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Alcoa lança livro Memórias das Coisas em Juruti


Publicação valoriza a arqueologia do município e vem com linguagem didática, ilustrações e atividades que poderão ser feitas em sala de aula pelos professores

O Programa de Educação Patrimonial, realizado na área urbana e nas comunidades rurais de Juruti, no Oeste do Pará, traz mais uma importante conquista para a cidade: o livro Memórias das Coisas - como os objetos podem falar sobre as pessoas. Estudos de arqueologia e patrimônio na área de intervenção da Mineração Juruti – Pará”, que retrata de forma didática e ilustrativa a riqueza do município. A publicação é o relato das pesquisas arqueológicas realizadas na área de inserção da Alcoa, com linguagem voltada para os professores da rede pública de ensino, que irão disseminar esse conhecimento em sala de aula. A iniciativa integra o programa de Educação Patrimonial, dos Planos de Controle Ambiental da Alcoa realizado pela Scientia Consultoria.

Para Eneida Malerbi, consultora e educadora da Scientia Consultoria, o livro Memórias das Coisas vem somar ao acervo gerado pelo Programa de Educação Patrimonial nos últimos 10 anos. Já são três publicações: “Memórias da terra: análises cerâmicas e geoquímicas nos sítios Terra Preta 1 e 2”, de cunho científico, mostrando os resultados do resgate arqueológico na área onde se situa o porto da Alcoa, e “Memórias de Ruas – as vivências e visagens históricas de Juruti”, que traz os relatos dos moradores pioneiros registrados por jovens da região. “Todo esse trabalho para nós é emocionante, porque buscamos, por meio dessas publicações e diversas outras atividades do programa, como a ação Hoje é Dia de Arqueologia, interagir com a população de Juruti para conscientizá-la sobre o valor cultural dos objetos arqueológicos”, afirma.

Viviane Penna, analista de Relações Institucionais da Alcoa Juruti, ressalta que o Memórias das Coisas vai contribuir para enriquecer a aprendizagem em sala de aula sobre a importância da história de Juruti. “Esses estudos permitem conhecer o rico passado mais antigo da região e as várias ocupações humanas que ocorreram antes e depois da colonização europeia. Esperamos que os docentes incluam esse relevante tema em suas aulas, que pode ser abordado por todas as disciplinas, em todos os níveis de ensino. Esta obra apresenta também conhecimentos e dinâmicas, que contribuirão para a formação ampla dos estudantes; divulgar o conhecimento cientificamente produzido e conhecer o valor do patrimônio natural e cultural”, acredita.

José Elito Cativo, professor das escolas Miriam Benitah e Lígia Meirelles da Cunha, na comunidade de Juruti Velho, destaca a importância do resgate da história e valorização do patrimônio cultural de Juruti. “Essa parceria da Alcoa com a Secretaria de Educação tem sido fundamental para nós professores, que podemos explorar o tema da nossa arqueologia em sala de aula. A forma didática com que pretendo levar esse conhecimento é por meio da música. Como temos um projeto na escola com a música, que envolve história e cultura afro brasileira, podemos aliar a questão da arqueologia, propondo composições musicais sobre o tema”, avalia.

Fonte: Temple Comunicação

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