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OPINIÃO: A César o que é de César*



Iniciamos hoje a maior festa carnavalesca do Estado do Pará:Carnapauxis! Festa essa que atribuímos à garra, competência, inteligência e às raízes de um povo originário dos Pauxis.

É importante consignar, porém, que apesar da dimensão do evento, às autoridades, principalmente estaduais, que não é de hoje, não executam os investimentos necessários para mostrar ao Brasil o potencial turístico de uma região carente em vários aspectos, com ênfase logicamente ao emprego e renda para seu povo.

O Carnapauxis, com o decorrer do tempo, tomou uma dimensão maior do que o poder público municipal esperava e, por conseguinte, não se preparou estruturalmente para atender a grande demanda. É bom lembrar que não é de hoje. Já vem de alguns anos.

O Governo do Estado, por sua vez, também não é de hoje, volto a evidenciar, não dá a importância necessária que todos esperamos acerca do apoio incondicional à cidade de Óbidos.

Assim sendo, a cidade deixa a desejar na infraestrutura, na saúde e na segurança. Essa ajuda macro, o governo estadual deveria aderir e apoiar, pois o Carnapauxis deixou de ser um evento das cercanias de Óbidos e, sim, do Estado do Pará.

Ao menos, durante a quadra carnavalesca, a secretaria estadual pertinente deveria providenciar melhorias nas ruas da cidade; trazer mais médicos, enfermeiros, equipamentos e policiais para tranquilizar à população e visitantes.

Somente para ilustrar, hoje cedo levei ao Pronto Socorro uma senhora de 85 anos, passando mal, em que foi bem atendida pelos recepcionistas e enfermeiros. No entanto, o mais importante, o médico, só a partir das 14h. E aí, como é que se faz?

Morei vários anos em Parintins em época que o festival folclórico era limitado ao município. O Governo Estadual, com visão de futuro, não só fez um novo e grande palco(Bumbódromo), como também praticamente assumiu toda a infraestrutura da festa e da cidade, chegando ao ponto de transferir, no período do festival, o comando do Estado a partir do município. Obviamente, com o decorrer do tempo, os resultados econômico-financeiros apareceram. Óbidos,como Parintins, não tem condições de arcar financeiramente com eventos dessa magnitude. O Estado, todavia, tem que participar efetiva e estruturalmente.

Finalmente, a meu ver, urge à necessidade de se exigir a participação do Governo Estadual no evento, não com migalhas ou esmolas, mas com planejamento e projetos exequíveis que atendam os anseios dos obidenses a longo prazo. Enfim, a César o que é de César; a Óbidos o que é de Óbidos.

*Otávio Figueira é bancário, aposentado da Caixa Econômica  Federal

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