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Santarém possui mais de 40 pontos de lixões a céu aberto


A Câmara de Vereadores de Santarém realizou nesta terça-feira (6), uma audiência pública com a finalidade de discutir sobre a coleta seletiva e reciclagem do lixo no município, além de propor ações voltadas à conscientização da população diante de um problema que causa sérios danos ao meio ambiente. O descarte incorreto do lixo que é produzido diariamente na cidade vai parar nos rios, nas ruas e nos mananciais, contribuindo para um cenário degradante e com sérios problemas para as futuras gerações. De autoria do vereador Júnior Tapajós, a audiência reuniu representantes do poder público municipal, de instituições de ensino, entidades de classes como a OAB e Aces, cooperativas de catadores e de reciclagem, além do público em geral.

Todos os convidados que tiveram direito a se pronunciar sobre o assunto elencaram inúmeros motivos pelos quais se deve trabalhar a conscientização da sociedade para tal problemática. Santarém produz todos os dias, em média, 180 toneladas de resíduo domiciliar e 960 quilos de lixo hospitalar. Sem qualquer critério, todo esse lixo é descartado no lixão localizado na comunidade de Perema, na rodovia Curuá-Una. Apesar do trabalho das cooperativas na coleta seletiva desse material é preciso que mais pessoas se envolvam e cuide mais do lixo que produz, evitando fazer o descarte incorreto daquilo o que pode ser reaproveitado.

Um dado anunciado durante a audiência despertou a preocupação de todos em plenário. Santarém possui atualmente 42 pontos de lixões a céu aberto, onde nesses locais é depositado todo tipo de material nocivo à natureza. Muitos desses depósitos de lixo estão localizados em áreas habitadas, inclusive pertos de grandes condomínios e conjuntos residenciais.

A proposta apresentada pela maioria dos participantes é para o envolvimento de todos na busca por práticas simples que ajudem no descarte correto do lixo e do efetivo apoio na coleta seletiva no município, que colocaria Santarém no trilho certo para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A coleta seletiva precisa ser retomada, pois na gestão passada ela apresentou bons resultados, sobretudo no quadrilátero entre as avenidas Tapajós a Mendonça Furtado, conforme explanou o ex-secretário de Meio Ambiente, Podalyro Neto, presente também na audiência pública. “Tivemos bons exemplos na gestão passada quando implantamos o projeto de coleta seletiva de lixo. Buscamos trabalhar a educação ambiental nas escolas, formando novos agentes multiplicadores Implantamos o Eco Barco, que percorria os rios coletando o lixo das embarcações. Foram ações que deram certas e que precisam ser retomadas com o envolvimento de todos”, disse.

O vereador Valdir Matias Jr. (PV), durante sua fala chamou a atenção da gestão pública municipal para que assuma seu papel no fortalecimento das ações na efetivação do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos. “A Prefeitura precisa definir qual é a sua atividade neste contexto, incentivar e apoiar as iniciativas das cooperativas, envolver a população em campanhas educativas para que todos, juntos, possamos ter noção da destinação correta do lixo que nós produzimos diariamente, garantindo um ambiente cada vez mais saudável”, disse.

O parlamentar ressalta que a população precisa também fazer a sua parte. “Numa rua em que a coleta é feita três vezes por semana, a rua não pode ter lixo na rua, a sujeira toda espalhada. O material deve ser colocado em recipiente adequado e aguardando o horário da coleta, nos dias certos”, completou.

Para ele, é preciso integrar também, os municípios de Mojuí dos Campos e Belterra, pois a destinação correta do lixo é o grande problema da região.

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