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Opinião: Amigo do poder e amigo das leis*


José de Souza Júnior*

Ao olharmos os noticiários não perceberemos muita diferença caso venhamos comparar com anos anteriores. Doravante, o cenário político internacional propõe cenas não tão acostumadas aos nossos olhos. Ditadores caindo. Menciono com certa relevância pelo fato de eles serem detidos do cargo por civis. É o povo que vão as ruas e praças e pedem que ele saia. Diferentemente de outros governos e senhores que preferem a guerra. Pedem a benção de deus e disparam mísseis em mulheres, crianças e trabalhadores. E por que tudo isso acontece no oriente e naquela região tudo agora?

A reposta pode ser a mesma em vários canais de televisão como pode ser heterogênica entre os analistas. Por conseguinte, o que venho dizer é o fato econômico. Não existe inimigo maior do que a economia para derrubar um governo e até mesmo um sistema político implantando em tal sociedade. A experiência de regimes autoritários nunca são bem vindas. Por outro lado, o regime democrático implantado pelos EUA é sempre complicado, e, sobretudo traumático. Sem contar que o Oriente é uma civilização de eternos conflitos. Nascer e morar aqui e querer falar sobre uma realidade tão distinta é uma audácia.

Porém, falar de nossa própria política é uma audácia. Posso querer resumir dizendo que somos latinos e por isso nada funciona ou que tudo esta errado. Temos uma democracia e políticos sagrados nas urnas pelo próprio povo brasileiro. Contudo, prestigiamos senhoras e senhores hilários quando põe a mão no poder. Como diria um professor: vendem até a mãe e o pior que entregam também. E assim vai funcionando. É preciso apenas chegar ao topo e organizar os seus desejos. Eu hoje, não duvidaria a capacidade de alguns senadores em mudar a soma de dois mais dois. Ou seja, para o nosso Congresso é possível dois mais dois dar cinco para eles e três para nós. Como podem fazer? Só sendo eleito senador para saber.

Depreendo o pensamento que mesmo após uma Revolução Francesa – onde não foi uma luta de um rei ou de um segmento religioso –, e o 11 de setembro – onde bastou estar reunidos em pequenos grupos mesmo para ocasionar um ataque –, a sociedade vai se mexer numa crise econômica. É uma crise econômica que elege-se um Obama. Para nós brasileiros não quer dizer que estamos perdidos. Afinal, por aqui uma crise econômica esta distante, principalmente agora que o salário mínimo passou para quinhentos e quarenta e cinco reais – prefiro a forma extensa, sempre representa maior que três dígitos. E por que coisas assim acontecem aqui? Simples: amigos do poder e logo amigos da lei.

*Graduado em Filosofia e pesquisador político
js_junior@yahoo.com.br

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