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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Transporte de botijão de gás em moto não tem fiscalização

A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que proíbe o transporte de botijões de gás e galões de água em motocicletas, não está sendo respeitada em Santarém. Apesar de já estar valendo, a regra é ignorada por muitos proprietários de distribuidoras e revendas de gás no município. Devido o prazo para a adequação encerrar apenas em agosto do ano que vem muita gente mantém veículos impróprios para o serviço nas ruas, colocando em risco a vida de seus funcionários. 

Na ânsia de entregar com rapidez o produto aos clientes, os motocondutores trafegam em alta velocidade pelas ruas da cidade, causando insegurança a todos no trânsito e também à população. De acordo com o Contran, o transporte desses produtos deve ser feito apenas por veículos adaptados com sidecar (compartimento apropriado para transporte de cargas, acoplado ao lado das motos). 

Mas segundo apurou o QP nem todas as empresas que atuam neste segmento cumprem com o que manda a lei e continua atuando com motos irregulares para o serviço. Elas alegam que ainda estão dentro do prazo para fazer as mudanças estabelecidas pelo Contran. A penalidade para quem não cumpre a determinação do órgão é de multa de R$ 127,29 e cinco pontos na carteira. 

Em Santarém, segundo representantes de distribuidoras de gás, não existe fiscalização por parte dos órgãos de trânsito, sobretudo do Detran. Muita gente fez a adaptação em seus veículos, mas há ainda dezenas de motos transportando o produto de forma irregular e perigosa. A resolução do Contran pretendia aumentar a segurança no trânsito, porém, em algumas cidades brasileiras, o índice de acidentes envolvendo motos que fazem esse tipo de transporte aumentou. “As grandes distribuidoras investiram e se adaptaram às novas regras, mas tem muita gente que atua de maneira até clandestina e coloca veículos nas ruas transportando botijão de gás além de sua capacidade. São verdadeiras motos-bombas, que oferecem muitos perigos à sociedade”, disse um comerciante, que pediu para não ter o nome citado.

O custo para fazer a adaptação das motocicletas ou comprar um veículo já padronizado varia entre R$ 2 a R$ 17mil. O transporte de gás de cozinha é considerado muito perigoso, sobretudo devido às possibilidade de acidentes. “Se houver um choque violento, há o risco de o botijão explodir”, alerta um distribuidor.


Entrega clandestina de gás prejudica classe legalizada

Segundo um comerciante, dono de uma revenda de gás de cozinha, a falta de fiscalização ao cumprimento da resolução do Contran permitiu a proliferação do serviço clandestino de entrega de botijões de gás em Santarém. É possível constatar nas ruas da cidade, inúmeras motos transportando até cinco botijões de forma inadequada e extremamente perigosa. Ele explica que em caso de acidente, o botijão pode ser danificado, causando vazamento do gás e, consequentemente, uma explosão. “Não temos informações de que já aconteceu algo parecido, mas acidentes envolvendo esses veículos acontecem. São comuns. Tenho conhecimento de um caso em que o condutor estava em alta velocidade e ao fazer uma curva, o botijão se soltou e atingiu em cheio o muro de uma residência, provocando um tumulto generalizado. Felizmente não houve vítimas, mas o risco de acontecer uma explosão é grande”, disse o comerciante.

A resolução 356 do Contran visa, principalmente, a segurança dos próprios condutores dos veículos, que realizam a entrega de botijões de gás. “Mas isso muita gente não entende e considerou a medida restritiva, o que não é. É uma questão de segurança para as pessoas que trabalham diariamente com cargas de produtos inflamáveis”, observa o dono de uma revenda que fez investimentos em torno de R$ 20 mil para se adaptar à regra do órgão de trânsito.

Para ele, as revendas clandestinas precisam ser combatidas, pois além da concorrência desleal, colocam em risco a vida de seus funcionários e também da população. “Sem nenhum tipo de fiscalização, o mercado clandestino cresce e prejudica quem tenta trabalhar honestamente”.

A resolução do Contran é clara no que diz respeito ao tempo de adequação, ou seja, as pessoas que atuam neste ramo têm até agosto de 2012 para cumprir todos os itens de segurança exigidos. Somente a partir desta data é que será iniciada a fiscalização, segundo informou o líder regional de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em Santarém, Sidmar de Oliveira. “Há uma série de exigências que essas pessoas terão que cumprir, portanto, o prazo estabelecido é suficiente para que elas façam as adaptações em seus veículos. A partir de agosto do ano que vem as fiscalizações serão rigorosas e quem estiver irregular sofrerá as penalidades cabíveis”, disse.