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Mostrando postagens com o rótulo Conflitos agrários

Fogo, pistolagem e medo na fazenda 1.200 no Pará

Conflito de terra que se arrasta há 13 anos vive escalada de violência em 2019; famílias foram atacadas a tiros e suas casas, queimadas Sob o sol escaldante do verão amazônico, o agricultor Cláudio Araújo da Silva pisa nos escombros e nas cinzas de seu antigo barraco, localizado numa área ocupada da fazenda 1.200, em Ourilândia do Norte, sul do Pará. Reportagem: Ciro Barros Fotos: José Cícero da Silva Infográficos: Bruno Fonseca Em maio deste ano, Cláudio e outras dez famílias da ocupação tiveram suas casas incendiadas na calada da noite. Segundo os relatos dos moradores ouvidos pela Pública, um grupo de quatro pessoas atirou em direção às residências antes de atear fogo. Cartuchos deflagrados de espingarda calibre .20 nas imediações de duas casas da ocupação foram encontrados pela reportagem. O incêndio criminoso é o capítulo mais recente de um conflito agrário que se arrasta há 13 anos na fazenda 1.200, onde um grupo de cerca de 150 famílias da Associação 8 de Março, ligada à Fet

Pará, onde a terra é poder

Por: Fabíola Ortiz* Sob o sol abrasador e a umidade do clima amazônico, Waldemar dos Santos, de 60 anos, cuida da horta comunitária de camponeses sem terra no Estado do Pará, à espera de que a reforma agrária lhe proporcione uma vida melhor. “Meu sonho é um terreninho. Nosso desejo é acabar com a fome neste país, que está caindo montanha abaixo pela necessidade”, disse ao Terramérica o camponês natural da Bahia, que ainda criança, para fugir da seca, emigrou para o Pará. Sua família é uma das 280 que desde 8 de agosto de 2010 vivem no acampamento que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) batizou de Frei Henri des Roziers, em homenagem ao padre dominicano de 82 anos que, como advogado da Comissão Pastoral da Terra, continua defendendo os direitos humanos na região. Às margens da rodovia federal BR-155, a cerca de cem quilômetros da cidade de Marabá, estes camponeses ocupam a propriedade Fazendinha, uma área com mais de 400 hectares sobre a qual pesam denúncias de ter s

Júri condena 2 e absolve 1 por morte de extrativistas

O agricultor José Rodrigues Moreira, acusado de planejar e financiar o assassinato do casal de extrativistas José Claudio e Maria do Espírito Santo, foi absolvido na noite desta quinta-feira (4), após dois dias de julgamento no Fórum de Marabá . Os outros dois acusados de envolvimento no crime foram condenados pela participação na morte do casal: Alberto Lopes do Nascimento foi considerado culpado de duplo homicídio e sentenciado a 45 anos de prisão em regime fechado. Os jurados também entenderam que Lindonjonson Silva Rocha participou da emboscada que impossibilitou a defesa do casal, e ele foi condenado a 42 anos e 8 meses de prisão. A sentença foi divulgada às 18h40 desta quinta-feira, após os jurados deliberarem por cerca de três horas em uma sala secreta do fórum de Marabá, onde acontece o julgamento desde quarta-feira (3). O crime aconteceu em maio de 2011. Segundo a promotoria, José Rodrigues teria arquitetato o assassinato do casal para poder tomar posse de um lote comprado

Acusados de matar extrativistas serão julgados hoje

Começa na manhã desta quarta-feira (3), no fórum de Marabá, a sessão do Tribunal do Júri que irá julgar os três acusados de assassinar o casal de ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, mortos em uma emboscada em fevereiro de 2011, em uma vicinal que dá acesso ao projeto de assentamento rural Praialta Piranheira, situado na zona rural do município de Nova Ipixuna, no sudeste paraense. O crime teve repercussão internacional, pois o casal de extrativistas denunciava a ação de madeireiros e grileiros na região. A sessão está prevista para iniciar às 9h da manhã de hoje. Os três acusados de tramar a morte do casal, José Rodrigues Moreira (mandante), Lindonjonson Silva e Alberto Lopes (executores) foram levados ontem para Marabá, onde ficarão até o início do julgamento no presído daquela cidade. Toda a área do Fórum de Marabá será isolada na manhã de hoje, por homens da Polícia Militar. Somente pessoas credenciadas terão acesso ao salão onde ocorrerá o julgamento. A sessão