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Amazonas e Pará têm risco de epidemia de dengue


Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Bahia, Rondônia e Goiás estão na lista de estados com forte risco de sofrerem uma epidemia de dengue no próximo ano, informou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Nestes estados, as probabilidades de um surto da doença são maiores, sobretudo durante o verão.

Em maio deste ano, o Levantamento de Índices Rápidos (LIRA), espécie de mapeamento de regiões com potencial para ter surtos de dengue, apontou que, além desses, outros oito estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Amapá, Amazonas e Roraima) e o Distrito Federal, sofriam também ‘alto risco’ de epidemia da doença.

Os ministérios da Saúde e da Defesa planejam empregar as Forças Armadas em estados onde há risco de epidemia de dengue no verão de 2009. O ministro Temporão disse que os soldados do Exército começarão a ser treinados ainda neste mês para atuar em casos de surtos. Segundo ele, é a primeira vez que o Exército deve atuar em todo o país no combate à doença. Neste ano, os militares atuaram no Rio de Janeiro, durante a epidemia da doença.

Nos estados mais críticos, disse Temporão, as Forças Armadas devem funcionar como um exército de reserva, atuando como agentes de combate a focos do mosquito transmissor da doença.

Riscos – A região Amazônica é considerada uma área com grande potencial para um surto de dengue. Apesar do trabalho de controle da doença, algumas cidades apresentam índices de infestação predial elevados. O Pará sempre constou na lista de estados com risco iminente de epidemia. Várias cidades, inclusive a capital Belém, já apresentaram casos de dengue hemorrágica.

Em Santarém, no início do ano, ocorreram alguns óbitos suspeitos de dengue tipo 3, dengue hemorrágica. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) afirma que a doença está sob controle, contudo, contra a dengue o trabalho de prevenção deve continuar ininterruptamente.

Dengue hemorrágica - A dengue hemorrágica é a forma letal da doença, porém, agrava o quadro clínico do paciente com mais rapidez, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo.

Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.

Precaução - O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.

Sintomas - Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.

Tratamento - Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico.

As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.

Orientação - Sempre que houver suspeita de dengue, deve-se evitar a ingestão do ácido acetilsa-licílico, presente em antiinflamatórios e analgésicos como a aspirina. Isso porque o ácido altera a coagulação do sangue, favorecendo o aparecimento ou a intensificação de hemorragias. Pessoas com suspeita de dengue, clássica ou hemorrágica, devem procurar assistência médica o mais rápido possível e, em caso de ingestão acidental de medicamentos com o ácido acetilsalicílico na fórmula, informar o médico sobre o fato.

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