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Pará pode ter surto de dengue em 2009


De acordo com relatório do Ministério da Saúde divulgado esta semana, pelo menos 16 estados brasileiros têm risco de sofrer um grande surto de epidemia de dengue no próximo ano. Os casos não param de surgir e a cada dia novas vítimas da doença acumulam-se nos hospitais públicos. A dengue hemorrágica também surge com mais força neste período causando óbitos, sobretudo de crianças e idosos. O Estado do Rio de Janeiro registra um caso a cada um minuto, um número cada vez mais alarmante.

Os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Tocantins, Maranhão, Pará, Amazonas e Roraima podem enfrentar surtos da doença em 2009, aponta o relatório do MS.

No relatório, o Estado de Santa Catarina chama a atenção porque, até 2006, não registrou incidência de vírus em seu território, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O risco se dá porque a po-pulação catarinense é uma das mais suscetíveis aos três tipos de vírus da dengue registrados no Brasil, já que é a que menos teve contato com eles.

Nos estados da região Norte, o Pará registra aumento significativo de casos da doença, inclusive do tipo 3, a dengue hemorrágica, que fez vítimas em vários municípios e também em Santarém e na capital.

Nos primeiros de 2008, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém registrou aumento de casos da doença, que aparentemente e segundo informações da Divisão de Vigilância Sanitária estava sob controle. No entanto, após o registro do tipo 3 e suspeitas de mortes por dengue hemorrágica, as autoridades locais redobraram a atenção de combate à doença.

Em Santarém, a primeira morte por suspeita de dengue hemorrágica foi a do tenente da Marinha, Charlivaldo Alves, 41 anos. O secretário Emmanuel Silva orienta à população para que também esteja vigilante e faça sua parte já que se trata de uma situação coletiva e apenas o trabalho da Secretaria não é suficiente para conter o avanço da dengue em Santarém.

A participação da sociedade é importante para eliminar os focos do mosquito transmissor. As pessoas devem manter seus quintais limpos e evitar o acúmulo de água em recipientes, como pneus, bacias e etc. Vale ressaltar que é nessa época do ano, por causa das chuvas que a população fica exposta à doença.

Dengue hemorrágica - A dengue hemorrágica é a forma letal da doença, porém, agrava o quadro clínico do paciente com mais rapidez, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo.

Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.

Precaução - O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.

Sintomas - Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.

Tratamento - Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico.

As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.


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