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Mostrando postagens com o rótulo José de Souza Junior
O ministro Sarney   José de Souza Júnior*  O ministro dos Esportes Orlando Silva está pensando agora que ele é o Sarney da vida, onde sofre denúncias e permanece no cargo. Realmente, largar o osso não parece ser tão fácil assim, principalmente quando o osso é a chave do novo Brasil. Isso mesmo, o novo governo vê o país só com os olhos da Copa. E quando a Copa for embora? Vamos voltar aos programas sociais viciantes? Vamos ouvir a palavra PAC? O valor de R$ 40,4 bilhões previstos de investimento em 2011 do PAC, apenas R$ 4,07 bilhões foram efetivamente liberados. O PAC pode chegar o fim do ano com investimento de 14%. Tudo porque não é ano eleitoral. Isso sim é uma política vergonhosa. Eu realmente tenho medo da Copa, pelo fato de que o dinheiro das obras vai sair do setor público e os lucros vão para o setor privado, onde todos os contribuintes vão pagar e alguns assistir ao evento dentro dos estádios. Ao anunciar a Copa do Mundo no Brasil qualquer pessoa previa que haveria desvio de

Matemática política

José de Souza Júnior* Assim como dois e dois são quatro, a presidente Dilma esquenta a cadeira para o ex-presidente Lula. E nesses próximos mil dias haverá muito ministro para trocar. Isto porque ela já é a presidente que mais exonerou ministro em menos de um ano de governo. Demissões estas que começaram com denuncias da imprensa e depois de dias os ministros pedem para sair. O sucessor elogia o antecessor e dependendo do padrinho político o elogio se torna intenso. Sem contar que o PMDB vive com medo de perder a pasta. Logo faz a substituição do seis pelo meia dúzia em questão de segundos. Por fim, a sensação que fica é a presidente fazendo à limpa. No entanto, é o partido que teme a saída do ministério. Ao olharmos para a nossa oposição ela vem fazendo um cálculo. As contas de quando a crise internacional vai derrubar o Brasil. Realmente a nossa oposição só consegue fazer isto; ela não consegue fazer oposição. Ela espera que a crise internacional venha fazer um caos no país, como g

A política através de olhares teóricos

José de Souza Júnior*   O que podemos perceber que falar de política é algo inconveniente ou interessante. É claro que para os “normais” assuntos como novela e futebol é bem mais apetitivo. Talvez por uma questão de cultura. Ou educação. Por outro lado, não quero dizer que os politizados são os únicos salvos da humanidade. Seja na China ou no Brasil a consciência política é obrigatória. Cada cidadão de uma nação precisa saber se comunicar politicamente, ou vai seguir a corrente e sobreviver sobre o que os mesmos políticos que falam sempre. Sendo renovados somente após a morte. Não estudo política para mudar o mundo. Não sou utópico. Não sou herói e nem o melhor. Sou apenas um cidadão. Apenas alguém que tenta estudar política para entender a funcionabilidade governamental. E nem sempre entendo. No período que fazia a graduação de filosofia comecei a estudar Maquiavel. Mais especificamente em 2006. E desde esse período não me sinto seguro sobre o que seria uma teoria política, isso,

A primeira Crise

José de Souza Júnior* A frase “a primeira vez nunca não se esquece” é consensual para muitas pessoas marcando alguns episódios da vida. Poderia elencar exemplos tão tradicionais em nossa sociedade. Doravante, o que gostaria mesmo de saber é se algum político diria a mesma coisa para a sua primeira crise de governo. Tendo em vista que o governo Dilma enfrenta sua primeira crise com uma figurinha não tão nova no baralho. Novamente Sir Palocci está envolvido em alguma coisa, porém, a diferença agora é que não temos Lula na presidência para dar seus brilhantes comentários. Tão brilhantes ao ponto de a imprensa nem sentir sua falta. Por outro lado, Sir Palocci passa por um momento muito difícil. Justo ele que se amiga com o silêncio, ou seja, o nosso amigo raramente tem alguma coisa para dizer. São quase cinco meses na moita. Ele que é politicamente inexpressível, sem contar que possui uma retórica composta de obviedades, por outro lado, nos parece que é amigo do grande capital também.