar fotos e fazer comentários.

Participantes

Foram selecionadas para participar do programa as comunidades Aracampina localizada na Ilha de Ituqui, na margem direita do Rio Amazonas e Indígena de Solimões -margem esquerda do Rio Tapajós na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns.

Incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros são os principais objetivos do projeto que retoma a educação ambiental nas escolas das comunidades de várzea através de parceria entre a SEDUC e ONG local.

Aracampina - Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui). É uma comunidade de 260 habitantes, localizada às margens do rio Amazonas, no Município de Santarém. Estão presente na comunidade de Aracampina 16 lagos, e 3 igarapés, sendo todos eles utilizados para pesca comercial e subsistência. As principais espécies capturada nos lagos inclui Pacu (Piaractusmesopotamicus), Acara-açu (Astronotuscrassipinnis), Acari (Liposarcuspardalis) Tucunaré (Cichlaspp), Mapará (Hipophthalmus spp.) Aruanã (Osteoglossumbicirrhosum), Aracu (Leporinusfreiderici), Pescada (Plagioscionspp), Tambaqui (Colossomamacropomum) e fura-calça (Pimelodinaflavipinnis). No Rio Amazonas as espécies mais pescadas são Filhote (Brachyplatystomafilamentosum) e Dourada (Brachyplathystomaflavicans).

Na comunidade de Aracampina existe acordo de pesca em vigor para todos os corpos hídricos, com exceção do rio Amazonas. Os comunitários não pretendem que essa seja modificada, mas que medidas de conservação dos recursos continuem sendo adotadas para os lagos e igarapé, e que se estendam também para o rio Amazonas, onde ainda não existem acordos comunitários que regulam a forma de captura dos peixes. O confinamento dos animais em maromba, comum em alguns municípios do Baixo Amazonas, é utilizado somente por alguns criadores da comunidade de Aracampina, de março a julho, período que pode ser alterado dependendo da enchente e da vazante do rio Amazonas.

Fonte: Ascom/Sapopema
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PONTO FINAL

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