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Após morte de 57 detentos em presídio de Altamira, governo transfere 46 presos



Pelo menos 46 custodiados da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) envolvidos no confronto ocorrido na manhã desta segunda-feira (29), no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRA), na região oeste, deverão ser transferidos para outras unidades prisionais imediatamente. A determinação partiu do Gabinete de Gestão da Segurança Pública do Pará.

Foram confirmadas as mortes de 57 detentos, sendo que 16 foram decapitados. Dez dos 16 identificados como líderes das facções criminosas, que comandaram o ato, irão para o regime federal, conforme tratativas realizadas entre o governador Helder Barbalho e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O restante será redistribuído pelos presídios do Estado.

Foi montada uma unidade de atendimento médico e psicológico às famílias dos presos na entrada do presídio, para o momento de confirmação dos nomes. Por ordem do Gabinete de Gestão, os familiares foram os primeiros a ter acesso à listagem. A Polícia Militar permanece com efetivo do Grupo Tático Operacional (GTO) dentro da unidade prisional desde às 10 h, momento em que o Sistema de Segurança recobrou o controle da situação.

O grupo, formado pelo titular da Susipe, Jarbas Vasconcelos; secretário de Estado de Segurança Pública, Ualame Machado; pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dilson Jr., e pela diretora do CRTA, Patrícia Abucater, passou a tarde em Altamira, definindo ações posteriores ao ocorrido, no sentido de evitar possíveis retaliações em outros ambientes prisionais. Duas guarnições da PM de Santarém foram enviadas ao município para garantir o reforço na segurança pelas próximas semanas.

Técnicos e peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves também foram enviados de Belém ao presídio, na tarde desta segunda-feira, para iniciar os trabalhos de identificação. A remoção foi iniciada e os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal de Altamira.

Repúdio - Em um vídeo divulgado na tarde de hoje, Helder Barbalho lamentou o que classificou de "episódio horroroso", e reafirmou que sua gestão é dedicada, desde o início, a conter a criminalidade em todo o Estado, dentro e fora do sistema carcerário. Como exemplo prático disso, ele lembrou que, até o momento, em parceria com o Ministério da Justiça, já conseguiu a transferência de 30 líderes de facções criminosas para presídios federais do Paraná, em uma ação preventiva.

"Continuaremos agindo firmemente para demonstrar o poder do Estado e, acima de tudo, não pactuar com este tipo de procedimento", assegurou o governador, reforçando o apoio do ministro Sérgio Moro em transferir imediatamente os líderes de uma "carnificina lamentável". Helder Barbalho confirmou, ainda, que os esforços em recuperar a estrutura carcerária e dar paz à população seguem como prioridades.

As informações são da Agência Pará

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