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Moro tem áudios de conversas com Bolsonaro, revela jornal Valor Econômico


Em sua rede social, o agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, publicou que “nunca” utilizou a permanência do ex-diretor-gera da Polícia Federal, Maurício Valeixo, como moeda de troca para ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta do ex-ministro na internet se deu após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, onde disse que Moro teria concordado com a exoneração de Valeixo da direção da PF, mas em novembro, depois de ser indicado para ocupar uma cadeira no STF.

"A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF", publicou Sérgio Moro no twitter.

O jornal Valor Econômico, ainda na tarde desta sexta-feira, publicou uma matéria onde informa que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública possui mensagens de áudio e de texto trocadas com o presidente Jair Bolsonaro nos últimos 14 meses e que podem ser usados como provas documentais, caso seja necessário.

Na manhã de hoje (24), Moro em coletiva à imprensa, antes de anunciar sua saída do governo Bolsonaro, fez graves acusações contra o presidente e deixou a entender que Jair Bolsonaro teria cometido crimes de responsabilidade. Parte dessas acusações, diz o jornal, estaria “amparada em material que, no limite, pode ser usado como prova documental”.

O jornal destaca ainda que em seu pronunciamento, Moro apontou indícios de ao menos seis tipos de crimes que podem ter sido cometidos por Bolsonaro no exercício do cargo. Advogados criminalistas ouvidos pelo Valor concordam que as falas são contundentes e apontam supostos crimes.

Mais adiante, a publicação faz referência à experiência de Moro na magistratura federal e diz que “é de se esperar que Sergio Moro não faça acusações com base em ilações, mas sim fundamentadas em indícios mínimos que tipifiquem eventuais condutas ilícitas por parte do presidente.”.

O Valor também reforça que a acusação de que Bolsonaro tentou – e ainda tenta – controlar a Polícia Federal (PF) para ter acesso a investigações sigilosas, inclusive as que tramitam sob segredo no Supremo Tribunal Federal (STF), é considerada uma das mais graves e foi tema de conversas entre os ministros da mais alta Corte.

Ainda segundo o jornal, o Planalto já estaria no alvo do inquérito das Fake News que tramita no STF.


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