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11 barragens da MRN são reclassificadas com potencial de dano igual de Brumadinho


A Mineração Rio do Norte (MRN) decidiu que irá contestar os autos de infração lavrado contra a empresa pela ANM (Agência Nacional de Mineração) por não ter apresentado o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). A informação foi publicada pelo jornalista Jeso Carneiro, em seu blog, na tarde desta segunda-feira (22).

A mineradora S/A, cuja maior acionista é a Vale, explora bauxita em Porto Trombetas, em Oriximiná, oeste do Pará.

Segundo o blog do Jeso, no mês passado, 11 barragens da MRN foram reclassificadas pela AMN “como de maior dano potencial associado” — o mais elevado grau na escala que tem ainda o “baixo” e o “médio” dano.

O dano potencial refere-se ao que pode acontecer em caso de rompimento ou mau funcionamento de uma barragem. Ele leva em conta as perdas de vidas humanas e impactos sociais, econômicos e ambientais.

O alto dano era a classificação da barragem 1 da mineradora Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu em janeiro deste ano.

Ainda no final do junho, a Mineração Rio do Norte foi autuada em cerca de R$ 50,5 mil por não ter apresentado os PAEBMs de cada uma das 11 barragens.


MAIOR PRAZO
“Tendo em vista os prazos técnicos requeridos para a elaboração de tais planos, a MRN irá contestar os Autos de Infração, solicitando um maior prazo para a conclusão dos trabalhos, os quais se encontram em andamento”, justificou em nota.

Na área da MRN em Porto Trombetas há um total de 25 barragens, segundo a ANM.

Fotos: Marcos Santos

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