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Mostrando postagens com o rótulo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo

Mulheres marcadas para morrer no Pará

Nas diversas placas de sinalização ao longo das rodovias que ligam os municípios do sudeste e do sul do Pará, raras são as que não ostentam marcas de balas. Atirar nas placas pode ser o insuitado passatempo de quem trafega por aquelas estradas, sem maiores consequências. Mas as marcas também sinalizam muito do espírito que sempre marcou a colonização daquela parte do estado, pivô de conflitos agrários, assassinatos de lideranças rurais e número um em índices de desmatamento e trabalho escravo. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), ocorreram no estado do Pará, entre 1964 e 2010, 914 assassinatos de trabalhadores rurais, religiosos e advogados por questões de terra. Desse total, 654 ocorreram no sul e sudeste do Pará. “Muitos dos trabalhadores rurais assassinados, não conhecemos os rostos e nem sabemos os seus nomes. Em muitos desses casos a polícia negou o registro das denúncias formalizadas por sindicalistas e familiares das vítimas, e negou também o resgate dos corpos on

Júri condena 2 e absolve 1 por morte de extrativistas

O agricultor José Rodrigues Moreira, acusado de planejar e financiar o assassinato do casal de extrativistas José Claudio e Maria do Espírito Santo, foi absolvido na noite desta quinta-feira (4), após dois dias de julgamento no Fórum de Marabá . Os outros dois acusados de envolvimento no crime foram condenados pela participação na morte do casal: Alberto Lopes do Nascimento foi considerado culpado de duplo homicídio e sentenciado a 45 anos de prisão em regime fechado. Os jurados também entenderam que Lindonjonson Silva Rocha participou da emboscada que impossibilitou a defesa do casal, e ele foi condenado a 42 anos e 8 meses de prisão. A sentença foi divulgada às 18h40 desta quinta-feira, após os jurados deliberarem por cerca de três horas em uma sala secreta do fórum de Marabá, onde acontece o julgamento desde quarta-feira (3). O crime aconteceu em maio de 2011. Segundo a promotoria, José Rodrigues teria arquitetato o assassinato do casal para poder tomar posse de um lote comprado

Acusados de matar extrativistas serão julgados hoje

Começa na manhã desta quarta-feira (3), no fórum de Marabá, a sessão do Tribunal do Júri que irá julgar os três acusados de assassinar o casal de ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, mortos em uma emboscada em fevereiro de 2011, em uma vicinal que dá acesso ao projeto de assentamento rural Praialta Piranheira, situado na zona rural do município de Nova Ipixuna, no sudeste paraense. O crime teve repercussão internacional, pois o casal de extrativistas denunciava a ação de madeireiros e grileiros na região. A sessão está prevista para iniciar às 9h da manhã de hoje. Os três acusados de tramar a morte do casal, José Rodrigues Moreira (mandante), Lindonjonson Silva e Alberto Lopes (executores) foram levados ontem para Marabá, onde ficarão até o início do julgamento no presído daquela cidade. Toda a área do Fórum de Marabá será isolada na manhã de hoje, por homens da Polícia Militar. Somente pessoas credenciadas terão acesso ao salão onde ocorrerá o julgamento. A sessão

Incra atribui a erro a concessão de lote para acusado de homicídio no Pará

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) respondeu os questionamentos do Ministério Público Federal (MPF) sobre a concessão de um lote de reforma agrária para Antônia Nery de Souza, mulher de José Rodrigues Moreira, acusado de mandar matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, em maio de 2011. O superintendente Edson Bonnetti disse em ofício que a retomada do lote deverá ser feita por processo judicial. “Por equívoco foi realizada indevidamente a homologação da sra Antonia Nery, sendo esta incluída em relação de beneficiários”, diz o ofício, em que o superintendente afirma ainda que a homologação se deu sem que ele ordenasse. “Após conhecimento do equívoco, a situação foi desfeita, retornando-os à condição de candidato”, diz. Do acordo com o documento, o caso será tratado agora pela procuradoria regional do Incra em Marabá. Os documentos do processo administrativo interno do Incra sobre o lote – requisitados pelo MPF – mostram q