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Agentes Ambientais Comunitários contribuem para transformar realidades no Oeste do Pará


A educação ambiental tem sido um dos caminhos para contribuir com a transformação de realidades de comunidades que vivem no Oeste do Pará desde 2016, quando foi capacitada a primeira turma de Agentes Ambientais Comunitários nesta região. Para Vanda Maria Gemaque Marinho, formada em gestão ambiental e auxiliar de serviços gerais na Prefeitura de Oriximiná, participar desta capacitação, na turma de 2018, foi um divisor de águas em sua trajetória profissional. “Desenvolvi um novo olhar para o que é gestão ambiental e as várias oportunidades para sensibilizar as pessoas para cuidar do meio ambiente e da saúde alimentar”, relata.

Depois de capacitados e credenciados, os Agentes Ambientais Comunitários dedicam seu tempo, voluntariamente, a compartilhar suas experiências em gestão ambiental, comprometidos com as necessidades e aspirações de suas comunidades, respeitando os saberes locais e sua diversidade, reconhecendo que o uso dos recursos naturais é compartilhado e que reflete na vida das comunidades do entorno. Paralelamente, buscam a integração entre a conservação e o uso responsável da natureza em parceria com entes governamentais e não governamentais.

O Programa Agentes Ambientais Comunitários, implantado em 2016, faz parte do eixo de Gestão Ambiental do Programa Territórios Sustentáveis, iniciativa da Agenda Pública, Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com parceria financeira da Mineração Rio do Norte (MRN) e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que tem por objetivo contribuir para a consolidação de um desenvolvimento sustentável dentro dos territórios de Faro, Terra Santa eOriximiná.

Atuar com sustentabilidade num território tão imenso é uma grande responsabilidade para MRN, segundo Camila Maia, analista de Relações Comunitárias da empresa. Este desafio motivou a empresa a tornar-se parceira desde o início do Programa Territórios Sustentáveis com o intuito de fortalecer as relações, contribuir com o desenvolvimento da região e deixar um legado de promoção socioeconômico e ambiental para as próximas gerações. “As áreas de proteção dominam geograficamente os três municípios e, dentro delas, estão inclusas áreas de conservação de uso direto e indireto, assim como também territórios reconhecidos por populações tradicionais. Dessa forma, as ações como a capacitação de agentes ambientais, entre outras desenvolvidas no território, são instrumentos importantes rumo a um desenvolvimento territorial coeso, eficiente e sustentável, promovido em conjunto com a sociedade civil e setores público e privado”, comenta Maia.

Mais de 100 pessoas, entre comunitários ribeirinhos e quilombolas, participaram das capacitações em gestão ambiental em Faro, Oriximiná e Ariramba (território quilombola localizado entre os municípios de Óbidos e Oriximiná). Destas, 60 foram credenciadas. Esta formação contribui com a gestão ambiental dos municípios, pois os Agentes Ambientais Comunitários elaboram e colocam em prática um plano de trabalho, monitorado pelo Imazon e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). “No plano, que deve ser implantado em um ano, há ações de educação ambiental, monitoramento e produção sustentável. Assim, os agentes ambientais são multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades”, relata Jakeline Pereira, pesquisadora do Imazon.

Credenciada em julho de 2018 na turma de Oriximiná, Vanda Maria Gemaque Marinho comenta que a metodologia dinâmica e prática das capacitações e a aplicação do plano de trabalho oportunizaram sua participação no projeto Sonhos de Esperança, de quintal agroecológico, onde ministra aulas sobre meio ambiente para crianças do bairro São Lázaro. “Depois de compartilhar nas palestras em escolas os novos aprendizados que a capacitação me trouxe, me identifiquei com este projeto e estou dando aula para crianças, que terão acesso a uma alimentação saudável com a horta deste quintal. Essas experiências mostram que a educação ambiental vai além da conscientização. Ela traz novas oportunidades para mudar a realidade destas pessoas”, declara Vanda.

Fonte: Temple Comunicação

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