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Mostrando postagens com o rótulo desmatamento

Cargill compra soja de fazenda que desmatou na Amazônia e descumpre pacto do setor

A multinacional Cargill comprou grãos da Fazenda Conquista, localizada em São José do Xingu, no estado do Mato Grosso. Entre 2013 e 2015, a fazenda perdeu aproximadamente 800 hectares de floresta. A negociação ocorreu apesar de a multinacional ser signatária da Moratória da Soja, acordo que prevê o boicote à soja plantada em áreas desmatadas após 2008 no bioma amazônico. Documentos obtidas pela reportagem de Poliana Dallabrida e André Campos, do Repórter Brasil, Unearthed e o Bureau of Investigative Journalism mostram que o produtor Gustavo Silva Medeiros firmou um contrato para encaminhar milho aos armazéns da Cargill ao longo da próxima safra, em meados de 2022. A Fazenda Conquista teve grande parte de sua cobertura florestal devastada nos últimos dez anos. É o que revelam as imagens de satélite compiladas pelo projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – o programa oficial do governo federal para monitorar o desmatamento na Amazônia, confirmam Na propriedad

"Amazônia Viva" fortalece combate a crimes ambientais em território paraense

Após 18 etapas realizadas, a operação "Amazônia Viva", coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), contabiliza importante impacto na degradação causada por crimes ambientais. A ação já embargou mais de 270 mil hectares de terras onde era praticado desmatamento ilegal, uma área superior ao dobro do tamanho da cidade do Rio de Janeiro. A operação faz parte do programa Comando e Controle, um dos eixos do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), a política ambiental do Estado instituída em 2019. Os alertas de desmatamento são emitidos por satélites e verificados in loco pelos técnicos da Semas. As áreas em que há ocorrência de crimes ambientais sofrem embargo, ficando proibido o seu uso em qualquer atividade. Além de ser uma medida punitiva, o embargo tem como objetivo viabilizar a recuperação da área degradada e a regeneração do meio ambiente local. A operação "Amazônia Viva" é realizada pela Força Estadual de Combate ao Desmatamento, que reúne

95% do desmatamento dos últimos três meses ocorreu sem autorização, aponta MapBiomas Alerta

Em pouco mais de três meses, 89.741 hectares foram desmatados no Brasil, uma área equivalente a duas vezes e meia a cidade de Belo Horizonte (MG), segundo detecção do MapBiomas Alerta. 95% desse território não tem autorização registrada nos sistemas federal e estadual de licenciamento. “Essa vasta extensão de vegetação nativa não foi autorizada e tem grande chance de ter ocorrido de forma ilegal”, observa Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas Alerta. Lançada na última sexta-feira (7), a plataforma consiste em um sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento que abrange todos os biomas brasileiros, e que, em apenas seis meses, registrou 4.577 alertas. A ferramenta está disponível na internet, de forma pública e gratuita, para subsidiar o monitoramento ambiental e as ações de prevenção e combate ao desmatamento ilegal. Com informações detalhadas e validadas, os alertas gerados pelo sistema podem ser usados pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção de á

Plano de controle do desmatamento na Amazônia terá nova fase ainda este ano

O desmatamento das florestas brasileiras aumentou no ano passado. O país havia freado os níveis de desmatamento em torno de 5 mil a 6 mil quilômetros quadrados por ano e em 2015 passou de 6 mil. “Estamos preocupados, porque está difícil sair desse patamar e continuar a reduzir o nível de desmatamento”, comentou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero. “As instituições fiscalizadoras ficaram fragilizadas por falta de orçamento, recursos e pessoal. O orçamento foi recomposto, bem como os meios necessários. Mas sabemos que apenas fiscalização não basta. Precisamos criar instrumentos financeiros que valorizem os ativos florestais e permitam que as pessoas que vivem nas florestas desenvolvam suas atividades econômicas e sejam remuneradas por isso. para que seja mais econômico manter a floresta em pé do que derrubá-la”. Para o secretário, as parcerias internacionais são fundamentais para financiar projetos de proteção das flor

Madeireiras poderão explorar mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica

Mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica poderão ser explorados por madeireiras a partir do ano que vem. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançou, na semana passada, o terceiro edital deste ano de concessão florestal, na Floresta Nacional de Altamira, no Pará, com área de 360 mil hectares, para a exploração sustentável de madeira tropical. Também estão abertos os editais das florestais nacionais do Crepori e do Amana, ambas no Pará, que somam 740 mil hectares. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial. As áreas abertas para exploração madeireira localizam-se na região de influência da BR-163 (Cuiabá-Santarém) e estão sob pressão do desmatamento. O objetivo das concessões é ordenar a atividade madeireira e promover uma economia florestal de base sustentável, com madeira legal, de origem rastreada, aumentar a oferta de empregos e elevar a renda e a arrecadação regionais. “A política de concessão florestal traz a pres

Desmatamento ameaça energia de Belo Monte

Em plena mudança do clima global, o valor das florestas para o equilíbrio do planeta ainda é contestado. Mas um estudo publicado nesta semana por pesquisadores brasileiros na revista americana PNAS demonstra que, sem as matas tropicais, nem mesmo a produção de energia elétrica pode se sustentar. A pesquisa comprova que, quanto mais floresta, maior será o potencial de usinas hidrelétricas localizadas na região amazônica. Isso porque a relação entre as florestas e a chuva é dinâmica: as árvores liberam vapor d’água, aumentando a precipitação. Menos árvores, menos água para gerar energia. Focado na usina de Belo Monte, o trabalho considerou a influência que a floresta tem na produção de chuva e como o desmatamento pode reduzir esse potencial. Nos níveis atuais de perda florestal, o volume de chuva é entre 6 e 7% menor do que com a cobertura florestal completa. Num cenário ainda pior, onde a perda de vegetação nativa atinja 40% do bioma, em 2050, o volume de chuva seria reduzido de 11 a

Força Nacional de Segurança vai combater desmatamento ilegal na Amazônia

Na próxima semana, 180 soldados da Força Nacional de Segurança serão deslocados para reforçar os trabalhos de agentes ambientais no controle do desmatamento ilegal na Amazônia. O anúncio foi feito hoje (22) pelo presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardi, em cerimônia de comemoração dos 24 anos do órgão. "Vamos ter uma série de ações articuladas este ano. Acertamos, ontem (21), um processo de implementação do Batalhão Ambiental ", disse, destacando os diálogos mantidos entre os representantes do Ibama e de outras áreas do governo. O orçamento do órgão para atividades de fiscalização recebeu, este ano, um incremento de R$ 76 milhões, passando a mais de R$ 130 milhões. " Tivemos um grande sucesso com os índice das taxas de desmatamento no ano passado. Bater a taxa do ano passado não vai ser fácil, mas temos que bater", disse, lembrando que a articulação com outras áreas vai reforçar as atividades de fi

Pobreza reina na área mais protegida do Pará

Se o desmatamento gera pobreza nas cidades e comunidades ao seu entorno, tampouco a conservação da floresta por si só tem conseguido garantir um quadro econômico melhor. A região mais preservada e protegida do Pará é também uma das mais pobres do Estado. É o que mostra um levantamento do instituto de pesquisa Imazon divulgado hoje e obtido com exclusividade pelo Estado. O trabalho identificou que os indicadores socioeconômicos da Calha Norte são inferiores aos da média do Estado e mostra que é preciso avançar muito em soluções que possibilitem um desenvolvimento sustentável aliado à floresta para que ela possa permanecer preservada. A região, localizada ao norte do Estado, à margem esquerda do Rio Amazonas, tem 27 milhões de hectares e abriga cerca de 321 mil pessoas (mais informações na pág. H4). Remota, cortada por rios com vários trechos não navegáveis, acabou ficando fora do alcance do desenvolvimento e do arco do desmate. Até 2011, só 5% desse território havia sido desmatado, c

Desmatamento na Amazônia aumenta

Foi o que revelaram os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta segunda-feira (31), apontando que a Amazônia perdeu uma área de 253,8 quilômetros quadrados (km²) de floresta no mês de setembro. Comparando com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 448 km² de desmate, houve queda de 43%. Na comparação com o mês de agosto, entretanto, quando foram contabilizados 164 km² de derrubadas, houve aumento da área desmatada. Mato Grosso lidera o ranking de desmatamento, com 110 km². Rondônia, com 49,88 km², é o segundo. Já o Pará figura em terceiro com 46,94 km². Tocantins teve o menor registro de desmatamento foi Tocantins, com 2,24 km². Enquanto que no Amapá não foi detectado desmate.

Em junho Amazônia perdeu 99 km2 de floresta

Dados divulgados hoje pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) mostram que no mês de junho a Amazônia perdeu 99 quilômetros quadrados (km2) de floresta. O número representa uma redução de 42% em relação a junho de 2010, quando o desmatamento somou 172 km2. Desse total 45% ocorreu no Pará, seguido por Mato Grosso (25%), Amazonas (20%) e Rondônia (10%). Em relação a situação fundiária, em junho de 2011, a maioria (62%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (22%), Unidades de Conservação (15%) e Terras Indígenas (1%). O satélite do Imazon conseguiu monitorar 65% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 35% do território estavam cobertos por nuvens o que dificultou o monitoramento principalmente em Roraima e Amapá que tiveram mais de 75% da área florestal coberto por nuvens.