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Sespa orienta sobre cuidados para evitar câncer de pele



Evitar exposição ao sol das 10 às 16 h, usar protetor solar (fator mínimo 30) com reaplicação a cada duas ou três horas, usar bonés ou chapéus de abas largas, usar óculos escuros com proteção UV (Ultra Violeta), proteger-se com roupa, sombrinhas e barracas, usar filtro solar próprio para os lábios e manter uma boa hidratação corporal são medidas importantes para a prevenção do câncer de pele, principalmente no período do verão amazônico, quando aumenta a incidência de raios solares.

A orientação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) é destinada a toda a população, mas em especial às pessoas que se expõem aos raios solares de forma excessiva, correndo o risco de desenvolver câncer de pele, que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é o mais comum no Brasil, com o registro de 176 mil novos casos por ano.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no País. "Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade. Porém, se não tratado adequadamente, pode deixar mutilações bastante expressivas", informa o Inca.

Ainda segundo dados do Instituto, esse tipo de câncer é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo raro em crianças e negros, com exceção de pessoas já portadoras de doenças cutâneas. "Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo", alertam os especialistas.

A estimativa de novos casos em 2018 no Brasil era de 165.580, sendo 85.170 em homens e em 80.140 mulheres, sendo que em 2015 houve 1.958 óbitos no Brasil, sendo 1.137 homens e 821 mulheres. No Pará, a estimativa era de 1.820 casos novos por ano, sendo 870 em homens e 950 em mulheres.

Sinais e sintomas - O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir essas estruturas. Os principais sintomas são: manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. Nesses casos, a orientação é procurar imediatamente um dermatologista, o médico especialista em pele.

Segundo a Sespa, em 2018 foram registradas 227 internações por neoplasias malignas de pele no Pará. E de janeiro a abril de 2019, o número de internações chegou a 85 no Estado. Os números são do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o número de internações não é necessariamente a quantidade de casos, visto que uma pessoa com câncer de pele pode ser internada para tratamento mais de uma vez ao ano.

As informações são da Sespa

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