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MP quer saber porque redução de combustíveis não refletiu nos postos paraenses




O promotor de Justiça do Consumidor do Ministério Público do Pará, Marco Aurélio Nascimento, recebeu nesta quarta-feira (30) representantes de três distribuidoras de combustíveis do Estado. O objetivo era entender porque a redução no preço dos combustíveis, anunciado este ano pela Petrobrás, não teve nenhum reflexo para o consumidor paraense até o momento.

A reunião aconteceu no Anexo I do prédio do Ministério Público, em Belém, onde o promotor de Justiça Marco Aurélio recebeu os representantes das distribuídas de combustível Petróleo Sabbá, Petrobras e Equador.

O representante da Distribuidora Equador, Daniel Limongi Salgado, explicou que quando a Petrobras anuncia uma diminuição de preço, essa redução não chega imediatamente às distribuidoras, porque os navios levam em torno de 15 dias para chegar com o combustível até o Estado. “Trata-se de navegação de cabotagem. No Pará existem muitos produtos importados e só é permitido que o navio atraque com 20 milhões de litros, o que não permite suprir o Estado todo”, disse.

Os representantes alegaram ainda que o preço para as distribuidoras não depende exclusivamente da Petrobras e de várias empresas importadoras que fornecessem para o Estado. Destacaram ainda que no mesmo no período em que a Petrobras anunciou a diminuição do preço do petróleo houve um aumento do álcool anídro, o que pode ser constatado dos índices da Esalq. De acordo com as distribuidoras, o álcool anidro compõe 27% do combustível e o biodiesel 7%.


O representante da Petrobras Distribuidora, Alexandre de Lima Ferreira, destacou que é preciso levar em consideração o valor do ICMS praticado no Estado, um dos mais levados do país que, segundo ele, gera ainda mais dificuldade. “E que, quando a Petrobras divulga o valor da gasolina, o faz com base no ICMS do Estado do Rio de Janeiro, que é menor que o do Pará”, lamenta.

Já o representante da Distribuidora Petróleo Sabbá, Samuel Palharim Campanha, informou que existe um custo operacional das bases, e que quando é repassado aos postos de combustível, a distribuidora não tem ingerência sobre o valor repassado ao consumidor. Segundo ele há uma tendência a baixar o preço do combustível nos próximos meses.

O promotor Marco Aurélio informou que ainda deve ouvir nos próximos dias as Distribuidoras Ipiranga e PDV que serão ser convidadas a prestar esclarecimentos.

Fonte: Ascom/MPE

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