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Floresta Estadual de Trombetas será reaberta no dia 31 de janeiro

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (21), pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). A reabertura da Unidade de Conservação (UC) Floresta Estadual de Trombetas (FLOTA do Trombetas), na Base do Jaramacaru, para a coleta da safra da castanha do Pará, que ocorre nos primeiros meses do ano, ocorrerá no próximo dia 31 de janeiro. As tratativas para reabertura da Unidade de Conservação (UC) foram amplamente discutidas entre representantes da Diretoria de Gestão e Monitoramento das Unidades de Conservação DGMUC/ IDEFLOR-Bio, representante da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), Comando de Policiamento Ambiental, Secretaria de Estado de Transportes (Setran) e Prefeitura Municipal de Óbidos. O Instituto informa que somente os extrativistas cadastrados previamente no IDEFLOR-Bio poderão entrar na FLOTA, mediante a apresentação da carteira de credenciamento, que deve ser retirada na base do IDEFLOR-Bio no Jaramacaru, carteira de vacinaçã

Ufopa fará parte de rede global de monitoramento de isótopos de chuvas

Com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) instalou em dezembro, na Fazenda Experimental, um pluviômetro de isótopos, equipamento utilizado para coletar água da chuva para determinar sua composição isotópica e físico-química. O coletor integra a Rede Global de Isótopos de Precipitação (GNIP), rede mundial de monitoramento de isótopos de hidrogênio e oxigênio oriundos das águas das chuvas, operada pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) destinada ao estudo, pesquisa e tratamento de isótopos atômicos. Segundo o geólogo do CPRM Guilherme Nogueira dos Santos, que participou da instalação do pluviômetro, as amostras coletadas pelo equipamento serão enviadas para Viena, na Áustria, para serem analisadas pela IAEA, que cedeu o equipamento, gerando dados com relação à assinatura isotópica da chuva da região de Santarém. “Com esse aparelho instalado aqui esperamos consegui

"Vamos matar os Yanomami": relatos de um povo sob ataque

Abandonados à própria sorte, indígenas da região do Palimiú denunciam em documento que explosão do garimpo estabeleceu novo patamar de violência, marcado por ameaças de morte e milícias armadas encapuzadas Por: Evilene Paixão* “Vamos matar os Yanomami”. Em depoimentos à Hutukara Associação Yanomami durante visita a Boa Vista, Roraima, lideranças do Palimiú contaram em detalhes como vem sendo a rotina de terror na região, assolada por ataques desde maio. As agressões, segundo o documento elaborado pela organização, demonstram o agravamento das tensões na terra indígena. As lideranças buscam apoio para que seja feita a total retirada dos invasores. Segundo os relatos, houve uma forte mudança na dinâmica do garimpo no Rio Uraricoera nos últimos anos. Se antes a pressão dos garimpeiros era menor, hoje “percebem que a presença dos invasores saiu do controle”. Ainda de acordo com os indígenas, “agora todos eles [garimpeiros] circulam fortemente armados pelo rio [Uraricoera]”. Nas declarações

Inpa e WSPA promoverão campanha mundial contra matança de botos na Amazônia

Uma das maiores entidades de defesa dos animais do planeta, a SPWA (sigla em inglês de Sociedade Mundial de Proteção), articula em Manaus uma campanha nacional e mundial para acabar com matança do boto-vermelho e do boto-cinza, também conhecido como boto tucuxi. Segundo dados do projeto Boto, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a população de golfinho amazônico, sobretudo o vermelho, vem reduzindo drasticamente em algumas calhas da bacia amazônica. Junto com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a WSPA quer chamar a atenção da sociedade para a conexão entre o abate do boto e a pesca da piracatinga, peixe que no mercado consumidor é rebatizado de douradinha. A piracatinga é um peixe pouco apreciado na região, mas cuja exportação vem aumentando nos últimos anos. Entre os ribeirinhos, ele também é conhecido como urubu d´água e tem o hábito de comer carniça. Outra medida para interromper o abate do boto é a necessidade de se regulamentar a

Mudança climática e desmatamento poderão causar prejuízos irreversíveis na Amazônia

A floresta amazônica e outras regiões tropicais poderão sofrer alterações abruptas por causa das mudanças climáticas, passando de florestas densas a savanas , e de savanas a estados com total ausência de árvores, segundo estudo realizado por cientistas da Universidade de Wageningen, Holanda, e publicado no periódico Science. A equipe da cientista brasileira Marina Hirota mostra a fragilidade de florestas tropicais e savanas em função da quantidade de cobertura arbórea e de chuvas em três continentes: África, Austrália e América do Sul. Dentre as áreas mais sensíveis está a região amazônica. Os autores utilizaram os resultados dessas relações para prever onde florestas e savanas são mais vulneráveis a mudanças nos regimes de chuva. De acordo com a pesquisa, o sul da Amazônia, conhecido como "arco do desmatamento", por causa da pressão que a ocupação humana exerce na região, poderá deixar de ser floresta para se transformar permanentemente em savana. A região é afetada pe