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Mostrando postagens com o rótulo Desmatamento na Amazônia

Greenpeace: aumento de alertas de desmatamento em abril

Além da calamidade sanitária que vivemos por conta da Covid-19, os alertas de desmatamento – DETER/INPE apontam para a tendência de um aumento do desmatamento explosivo nos últimos meses na Amazônia. Abril registrou 24,2% mais alertas do que o mês anterior. Somente entre janeiro e abril deste ano o aumento dos alertas de desmatamento é de quase 55,5% em relação ao mesmo período do último ano. Vale destacar que esse período é chuvoso, o que costuma diminuir o ímpeto dos destruidores de floresta e já sob influência da pandemia de Covid-19, porém, ainda assim, os crimes continuam acontecendo. Este cenário, que já é grave, pode piorar muito caso o Congresso vote a MP 910/2019, que premia a grilagem e roubo de terra pública. “Os alertas apontam para um aumento expressivo do desmatamento na Amazônia e provam que a mensagem do governo ao promover medidas que legalizam o roubo de terras públicas, como a MP 910, alimenta os ânimos dos criminosos que avançam sobre a floresta na esperança de

Desmatamento sobe 29%, o maior em 8 anos

O desmatamento na Amazônia subiu pelo segundo ano consecutivo em 2016.  E que subida: a taxa de devastação foi de 7.989 quilômetros quadrados, 29% superior à de 2015 – que, por sua vez, já havia sido 24% maior que no ano anterior. É o maior aumento na velocidade do desmatamento desde 2008, ano em que um pico de devastação fez o governo endurecer a vigilância e cortar crédito de fazendeiros nos municípios mais críticos. É também o maior aumento percentual desde 2001, empatado com 2013. A área perdida equivale a 5,3 vezes a cidade de São Paulo. No acumulado, somente nesta década a Amazônia perdeu o equivalente a meio Panamá. A estimativa anual do Prodes, o sistema de monitoramento por satélite que calcula a taxa oficial, foi postada no site do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) no fim da tarde desta terça-feira (29). Diferentemente dos anos anteriores, não houve anúncio formal em entrevista coletiva. Pela manhã, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA) chegou

Desmatamento ilegal vira atividade econômica organizada no Amazonas

Depois de vários anos de queda, o desmatamento voltou a crescer na Amazônia. A situação é grave em lugares. Em Lábrea, município onde mais se destrói a floresta em todo o estado do Amazonas, o desmatamento ilegal na região é uma atividade econômica organizada. Localizado às margens do Rio Purus, no sul do estado do Amazonas, o município de Lábrea tem cerca de 40 mil habitantes. A cidade é cercada por áreas de floresta fechada e fazendas de gado, típicas da região. Mas, desde 2008, Lábrea faz parte da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, que identifica os municípios que mais destroem a floresta. Só em 2015, foram mais de 24 mil hectares de derrubadas. A maior parte dos problemas vem de uma região distante, no sul do município, território de acesso complicado para onde foi de helicóptero uma equipe de fiscalização do IBAMA. O desmatamento no sul de Lábrea cresce constantemente nos últimos cinco anos. Quase todas as áreas se destinam a fazendas de pecuária. Nos locais onde h

Pará é o Estado que mais desmata na região Amazônica

As ações de combate ao desmatamento ilegal serão intensificadas na Amazônia, conforme anúncio do Governo Federal. Durante a abertura da 112ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente ( Conama ), a ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, declarou que o trabalho será reforçado por meio da tecnologia e da pressão contra os madereiros. Apenas neste ano, as estatísticas da pasta mostram que o desmate da floresta amazônica teve um aumento de 28% .  Em 2014, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe ) vai usar imagens de satélites que vão enxergar desmatamentos de até três hectares, o equivalente a três campos de futebol. Atualmente, o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) detecta devastações acima de 25 hectares. A tecnologia também é aposta para detectar a degradação da mata abaixo da cobertura de nuvens, que dificultam a visualização via satélite. “Vamos pegar o desmatamento da exploração seletiva das árvores”, disse Izabella. Para

Pará foi o estado que mais desmatou na Amazônia

O Pará foi o estado que mais desmatou na Amazônia no último ano. A informação é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgou dados sobre o desmatamento na região no período de agosto de 2012 a julho deste ano. De acordo com o Instituto, dos 5.843km² de desmatamento, o Pará foi responsável por 2.379km². Na última quinta-feira (14), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre o problema no estado. "O que você tem no Pará são dois grandes impactos. Na BR-163, que tem inclusive uma parte próxima a terra indígena do Baú, a área já estava embargada. Fizeram um novo desmatamento em cima dessa área, e depois um terceiro desmatamento no mesmo local. São dinâmicas diferentes de desmatamento, uma para ocupar área e outra para vender madeira, para alimentar o comércio ilegal", comentou. Segundo a ministra, a questão dos garimpos ilegais seria um agravante para a situação. "Há uma rota dinâmica no Pará, associada à 'transgarimpeira', qu

Ibama intensifica fiscalização para combater desmatamento ilegal na Amazônia

Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal. As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para apoiar as operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os primeiros resultados foram o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil metros cúbicos de madeira serrada e 68 mil de metros cúbicos de madeira em tora. Também foram emitidos 4 mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo. De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou em fevereiro e tem seis frentes atuando centradas em áreas críticas, que respondiam por mais de 70% do desmatamento da Floresta Amazônica. Os fiscais ambientais estão concentrados no norte de Rondônia, nas imediações da capital, Porto Velho, e no sul do Amazonas, no eixo da

Baú do desmatamento aberto na Amazônia

A rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), é uma das portas de entrada – e saída – do desmatamento na Amazônia oriental, região alvo de observação e acompanhamento do Greenpeace há alguns anos. Em sobrevoos recentes realizados nas áreas adjacentes à estrada, nossas equipes detectaram o progressivo avanço da degradação florestal, dessa vez sobre as áreas protegidas, especialmente a Terra Indígena Baú, do povo Kayapó. Isso demonstra, na prática, a consolidação da investida da bancada ruralista do Congresso Nacional contra os territórios indígenas e seus direitos adquiridos. O levantamento foi publicado em reportagem na edição de hoje do jornal O Globo. O cruzamento de dados das últimas medições dos sistemas de monitoramento e detecção de desmatamento na Amazônia Legal do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), junto com as observações em campo, indicam que 29% de uma área de 317 mil hectares vizinha à Terra Indígena Baú, às margens do Rio Curuá, foram desmatad