Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo crônicas da vida real

Crônicas da Vida Real: A selva de pedra

Por: David Marinho* Quando ouvimos falar o termo “selva”, entendemos que seja um ambiente selvagem da natureza composta de florestas e elementos naturais, habitada por animais selvagens ferozes e insetos se devorando vorazmente obedecendo à dinâmica da cadeia alimentar entre presas e predadores. Mas quando esse mesmo termo recebe um complemento “de pedra”, passa a ser interpretado como “selva de pedra”, justificando como sendo um grande ajuntamento humano nas áreas urbanas das grandes metrópoles ou conglomerado de prédios de todos os tipos, formas e cores, construídos em concreto armado como verdadeiros monumentos habitacionais feitos em “rochas artificiais” espalhados em todas as direções. Este meio-ambiente social e artificial, concentra grande aglomerado de pessoas vivendo como verdadeiros animais selvagens disputando diariamente palmo a palmo seus espaços e interesses de todos os tipos, nobres e escusos nas áreas sociais, econômicas e de relacionamento. Nesse ambient

Crônicas da Vida Real: Monstros assassinos

Por: David Marinho* Eram quatro horas da manhã, acordei com rugidos assustadores vindos da rua. Pensei! O que seria aquilo? Não consegui mais dormir, fui até a rua pensando ir à feira do Mercadão 2000, foi quando percebi que os ruídos eram de monstros, e um deles saiu do acostamento escuro, e veio rugindo em minha direção com aquele olho grande acesso sem piscar. Dei um pulo para trás só a tempo de escapar do bote fatal, e o monstro passou rugindo bem próximo quase me pegando, ainda senti o vento e o bafo venenoso expelido por ele. Fiquei com os cabelos em pé, desisti de ir à feira, voltei e me tranquei em casa. Olhei pela fresta da janela, apavorado, e percebi que já não era só um monstro na rua, mas vários, todos rugindo, cada um em tom mais alto que o outro, moviam-se em círculos parecendo me provocar para ir até a rua e me trucidarem. Mas desistiram e fugiram todos na mesma direção, dando pinotes e roncos horripilantes. Amanheceu, liguei o rádio e ouvi a notícia de que nessa mes

Crônicas da Vida Real: Vovô de programa

Por: David Marinho* Duas garotas amigas, uma periguete e a outra patricinha, leram num jornal algo que lhes chamou a atenção, onde dizia: “Vovô de Programa”, e propunha encontros amorosos, com as seguintes características pessoais: um metro e noventa, atlético, sarado, malhado, discreto, praticante de esporte do parque, sexy e olhos claros. Em seguida um telefone. As garotas (sabem como é mulher...), são curiosas ao extremo, resolveram ligar ao anunciante para tirar suas próprias conclusões. Combinaram então que iriam ao encontro, fizeram um sorteio para saber qual das duas iria primeiro matar a curiosidade que estava atormentando-as. Feito o sorteio, a sortuda fez o contato por telefone e marcou o encontro, que se realizaria em um motel da cidade, combinaram e o “coroa” a pegou naqueles bordéis perto da Rodoviária e rumaram para o destino. Chegando lá, a garota viu logo que a propaganda era enganosa, mas mesmo assim, para não perder a viagem, entrou, e como diz o ditado: “para

Crônicas da Vida Real: Abram alas à Sua excelência: a bunda!

Por: David Marinho* Ao procurarmos nos dicionários o que significa; “bunda”. Acharemos o seguinte: anatomicamente; nádegas. Ou pejorativamente falando; coisa sem valor; de má qualidade; reles ou ordinária. Há ocasiões até que se aumenta o sentido pejorativo de esculacho, chamando alguém de “bundão” para depreciá-lo, classificando-o de inoperante, chefe sem moral, político fuleiro ou marido canoa, que a mulher rema como quer. Outros nomes também se dão às “bundas” das mulheres, como: trazeiro; bumbum; monumento; rabo; pandeiro; pneu-estepe; porta-malas; bundona; talento; poupança; parque de diversão; montanha russa; porta-jóias; oitava maravilha do mundo moderno; obra do PAC (Provoca Aceleração do Crescimento...). Aos fanáticos por bundas, taxamos de “celulite”, pois estão sempre ”presentes” num bundão... Mas na concepção “sacanarquista” do brasileiro, “bunda de mulher” é coisa bem diferente, pois se tornou preferência nacional, e até “marketing sensual-erótico” como produ